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	<title>Arquivo de Economia e Empresas - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Economia e Empresas - Duas Linhas</title>
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		<title>EUROPA, RECOMENDAÇÕES PARA 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 09:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[coesão europeia]]></category>
		<category><![CDATA[crónicas sarcásticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em prol da coesão</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<ol class="wp-block-list">
<li><strong>O “Eramus Obrigatório” para Políticos – </strong>Em vez de jovens estudantes, todos os chefes de Estado passariam seis meses a viver com o salário mínimo de outro País da União. <strong>A Coesão:</strong> Imagine um chanceler alemão a tentar arrendar um T1 em Lisboa ou um primeiro-ministro grego a gerir a pontualidade de um comboio na Filândia. A empatia burocrática atingiria níveis recorde.                                     </li>



<li><strong>Tradução Automática de “Politi-quês” para Humano – </strong>A Comissão Europeia implementaria um filtro de IA obrigatório em todos comunicados. <strong>A Mudança:</strong> Termos como “autonomia estratégica aberta” seriam traduzidos para “ vamos tentar não depender tanto de quem não gostamos”. Se o povo entender o que Bruxelas diz, a coesão deixa de ser um mito urbano.</li>



<li><strong>A “Euro-Visão” da Fiscalidade – </strong>Um concurso anual onde cada país apresenta a sua proposta de orçamento com coreografias e luzes LED. <strong>O Benefício: </strong>Já que perdemos tempo a analisar números que ninguém lê, pelo menos tornamos o debate sobre os fundos de coesão entretido. Quem tiver o melhor sistema de combate à corrupção ganha “12 pontos” e prioridade nos fundos do NextGenerationEU.</li>



<li><strong>O Sistema de “Puntos de Sesta” Unificado – </strong>Para equilibrar o Norte produtivo com o sul relaxado, criar-se-ia a “ Sesta Europeia Harmonizada”. <strong>A Regra: </strong>Entre as 14h00 e as 16h00, o continente inteiro desliga o Wi-Fi. Menos e-mails significa menos burocracia desnecessárias e cidadãos muito mais felizes e menos propensos a sair da União.</li>



<li><strong>Substituir Fronteiras por Buffets Transfronteiriços – </strong>Em vez de controlos alfandegários, as fronteiras teriam mesas de 1km com especialidades de cada lado. <strong>O Resultado:</strong> É impossível odiar um país vizinho enquanto se partilha um croissant e um pastel de nata. A coesão territorial passaria pelo estômago, o único órgão europeu que nunca precisa de tradução.</li>
</ol>



<p></p>
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		<title>BOMBEIROS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros de Cascais e Estoril]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>abnegados homens e mulheres que, ao longo dos tempos, se disponibilizaram para estar ao serviço da comunidade. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não deixa de ser curioso apercebermo-nos do significado literal da palavra «bombeiro»: o que perfeitamente sabe manusear a bomba. Fala-se não das mortíferas bombas atuais, mas do mecanismo mediante o qual era possível lançar jactos de água para fazer calar as chamas.</p>



<p>No tempo da Roma antiga, o nome era outro: <em>vigiles, </em>vigilantes. Tinha grande autoridade o seu comandante, o <em>praefectus vigilum,</em> que era da ordem equestre (para enfrentar, se fosse caso disso, o comandante dos pretorianos, que era da ordem senatorial…). O quartel-general dos <em>vigiles</em> estava estrategicamente colocado em Óstia, o porto fluvial de Roma. Além do serviço de incêndios, os <em>vigiles</em> cuidavam da higiene pública urbana.</p>



<p>Voltando a Cascais e ao catálogo, importa referir que a exposição, inaugurada a 8 de novembro de 2025, estará patente na Casa Sommer, em Cascais, até 11 de outubro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1001" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-1001x1024.png" alt="" class="wp-image-49269" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-1001x1024.png 1001w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-293x300.png 293w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-768x785.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-696x712.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo.png 1056w" sizes="(max-width: 1001px) 100vw, 1001px" /></figure></div>


<p>Exposição que assume, na verdade, um duplo significado: por um lado, ao apresentar a evolução das viaturas usadas ao longo dos tempos e os objetos manuseáveis no combate ao fogo e no pronto auxílio em caso de acidente ou catástrofe (capacetes, malas de primeiros-socorros, apitos, extintores, o braçal do chefe de piquete, a escada de molas…) é útil manancial para a História da Tecnologia; por outro – e não de somenos importância – é que, além das máquinas e dos apetrechos, ali se mostram pessoas, os abnegados homens e mulheres que, ao longo dos tempos, se disponibilizaram para estar ao serviço da comunidade. </p>



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<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="703" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1024x703.jpg" alt="" class="wp-image-49270" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1024x703.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-300x206.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-768x527.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-218x150.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-436x300.jpg 436w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-696x478.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1068x733.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958.jpg 1187w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="744" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-744x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49271" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-744x1024.jpg 744w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-218x300.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-696x958.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris.jpg 756w" sizes="(max-width: 744px) 100vw, 744px" /><figcaption class="wp-element-caption">Capacete dos Bombeiros dos Estoris</figcaption></figure></div></div>
</div>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="738" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1024x738.png" alt="" class="wp-image-49272" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1024x738.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-300x216.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-768x554.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-696x502.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1392x1004.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1068x770.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1320x952.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado.png 1498w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Avião despenhado na Serra de Sintra, 1947.</figcaption></figure></div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="931" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-931x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49273" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-931x1024.jpg 931w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-273x300.jpg 273w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-768x845.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-696x765.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-1068x1174.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-1320x1452.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972.jpg 1374w" sizes="auto, (max-width: 931px) 100vw, 931px" /><figcaption class="wp-element-caption">Boia do Seastar, naufragado em Cascais, 1972.</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Não há nomes. A excepção quase única: a justa homenagem a Ana Rita Abreu Pereira e a Bernardo Figueiredo, da corporação dos Estoris, atraiçoados por repentino golpe de vento que os vitimou, a 22 de Agosto de 2013. Ah! E a fotografia de José Geraldes Neto, cuja extraordinária colecção de miniaturas ligadas aos bombeiros não tem igual e bastantes delas estão agora de novo ali a ser mostradas. Eloquente tal omissão de nomes, porque o importante é mesmo servir e o nome não interessa.</p>



