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	<title>Arquivo de genocídio do povo palestiniano - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de genocídio do povo palestiniano - Duas Linhas</title>
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		<title>TRÊS ANOS DEPOIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:44:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ocupação, apartheid, violência sistemática.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Três anos depois, já ninguém pode dizer que não sabe. Israel deixou cair a máscara da “única democracia do Médio Oriente” e mostrou aquilo que durante décadas muitos preferiram não ver: um Estado assente na ocupação, no apartheid e na violência sistemática contra os palestinianos. Em Gaza, o genocídio prossegue diante dos olhos do mundo. A contabilidade oficial dos mortos, já na ordem das dezenas de milhares, é provavelmente muito inferior à realidade de uma destruição que transformou cidades inteiras em ruínas.</p>



<p>O mistério já não é Israel. O mistério são as democracias que continuam a assistir. Estados que fizeram do direito internacional uma bandeira continuam a manter relações políticas, económicas e militares com um Estado que ocupa territórios, promove colonatos ilegais e destrói sistematicamente um povo. Falam de diálogo, de negociações e de uma futura solução política como se ainda estivéssemos perante um conflito convencional entre duas partes equivalentes. Como se fosse possível negociar com quem transforma a destruição do território e a expulsão da sua população num instrumento político.</p>



<p>As sanções são poucas, tardias e quase caricaturais. Incidem sobretudo sobre produtos provenientes dos colonatos ilegais e, mesmo essas medidas mínimas, são recusadas ou adiadas por vários países. É a maneira encontrada pelas democracias para parecerem indignadas sem correrem o risco de incomodar demasiado Israel.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Gaza vai desaparecendo do discurso</strong></h4>



<p>O território foi devastado. Casas, hospitais, escolas, ruas, bairros inteiros deixaram de existir. Milhares de pessoas continuam feridas, sem tratamento adequado. Há fome, sede, frio, calor e doenças. Há famílias inteiras a viver em tendas rasgadas, entre escombros, sem saber se terão comida no dia seguinte. E continuam a morrer pessoas.</p>



<p>Mas o mundo parece ter decidido esperar. Esperar por uma solução razoável. Esperar por um novo processo de paz. Esperar talvez que os escombros desapareçam da televisão e que Gaza deixe de incomodar.</p>



<p>Só que Gaza não desapareceu. Continua ali. E cada dia que passa sem uma ação política à altura da dimensão da tragédia transforma a neutralidade em cumplicidade.</p>



<p>Três anos depois, já não há grande coisa para compreender sobre Israel. Falta compreender as democracias que continuam a assistir aos crimes que Israel repete, agora, no Líbano e na Cisjordânia.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id=""><iframe title="Andrey X" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/-8ifymDmgZY?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>
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		<title>O MÉDICO INGLÊS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 10:59:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[hospital bombardeado em Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Maynard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O médico fez um relato terrível à TRT sobre o que viu em Gaza</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/o-medico-ingles/">O MÉDICO INGLÊS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nick Maynard é medico, cirurgião, professor em Oxford, um profissional muitíssimo considerado em todo o mundo, uma pessoa disponível para ajudar quem mais necessita dos seus conhecimentos. É por isso que esteve já muitas vezes no Médio Oriente, em momentos de conflito e pós-conflito. Conhece bem Gaza. Fez um relato terrível à TRT, o canal internacional de notícias turco que tem dado uma atenção especial ao que Israel anda a fazer.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Inside Voices: Dr Nick Maynard" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/-s123VK2nEM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O QUE MAYNARD DIZ NO VÍDEO</strong></h4>



<p>Maynard começou a ir até Gaza e à Cisjordânia no ano de 2010. Deu aulas nas faculdades de medicina palestinianas, conhecia bem a realidade que se vivia tanto nos territórios ocupados como na Gaza cercada, onde só entrava quem Israel autorizava. Mas nada o preparou para o que se ia passar, depois de outubro de 2023.</p>



<p>O relato deste médico inglês é chocante. “Podíamos sentir o cheiro a queimado”, “vi bebés mortos com tiros na cabeça”. Lembra-se das noites passadas na sala de operações, dos bombardeamentos que atingiam o hospital enquanto decorriam intervenções cirurgicas para salvar sobreviventes, do número de crianças vítimas daquela violência à solta que tudo destruiu. Lembra-se do chão do Hospital Al-Aqsa coberto de corpos, uns mortos outros ainda vivos, do sangue, dos gritos, do desespero coletivo.</p>



<p>Diz calcular que 75% das vítimas que viu serem crianças e mulheres. Não encontra nada que justifique esse facto nem qualquer razão para os hospitais terem sido destruídos total ou parcialmente.</p>



