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	<title>Arquivo de O ESTADO da ARTE - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de O ESTADO da ARTE - Duas Linhas</title>
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		<title>TRUMP FALOU DE INTERFERÊNCIAS DA CHINA E DA RÚSSIA NAS ELEIÇÕES AMERICANAS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/07/trump-falou-de-interferencias-da-china-e-da-russia-nas-eleicoes-americanas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre uma campanha de propaganda nas redes sociais e a adulteração de votos existe um abismo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As palavras importam. Entre uma campanha de propaganda nas redes sociais e a adulteração de votos existe um abismo. Chamar &#8216;interferência&#8217; às duas coisas sem as distinguir pode ser uma forma de confundir os cidadãos e de os preparar para aceitar mudanças profundas nas regras do jogo eleitoral.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Trump e a batota eleitoral" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/4lNzicui5Ko?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p>Antes de tudo, talvez convenha colocar a questão da forma mais simples possível. Trump anunciou documentos que, segundo afirma, provarão interferências da China, da Rússia e do Irão nas eleições americanas. Mas a primeira pergunta não é se esses documentos existem. A primeira pergunta é outra: de que interferência está Trump a falar? Porque &#8220;interferência&#8221; pode significar muitas coisas.</p>



<p>Quando ouvimos o Presidente dos Estados Unidos afirmar que potências estrangeiras interferiram nas eleições, é natural imaginar o pior: urnas adulteradas, votos alterados, máquinas eletrónicas manipuladas, resultados falsificados. Seria um atentado direto à democracia.</p>



<p>Mas será disso que se trata? Até hoje, não foram apresentadas provas públicas de que qualquer potência estrangeira tenha alterado a contagem de votos numa eleição presidencial norte-americana. Nem a Rússia, nem a China, nem o Irão. Nem ninguém.</p>



<p>O que as agências de informação americanas têm descrito ao longo dos últimos anos é algo diferente: campanhas de influência. Contas falsas nas redes sociais, bots, publicidade dirigida, desinformação, divulgação de documentos obtidos por meios ilícitos, amplificação de temas que dividem a sociedade americana. Em suma, tentativas de influenciar a opinião pública. É uma diferença fundamental, até porque não será preciso vir um chinês para fazer esse tipo de ações políticas. Influenciar um eleitor não é o mesmo que manipular o seu voto.</p>



<p>Caso contrário, seria necessário concluir que todos os dias há interferências nas eleições americanas: pela Fox News, pela CNN, pelos grandes grupos económicos, pelas plataformas digitais, pelos sindicatos, pelas igrejas, pelas universidades, pelos milionários que financiam campanhas eleitorais e pelos próprios partidos políticos.</p>



<p>E há uma ironia difícil de ignorar. Os Estados Unidos acusam frequentemente outros países de procurarem moldar a opinião pública americana. Ao mesmo tempo, Washington investe há décadas milhões de dólares em programas de &#8220;promoção da democracia&#8221;, apoio a meios de comunicação, organizações não-governamentais, fundações e projetos políticos espalhados pelo mundo. Uns chamar-lhe-ão diplomacia. Outros chamar-lhe-ão influência política. Em muitos países, chamar-lhe-ão ingerência.</p>



<p>É por isso que os documentos prometidos por Trump terão de ser lidos com extremo cuidado. Se neles estiver escrito que a China desenvolveu campanhas de influência nas redes sociais, isso não equivale a dizer que a China alterou o resultado das eleições. Se neles constarem operações de propaganda atribuídas à Rússia, isso não significa que a Rússia tenha manipulado urnas ou contado votos.</p>



<p>Antes de aceitar conclusões bombásticas, talvez valha a pena exigir respostas a perguntas muito simples: quem ordenou esta investigação? Que tipo de interferência procurava? Que metodologia foi utilizada? E, sobretudo, estamos perante provas de fraude eleitoral ou apenas perante evidências de operações de influência, algo que, em maior ou menor escala, faz hoje parte da disputa geopolítica entre as grandes potências?</p>