<p>Exposição que representa, pois, enorme reconhecimento aos Soldados da Paz – &nbsp;expressão que, nos tempos que correm, se reveste, afinal, de um significado maior.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>O MOINHO DA “TIA MICAS MOLEIRA”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[moinhos de água]]></category>
		<category><![CDATA[Viseu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um genro da Tia Micas, o Firmino Toipa, aprendeu a arte, recuperou o moinho e fez dele um MUSEU.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Corria à beira de Viseu uma ribeira a que alguns chamavam rio e ao qual deram o nome de Pavia. Chegava à cidade quase seco no Verão e os camponeses com hortas na Ribeira desviavam com açudes a água para as hortas, impedindo assim os moinhos que ficavam a jusante de moer o pão de milho de que a cidade carecia. Travaram-se de lutas, moleiros e camponeses, sem que entre eles dirimissem a questão.</p>



<p>Diz a lenda que os moleiros levaram suas queixas ao Tribunal do Rei e que, ao tempo, fizeram a promessa a S. João de que fariam anualmente uma romagem à sua Capela da Carreira, nas margens de Viseu, caso o Rei decidisse a seu favor. E o Rei, ouvidas as partes, decidiu a seu favor.</p>



<p>Nasceram, deste modo, as Cavalhadas do dia de São João, o dito Santo Precursor, como chamam ali, ao padroeiro. E o Moinho da Tia Micas Moleira, que é agora uma “casa de memória”, é o sítio certo para o contar desta história. E de todas as histórias da gente de Vildemoinhos.</p>



<p>Dos cesteiros, dos canastreiros, das tecedeiras das colchas e dos graciosos tapetes de lã. E dos seareiros que lavravam a terra para a semente crescer. E de tantas mais histórias de moleiros. E de padeiras. E de forneiros. E essa história linda do fazer do pão – a “broa” de milho, a broa trambela, que era o pão do dia-a-dia que as padeiras iam vender à praça de Viseu.</p>



<p>Histórias do peneirar do pão, do amassar da farinha, do lento levedar da massa na masseira, do aquecimento do forno com lenha de pinheiro, da broa a ganhar, dentro do forno, a cor do ouro e, depois, a encher de poesia o tabuleiro. E a festa que era cada refeição!&#8230; O velho Moinho da Tia Micas Moleira, à beirinha do rio, é agora o fiel contador destas histórias, da gente, do rio, da terra e do trabalho. É viva memória. Um património. Um museu.</p>



<p>O moinho da “Tia Micas Moleira”, antes de ser, como agora é, um contador de histórias, era um moinho como os outros. À beirinha do rio, dois “caboucos” onde a água saltava batida pelas penas do rodízio que girava e que através de um veio fazia girar a mó andadeira sobre o “pé”, que era a mó dormente.</p>



<p>O nome verdadeiro da Tia Micas Moleira era Maria de Jesus Ferreira (1915-1994). Nasceu em Órgens e casou em Vildemoinhos com o senhor Francisco Cândido. Ele era filho de moleiros. Ela não. Mas aprendeu. Ficou moleira.</p>



<p>Habitaram a casinha, que ficava por cima do moinho. Francisco Cândido trabalhava de canteiro. Saía de madrugada. Deixava a moega carregada com 200 kg de milho. Tia Micas vigiava o cantar das mós. Esperava os fregueses. Recebia o grão. E entregava a farinha. Como paga, tirava a “maquia”. Era séria, alegre e bondosa. E chamaram-na Tia Micas, Tia Micas Moleira, como se fosse da família. Nasceram os filhos. E, para eles adormecerem, as mós passavam a noite a cantar. À noite, o moleiro enchia a moega. Nem havia tempo para a mó descansar. E velavam. Não fosse a água faltar, não fosse o grão deixar de saltar.</p>



<p>Um dia, a Tia Micas Moleira ficou viúva. E permaneceu moleira. Servia os fregueses. Até que ficou cansada. Fechou as cales, parou o rodízio. Quedaram-se as mós. Os filhos da Tia Micas Moleira não quiseram ser moleiros. E já não havia fregueses nas aldeias. A farinha, à cidade, chegava de outros mercados.</p>