<p>Na memória ficou-lhe o caso especial de Habiba, uma menina de 11 anos, que chegou ao hospital com o peito desfeito pelo rebentamento de uma bomba. </p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="893" height="633" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-4-habiba.jpg" alt="" class="wp-image-51008" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-4-habiba.jpg 893w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-4-habiba-300x213.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-4-habiba-768x544.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-4-habiba-696x493.jpg 696w" sizes="(max-width: 893px) 100vw, 893px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="917" height="652" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-5-habiba.jpg" alt="" class="wp-image-51009" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-5-habiba.jpg 917w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-5-habiba-300x213.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-5-habiba-768x546.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-5-habiba-696x495.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 917px) 100vw, 917px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Passou horas com aquela criança no bloco operatório, reconstruiu o esófago da menina e ela sobreviveu à cirurgia e teria condições para recuperar. Mas Habiba morreu de fome quatro semanas depois.</p>



<p>As declarações de Nick Maynard são dirigidas contra Israel, pela matança direta nos bombardeamentos e a ação de snipers contra civis, pelo bloqueio de alimentos, pelo bloqueio de medicamentos, pelo bloqueio de tudo que pudesse contribuir para evitar mais mortes.</p>



<p>Críticas que englobam todos os governos que nada fizeram e nada fazem para obrigar Israel a cumprir com a Lei Internacional ou com preceitos civilizacionais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="453" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-1024x453.jpg" alt="" class="wp-image-51010" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-1024x453.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-300x133.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-768x340.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-696x308.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-1392x616.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-1068x473.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6-1320x584.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-6.jpg 1478w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">as valas comuns em Gaza</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/o-medico-ingles/">O MÉDICO INGLÊS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>FALAR DA PALESTINA TEM UM PREÇO</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/08/falar-da-palestina-tem-um-preco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 23:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinco pessoas. Cinco histórias diferentes..</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/falar-da-palestina-tem-um-preco/">FALAR DA PALESTINA TEM UM PREÇO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sarah_Friedland" type="link" id="https://en.wikipedia.org/wiki/Sarah_Friedland">Sarah Friedland</a></strong> é um dos casos mais interessantes. A realizadora norte-americana, judia, recebeu em setembro de 2024, no Festival de Veneza, o Leão do Futuro pelo seu filme <em><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=opxCNsKhvdA" type="link" id="https://www.youtube.com/watch?v=opxCNsKhvdA">Familiar Touch</a></strong></em>. No discurso de agradecimento, utilizou o palco da sua consagração internacional para dizer que falava no 336.º dia do “genocídio de Israel em Gaza” e para manifestar solidariedade com o povo palestiniano. Houve reacções e ataques públicos. Quanto a eventuais consequências profissionais, Friedland ainda não quis falar delas. E essa escolha merece ser respeitada, apesar de beneficiar o infrator. Para a história fica, para já, que uma realizadora judia decidiu utilizar um dos palcos mais prestigiados do cinema mundial para denunciar o genocídio que o povo da Palestina está a enfrentar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="762" height="431" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/sarah-friedman.jpg" alt="" class="wp-image-50944" style="width:762px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/sarah-friedman.jpg 762w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/sarah-friedman-300x170.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/sarah-friedman-696x394.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 762px) 100vw, 762px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sarah Friedland quando recebeu o Leão de Veneza e proferiu o discurso crítico contra Israel, em 2024</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O caso de <strong><a href="https://www.hotpress.com/culture/irish-comedian-tadhg-hickey-claims-instagram-account-taken-down-following-outspoken-support-for-palestinians-23086844?" type="link" id="https://www.hotpress.com/culture/irish-comedian-tadhg-hickey-claims-instagram-account-taken-down-following-outspoken-support-for-palestinians-23086844?">Tadhg Hickey</a></strong>. O comediante irlandês transformou o activismo pela Palestina numa parte importante da sua intervenção pública. Em Maio de 2025, a sua conta principal no Instagram, com cerca de 300 mil seguidores, foi eliminada. Hickey afirmou que não recebeu qualquer aviso prévio. O seu percurso noutras plataformas digitais foi ainda mais complicado, com bloqueios no TikTok e no YouTube. Aqui já não estamos apenas perante a possibilidade abstracta de uma carreira prejudicada por opiniões políticas: estamos perante contas, conteúdos e canais que desapareceram ou sofreram restrições severas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="540" height="697" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Tadhg-Hickey3-1.jpg" alt="" class="wp-image-50948" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Tadhg-Hickey3-1.jpg 540w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/Tadhg-Hickey3-1-232x300.jpg 232w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /><figcaption class="wp-element-caption">depois de perder as redes sociais, Tadhg Hickey vive de stand-up comedy em espetáculos ao vivo</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong><a href="https://www.instagram.com/nicolejenes/" type="link" id="https://www.instagram.com/nicolejenes/">Nicole Jenes</a></strong>. Actriz e criadora de conteúdos tem denunciado repetidamente aquilo que considera censura às suas publicações sobre a Palestina.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="607" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/nicole-jenes.jpg" alt="" class="wp-image-50956" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/nicole-jenes.jpg 480w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/nicole-jenes-237x300.jpg 237w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><figcaption class="wp-element-caption">Nicole Jenes</figcaption></figure></div>