<p>Tudo isto pode ser um mero jogo de palavras. Neste tipo de política, a verdade pouco importa. </p>
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		<title>HOMENS SÃO 94% DA POPULAÇÃO RECLUSA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[António da Cunha Justo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 23:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[criminalidade na Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homens são 94% da população reclusa</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/homens-sao-94-da-populacao-reclusa/">HOMENS SÃO 94% DA POPULAÇÃO RECLUSA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O rosto masculino da agressão revela-se de forma gritante nas estatísticas: os homens dominam as tabelas do abismo, representando 94% da população reclusa e concentrando os mais alarmantes índices de violência. Perante este cenário, impõe-se uma conclusão inadiável: precisamos de uma mudança de paradigma. Não se trata de substituir o masculino (androgénico) pelo feminino, mas de transcender a lógica vigente, rumo a um novo modelo, feminino-masculino, que reconheça a complementaridade como alicerce do desenvolvimento humano e social.</p>



<p>A coexistência harmoniosa entre a feminilidade e a masculinidade, tanto nos homens como nas mulheres e na própria organização da sociedade, é hoje inviabilizada por uma matriz profundamente enraizada que molda o nosso pensamento e a nossa existência. Esta matriz, de feição exclusivamente masculina, confinou o elemento feminino aos domínios do natural e do religioso, despojando-o do seu legítimo lugar na esfera pública e intelectual. Paralelamente, ao impor uma mentalidade materialista e práticas orientadas unicamente para o progresso funcional, a eficiência e o lucro, esta estrutura reprime a dimensão espiritual e emocional do ser humano.</p>



<p>As mulheres, para ocuparem espaços de decisão, são muitas vezes coagidas a atuar contra o seu próprio princípio feminino, integrando-se apenas ao nível do funcionamento mecânico da sociedade, um mecanismo cujo leme permanece firmemente nas mãos do masculino. O homem age, assim, quase exclusivamente sobre os sintomas da desumanização, mas nunca sobre as causas profundas que alimentam a brutalidade, a beligerância e a indiferença perante o sofrimento.</p>



<p>Como documenta Boris von Hessen na sua obra “O que os homens custam”, os homens são responsáveis pelo dobro dos acidentes rodoviários, pela maioria esmagadora dos crimes e por 94% da população prisional. São eles os protagonistas de 75% das mortes relacionadas com o álcool e de mais de 80% dos casos de violência doméstica. Para além do sofrimento humano incalculável, estes dados traduzem-se em custos sociais astronómicos. Estamos perante uma realidade que clama por uma reflexão radical.</p>



<p>Face a esta realidade sombria e à aptidão bélica de uma sociedade que privilegia uma cultura de guerra em detrimento de uma cultura de paz, impõe-se uma pergunta incómoda e urgente: o que é que correu mal connosco, homens? Porque razão nos agarramos, com tamanha obstinação, a esta matriz masculina, sem a questionar, e nos apegamos a papéis que sistematicamente recompensam a dureza, a dominância e a exagerada propensão para o risco? Se não rompermos com este padrão arcaico, todas as estratégias de prevenção e as reformas institucionais se tornarão letra morta, servindo apenas para paliar os estragos ou, pior ainda, para consolidar e perpetuar a própria matriz que gera o problema.</p>



<p><sub>(crónica adaptada do original publicado em <strong><a href="https://antonio-justo.eu/?p=11124" type="link" id="https://antonio-justo.eu/?p=11124">Pegadas do Tempo</a></strong>)</sub></p>



<p></p>
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		<title>AS FOTOGRAFIAS QUE CONTINUAM SEM RESPOSTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:29:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Jean Carroll]]></category>
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		<category><![CDATA[Trump condenado por abuso sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Trump e Epstein]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não sabemos a idade das meninas, sabemos que parecem crianças.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/as-fotografias-que-continuam-sem-resposta/">AS FOTOGRAFIAS QUE CONTINUAM SEM RESPOSTA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Donald Trump foi condenado por um tribunal norte-americano a indemnizar Jean Carroll em cerca de cinco milhões de dólares por abuso sexual e difamação. Não se trata de um rumor das redes sociais nem de uma acusação política. Trata-se de uma decisão judicial.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="836" height="612" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/jean-carroll.jpg" alt="" class="wp-image-50335" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/jean-carroll.jpg 836w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/jean-carroll-300x220.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/jean-carroll-768x562.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/jean-carroll-696x510.jpg 696w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://edition.cnn.com/2026/07/14/politics/e-jean-carroll-payment-from-trump">E. Jean Carroll officially receives more than $5M from Trump in sexual abuse and defamation judgment | CNN Politics</a></figcaption></figure></div>