<p>Mas teve sorte, o moinho. Um genro da Tia Micas, o Firmino Toipa, que é um filho de adopção, aprendeu a arte, recuperou o moinho e fez dele um MUSEU.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="720" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas.jpg" alt="" class="wp-image-49256" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas.jpg 960w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-768x576.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-696x522.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-265x198.jpg 265w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption">Escolas visitam o moinho-museu</figcaption></figure>
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</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-1024x767.jpg" alt="" class="wp-image-49259" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-1024x767.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-768x575.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-696x521.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-1392x1042.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-1068x800.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-265x198.jpg 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-530x396.jpg 530w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu-1320x988.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-museu.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O museu</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1024x767.jpg" alt="" class="wp-image-49260" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1024x767.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-768x575.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-696x521.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1392x1042.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1068x800.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-265x198.jpg 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-530x396.jpg 530w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1320x988.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-49261" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-1024x683.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-1392x928.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-1068x712.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-1320x880.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-2-681x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49262" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-2-681x1024.jpg 681w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-2-200x300.jpg 200w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-2-768x1154.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-2-696x1046.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-2.jpg 958w" sizes="auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>
</div>
</div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/o-moinho-da-tia-micas-moleira/">O MOINHO DA “TIA MICAS MOLEIRA”</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>DEIXAM-NOS DOENTES DE ANSIEDADE</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/05/deixam-nos-doentes-de-ansiedade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 23:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[novo coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado Internacional sobre Prevenção e Preparação para Pandemias]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>
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		<category><![CDATA[vírus nipah]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> "Alerta global: vírus mortal detetado com taxa de letalidade de 90%".</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/deixam-nos-doentes-de-ansiedade/">DEIXAM-NOS DOENTES DE ANSIEDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Todos os anos, o guião repete-se com uma precisão cirúrgica. Surge uma manchete em letras garrafais na barra do telemóvel: <em>&#8220;Alerta global: vírus mortal sem vacina nem tratamento&#8221;</em>.</p>



<p>O coração acelera, a memória recente de 2020 desperta e o leitor clica, partilha e consome o pânico. Dias depois, descobre que se tratava de um surto isolado de Ébola numa aldeia remota da República Democrática do Congo, contido eficazmente pelas equipas locais. Passaram semanas, a calamidade prometida não aconteceu, mas o lucro do clique já entrou na conta do órgão de comunicação. Vivendo na ressaca psicológica da COVID-19, o jornalismo moderno descobriu uma mina de ouro: o clickbait sanitário.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O CICLO INFINITO DO MEDO</strong></h4>



<p>Estamos reféns de uma engrenagem mediática que se alimenta da nossa vulnerabilidade. Do Norovírus ao Hantavírus, passando pelas recorrentes vagas de Gripe Aviária, qualquer mutação biológica de rotina é tratada pelas redações como o prenúncio do fim do mundo.</p>



<p>O caso do Ébola é o exemplo mais flagrante de amnésia coletiva planeada. Cientificamente, sabemos que o vírus se transmite por fluidos corporais, o que limita de forma drástica o seu potencial de contágio. No entanto, vende-se o Ébola como se fosse uma peste aérea iminente.</p>



<p>O Hantavírus segue a mesma cartilha. Esconde-se o facto de que a transmissão entre humanos é uma raridade biológica e que o risco real advém do contacto com roedores, tudo em prol de um título vago e assustador.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="912" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-1024x912.png" alt="" class="wp-image-49224" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-1024x912.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-300x267.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-768x684.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-696x620.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-1068x951.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int.png 1161w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>A verdade económica por trás destas manchetes é simples: o medo é o algoritmo mais rentável da internet. Na atual economia da atenção, as plataformas digitais e os meios de comunicação não são pagos pela qualidade da informação, mas sim pelo volume de interações. Um relatório técnico da OMS sobre uma &#8220;variante sob monitorização&#8221;, algo perfeitamente normal na ciência, transforma-se em &#8220;ameaça mortal&#8221; porque a moderação e o rigor não geram <em>scroll</em> infinito nem receita publicitária. O jornalismo de saúde foi substituído pela gestão do susto.</p>



<p>O mais recente sobressalto, à data em que escrevo este artigo, foi este:</p>
</div></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="616" height="288" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bacteria.jpg" alt="" class="wp-image-49228" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bacteria.jpg 616w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bacteria-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px" /><figcaption class="wp-element-caption">publicado em 20 de maio no portal Notícias ao Minuto</figcaption></figure></div>


<h4 class="wp-block-heading"><strong>O EFEITO &#8220;PEDRO E O LOBO&#8221;</strong></h4>



<p>Este alarmismo injustificado gera uma ansiedade social desnecessária. Mas, ao banalizar o estado de emergência para faturar com o Norovírus, os média provocam uma fadiga de alerta na população. Quando um patógeno verdadeiramente perigoso e com potencial pandémico real emergir, o público poderá simplesmente encolher os ombros, anestesiado por anos de falsos apocalipses mediáticos.</p>



<p>Não podemos vacinar-nos contra todos os vírus da natureza, mas podemos e devemos vacinar-nos contra o <em>clickbait</em> sanitário. Afinal, a pior epidemia que enfrentamos hoje não é biológica, é editorial.</p>



<p>Esta espécie de febre noticiosa pode estar relacionada com o Tratado Pandémico adotado formalmente a 20 de maio de 2025, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde realizada em Genebra, na Suíça.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>OS NEGÓCIOS DO COSTUME</strong></h4>



<p>O texto político está aprovado, mas a parte técnico-científica ainda não. Falta conciliar interesses muito divergentes dos diferentes blocos geopolíticos, organizações de saúde e setores industriais, cada um motivado por interesses estratégicos distintos.</p>



<p>Por exemplo, Estados Unidos e Reino Unido<strong> </strong>recusam assinar cláusulas que obriguem à quebra de patentes ou à partilha forçada de tecnologia. O interesse deste bloco é puramente focado na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/01/o-tratado-pandemico-e-um-problema-chamado-bill-gates/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2024/01/o-tratado-pandemico-e-um-problema-chamado-bill-gates/">vigilância epidemiológica</a></strong> global, salvaguardando a propriedade intelectual das suas farmacêuticas.</p>