<p>A Human Rights Watch documentou mais de mil casos de remoção ou supressão indevida de conteúdos pró-palestinianos no Facebook e no Instagram em 2023, identificando, entre outros mecanismos, eliminação de publicações, suspensão de contas, restrição de funcionalidades e aquilo que se convencionou chamar <em>shadow banning</em>: a redução significativa da visibilidade de conteúdos sem que o utilizador seja necessariamente informado. Não se trata, portanto, de uma questão inventada por Jenes ou por activistas palestinianos. É uma realidade suficientemente documentada por organizações independentes de direitos humanos.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Depois há <strong><a href="https://www.instagram.com/iyahmayhem/" type="link" id="https://www.instagram.com/iyahmayhem/">Iyah May</a></strong>, cantora australiana. O seu caso leva a questão para dentro da própria indústria musical. May lançou <em>Karmageddon</em>, uma canção que confronta, entre outras coisas, a morte de crianças pelos militares de Israel. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Iyah May Karmageddon Lyric Music Video" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/y29kmnhjtc8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><sup>vídeo clip</sup></figcaption></figure>



<p>Segundo o relato que acompanha o seu percurso profissional, recusou alterar a letra desta e de outras canções e acabou por perder o contrato com a editora e com o empresário. Passou a trabalhar de forma independente. É um caso particularmente interessante porque a consequência não é uma conta apagada por um algoritmo: é a ruptura com uma estrutura profissional da indústria cultural.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="518" height="687" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/iyah-may-4.jpg" alt="" class="wp-image-50952" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/iyah-may-4.jpg 518w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/iyah-may-4-226x300.jpg 226w" sizes="auto, (max-width: 518px) 100vw, 518px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="511" height="635" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/iyah-may-5.jpg" alt="" class="wp-image-50953" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/iyah-may-5.jpg 511w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/iyah-may-5-241x300.jpg 241w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /><figcaption class="wp-element-caption">Iyah May</figcaption></figure>
</div>
</div>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E há <strong><a href="https://www.instagram.com/juliamaiart/" type="link" id="https://www.instagram.com/juliamaiart/">Julia Mai</a></strong>, artista islandesa, cuja intervenção pela Palestina tem sido igualmente explícita. Em 2026, continuava a desenvolver projectos artísticos de solidariedade com a Palestina e a utilizar a sua arte para chamar a atenção para Gaza. No seu caso, porém, há uma diferença importante: temos um vídeo da própria Julia Mai, onde ela denuncia uma ameaça de morte. Não é só o silenciamento institucional ou algorítmico. É intimidação pessoal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="400" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/julia-mai-junto-de-um-dos-seus-murais.jpg" alt="" class="wp-image-50950" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/julia-mai-junto-de-um-dos-seus-murais.jpg 597w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/julia-mai-junto-de-um-dos-seus-murais-300x201.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /><figcaption class="wp-element-caption">Júlia Mai junto de um dos seus murais pintados em Reiquiavique, capital da Islândia</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Cinco pessoas. Cinco histórias diferentes. Uma realizadora. Um comediante. Uma criadora digital. Uma cantora. Uma artista. Nenhuma representa formalmente um governo ou uma organização política. São profissionais da cultura que decidiram falar. Perante um caso tão flagrante de execução de crimes de guerra e contra a Humanidade, deviam ser elogiados e não censurados.</p>



<p>Para além da ação conjugada do Estado que promove um genocídio, temos a tecnologia posta ao dispor dos interesses desse Estado, a que se soma a cobardia de instituições, empresas de comunicação social, editoras, e outros, que receiam perder receitas de financiadores, receiam retaliações políticas, receiam polémicas, temos profissionais que preferem não correr riscos, anunciantes que não querem problemas e gente que aprende, observando o que acontece aos outros, quais são os limites do discurso que os donos-disto-tudo consideram aceitável. É assim que &#8220;eles&#8221; tentam construir um muro de silêncio.</p>