<p>Esse facto não prova que Trump tenha cometido outros abusos. Mas transporta a certeza de que qualquer suspeita nesta matéria não deve ser afastada.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>É por isso que continuam a suscitar inquietação as fotografias antigas em que Trump surge ao lado de Jeffrey Epstein rodeado por jovens cuja aparência é marcadamente juvenil. Essas imagens circulam há anos, foram reproduzidas milhares de vezes e acabaram por perder, em muitos casos, a sua origem documental.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-1024x576.png" alt="" class="wp-image-45444" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/epstein-files-capa.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">publicado em <a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/pedofilia-mais-suspeitas-envolvem-trump/">PEDOFILIA: MAIS SUSPEITAS ENVOLVEM TRUMP</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-1024x576.png" alt="" class="wp-image-43104" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/trump-com-meninas-capa.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">publicado em <a href="https://duaslinhas.pt/2025/07/fotos-de-trump-com-meninas/">FOTOS DE TRUMP COM MENINAS</a></figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Legalmente, uma fotografia não demonstra um crime. Mesmo que seja autêntica, prova apenas que determinadas pessoas estiveram juntas num determinado lugar e num determinado momento. Para sustentar uma acusação seriam necessários outros elementos: a identificação das pessoas retratadas, a confirmação da idade que tinham, testemunhos, documentos ou outros meios de prova.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mas também seria intelectualmente desonesto fingir que essas fotografias nada significam. Constituem, no mínimo, um motivo legítimo para fazer perguntas. Quem eram aquelas jovens? Que idade tinham? Quem tirou as fotografias? Em que circunstâncias? Porque nunca foram plenamente contextualizadas?</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-1024x576.png" alt="" class="wp-image-47471" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/trump-pedo-capa.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">publicado em <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/as-farras-de-trump/">AS FARRAS DE TRUMP</a></figcaption></figure>



<p>Não sabemos responder a essas perguntas. Também não sabemos, apenas olhando para as imagens, se aquelas jovens eram menores de idade. Sabemos apenas aquilo que qualquer pessoa vê: parecem crianças.</p>



<p>E enquanto ninguém responder às perguntas essenciais, continuará a existir uma diferença entre aquilo que um tribunal pode dar como provado e aquilo que a opinião pública considera profundamente perturbador.</p>
</div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/as-fotografias-que-continuam-sem-resposta/">AS FOTOGRAFIAS QUE CONTINUAM SEM RESPOSTA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>MIGUEL MORGADO E A TENTAÇÃO DE JULGAR À DISTÂNCIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[crise política na Guiné-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[Domingos Simões Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Morgado]]></category>
		<category><![CDATA[SIC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>existe uma diferença entre denúncias da defesa e da família e factos comprovados</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/miguel-morgado-e-a-tentacao-de-julgar-a-distancia/">MIGUEL MORGADO E A TENTAÇÃO DE JULGAR À DISTÂNCIA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há questões legítimas a discutir: a legalidade da prisão preventiva, a competência do Tribunal Militar para julgar um civil, o respeito pelos direitos de defesa, o acesso a advogados, familiares e assistência médica. Se esses direitos estiverem a ser violados, as autoridades guineenses têm o dever de corrigir a situação e de prestar esclarecimentos.</p>



<p>Mas existe uma diferença entre denúncias da defesa e da família e factos comprovados. Um comentador não deve apresentar como certezas acusações que ainda carecem de verificação independente, nem substituir-se aos tribunais na apreciação da legalidade do processo.</p>