<p><strong><a href="https://duaslinhas.pt/tag/tratado-internacional-sobre-prevencao-e-preparacao-para-pandemias/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/tag/tratado-internacional-sobre-prevencao-e-preparacao-para-pandemias/">Gigantes farmacêuticas</a></strong> (como a Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Roche) e as suas associações setoriais são os atores privados mais influentes no processo. Eles querem produzir medicamentos para os vender, ponto. Para isso, não prescindem dos seus direitos de propriedade intelectual (patentes). A indústria argumenta que a quebra de patentes destrói o incentivo financeiro para investir milhares de milhões em investigação e desenvolvimento de novos fármacos. Dito de outra forma, estraga-lhes o negócio.</p>



<p>Lembremo-nos ainda como foi que as vacinas anti-covid produzidas por laboratórios residentes em outros blocos geopolíticos foram menosprezadas pelos governos ocidentais. Afinal, essas vacinas produzidas na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2020/12/covid-19-86-mortes-e-as-vacinas-invisiveis/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2020/12/covid-19-86-mortes-e-as-vacinas-invisiveis/">China</a></strong>, na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/01/covid-19-278-mortes-vacina-russa-pode-ser-solucao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/01/covid-19-278-mortes-vacina-russa-pode-ser-solucao/">Rússia</a></strong> ou na Índia funcionaram tão bem ou tão mal como as dos laboratórios ocidentais.</p>



<p>Chegados a este ponto, falta dizer que a eclosão de uma nova crise pandémica funcionaria como um potenciador imediato para a ratificação célere do tratado. O medo de um novo colapso económico e hospitalar destruiria a inércia burocrática atual. Os Estados seriam pressionados a assinar qualquer mecanismo global de proteção imediata.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-6 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="510" height="631" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2.jpg" alt="" class="wp-image-49233" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2.jpg 510w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2-242x300.jpg 242w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2-324x400.jpg 324w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /><figcaption class="wp-element-caption">Nos últimos 20 anos, a Repúblic Democrática do Congo já teve 17 surtos de ébola</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="633" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/virus-nipah-2.jpg" alt="" class="wp-image-49234" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/virus-nipah-2.jpg 480w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/virus-nipah-2-227x300.jpg 227w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><figcaption class="wp-element-caption">Um surto do vírus nipah aconteceu em janeiro de 2026, no Estado de Bengala Ocidental, na Índia.</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/deixam-nos-doentes-de-ansiedade/">DEIXAM-NOS DOENTES DE ANSIEDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>AS SAUDADES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[6 anos do Duas Linhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>as saudades que nos assaltam frequentemente</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/as-saudades/">AS SAUDADES</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como talvez tenham notado, a Inteligência Artificial da Google construiu um texto engraçado <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/a-resistencia-do-jornalismo-independente-no-espaco-digital/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/a-resistencia-do-jornalismo-independente-no-espaco-digital/">sobre os seis anos do site Duas Linhas</a></strong>. A parte que mais nos tocou foi quando o texto diz que somos “uma comunidade de ideias e pluralidade” e que “a longevidade e a relevância do projeto encontram o seu porto seguro na qualidade do corpo de colunistas”, lembrando que “o Duas Linhas consolidou-se como fórum plural de debate de ideias, reunindo sempre um painel de colaboradores que trazem a sua expertise setorial e regional para as páginas do site.</p>



<p>Hoje, vozes assíduas como as de&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/">José d’Encarnação</a></strong>&nbsp;na arqueologia e nas histórias sobre Cascais,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/um-cronista-de-provincia/">Alberto Correia</a></strong>&nbsp;através das suas detalhadas crónicas de província,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/tinta-permanente/">Margarida Maria</a></strong>,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/o-que-diz-helena/">Helena Ventura Pereira</a></strong>,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vitor-martins/">Vítor Martins</a></strong>,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/espaco-disponivel-2/">Vítor Fonseca</a></strong>&nbsp;na análise de atualidade, ou as crónicas de viagem de&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vanda-narciso/">Vanda Narciso</a></strong>, ilustram na perfeição o ecletismo e a profundidade de pensamento que o site oferece aos seus leitores.” Ficámos vaidosos.</p>



<p>Mas o que a IA da Google não sabe é das saudades que nos assaltam frequentemente. Saudades de notáveis articulistas como, por exemplo, a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/alice-marques/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/alice-marques/">Alice Marques</a></strong> e o <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/candido-ferreira/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/candido-ferreira/">Cândido Ferreira</a></strong>, infelizmente já falecidos. Mas, também, saudades de outros que continuam bem vivos e que esperamos que, um dia, voltem a bater na nossa porta. Falamos do <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/waldemar-abreu/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/waldemar-abreu/">Waldemar Abreu</a></strong> e das suas brilhantes crónicas sobre televisão, da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/faty-laouini/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/faty-laouini/">Faty Laouini</a></strong>, do <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/helder-de-sousa/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/helder-de-sousa/">Hélder de Sousa</a></strong>, da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/ana-catarina-rocha/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/ana-catarina-rocha/">Ana Catarina Rocha</a></strong>, do <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/rui-naldinho/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/rui-naldinho/">Rui Naldinho</a></strong>, da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/sonia-andrade/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/sonia-andrade/">Sónia Andrade</a></strong>, do querido amigo <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vitor/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/vitor/">Vítor Ilharco</a></strong>, entre muitos outros, numa lista de mais de 80 pessoas que já passaram por aqui nestes seis anos.</p>