<p>Sem entrar em teorias da conspiração, é evidente que existe uma ação orgânica global, com base política, para calar vozes inconvenientes. Em Gaza e no Líbano mataram mais de 250 jornalistas e ativistas nas redes sociais. Na Cisjordânia prenderam-nos. Na Europa e na América cortam-lhes o pio. É um trabalho sistemático, multifacetado, orientado através de patrocinadores, diplomatas, patrões, influencers, assassinos fardados e outros idiotas úteis, que nos mostra o preço a pagar no modo de vida ou até na segurança pessoal, quando alguém decide lutar contra a prepotência e a injustiça.</p>



<p>O vídeo que fiz sobre este assunto:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Perseguidos" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/wHnlwhQATPk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
</div></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>UM PASSO EM FRENTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 20:04:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[crimes de guerra dos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio do povo palestiniano]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[mobilização popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>diz Miguel que chegou o momento em que a inação deixa de ser uma opção</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O jornalista Miguel Szymanski lançou um apelo à mobilização cívica, defendendo que a gravidade do genocídio do povo palestiniano e o agravamento das guerras exigem uma resposta que ultrapasse fronteiras partidárias, religiosas e ideológicas. Assumindo-se como alguém que nunca encontrou lugar em partidos ou organizações, diz Miguel que chegou o momento em que a inação deixa de ser uma opção e se transforma em cumplicidade perante o sofrimento humano.</p>



<p>A proposta passa pela criação de um amplo movimento de cidadãos, reunindo pessoas de diferentes sensibilidades políticas, religiosas e sociais em torno de princípios universais: rejeição do genocídio e da guerra, defesa da solidariedade humana, da diplomacia e das liberdades. O objetivo é levar as pessoas para o espaço público e exercer uma pressão política que obrigue a mudanças na política do Governo português.</p>



<p>O apelo é válido e urgente. Porém, a experiência mostra que movimentos desta dimensão raramente ganham expressão sem uma estrutura mínima de coordenação, sem pessoas capazes de organizar, convocar e dar continuidade à mobilização. Sim, somos muitos, mas dificilmente se conseguirá transformar a indignação dispersa num acontecimento com verdadeiro impacto político. Por mim, estou disponível, dou um passo em frente. Estou ao teu lado, Miguel.</p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>O MASSACRE DE GAZA E A FALÊNCIA MORAL DO MUNDO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 23:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não podemos continuar a tratar o sofrimento absoluto de milhões de seres humanos como se fosse apenas mais uma estatística</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não podemos continuar a olhar para as telas iluminadas dos nossos telemóveis e a tratar o sofrimento absoluto de milhões de seres humanos como se fosse apenas mais uma estatística geopolítica passageira ou um debate académico estéril em salas de conferências climatizadas. O que se vive no terreno é a anatomia detalhada de um abandono sistémico, onde bairros inteiros que outrora pulsavam com o riso de crianças, o comércio vibrante e a rotina pacífica de famílias trabalhadoras foram reduzidos a esqueletos de cinza e a uma poeira sufocante que agora cobre os corpos daqueles que perderam tudo o que dava significado à palavra casa. </p>



<p>Caminhar por aquelas ruas desfeitas é testemunhar o funeral público da empatia humana, onde a sobrevivência diária se transformou numa lotaria macabra e injusta, onde o acesso a um copo de água potável ou a um pedaço de pão básico deixou de ser um direito universal para passar a ser um privilégio inacessível. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="804" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca-1024x804.png" alt="" class="wp-image-50731" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca-1024x804.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca-300x235.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca-768x603.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca-696x546.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca-1068x838.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca-1320x1036.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-crianca.png 1376w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Esta decadência atroz não é um acidente de percurso ou uma consequência inevitável da história, mas sim o resultado direto das escolhas conscientes feitas por generais, políticos e decisores que, do alto dos seus gabinetes blindados e protegidos pelo cinismo das suas gravatas, optam por perpetuar o ruído das armas em vez de escutar o clamor da decência. Erguemos por isso uma acusação mordaz e implacável contra todos os arquitetos desta barbárie e contra os senhores da guerra que financiam, executam ou legitimam o sacrifício em massa de civis inocentes sob o pretexto de estratégias de segurança nacional ou de xadrez ideológico internacional, porque nenhuma ideologia no mundo tem o direito de se banhar no sangue de uma infância interrompida. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-1024x767.png" alt="" class="wp-image-50733" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-1024x767.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-300x225.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-768x576.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-696x522.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-1392x1043.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-1068x800.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-265x198.png 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-530x396.png 530w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato-1320x989.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/gaza-assassinato.png 1441w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Uma geração inteira de rapazes e raparigas está a crescer em Gaza sem saber o que é um céu pacífico, aprendendo a temer as nuvens porque delas só brota o terror e o estrondo da destruição, carregando no olhar um trauma profundo que nenhuma terapia ou promessa futura conseguirá apagar por completo. </p>



