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	<title>Joana Simões Piedade, autor em Duas Linhas</title>
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	<title>Joana Simões Piedade, autor em Duas Linhas</title>
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		<title>O TESTE DO LÁPIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Simões Piedade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Dec 2024 00:10:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na magnífica exposição de Zanele Muholi na Tate, em Londres, este autoretrato que remete para a infame prática do &#8220;teste do lápis&#8221; utilizada durante o apartheid na África do Sul para determinar a &#8220;classificação racial&#8221; de cada pessoa. Este teste exemplifica a brutalidade, a arbitrariedade e o profundo ridículo de um sistema racista que dividia [&#8230;]</p>
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<p>Na magnífica exposição de Zanele Muholi na Tate, em Londres, este autoretrato que remete para a infame prática do &#8220;teste do lápis&#8221; utilizada durante o apartheid na África do Sul para determinar a &#8220;classificação racial&#8221; de cada pessoa. Este teste exemplifica a brutalidade, a arbitrariedade e o profundo ridículo de um sistema racista que dividia seres humanos em categorias raciais.</p>



<p>O &#8220;teste do lápis&#8221; era usado pelas autoridades em caso de dúvida sobre se uma pessoa deveria ser <a></a>classificada como &#8220;branca&#8221; ou como &#8220;negra&#8221;. Por vezes em audiência pública, para uma humilhação e desumanização mais eficaz, um lápis era enfiado no cabelo: se deslizasse por entre os fios de cabelo e caisse no chão a pessoa era classificada como &#8220;branca&#8221;, se o lápis ficasse preso no cabelo era classificada como &#8220;negra&#8221; ou &#8220;mestiça&#8221;. Com as respectivas consequências que daí adviriam no regime segregacionista e racista que só terminou em 1994. Ontem, portanto.</p>



<p>Ao mesmo tempo que caminhava na exposição da Zanele, ia lendo as notícias e reações à operação policial no Martim Moniz onde dezenas de pessoas imigrantes foram perfilhadas, encostadas à parede, revistadas, submetidas a humilhação pública sem qualquer suspeita concreta. Também li que foi aprovada no Parlamento (o que dirá o Palácio Ratton?) a restrição do acesso ao SNS a cidadãos estrangeiros não regularizados.</p>



<p>Tempos estranhos estes&#8230; Há práticas de exclusão do nosso tempo presente que mais parecem um lápis invisível a desenhar fronteiras entre os que merecem direitos e os que podem ser descartados, excluídos, indignamente tratados. Um teste de lápis invisível a testar-nos&#8230;a todos.</p>



<p>[Li críticas a uma comparação feita entre uma imagem da operação no Martim Moniz e outra de judeus na Alemanha nazi. Percebo as críticas mas que se lembrem que o Holocausto não começou em Auschwitz nem de imediato com as câmaras de gás. Começou com o discurso de ódio, com as inscrições racistas nas montras das lojas dos judeus, com as pilhagens paramilitares e as detenções policiais arbitrárias, com a desumanização de seres humanos, com a classificação de seres humanos como inferiores e menos dignos, pela sua aparência, pertença, afiliação, etnia, religião&#8230;]</p>
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		<title>O CORPO NO CHÃO, A PETIÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Simões Piedade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 09:55:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que as palavras ditas e escritas, tantas, dos últimos dias ficam-me as imagens. As imagens do vídeo que a Visão publicou. O corpo de Odair Moniz na calçada depois de alvejado pela polícia. O som de algumas vozes, os transeuntes no regresso a casa, a dolorosa e longa permanência de Odair no meio [&#8230;]</p>
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<p>Mais do que as palavras ditas e escritas, tantas, dos últimos dias ficam-me as imagens. As imagens do vídeo que a Visão publicou. O corpo de Odair Moniz na calçada depois de alvejado pela polícia. O som de algumas vozes, os transeuntes no regresso a casa, a dolorosa e longa permanência de Odair no meio da rua. O olhar de dois agentes, jovens, hesitantes, perdidos, sem a capacidade de prestar auxílio, de verificar os sinais vitais de um homem, do ser humano que acabou de ser abatido. Será que se perguntariam como ali chegaram e o porquê? O que lhes foi dito durante a sua formação profissional sobre os lugares onde iriam trabalhar? Que narrativas, preconceitos, concepções enviesadas incorporaram na sua mente?</p>