<p>Também o percurso académico e político de Domingos Simões Pereira não constitui prova da sua inocência. Num Estado de Direito, ninguém deve ser perseguido por razões políticas, mas também ninguém deve estar acima da lei por ter exercido altas funções ou beneficiar de prestígio internacional.</p>



<p>Particularmente discutível foi a ideia de que Domingos Simões Pereira representa &#8220;a única esperança&#8221; da Guiné-Bissau. Nenhuma democracia saudável depende de um homem providencial, e nenhum comentador estrangeiro pode escolher quem encarna o futuro de um povo soberano.</p>



<p>Igualmente problemática foi a defesa de uma intervenção das autoridades portuguesas sobre um processo judicial interno. Portugal pode acompanhar a situação e defender o respeito pelos direitos humanos, mas a Guiné-Bissau é um Estado soberano. A cooperação internacional não deve transformar-se numa relação paternalista em que Lisboa surge como tutora de uma antiga colónia.</p>



<p>A posição responsável é outra: exigir um processo justo, respeito integral pelas garantias constitucionais e transparência das autoridades, sem transformar suspeitos em culpados nem arguidos em intocáveis. Defender o Estado de Direito significa proteger os direitos fundamentais, mas também respeitar a independência dos tribunais e evitar que a convicção política substitua a prova.</p>
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		<title>O DISCURSO DE PAULO RANGEL MUDOU. A DIPLOMACIA RARAMENTE MUDA POR ACASO.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Óscar Barbosa "Cancan"]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 19:36:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[crise na CPLP]]></category>
		<category><![CDATA[crise nas relações entre Portugal e Guiné-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[Guiné-Bissau corta com CPLP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paulo Rangel afirma que "a Guiné-Bissau faz parte do ADN da CPLP."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há poucas semanas, o chefe da diplomacia portuguesa colocava a tónica na necessidade de restaurar a normalidade democrática, defendia novas eleições e enquadrava a posição portuguesa nas decisões da CPLP, da CEDEAO e da União Africana. O discurso era essencialmente jurídico e institucional, assente na defesa da ordem constitucional.</p>



<p>Hoje, porém, sem renunciar a esses princípios, Paulo Rangel afirma algo politicamente muito significativo: &#8220;A Guiné-Bissau faz parte do ADN da CPLP.&#8221; Esta frase não é um simples exercício de cortesia diplomática.</p>



<p>É o reconhecimento de uma evidência histórica e política: não existe CPLP sem a Guiné-Bissau. O país participou na fundação da organização, desempenhou um papel determinante na afirmação do espaço lusófono e continua a ser uma referência incontornável da história comum dos povos de língua portuguesa.</p>



<p>Mais importante ainda, o ministro acrescenta que todos os Estados-membros desejam ultrapassar rapidamente a atual situação. Esta mensagem revela que a preocupação deixou de ser apenas a aplicação de sanções ou a reafirmação de princípios. Passou também a ser a procura de uma solução política que permita restabelecer a normalidade das relações entre a Guiné-Bissau e a CPLP.</p>



<p>Isto demonstra que a diplomacia portuguesa entrou numa nova fase. Os princípios permanecem os mesmos, mas o método evoluiu. Portugal percebe que um isolamento prolongado dificilmente contribuirá para estabilizar a Guiné-Bissau. Pelo contrário, o diálogo, a cooperação e a reaproximação institucional podem criar melhores condições para que o país reencontre um quadro de normalidade política.</p>



<p>Também merece destaque outro aspeto: Paulo Rangel passou a enfatizar o respeito pela soberania do povo guineense. Esta referência afasta qualquer ideia de soluções impostas do exterior e aproxima Portugal de uma lógica de facilitação diplomática, em vez de uma postura predominantemente sancionatória.</p>



<p>Naturalmente, esta mudança de tom não significa que Portugal tenha reconhecido automaticamente todas as opções políticas das atuais autoridades de transição. Também não significa que tenham desaparecido as reservas relativamente ao processo político guineense. Significa, isso sim, que Lisboa parece reconhecer uma realidade incontornável: nenhuma solução será duradoura sem diálogo, sem inclusão e sem um entendimento progressivo entre a Guiné-Bissau e os seus parceiros internacionais.</p>