<p>A cumplicidade da comunidade internacional, manifestada através duma paralisia burocrática inaceitável e de discursos vazios que medem as palavras enquanto as bombas destroem hospitais, escolas e redes de saneamento, assina a falência moral das próprias instituições que um dia foram criadas sob o lema solene de nunca mais permitir tais atrocidades. Não há mais espaço para a comoção passiva ou para as lágrimas de conveniência que apenas servem para aliviar a culpa ocidental, pois a dor de Gaza é hoje uma cicatriz aberta na própria face de toda a humanidade e exigir o fim imediato deste bloqueio, o estabelecimento de cessar-fogos permanentes e a entrada livre de ajuda humanitária incondicional não é uma escolha partidária ou uma posição política, mas sim o último reduto de dignidade que nos separa da pura barbárie animal. </p>



<p>Se as leis internacionais que fingimos defender não servem para proteger os mais vulneráveis sob o entulho, então essas leis são apenas papel molhado e o nosso silêncio coletivo transforma-nos a todos em cúmplices silenciosos de um massacre que a história, com toda a sua clareza implacável, nunca ousará perdoar aos cobardes que preferiram desviar o olhar enquanto o futuro de um povo era enterrado vivo sob as pedras da indiferença global.</p>



<p></p>
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		<title>A CORAGEM NÃO TEM IDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 23:18:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>as iniciativas do Palestine Action ganharam grande notoriedade</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o tempo, as iniciativas do Palestine Action ganharam grande notoriedade, impulsionadas pela divulgação de vídeos nas redes sociais. À medida que crescia a visibilidade do movimento, aumentava também a preocupação das autoridades britânicas que, provavelmente pressionadas pelo Governo israelita, decidiram catalogar o Palestine Action como organização terrorista, proibiram a sua atividade e criminalizaram qualquer forma de apoio ao grupo, passando esta a ser enquadrada como apoio ao terrorismo.</p>



<p>Desde então, pertencer à organização, prestar-lhe apoio material ou exibir publicamente símbolos de solidariedade tornou-se crime no Reino Unido. Mais de três mil pessoas já foram detidas apenas por manifestarem apoio ao movimento ou por contestarem a decisão de o banir.</p>



<p>Enquanto decorrem nos tribunais os recursos destinados a contestar a classificação de terrorismo atribuída ao Palestine Action, as ruas britânicas têm sido palco de sucessivas manifestações. Os seus participantes procuram convencer a opinião pública de que está em causa uma questão de direitos fundamentais, esperando que esse debate tenha reflexo na apreciação judicial sobre o enquadramento legal da organização.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1009" height="611" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-3.jpg" alt="" class="wp-image-50632" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-3.jpg 1009w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-3-300x182.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-3-768x465.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-3-696x421.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 1009px) 100vw, 1009px" /></figure></div>


<p>O aspeto mais surpreendente é, porém, a identidade de muitos desses manifestantes. Longe da imagem tradicional do ativista jovem e combativo, são sobretudo reformados, muitos deles já bastante idosos. Alguns chegam às concentrações em cadeira de rodas, outros apoiam-se em bengalas ou no braço de familiares e vizinhos. Formam um improvável exército de cabelos brancos, marcado pelo peso dos anos, dos reumatismos e das limitações físicas, mas determinados na defesa dos direitos cívicos e políticos e na proteção da vida de um povo indefeso.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="584" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-4-1024x584.jpg" alt="" class="wp-image-50634" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-4-1024x584.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-4-300x171.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-4-768x438.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-4-696x397.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-4.jpg 1033w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>É um exército onde há mais bengalas do que escudos, mais artroses do que músculos, mas onde continua a existir uma boa reserva da coragem necessária para enfrentar injustiças.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="822" height="464" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-2.jpg" alt="" class="wp-image-50635" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-2.jpg 822w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-2-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-2-768x434.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/08/palestine-action-2-696x393.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 822px) 100vw, 822px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/a-coragem-nao-tem-idade/">A CORAGEM NÃO TEM IDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>CEUTA versus GAZA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Ilharco]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 23:13:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ATIRADOR FURTIVO]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crimes de guerra de Israel]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio do povo palestiniano]]></category>
		<category><![CDATA[invasão de Ceuta]]></category>
		<category><![CDATA[Itamar Ben-Gvir]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, é uma reconhecida cavalgadura.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, é, para ser comedido, uma reconhecida cavalgadura.</p>