<p>Depois, as imagens de um responsável da PSP na televisão a falar sobre a proteção das “pessoas de bem”. Onde é que este conceito existe na CRP ou em qualquer lei ou regulamento? Mais o comunicado oficial da PSP a justificar a ação como procedimento em &#8220;legítima defesa&#8221; e, mais tarde, o depoimento do próprio agente a contradizer a versão oficial. Nem o carro era roubado, nem Odair estava armado.</p>



<p>As imagens de políticos-abutres, na inversão chocante de defender “a condecoração” do polícia autor dos disparos e a defesa e o incitamento à necessidade de mais ações semelhantes, que é como quem diz, assassinatos à queima roupa.</p>



<p>Nos lugares, chamam-lhes “bairros”, cansados de tantas perdas e mortes sem sentido (o que aconteceu não é um caso isolado) e fustigados por tantas declarações-incendiárias, as imagens da revolta e da ira que alastram. Autocarros destruídos em geografias que tanto necessitam de acessibilidade e de transporte público. A ironia. Trabalhadores magoados em serviço. Ironia dupla. Mas quando a justiça tarda ou falha por completo, onde encontrar legitimidade para criticar o desespero e a revolta de quem foi esquecido e se sente abandonado? E uma outra vez, as imagens. Na manhã seguinte, eram os trabalhadores e os mesmos corpos de sempre, que limpavam os restos carbonizados, que apagavam os vestígios de noites de fúria e dor. Sobra sempre para os mesmos..</p>



<p>Por estes dias, uma última vez, a imagem. O medo dos mais novos em sair de casa e ir para a escola, as perguntas: &#8220;Achas que vai acontecer de novo?&#8221;, &#8220;Estamos seguros?&#8221;. No olhar, o reflexo de um mundo que não sabem como processar e um ciclo de violência que se repete. Que vergonha, que impotência que este ciclo de violência, de desigualdade, de opressão, não foi quebrado&#8230;</p>



<p>Ainda assim, o que podemos fazer? A VIDA JUSTA convocou uma manifestação em Lisboa contra a violência policial e de homenagem a Odair Moniz e a todos os cidadãos vítimas da violência policial e que foram mortos pelo Estado português. Há, também, uma petição pública a decorrer relativa a uma queixa-crime contra incendiários a quem pagamos mensalmente milhares de euros para incitarem ao ódio e não fazerem nada de útil e benéfico, e que, acredito, devemos subscrever: <a href="https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT122809&amp;fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR3BiJb_22OVpW6w2VYwWnlH0iCW7dwQDoBCsQCTtXKEso2xA-DxuB_GijQ_aem_sgQDjmjYcWsBLm8_XelKRA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT122809</strong></a></p>



<p>E lembrar sempre que &#8220;Sem justiça não há paz&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-37635" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/bairro-do-zambujal.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fotografia de Sofia Marvão</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/10/o-corpo-no-chao-a-peticao/">O CORPO NO CHÃO, A PETIÇÃO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>&#8220;O LÍBANO É NOSSO&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Simões Piedade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Oct 2024 00:02:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O vídeo perturbador viralizou nos últimos dias: um pai israelita lê um livro ilustrado ao filho pequeno. O livro chama-se &#8220;Alon e o Líbano&#8221;, uma versão colonial hardcore de qualquer inofensivo &#8220;Anita vai à praia&#8221;. Neste caso, a história é sobre Alon, um menino israelita que mora num kibutz na fronteira com o Líbano e [&#8230;]</p>
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<p>O vídeo perturbador viralizou nos últimos dias: um pai israelita lê um livro ilustrado ao filho pequeno. O livro chama-se &#8220;Alon e o Líbano&#8221;, uma versão colonial hardcore de qualquer inofensivo &#8220;Anita vai à praia&#8221;.</p>