<p>A diplomacia vive de sinais. E quando um ministro afirma que um país suspenso faz parte do &#8220;ADN&#8221; da organização que o suspendeu, está a enviar um sinal político muito claro: existe vontade de reconstruir pontes.</p>



<p>Cabe agora às autoridades guineenses corresponder a esse sinal, criando condições que reforcem a confiança internacional, consolidem as instituições e permitam que a Guiné-Bissau volte a ocupar plenamente o lugar que historicamente lhe pertence na CPLP. Em política externa, tão importante como ter razão é saber criar as condições para transformar essa razão em entendimento.</p>
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		<title>PARTILHEM, O SILÊNCIO É CÚMPLICE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 09:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crimes de guerra de Israel]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio do povo palestiniano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Israel pode ter eleições, mas não é uma dmocracia. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em Israel ainda há quem tente salvar a face do Estado, perante os crimes de guerra e o genocídio dos palestinianos em curso. São casos raros, mas de gente corajosa. Para tentar contornar os filtros censórios não escrevo nem falo o nome dessa pessoa. É um jornalista que tem alguma notoriedade noutras redes sociais. O nome dele vem escrito na imagem, em cima à direita.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id=""><iframe loading="lazy" title="Israelitas contra o genocídio" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/IGFRq7IpFgw?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>O sistema carcerário e penal israelita deve ser dos mais brutais e injustos em todo o mundo. Não se percebe como os regimes democráticos convivem com isso. Por estes dias, o caso do médico Abu Safiya tornou-se num símbolo da luta pela justiça e liberdade.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Libertem os Prisioneiros" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/ZPfXlbsMWVY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Fiz reportagens em Israel, Cisjordânia e Gaza nos anos de 1989 e 2013. O intervalo temporal entre as duas viagens permitiu-me perceber que a política israelita de asfixia dos territórios ocupados era sistemática e cada vez mais severa. O tempo mudou a natureza do conflito, que começou por ser de ocupação territorial para, agora, ser de extermínio da população palestiniana.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Gaza e Palestina, reportagem de 2014" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/tJUrgEjVTms?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p></p>
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		<title>MILITARIZAÇÃO EM CURSO EM UNIVERSIDADES ALEMÃS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[António da Cunha Justo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 23:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[indústria de armamento da Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[militarismo]]></category>
		<category><![CDATA[rearmamento da Alemanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As chaminés da Rheinmetall e da KNDS Deutschland exalam o aço frio dos tanques e das munições que a Europa novamente reclama</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/militarizacao-em-curso-em-universidades-alemas/">MILITARIZAÇÃO EM CURSO EM UNIVERSIDADES ALEMÃS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há cidades cuja geografia é marcada pelo rio, pela serra ou pelo mar. Kassel, no coração da Alemanha, também tem o rio Fulda, mas nela vê-se a marca da cinza. Quem percorre as suas ruas da cidade baixa, mesmo nas manhãs mais límpidas, sente um peso na terra um eco subterrâneo de 1943, quando 75% da cidade ruíram sob o fogo dos Aliados, pagando o preço de ser, já nessa altura, um bastião da indústria bélica. Hoje, as chaminés da Rheinmetall e da KNDS Deutschland não fumegam pólvora, mas exalam o aço frio dos tanques e das munições que a Europa novamente reclama. E é precisamente nesta cidade, tão linda e com tantos parques, onde a História parece ter-se esquecido de sarar, que se trava uma batalha silenciosa, mas fundamental, pelo futuro da razão académica.</p>



<p>Em causa está a revogação da chamada «Zivilkausel», a cláusula civil de paz, na Universidade de Kassel. Setenta instituições de ensino superior alemãs subscreveram, outrora, o compromisso de que a investigação científica se consagraria, exclusivamente, a fins pacíficos. Kassel era uma dessas vozes éticas no deserto do progresso técnico. Contudo, a nova vaga de rearmamento que varre a Alemanha, esse <em>Zeitenwende</em> que tantos aplaudem como necessidade geopolítica, ameaça agora transformar os laboratórios em extensões dos quartéis. A ciência, que deveria ser o farol da humanidade, corre o risco de se tornar a bússola da artilharia.</p>