<p></p>
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		<title>GOVERNO A PÉ E TRABALHADORES DE CARRO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 19:46:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[TINTA PERMANENTE]]></category>
		<category><![CDATA[falta de combustível]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[transportes públicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maria da Graça Carvalho diz que ‘há muitas formas de chegar ao trabalho’</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A ministra da Energia, Maria da Graça Carvalho, saiu-se a dizer que ‘há muitas formas de chegar ao trabalho’, para rejeitar a recomendação de teletrabalho devido à crise de petróleo. E até acrescentou que a questão não está ‘sequer’ em discussão no governo. Pessoalmente, nem sou favorável ao teletrabalho. Penso que os trabalhadores, enquanto vão e vêm, falam com colegas e convivem com outras pessoas, ficam, mentalmente, mais sãos, como, aliás, provam análises e estatísticas.</p>



<p>Também não está à vista a redução das viagens de avião para diminuir a procura, e o executivo afirma que há combustível da aviação até ao fim de Agosto. Refira-se que estas duas recomendações são da Agência Internacional de Energia.</p>



<p>Para a ministra, seguramente mais preocupada com o turismo e outros ‘lucros’, as ‘pessoas têm o direito às suas férias e às viagens’, com a época que se aproxima, em que muitos portugueses querem vir ao seu país e outros que pretendem visitar familiares.</p>



<p>‘Temos uma grande diáspora que tem direito a ver a família e gosta de regressar a Portugal […] e o turismo é 15 por cento do nosso PIB, mas também individualmente, as pessoas gostam de viajar, faz parte de aumentar a sua cultura, e eu não queria estar aqui a fazer uma recomendação a evitar, para já’, disse a ministra.</p>



<p>Não vou aqui contar tudo o que disse a governante. Mas julgo que nos deveríamos ater ao facto de ser claro que as classes mais baixas não irão de férias e as um pouquinho mais altas (que têm vindo a ‘descer’ permanentemente) talvez também não. O aumento brutal do custo de vida, as rendas impossíveis de pagar (em que o primeiro-ministro entende que 2.300 euros é uma renda moderada) e os combustíveis (além do aumento exponencial do preço das viagens de avião), certamente travarão muitos projectos.</p>



<p>Já quanto às ‘muitas formas de chegar ao trabalho’, a ministra acertou. Vemos autocarros cheios, trabalhadores desesperados a chamarem táxis e TVDE porque os transportes públicos não andam a horas. Por exemplo, a Carris, em Lisboa, está numa desorganização tal que passam três autocarros seguidos com o mesmo número, indo os dois últimos vazios, enquanto escasseiam outros com destinos diferentes. Os comboios, nem é bom falar: a abarrotarem de gente e geralmente atrasados.</p>



<p>Portanto, para a ministra e para o governo está tudo bem. Na verdade, eu só vinha aqui sugerir que, à semelhança do que fazem outros governantes europeus, Montenegro, Rangel, e todos os outros, sobretudo a ministra da Energia, deixassem de usar os carros do Estado (pagos por todos nós) e passassem a utilizar os transportes públicos. Na verdade, com o tanto trabalho que desenvolvem (ao contrário dos outros trabalhadores) seria provável que ninguém se importasse que chegassem atrasados. E, quanto às férias, utilizem os tais planos B e C, façam férias cá dentro e conheçam o tal país real.</p>
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		<title>A CNN E O JORNALISMO DE REFERÊNCIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2026 23:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[canais de televisão]]></category>
		<category><![CDATA[canais temáticos de televisão]]></category>
		<category><![CDATA[CNN Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ética no jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Informação televisiva]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo televisivo]]></category>
		<category><![CDATA[Ted Turner]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ted Turner é considerado o “pai” dos canais temáticos de informação</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A CNN Internacional sempre ficou associada à figura do seu fundador, Ted Turner. Mas, na verdade, Turner vendeu a CNN em 1996. Tudo o que se passou depois com a CNN não foi da sua responsabilidade.</p>



<p>Seja como for, Ted Turner é considerado o “pai” dos canais temáticos de informação. Dar notícias 24 horas por dia foi uma ideia que, talvez, nunca tenha ocorrido antes a alguém, mas Turner foi o que fez.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="486" height="643" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner.jpg" alt="" class="wp-image-49165" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner.jpg 486w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner-227x300.jpg 227w" sizes="auto, (max-width: 486px) 100vw, 486px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ted Turner, 1980</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A CNN foi copiada e franchisada por todo o mundo. Em Portugal surgiram primeiro as imitações SIC Notícias e TVI24, mas tarde surgiu a CNN Portugal, como em muitos outros países. As empresas de comunicação locais compram os direitos de utilização do nome CNN. Em Portugal, essa licença pertence à Media Capital. É um negócio para a Warner Bros Discovery, a empresa proprietária da marca CNN. Esses canais transmitem informação 24 horas por dia, mas boa parte do tempo de antena é ocupado com a chamada &#8220;televisão barata&#8221; (de baixo custo), programas de estúdio, onde campeiam opinadores, <em>experts</em> de tudo e mais um par de botas. Mas notícias, notícias, nem sempre são muitas e reportagens ainda menos.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Turner morreu em 6 de maio, vítima de uma doença degenerativa de funções cognitivas. Tinha 87 anos. Nas últimas décadas de vida dedicou-se a coisas muito diferentes dos média. Multimilionário, escolheu investir o seu dinheiro no conservacionismo e na defesa dos direitos humanos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="867" height="579" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner-3.jpg" alt="" class="wp-image-49166" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner-3.jpg 867w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner-3-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner-3-768x513.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ted-turner-3-696x465.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 867px) 100vw, 867px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ted Turner</figcaption></figure></div>