<p>Neste caso, a história é sobre Alon, um menino israelita que mora num kibutz na fronteira com o Líbano e expressa o desejo de passear por lá. É avisado de que não pode ir porque &#8220;ainda não é nosso&#8221;, e Alon afirma: &#8220;O Líbano é nosso&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">“This is Lebanon, it is beautiful. I love to go to Lebanon and stroll there, said Alon.<br><br>It is dangerous; you cannot go there; it is not ours yet.<br><br>Alon thought and said, Lebanon is ours.”<br><br>That’s what he’s reading for his child.<br><br>It’s a children’s book titled “Alon and Lebanon,”… <a href="https://t.co/efsOEUCZBk">pic.twitter.com/efsOEUCZBk</a></p>&mdash; Warfare Analysis (@warfareanalysis) <a href="https://twitter.com/warfareanalysis/status/1842305994908483919?ref_src=twsrc%5Etfw">October 4, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Este livro infantil, escrito por <a></a>um professor universitário israelita e apoiado por grupos de extrema-direita, tal como os currículos escolares em Israel ajudam a perceber como é possível o que está a acontecer naquela parte do mundo, como é possível moldar desde que as crianças nascem e ao longo de toda a vida, a percepção de um conflito, a legitimidade da violência contra palestinianos (e libaneses), como é possível desumanizar povos inteiros.</p>



<p>Numa palestra em Coimbra, na sexta-feira, a relatora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese, referiu o impacto tremendo que a educação israelita tem na endoutrinação de crianças e jovens, na lavagem cerebral a que são sujeitas desde que nascem, como são ensinadas a odiar palestinianos, árabes, muçulmanos, a desumanizá-los.</p>



<p>Não é de agora que o sistema de ensino israelita tem sido criticado, e denunciado, por exigir, por exemplo, que os estudantes do ensino secundário estudem com detalhe a ideologia e os princípios nazis.</p>



<p>É relativamente unânime a importância de conhecer a História (para que &#8220;os erros do passado não se repitam&#8221;, diz-se, mais parecendo hoje em dia uma piada de mau gosto), mas o caso israelita obriga-nos a refletir sobre a forma como isso é/deve ser feito. O uso da memória do Holocausto é instrumentalizado em Israel como forma de doutrinação nacionalista, como justificação para a opressão e ocupação no tempo presente, e ao centrar-se nos detalhes da ideologia nazi desvia o foco da reflexão sobre as suas consequências humanas e éticas. O ensino da História é, desta forma, colocado ao serviço da procura perpétua por vitimização e vingança.</p>



<p>A forma de abordagem é tudo, e quando &#8220;a educação não é libertadora o sonho do oprimido é tornar-se o opressor&#8221; (obrigada, Paulo Freire).</p>



<p>Em Israel, as crianças e os jovens nascem e crescem a ser ensinadas a odiar. E isso ajuda-nos a compreender muito do que acontece por lá.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="615" height="615" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/o-libano-e-nosso.jpg" alt="" class="wp-image-37219" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/o-libano-e-nosso.jpg 615w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/o-libano-e-nosso-300x300.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/o-libano-e-nosso-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></figure></div>