<p>Num dia em que dezenas de milhares de migrantes, segundo o presidente da cidade autónoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, entraram na cidade a partir de Marrocos, aumentando a muito problemática crise migratória, o pobre-diabo do Ben-Gvir resolveu dizer uma piada. O que, habitualmente, corre mal a acéfalos.</p>



<p>Ceuta estava a ser invadida por 50.000 cidadãos, na sua imensa maioria jovens destemidos, à procura de uma vida melhor, que tentaram atravessar o mar, a nado. Seis dezenas deles morreram afogados. Os milhares que conseguiram chegar a terra, tão logo a pisaram, começaram a dar “vivas” a Espanha e a agradecer aos espanhóis na convicção de que seriam bem recebidos. Poucos teriam a consciência de que tal não seria possível.</p>



<p>Um dos grandes problemas de hoje, em toda a Europa, é a imigração e esse drama aumenta quando ela é desregulada. Os estudiosos indicam as principais razões para a combater: “a escassez de habitação, a sobrecarga nos sistemas de saúde e educação e a necessidade de ordem pública nas fronteiras.”</p>



<p>Não houve cidadão lúcido que não percebesse a necessidade imperiosa do Governo espanhol agir, de imediato, para impedir esta entrada em massa de imigrantes ilegais. Se há momentos em que a razão tem de sobrepor ao coração, este era, indubitavelmente, um deles. E é nestas alturas que se percebe quem é quem.</p>



<p>A primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, avisou de imediato que iria promover a suspensão espanhola do Espaço Schengen. </p>



<p>Ora Ben-Gvir, o israelita idiota e ultranacionalista (com perdão pelo pleonasmo) decidiu escrever nas redes sociais:</p>



<p><strong><em>&#8220;As minhas felicitações ao presidente do Governo de Espanha, Pedro Sanchez, pelo seu profundo compromisso com o acolhimento da imigração e com a diversidade humana. Como alguém que demonstra uma grande preocupação com o Hamas e com os habitantes de Gaza, apelo-lhe para que transforme as palavras em atos: abra as portas de Espanha e conceda refúgio aos habitantes de Gaza que pretendam emigrar.&#8221;</em></strong></p>



<p>E terminou dizendo que considerava que tal poderia ser<strong><em> &#8220;uma excelente oportunidade para contribuir um pouco mais para a diversidade humana de Espanha&#8221;.</em></strong></p>



<p>Tivesse um pouco de vergonha, ou escrúpulos, e ter-se-ia lembrado que, na realidade, houve recentemente, noutras regiões do nosso pobre mundo, o direito, quase a obrigação, de governantes agirem como Pedro Sanchez só não o podendo fazer com êxito por falta de meios e apoios. Por exemplo, em Gaza, os governantes da Palestina não conseguiram expulsar aqueles que invadiram os seus territórios. Deveriam ter tido todo o apoio na luta contra quem lhes entrou pelas casas não para pedir trabalho e uma oportunidade para melhorarem as suas vidas, mas para destruírem, indiscriminadamente, as cidades.</p>



<p>Com base na necessidade, compreensível, de prenderem um grupo de terroristas, provocaram um genocídio inqualificável, assassinarem centenas de milhares de cidadãos, bombardearem escolas e hospitais matando crianças, médicos e doentes, assassinaram centenas de jornalistas unicamente para que os crimes não fossem denunciados.</p>



<p>Esses criminosos é que deveriam ser abrangidos pela proibição de entrada no Espaço Schengen. Por uma questão de higiene. Itamar Ben-Gvir é um desses miseráveis.</p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/08/ceuta-versus-gaza-2/">CEUTA versus GAZA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O HOMEM QUE RECUSOU A REFORMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 23:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[Roger Waters]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É um manifesto contra a indiferença</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há qualquer coisa de desconcertante em Roger Waters. Aos 82 anos, quando poderia viver confortavelmente da herança dos Pink Floyd, reaparece para reescrever <em>Comfortably Numb</em>, uma das canções mais emblemáticas do século XX. Não para a atualizar musicalmente, não para explorar a nostalgia de uma geração, mas para lhe dar uma nova vida política. Desta vez, a canção é dedicada ao povo palestiniano e à destruição de Gaza.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entorpecimento" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/q78VGGlLzzQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Não deixa de ser um gesto curioso. A versão original, integrada em <em>The Wall</em> (1979), era uma viagem ao interior de um homem emocionalmente anestesiado. A &#8220;dormência confortável&#8221; era uma metáfora para a alienação, para o trauma, para o isolamento de quem já não consegue sentir plenamente o mundo à sua volta.</p>