<p>O problema não reside na pureza abstrata da investigação, sabemos que o conhecimento é, por natureza, ambivalente e que os frutos da física podem alimentar hospitais ou mísseis. A questão crucial é a <em>intencionalidade</em> e a <em>influência.</em> Quando a maior concentração de indústria armamentista do país se instala à porta da universidade, abolir a cláusula de paz não é um gesto de transparência; é um convite aberto para que o dinheiro sujo da guerra dite as prioridades científicas. E a tragédia anuncia-se em dois atos: em primeiro lugar, os fundos públicos, que deveriam nutrir o espírito crítico e a coesão social, poderiam ser desviados para financiar a morte. Em segundo lugar, e mais sinistro, a universidade deixaria de ser o templo do debate para se tornar o escritório de projetos das multinacionais do aço.</p>



<p>Perante este cenário, o Senado da Universidade hesita. Composto por apenas três estudantes, nove professores, três académicos e dois administrativos, este órgão reflete um desequilíbrio de poder gritante, a voz dos que aprendem é abafada pelos que já decidiram. Após três horas de discussão, o Conselho Académico adiou a decisão. Mas o adiamento, longe de ser uma vitória, cheira a tática de dilação. A sugestão de criar uma comissão de ética é, no limite, uma manobra burocrática, uma cortina de fumo para ganhar tempo e esvaziar a resistência que, entretanto, se ergue com cartazes e gritos do lado de fora do campus. A ASTA, representação estudantil, apela a uma votação geral, um gesto democrático que a razão louva, mas que a urgência do momento condena – porque, enquanto se contam votos, os canhões continuam a ser forjados.</p>



<p>Mas o que está em jogo transcende as fronteiras do estado do Hesse. A Alemanha, pela sua força económica e moral, é um modelo. E quando a Alemanha se militariza, todo o continente estremece. Países como Portugal, situados na margem atlântica, sentem a pressão tectónica deste rearmamento. Num país que deveria semear o espírito social, a cultura de paz e a resiliência comunitária, a onda belicista germânica ameaça impor uma lógica de subalternidade: “Se a Alemanha se rearma, nós também temos de o fazer.” Mas esta é uma falácia perigosa. A Europa não precisa de mais exércitos; precisa de mais pedagogia. Precisa de dominar a arte da diplomacia e da fraternidade, em vez de competir na corrida ao armamento.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-1024x576.avif" alt="" class="wp-image-50276" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-1024x576.avif 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-300x169.avif 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-768x432.avif 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-696x392.avif 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-1068x601.avif 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal.avif 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="402" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lockheed-Martin-Rheinmetall.jpg" alt="" class="wp-image-50277" style="width:464px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lockheed-Martin-Rheinmetall.jpg 624w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lockheed-Martin-Rheinmetall-300x193.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px" /></figure></div></div>
</div>



<p>A vontade militar e o delírio belicista avançam a passos largos na sociedade germânica, infiltrando o discurso político, a imprensa e agora a academia. Para onde caminha a Alemanha dos nobres poetas e dos pensadores? Mas as universidades devem ser os baluartes contra essa maré. Criar espaços de guerra dentro dos muros onde se cultiva o saber é uma contradição tão absurda como cultivar espinhos num jardim de flores. O exército já tem os seus quartéis onde pode ter os seus laboratórios; a ciência deve ter os seus laboratórios de paz.</p>



<p>A memória de Kassel, essa cidade arrasada até aos alicerces, deve servir de advertência. Os fantasmas de 1943 não pedem vingança; pedem memória. Revogar a cláusula de paz agora, quando o dinheiro manda e a Europa rearma, não é apenas um precedente perigoso para outras universidades que observam este caso; é uma traição àqueles que, sobre os escombros, juraram que nunca mais.</p>