<p>Já fora de Israel é mais difícil de perceber porque razões não conseguimos parar este horror. Talvez se situe algures entre os interesses geo-estratégicos, militares, económicos dos donos do mundo e o colonialismo e racismo embutidos em nós (bem-comportadas marionetas), e que variando ao sabor dos interesses e umas vezes contra judeus, outras contra árabes, outras contra imigrantes, outras contra ciganos, outras contra negros, outras contra refugiados, outras contra&#8230;(quem se segue?), não se extingue das nossas mentes e leva-nos a acreditar, continuamente, que a vida de uns vale mais do que a vida de uns outros.</p>
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		<title>“O Problema Com Que Todos Vivemos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Simões Piedade]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 23:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As escolas devem ser lugares onde as crianças são felizes, onde realizam o seu potencial e onde estão em segurança. Não são lugares onde vão para ser agredidas física e psicologicamente, vítimas de racismo e de xenofobia quer por adultos quer por outras crianças. Isto parece, e é, básico. Mas, então, pergunto, em primeiro lugar, [&#8230;]</p>
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<p>As escolas devem ser lugares onde as crianças são felizes, onde realizam o seu potencial e onde estão em segurança. Não são lugares onde vão para ser agredidas física e psicologicamente, vítimas de racismo e de xenofobia quer por adultos quer por outras crianças. Isto parece, e é, básico. Mas, então, pergunto, em primeiro lugar, como é possível que isto tenha acontecido, e em segundo, como é possível que a escola não tenha denunciado a situação às autoridades?</p>



<p>Não denunciar perpetua o ciclo de violência e discriminação e passa uma mensagem errada e perigosa para toda a comunidade educativa, a começar nas outras crianças, sobre a desvalorização e a tolerância a estes comportamentos. Pergunto como é possível que, no conjunto de toda a comunidade educativa ninguém foi capaz de denunciar esta agressão.</p>



<p>Como é possível que a resposta que a escola considerou adequada para lidar com uma agressão racista tenha sido transferir a criança-vítima para outra escola, mesmo que a pedido dos pais. E que sociedade é esta que estamos a construir quando a própria mãe da criança agredida teve medo de ir ao hospital e tratou dos ferimentos em casa?</p>



<p>Converso frequentemente sobre racismo e xenofobia com crianças e jovens em escolas. Uma das perguntas que faço é o que devemos fazer quando sofremos racismo ou sabemos da existência de uma situação de racismo? A expectativa é fazer uma sensibilização para a importância de falar com um adulto, seja um professor, um auxiliar, a família, a polícia, instituições. As respostas dos jovens são parecidas e facilmente desarmam-me quando se queixam que os adultos lhes dizem: “Não ligues”, “Ignora”, “Não dês importância”. Acontece com frequência, a desvalorização por parte dos adultos, mesmo aqueles com responsabilidades institucionais e que têm obrigação de saber que não se pode ignorar uma agressão racista e xenófoba e que as escolas devem ter canais de prevenção, de denúncia, de resposta e de combate.</p>



<p>Li esta notícia logo a sair de uma sala de aula e de uma escola multicultural de Lisboa, repleta de miúdos e miúdas nepalesas e de todo o mundo e onde, estou convicta, uma situação destas não ocorreria e se ocorresse teria uma resposta institucional muito diferente. Logo a seguir cruzei-me, por acaso, com o presidente da câmara e não fui capaz de não atravessar o passeio para lhe perguntar como se deve posicionar um município quando as suas escolas são palco desta violência&#8230;</p>



<p>O que leva à primeira questão, como é que isto aconteceu?</p>



<p>As <a href="https://visao.pt/atualidade/sociedade/2024-05-17-caso-do-menino-nepales-de-9-anos-vitima-de-linchamento-numa-escola-de-lisboa-o-que-se-sabe-ate-ao-momento/">es<strong>colas são espelho da sociedade</strong></a> e se a sociedade permite manifestações racistas, discursos de ódio e anti-imigração que culpam os mais vulneráveis, diabolização e desumanização de pessoas em razão da sua origem ou nacionalidade, ataques violentos no interior da casa das próprias pessoas imigrantes, associação entre criminalidade e imigração num congresso sobre &#8220;justiça amiga das crianças&#8221;, sem uma censura e repulsa inequívocas, o que esperar que as crianças e jovens façam perante os exemplos que os adultos lhes estão a dar?</p>