<p>Na nova versão, a anestesia muda de destinatário. Já não é um indivíduo que perdeu a capacidade de sentir. É uma sociedade inteira que parece habituar-se às imagens da guerra, aos escombros, às crianças mortas, aos hospitais destruídos e à normalização do horror. A insensibilidade deixa de ser psicológica para se tornar moral.</p>



<p>É uma inversão forte. Em 1979, a pergunta era: &#8220;Como é que um homem chega a este estado?&#8221; Em 2026, a pergunta é: &#8220;Como é que nós chegámos a este estado?&#8221; A intenção de Waters é clara: impedir que a repetição das imagens produza indiferença. Recordar que a capacidade humana de se habituar ao sofrimento alheio pode ser uma das mais perigosas formas de anestesia coletiva.</p>



<p>Mas também é interessante tentarmos perceber o que leva um octogenário recusar a tranquilidade da reforma para continuar a meter-se em batalhas que dividem a opinião pública e lhe garantem mais críticas do que aplausos? A resposta não está no dinheiro. Nem na fama. Nada disso é preocupação para um homem com a carreira feita há muito tempo.</p>



<p>Há pessoas para quem a arte nunca foi um lugar de conforto. Sempre foi um lugar de combate. Quem se lembrar de outras músicas de Roger Waters talvez perceba que o músico sempre fez da música um instrumento de confronto com a guerra, o poder, a propaganda e os mecanismos de manipulação. Há nisto uma coerência rara num artista que, mais de cinquenta anos depois, continua a correr riscos para defender aquilo em que acredita.</p>



<p>Na verdade, para além de coragem e coerência, a idade deu-lhe também essa liberdade. Quando já não existe uma carreira para proteger, uma editora para agradar ou um mercado para conquistar, desaparece também uma parte significativa do medo. A proximidade do fim da vida não leva necessariamente à resignação. Em alguns casos, produz exatamente o contrário: a urgência de dizer aquilo que sempre se considerou essencial.</p>



<p>Há quem procure paz. Outros procuram sentido. E há pessoas que nunca se reformam daquilo que são. Um professor continua a ensinar, mesmo sem sala de aula. Um cientista continua a fazer perguntas. Um escritor continua a escrever. Um músico continua a compor. Gente que teima em tentar mudar o mundo e que nunca se reconheceriam no espelho se deixassem de tentar.</p>



<p>A nova <em>Comfortably Numb</em> acaba por ser mais do que uma canção sobre Gaza. É um manifesto contra a indiferença. Neste tempo em que a informação circula à velocidade da luz e a emoção dura apenas alguns segundos, o maior risco não é a violência. É habituarmo-nos a ela.</p>



<p>Roger Waters parece acreditar que o pior destino não é sentir demasiado. É deixarmos de sentir. E essa continua a ser, quase meio século depois, a verdadeira mensagem de <em>Comfortably Numb</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-1024x577.png" alt="" class="wp-image-50530" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-1024x577.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-1536x865.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-1392x784.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/roger-water-com-mona-miari-no-estudio.png 1918w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Roger Waters com a cantora palestiniana Mona Miari (fotograma do videoclip)</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-homem-que-recusou-a-reforma/">O HOMEM QUE RECUSOU A REFORMA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>PARTILHEM, O SILÊNCIO É CÚMPLICE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 09:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crimes de guerra de Israel]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio do povo palestiniano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Israel pode ter eleições, mas não é uma dmocracia. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em Israel ainda há quem tente salvar a face do Estado, perante os crimes de guerra e o genocídio dos palestinianos em curso. São casos raros, mas de gente corajosa. Para tentar contornar os filtros censórios não escrevo nem falo o nome dessa pessoa. É um jornalista que tem alguma notoriedade noutras redes sociais. O nome dele vem escrito na imagem, em cima à direita.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id=""><iframe loading="lazy" title="Israelitas contra o genocídio" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/IGFRq7IpFgw?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>O sistema carcerário e penal israelita deve ser dos mais brutais e injustos em todo o mundo. Não se percebe como os regimes democráticos convivem com isso. Por estes dias, o caso do médico Abu Safiya tornou-se num símbolo da luta pela justiça e liberdade.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Libertem os Prisioneiros" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/ZPfXlbsMWVY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Fiz reportagens em Israel, Cisjordânia e Gaza nos anos de 1989 e 2013. O intervalo temporal entre as duas viagens permitiu-me perceber que a política israelita de asfixia dos territórios ocupados era sistemática e cada vez mais severa. O tempo mudou a natureza do conflito, que começou por ser de ocupação territorial para, agora, ser de extermínio da população palestiniana.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Gaza e Palestina, reportagem de 2014" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/tJUrgEjVTms?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/partilhem-o-silencio-e-cumplice/">PARTILHEM, O SILÊNCIO É CÚMPLICE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>FACE AO GENOCÍDIO DE GAZA, A BRANDURA DE PORTUGAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[autarcas portugueses em Israel]]></category>
		<category><![CDATA[crimes de guerra de Israel]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio do povo palestiniano]]></category>
		<category><![CDATA[Isaltino Morais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isaltino Morais não foi o único autarca português a ir a Israel “a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita e da Embaixada de Israel em Portugal”</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/face-ao-genocidio-de-gaza-a-brandura-de-portugal/">FACE AO GENOCÍDIO DE GAZA, A BRANDURA DE PORTUGAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Isaltino Morais não foi o único autarca português a ir a Israel “a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita e da Embaixada de Israel em Portugal”. A explicação vem nas redes sociais, com a chancela do embaixador de Israel em Portugal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1024x576.png" alt="" class="wp-image-50200" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte Instagram IsraelinPortugal</figcaption></figure></div>