<p>Apelamos, pois, à razão e ao coração de cada cidadão europeu. A razão diz-nos que a investigação civil e a ética não são obstáculos ao progresso, mas a sua única garantia de sustentabilidade. O coração diz-nos que os jovens que hoje protestam em Kassel são a consciência viva de um continente que já se despedaçou duas vezes. Não os deixemos sós. Que a Europa não se deixe cegar pelo brilho efémero do aço. Que a cláusula de paz não seja um papel rasgado ao vento, mas o alicerce sobre o qual construímos, finalmente, uma cultura de paz duradoura. Porque, se a universidade deixar de ser o lugar onde se sonha com um mundo melhor, quem o fará por nós?</p>
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		<title>O PAÍS ENCALHADO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[economia de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[modelo de desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os países que lideram o desenvolvimento científico e industrial não afastam investigadores nem atrasam pagamentos aos bolseiros da investigação…</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-pais-encalhado/">O PAÍS ENCALHADO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os países que lideram o desenvolvimento científico e industrial não afastam investigadores nem atrasam pagamentos aos bolseiros da investigação…</p>



<p>Mas Portugal continua a privilegiar o sector do turismo e dos serviços, como se daí conseguissemos dar emprego decente aos nossos jovens.</p>



<p>O que dizem as parangonas sobre o nosso crescimento do PIB, não nos leva para perto, sequer, dos parceiros europeus. É um crescimento sempre abaixo dos 70% da média europeia.</p>



<p>A nossa dívida externa, que não é para pagar mas para gerir (ouvi dizer), esmaga a  possibilidade de subirmos no <em>ranking</em> europeu. O tecido empresarial é maioritariamente de micro, pequenas e médias empresas e quase todas viradas para os serviços e para o turismo.</p>



<p>Produz-se pouco e estamos sempre, mas sempre, dependentes dos fundos estruturais.</p>



<p>O investimento externo não vem, porque a justiça é lenta e o fisco injusto. O que vemos é um marcar passo permanente porque continuamos com mão de obra de baixos salários, tão baixos que nem servem para animar o mercado interno.</p>



<p>Como é que se passa para uma economia que tem a sua estrutura no conhecimento e inovação, se se aposta no imobiliário, turismo, serviços…?</p>



<p>Pagamos caro as formações dos nossos jovens e eles, findo os cursos, não vêm hipótese nenhuma em conseguir empregos capazes por cá. Emigram para os países que não gastaram um cêntimo nessas formações.</p>



<p>Mas que atraso de vida.</p>



<p>E a música deste fado que não nos larga:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="589" height="81" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/fado.jpg" alt="" class="wp-image-50217" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/fado.jpg 589w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/fado-300x41.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-pais-encalhado/">O PAÍS ENCALHADO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O VÍCIO DA GUERRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 23:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[as novas guerras de Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA atacam Irão]]></category>
		<category><![CDATA[política da canhoneira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os americanos viciaram-se na guerra</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os americanos viciaram-se na guerra. O que temos visto é a aplicação do método negocial com a pistola apontada à cabeça do interlocutor. Foi assim com o Irão. Enquanto decorriam negociações, choveram bombas. Agora, durante um cessar-fogo criado precisamente para negociar a paz, voltaram os bombardeamentos. A guerra interrompe as negociações; as negociações servem apenas para preparar o ataque  seguinte.</p>



<p>Em Gaza, a farsa é ainda mais obscena. Washington financia, arma, abastece e protege diplomaticamente o exército israelita. Diz querer a paz enquanto garante que nunca faltam bombas para os israelitas prosseguirem com o plano genocida de limpeza étnica de extermínio dos palestinianos. </p>



<p>Os Estados Unidos já nem escondem a lógica que orienta a sua política externa. Não procuram compromissos. Procuram obediência. Não querem adversários convencidos. Querem adversários vencidos.</p>



<p>A negociação deixou de ser um instrumento para evitar a guerra. Tornou-se uma arma da própria guerra: ganha tempo, desorienta o adversário, cria ilusões, divide opiniões públicas e permite preparar o ataque seguinte, dá tempo para as fábricas de armamento e munições reporem os arsenais gastos. </p>