<p>Sim, este<strong><a href="https://rr.sapo.pt/especial/pais/2024/05/17/menino-nepales-de-nove-anos-vitima-de-linchamento-em-escola-de-lisboa/377795/"> é um problema</a></strong> com que <strong><a href="https://www.esquerda.net/artigo/crianca-nepalesa-foi-vitima-de-linchamento-em-escola-de-lisboa/90895">todos estamos a viver</a></strong>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/07/o-problema-com-que-todos-vivemos/">“O Problema Com Que Todos Vivemos”</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>EUROPA FORTALEZA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Simões Piedade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 00:02:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia prepara-se para permitir a detenção, durante meses a fio, de crianças migrantes requerentes de asilo nas suas fronteiras. Estas detenções &#8211; ilegais à luz do Direito Internacional e das diversas convenções ratificadas por todos os Estados-Membros &#8211; comprometem a proteção dos direitos de crianças que já estão em situação de enorme risco [&#8230;]</p>
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<p>A União Europeia prepara-se para permitir a detenção, durante meses a fio, de crianças migrantes requerentes de asilo nas suas fronteiras. Estas detenções &#8211; ilegais à luz do Direito Internacional e das diversas convenções ratificadas por todos os Estados-Membros &#8211; comprometem a proteção dos direitos de crianças que já estão em situação de enorme risco e vulnerabilidade e que passaram por situações traumáticas nos seus curtos percursos de vida. Detê-las nas fronteiras, durante <a></a>meses, poderá expô-las, com toda a probabilidade, ainda a mais sofrimento, abusos e violações dos direitos humanos.</p>



<p>Esta medida, que lembra o que acontecia há tempos na fronteira do México/EUA, a ser aprovada entra em conflito directo com os princípios fundamentais que a UE afirma defender e viola quer a Convenção dos Direitos da Criança quer a Convenção de Genebra que TODOS os países da UE ratificaram.</p>



<p>Alemanha, Itália, Irlanda, Portugal e Luxemburgo procuraram, numa primeira fase, questionar esta medida inaceitável mas lá acabaram por varrer para debaixo do tapete uma decisão que, a ser mesmo aprovada, será um imenso retrocesso nos esforços para promover a proteção das crianças migrantes.</p>



<p>Nas suas políticas migratórias a União Europeia tem, desde há muito, &#8220;esquecido&#8221; todos os princípios e valores humanistas que estão na sua suposta génese mas nunca o fez tão aberta e descaradamente contra crianças (estava a escrever &#8220;declaradamente&#8221; mas fui automaticamente corrigida) como fará se isto for para a frente.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-32266" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/europa-fortaleza-capa.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p><em><sup>(crónica publicada também no Facebook da autora)</sup></em></p>
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		<title>Sobre o suor de quem trabalha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Simões Piedade]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Feb 2024 10:33:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Defender a imigração com argumentos de que &#8220;sem eles o país pára&#8221; e os patrões &#8220;querem que venham mais&#8221;, é defender a precariedade, a exploração laboral, o capitalismo, é ter desistido de uma sociedade progressista. Defender a imigração dizendo que &#8220;os portugueses não querem fazer estes trabalhos&#8221; também contém alguns equívocos porque, em bom rigor, [&#8230;]</p>
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<p>Defender a imigração com argumentos de que &#8220;sem eles o país pára&#8221; e os patrões &#8220;querem que venham mais&#8221;, é defender a precariedade, a exploração laboral, o capitalismo, é ter desistido de uma sociedade progressista. Defender a imigração dizendo que &#8220;os portugueses não querem fazer estes trabalhos&#8221; também contém alguns equívocos porque, em bom rigor, continuam a existir muitos &#8220;portugueses&#8221; a fazer trabalhos semelhantes só que noutros países e a ganhar várias vezes mais do que <a></a>ganhariam cá.</p>