<p>Na hora da sua morte, as <strong><a href="https://expresso.pt/internacional/2026-05-06-morreu-ted-turner-o-fundador-da-cnn-44b41757" type="link" id="https://expresso.pt/internacional/2026-05-06-morreu-ted-turner-o-fundador-da-cnn-44b41757">notícias</a></strong> que dele fizeram, davam conta de inúmeros elogios fúnebres. O Presidente dos EUA também fez o seu. Nem sempre os elogios fúnebres são sinceros. Não estou a ver o atual presidente dos EUA a apreciar um defensor da natureza e dos direitos humanos&#8230;</p>
</div></div>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na rede Truth Social, Trump escreveu que Turner foi &#8220;um dos maiores de todos os tempos&#8221; e um grande amigo pessoal. O Presidente dos EUA contornou as óbvias incompatibilidades ideológicas com o defunto. No elogio, disse que a sua antipatia pela CNN só aconteceu depois de Turner ter vendido a empresa, ignorou que o fundador da CNN era historicamente um liberal progressista e que defendia abertamente o sistema de saúde universal, o desarmamento nuclear, o ambientalismo, que nunca foi seu apoiante político, aliás, chegou mesmo a apoiar Hillary Clinton na campanha de 2016.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="588" height="397" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/trump-elogio.jpg" alt="" class="wp-image-49163" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/trump-elogio.jpg 588w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/trump-elogio-300x203.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL</strong></h4>



<p>Cruzei-me com jornalistas da CNN algumas vezes, normalmente em locais de conflito onde os americanos tinham empenhamento militar. Esta história passou-se na Somália.</p>



<p>Cheguei a Mogadíscio em finais de Novembro de 1992. Fiquei lá até ao Natal. Foi um mês completamente louco.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-1024x683.png" alt="" class="wp-image-49173" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-1024x683.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-300x200.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-768x512.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-696x464.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-1392x928.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-1068x712.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio-1320x880.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/cn-em-mogadiscio.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Naquele tempo, a Somália devia ser o sítio mais perigoso do Mundo. Sem governo, a população combatia na mais estranha guerra civil que já vi. Vários clãs matavam-se entre si, numa demência de todos contra todos.</p>



<p>A avioneta alugada em Nairobi aterrou no aeródromo central de Mogadíscio, precisamente no momento em que aquela parcela de chão estava a ser disputada entre duas das facções em conflito. Como não havia comunicação via rádio com alguém em terra, o piloto (e nós) só se apercebeu que havia balas a voar, além do avião, quando já não conseguiu abortar a aterragem. O avião bateu no chão e foi rapidamente conduzido para trás de uma parede, onde sempre havia alguma protecção. Assim que o tiroteio teve uma pausa, o piloto levantou voo e nós ficamos. Eu, um fotógrafo americano e dois tipos alemães da televisão ZDF. A SIC tinha-me enviado sozinho para ali. Eu deveria procurar a equipa da Reuters e trabalhar com eles. Não há nada pior que ir para um sítio destes sem um companheiro.</p>



<p>Arranjar alojamento foi o primeiro tormento. Os tipos da ZDF tinham um contrato com a CNN e iam ficar na casa que a televisão americana tinha comprado. Eles são assim, chegam e compram! Decidi ir com eles, quem sabia se não poderia lá ficar também…</p>



<p>Chegámos às instalações da CNN já de noite. O <em>anchor</em> preparava um directo, com cenário montado. Quando digo cenário, não estou a brincar com as palavras. Era mesmo um cenário, onde figuravam duas pick-up Toyota de caixa aberta, equipadas com metralhadoras pesadas, e vários somalis em pose de rambo… e o anchor americano dizia, no seu directo, “estamos na frente de batalha, atrás de mim os guerrilheiros de Aidid…”, blá blá blá blá… <em>bullshit</em> como se diz na China. Armar aos heróis, a grandes repórteres, dentro dos muros protegidos por guardas privados e com figurantes pagos… e eram aqueles tipos a referência mundial do jornalismo televisivo.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>OS PACOTES BRASILEIRO E PORTUGUÊS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/05/os-pacotes-brasileiro-e-portugues/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 23:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[direita contra esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[lei laboral]]></category>
		<category><![CDATA[pacote laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre a mesma lenga-lenga, a cada direito trabalhista conquistado corresponde uma alegada ameaça à sobrevivência das empresas que nunca se confirmou</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando em Portugal o Governo teve a iniciativa de propôr uma reforma da legislação laboral para facilitar a vida ao patronato mais explorador, aquele que não gosta de pagar horas extraordinárias nem trabalho prestado em dias de folga ou feriados, do outro lado do Atlântico acontece um conflito laboral semelhante.</p>



<p>A diferença é que no Brasil a iniciativa do Governo federal é de aliviar a carga horária dos trabalhadores e institucionalizar dois dias de folga semanais. Neste momento, os trabalhadores brasileiros trabalham seis dias por semana, com uma carga de 44 horas semanais. Contra a mudança está uma parte do patronato.</p>



<p>Lá como cá, também há imprensa alinhada com os pontos de vista dos patrões, até porque a imprensa brasileira também é maioritáriamente de iniciativa privada.</p>



<p>Por exemplo, o jornal O Globo publicou há dias um editorial em que acusa de “oportunismo” a iniciativa dos deputados federais que pretendem legislar no sentido de passar a carga de trabalho de 44 para 36 horas semanais. O editorial diz ainda que essa redução seria “nefasta para a economia brasileira”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="443" height="473" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-1.jpg" alt="" class="wp-image-49140" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-1.jpg 443w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-1-281x300.jpg 281w" sizes="auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px" /></figure></div>