<p>Quem continua a acreditar que Washington negoceia para alcançar a paz talvez devesse perguntar por que razão os bombardeamentos surgem tantas vezes antes de a tinta secar nos comunicados sobre o diálogo.</p>



<p>Não há paz possível quando uma das partes fala através de ultimatos e mísseis. Não há boa-fé quando os bombardeiros mantêm os motores ligados e os porta-aviões permanecem em posição.</p>



<p>A história recente mostra-nos que para os Estados Unidos o que eles chamam de paz é apenas mais um caminho para a subjugação de outros povos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-vicio-da-guerra/">O VÍCIO DA GUERRA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O TALISMÃ VOADOR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 23:10:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[despesismo do Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Montenegro no Mundial de Futebol 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial de Futebol 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para lá e para cá, atravessou seis vezes o oceano Atlântico.</p>
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<p>Houve quem dissesse que Luís Montenegro era um talismã da seleção nacional. Não deixa de ser uma ideia simpática, própria das páginas de desporto, mas agora há que reconhecer que não resultou. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="974" height="183" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma.jpg" alt="" class="wp-image-50242" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma.jpg 974w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma-300x56.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma-768x144.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma-696x131.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 974px) 100vw, 974px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.tsf.pt/desporto/artigo/hugo-soares-espera-que-montenegro-continue-a-ser-amuleto-da-sorte-da-selecao-no-mundial/18103127">Hugo Soares espera que Montenegro continue a ser &#8220;amuleto da sorte&#8221; da seleção no Mundial &#8211; TSF</a></figcaption></figure></div>


<p>O primeiro-ministro assistiu presencialmente a três jogos de Portugal no Mundial. Para lá e para cá, atravessou seis vezes o oceano Atlântico. A primeira viagem teve o carácter de visita oficial aos Estados Unidos. As outras já não. Foi como &#8220;adepto talismã&#8221;.  A pergunta não é se um chefe de Governo pode assistir a um jogo da seleção. Pode. A pergunta é outra: precisava de assistir a três? E se Portugal tivesse passado, a quantos jogos Montenegro teria ido?</p>



<p>Governar um país não é acompanhar uma equipa em digressão. O primeiro-ministro não é o décimo segundo jogador, nem um amuleto institucional que tenha de ocupar um lugar na tribuna para que Portugal marque golos.</p>



<p>Cada uma destas viagens mobilizou inevitavelmente recursos públicos. Se foram utilizados voos comerciais, acompanhados por uma comitiva de segurança e assessoria, uma estimativa prudente aponta para um custo global entre <strong>120 mil e 185 mil euros</strong>. Se, como é perfeitamente plausível, foi utilizado um avião da Força Aérea Portuguesa (solução mais compatível com a flexibilidade exigida à agenda de um chefe de Governo), o custo total poderá situar-se entre <strong>300 mil e 500 mil euros</strong>. São estimativas, não números oficiais.</p>



<p>Dir-se-á que são valores irrelevantes perante um Orçamento do Estado de dezenas de milhares de milhões de euros. Talvez. Mas a ética na gestão do dinheiro público nunca começou pelos grandes números. Começa pelos pequenos gestos e pelo exemplo de quem governa.</p>



<p>Se Montenegro é realmente um talismã, talvez valha a pena levá-lo também para as listas de espera do SNS, para os atrasos na Justiça ou para as crises da habitação. Aí, o país agradecer-lhe-ia muito mais a presença do que numa bancada de um Mundial.</p>



<p>Um primeiro-ministro pode gostar de futebol. O que não deve fazer é dar a ideia de que confunde representação institucional com lugar cativo na tribuna.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="695" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-695x1024.png" alt="" class="wp-image-50245" style="width:694px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-695x1024.png 695w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-204x300.png 204w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-696x1025.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1.png 704w" sizes="auto, (max-width: 695px) 100vw, 695px" /><figcaption class="wp-element-caption">cartoon original de Hélder Dias</figcaption></figure></div>


<p></p>
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