<p>A informação não especifica quem pagou as despesas da viagem, mas depreende-se que terá sido quem fez os convites. A informação também não nomeia nenhum dos autarcas portugueses que aceitaram o convite, mas o Presidente da Câmara de Oeiras assumiu que esteve em Israel para visitar uma feira empresarial onde decorreu uma conferência sobre “cidades inteligentes”.</p>



<p>Hoje, a expressão &#8220;cidade inteligente&#8221; está frequentemente associada a sistemas de videovigilância, reconhecimento facial, análise de dados, controlo de multidões e outras tecnologias de monitorização. Trata-se de um setor onde várias empresas israelitas ocupam posições de destaque, desenvolvendo soluções que, em muitos casos, resultam de conhecimento adquirido em contextos de ocupação militar e de conflito. Essas empresas &nbsp;anunciam produtos como combat proven (testados em combate), precisamente para lhes conferir credibilidade comercial. Na maioria dos casos, os ditos “combates” não passam de assassinatos seletivos ou de tiro ao alvo contra multidões em Gaza, na Cisjordânia e em outros territórios vizinhos.</p>



<p>Na conta de Instagram IsraelinPortugal multiplicam-se os registos de contactos do embaixador israelita com autarcas portugueses, incluindo os presidentes das câmaras de Oeiras, Guarda, Valongo, Vila Nova de Gaia e outros municípios. A mesma conta documenta convites para cerimónias oficiais, como as comemorações do 10 de Junho, e diversos encontros institucionais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="556" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1024x556.png" alt="" class="wp-image-50194" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1024x556.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-300x163.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-768x417.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1536x834.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-696x378.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1392x756.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1068x580.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1320x717.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt.png 1790w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">à esquerda, o embaixador de Israel com o autarca da Guarda, à direita com o autarca de Oeiras</figcaption></figure></div>


<p>A imagem que daí resulta é inequívoca: o embaixador de Israel continua a ser recebido com toda a normalidade por responsáveis políticos portugueses, que aceitam surgir em fotografias de cordialidade institucional ao lado do principal propagandista e representante diplomático em Portugal de um Estado atualmente acusado, em instâncias internacionais, da prática de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio contra a população palestiniana.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1024x576.png" alt="" class="wp-image-50196" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">embaixador de Israel com o ministro da Defesa Nacional do Governo português</figcaption></figure></div>


<p>Tal como escrevemos na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/isaltino-em-israel/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/07/isaltino-em-israel/">crónica de ontem</a></strong>, “quando um representante institucional português escolhe deslocar-se a Israel para participar numa iniciativa de promoção empresarial, fá-lo num contexto em que o Estado israelita enfrenta acusações de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio sobre a população palestiniana.”</p>



<p>Claro que são escolhas que transmitem uma mensagem política. E, neste caso, são sinais de normalização de crimes de guerra e do genocídio de um povo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1024x576.png" alt="" class="wp-image-50170" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">publicado em <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/isaltino-em-israel/">ISALTINO EM ISRAEL</a></figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/face-ao-genocidio-de-gaza-a-brandura-de-portugal/">FACE AO GENOCÍDIO DE GAZA, A BRANDURA DE PORTUGAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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