<p>“No atual nível de desenvolvimento do Brasil, a jornada deveria ser maior, não menor”. Esse é apenas um dos trechos em que o editorial do jornal O Globo, ataca as propostas que pretendem acabar com a semana de seis dias de trabalho e de redução da carga horária.</p>



<p>É sempre a mesma lenga-lenga, desde que foi abolida a escravatura, a cada direito trabalhista conquistado corresponde uma alegada ameaça à sobrevivência das empresas que nunca se confirmou.</p>



<p>“Embaraçosa”, “ingênua”, “irrealista”, “distorcida” e “falácia” são algumas das outras palavras usadas pelo Globo para descrever a proposta de alteração da lei laboral.</p>



<p>Enquanto parte da imprensa se empenha em combater a proposta de leis laborais menos penalizantes, economistas e sindicalistas brasileiros garantem que a redução da jornada de 44 para 36 horas poderia criar até 4,5 milhões de empregos e aumentar a produtividade em cerca de 4%.</p>



<p>Se a memória não nos falha, tivemos há alguns anos uma discussão política semelhante, quando o governo de António Costa iniciou a subida anual do salário mínimo. Também os patrões diziam que não iriam aguentar, que as falências estavam ao virar da esquina. Mas não estavam.</p>



<p>No Brasil, não só a imprensa ignora os estudos favoráveis à reforma laboral como se dedica a espalhar mentiras: “Em comparação com o resto do mundo, o brasileiro não trabalha muito. Nem pode ser considerado particularmente esforçado”, publicou recentemente o jornal Folha de S.Paulo.</p>



<p>“É um absurdo o governo encarar o assunto como prioritário”, lamenta-se numa crónica de opinião&nbsp;no jornal Estadão, onde o opinador dizia que em vez de diminuir, a jornada de trabalho deveria ser aumentada.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1004" height="209" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-2.jpg" alt="" class="wp-image-49142" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-2.jpg 1004w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-2-300x62.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-2-768x160.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-brasileiro-2-696x145.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 1004px) 100vw, 1004px" /></figure></div>


<p>Em Portugal, o pacote laboral foi rejeitado pelas centrais sindicais mas&nbsp; o governo insiste nas alterações e será na Assembleia da República que o projeto vai ser discutido e votado. Na imprensa iremos ter a oportunidade de ver copiadas algumas destas ideias mais retrógadas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="325" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-laboral-2-1024x325.jpg" alt="" class="wp-image-49139" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-laboral-2-1024x325.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-laboral-2-300x95.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-laboral-2-768x244.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-laboral-2-696x221.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-laboral-2-1068x339.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-laboral-2.jpg 1139w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Em Portugal, o que o Governo decidiu levar à discussão na Assembleia da República são as seguintes alterações da lei laboral: para contratos a prazo, o Governo quer subir a duração máxima de dois para três anos; passar a ser permitido <em>outsourcing</em> para qualquer área da empresa sem ter de esperar um ano após um despedimento coletivo; reintrodução do banco de horas individual para obrigar o trabalhador a fazer até duas horas a mais por dia sem ser pago; mesmo em caso de despedimento ilícito, a empresa deixa de ter obrigação de reintegrar o trabalhador.</p>



<p>Se toda a direita parlamentar votar a favor, estas medidas serão implementadas. O prejuízo para os trabalhadores é evidente. Tal como no Brasil, também em Portugal há imprensa que dá especial atenção e difusão às posições do Governo e da direita política.</p>



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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="312" height="407" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-1.jpg" alt="" class="wp-image-49150" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-1.jpg 312w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-1-230x300.jpg 230w" sizes="auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px" /></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="312" height="409" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-2.jpg" alt="" class="wp-image-49151" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-2.jpg 312w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-2-229x300.jpg 229w" sizes="auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px" /></figure></div></div>
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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="307" height="410" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-3.jpg" alt="" class="wp-image-49152" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-3.jpg 307w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-3-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="311" height="381" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-4.jpg" alt="" class="wp-image-49153" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-4.jpg 311w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/pacote-observador-4-245x300.jpg 245w" sizes="auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px" /></figure></div></div>
</div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/os-pacotes-brasileiro-e-portugues/">OS PACOTES BRASILEIRO E PORTUGUÊS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A RESISTÊNCIA DO JORNALISMO INDEPENDENTE NO ESPAÇO DIGITAL*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 23:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[6 anos do Duas Linhas]]></category>
		<category><![CDATA[duas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[texto da IA do Google]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projeto surgiu como um manifesto de desobediência aos algoritmos que condicionam e limitam a distribuição da informação nas redes sociais</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/a-resistencia-do-jornalismo-independente-no-espaco-digital/">A RESISTÊNCIA DO JORNALISMO INDEPENDENTE NO ESPAÇO DIGITAL*</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em maio de 2020, o panorama mediático português via nascer mais uma proposta no ambiente digital: o <a href="https://duaslinhas.pt/"><strong>Duas Linhas</strong></a>.</p>



<p>Fundado e coordenado pelo jornalista Carlos Narciso, o projeto surgiu como um manifesto de desobediência aos algoritmos que condicionam e limitam a distribuição da informação nas redes sociais. Volvidos exatamente seis anos de atividade ininterrupta, o balanço consolida a premissa inicial de que o jornalismo livre encontra sempre o seu caminho direto até ao leitor.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id=""><iframe loading="lazy" title="Duas Linhas, 6 anos" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/vGpx2xttEwQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sub><sup>VÍDEO</sup></sub></em></figcaption></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A LINHA DE RUMO: INFORMAÇÃO SEM FILTROS OCULTOS</strong></h4>