<p>Portanto, utilizar estes argumentos com pés de barro é muito útil para a direita (aos liberais porque ajuda os patrões exploradores e gananciosos, aos racistas porque só ajuda a fomentar o ódio aos imigrantes e a criar divisões entre trabalhadores, entre o &#8220;nós&#8221; e o &#8220;eles&#8221;). Também é muito útil para partidos que se proclamam &#8220;socialistas&#8221; mas que a única coisa que têm feito é dar mau nome ao socialismo.</p>



<p>Agora, a revolta e o &#8220;problema&#8221; nunca podem ser levantados em relação a quem procura uma melhor vida em Portugal e está, por isso, disposto a trabalhar em condições precárias e de exploração. Com os imigrantes trabalhadores a solidariedade deverá ser inequívoca, sempre. Os direitos dos imigrantes são os direitos dos trabalhadores, a luta é a mesma.</p>



<p>A revolta deve ser dirigida, sim, contra quem os explora desta forma e contra quem autoriza, permite e estimula que sejam assim explorados.</p>



<p>E, já agora, em relação a quem usa aquele tipo de argumentos, toda a desconfiança.</p>



<p><sup>(esta crónica foi publicada primeiro no Facebook da autora)</sup></p>
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		<title>A incapacidade de fazer a pergunta básica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Simões Piedade]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Dec 2023 00:05:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[crónica de televisão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Só muito esporadicamente vejo televisão, há dias calhou pôr o telejornal da SIC no computador para me distrair enquanto embrulhava os presentes para a criançada. Grande erro. Aquela dupla que convidam para falar sobre “as guerras” ofende-me profundamente e pergunto-me como é possível tanto tempo de antena para discorrer aquela quantidade absurda de disparates, de [&#8230;]</p>
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<p>Só muito esporadicamente vejo televisão, há dias calhou pôr o telejornal da SIC no computador para me distrair enquanto embrulhava os presentes para a criançada. Grande erro. Aquela dupla que convidam para falar sobre “as guerras” ofende-me profundamente e pergunto-me como é possível tanto tempo de antena para discorrer aquela quantidade absurda de disparates, de preconceitos de toda a espécie (até homofobia entrou), com o beneplácito da jornalista, a tratar quem os vê como se fossem/fossemos perfeitos idiotas capazes de acreditar naquelas alarvidades.</p>



<p>Ia desligar mas entrou logo uma peça sobre o Tesouro Real com as imagens de uma tiara de estrelas feita de diamantes, ouro e prata encomendada pela rainha D. Maria Pia algures em 1860. Faz parte do Tesouro Nacional em exibição no Palácio da Ajuda e interessou-me como a iriam contextualizar. Além de que fiquei, confesso, hipnotizada naquele bling bling todo. Pois que falou o director do Palácio da Ajuda, pois que falou um gemólogo, pois que falou um estudioso, discutiram os 483 diamantes, o ouro e a prata, pois que discutiram que valeria &#8220;nunca menos de 15 milhões&#8221; no mercado actual, pois que discutiram se a rainha seria ou não “vaidosa” e o modo como aproveitava o Sol para se deixar ver (esperta a D.Maria, era a “golden hour” dos fotógrafos <em>avant la lettre</em>) para a jornalista concluir que era uma tiara “do século 19 para inspirar as princesas da Disney”.</p>



<p>Não, cara jornalista da SIC, até as princesas da Disney de hoje em dia teriam a capacidade de fazer a pergunta básica &#8211; mas de onde vieram os diamantes, o ouro e a prata? Porque ali de Monsanto ou da Tapada não deve ter sido&#8230; Qualquer princesa da Disney de hoje teria incorporado na narrativa da tiara de estrelas (excelente ponto de partida) o legado esclavagista e colonial português. Qualquer princesa da Disney de hoje teria feito melhor do que toda uma equipa de “jornalistas” de um programa “informativo”. E isso é deprimente e sintomático do estado em que estamos. Raios, estrelas e diademas vos partam.</p>
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