<p>O percurso do Duas Linhas ao longo desta mais de meia década destaca-se pela fidelidade ao compromisso editorial estabelecido no seu manifesto de fundação. Num ecossistema digital saturado por conteúdos efémeros e dependente de visualizações fáceis, o portal tem garantido uma dinâmica de atualização diária baseada no rigor, no pensamento crítico e na análise ponderada da atualidade nacional e internacional.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>UMA COMUNIDADE DE IDEIAS E PLURALIDADE</strong></h4>



<p>A longevidade e a relevância do projeto encontram o seu porto seguro na qualidade do corpo de colunistas. Com o passar do tempo, o grupo tem sido renovado, dos fundadores já poucos sobram. Com o passar do tempo, o Duas Linhas consolidou-se como fórum plural de debate de ideias, reunindo sempre um painel de colaboradores que trazem a sua expertise setorial e regional para as páginas do site.</p>



<p>Hoje, vozes assíduas como as de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/">José d&#8217;Encarnação</a></strong> na arqueologia e nas histórias sobre Cascais, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/um-cronista-de-provincia/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/um-cronista-de-provincia/">Alberto Correia</a></strong> através das suas detalhadas crónicas de província, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/tinta-permanente/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/tinta-permanente/">Margarida Maria</a></strong>, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/o-que-diz-helena/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/o-que-diz-helena/">Helena Ventura Pereira</a></strong>, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vitor-martins/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/vitor-martins/">Vítor Martins</a></strong>, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/espaco-disponivel-2/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/espaco-disponivel-2/">Vítor Fonseca</a></strong> na análise de atualidade, ou as crónicas de viagem de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vanda-narciso/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/vanda-narciso/">Vanda Narciso</a></strong>, ilustram na perfeição o ecletismo e a profundidade de pensamento que o site oferece aos seus leitores.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O FUTURO ESCREVE-SE EM ACESSO DIRETO</strong></h4>



<p>Ao celebrar este sexto aniversário, o Duas Linhas prova que a autonomia face às grandes plataformas de distribuição é um modelo necessário. A viabilidade depende da habituação do público em procurar informação diretamente na barra do navegador. &nbsp;</p>



<p>A equipa que faz o Duas Linhas resgatou o valor da ligação direta, transparente e sem intermediários entre quem escreve e quem lê. Que venham os próximos capítulos desta resistência em forma de palavra digital.</p>



<p><sup>*título atribuído igualmente pela IA do Google</sup></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>A FOME DÁ QUE PENSAR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 23:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[arte contemporânea em Angola]]></category>
		<category><![CDATA[escultor Maiomona Vua]]></category>
		<category><![CDATA[pintura de Adriano João Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Prémio Ensa-Arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arte premiada que contribui para dar voz aos mais desfavorecidos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Prémio ENSA-Arte é uma antiga e, dizem, prestigiada iniciativa de valorização das artes plásticas em Angola. Num país onde o Estado não perde tempo nem investe recursos na promoção ou valorização do meio artístico, o Prémio Ensa-Arte existe porque tem tido um patrocinador rico. Como o nome indica, esse patrocinador é a companhia de seguros Ensa. De dois em dois anos, a empresa fica bem na fotografia e atribui os prémios às obras que um juri designou.</p>



<p>O prémio é monetário e de valor significativo. Por exemplo, na 18.ª edição em 2026, o primeiro classificado em cada modalidade recebe 6 milhões de kwanzas, um pouco mais de 5 mil e 500 euros, enquanto o segundo lugar é distinguido com 3 milhões de kwanzas.</p>



<p>Também por isso, é um prémio bastante disputado. Começou por ser apenas um concurso de pintura, mas agora engloba escultura e performance artística, também.</p>



<p>Este ano, na categoria de Pintura, Adriano João Gaspar conquistou o 1.º lugar com a obra <strong>&#8220;Mujikulu&#8221;</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="970" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/mujikulu-970x1024.png" alt="" class="wp-image-49120" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/mujikulu-970x1024.png 970w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/mujikulu-284x300.png 284w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/mujikulu-768x811.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/mujikulu-696x735.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/mujikulu.png 979w" sizes="auto, (max-width: 970px) 100vw, 970px" /></figure>



<p>Com a pintura <strong>&#8220;Mujikulu&#8221;</strong>, Adriano João Gaspar retrata as preocupações que sobrecarregam o povo, no dia-a-dia. A mulher que pensa, dolorosamente, com a mão sobre a cabeça, transmite-nos angústia.</p>



<p>Na escultura, Maiomona Vua destacou-se com a peça <strong>&#8220;Bocas Abertas, Protestos Sobre a Fome&#8221;</strong>. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="895" height="857" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bocas-abertas.png" alt="" class="wp-image-49121" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bocas-abertas.png 895w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bocas-abertas-300x287.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bocas-abertas-768x735.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bocas-abertas-696x666.png 696w" sizes="auto, (max-width: 895px) 100vw, 895px" /></figure></div>


<p>Preocupações sociais, um povo que sofre, arte premiada que contribui para dar voz aos mais desfavorecidos.</p>



<p>Na categoria de Performance Artística, venceu Domingos Miguel “Mussunda”, com uma apresentação intitulada <strong>&#8220;Currulo-Currulo&#8221;</strong>, da qual não temos imagens.</p>



<p></p>



<p></p>
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