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	<title>Arquivo de Economia e Empresas - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de Economia e Empresas - Duas Linhas</title>
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		<title>MIGUEL MORGADO E A TENTAÇÃO DE JULGAR À DISTÂNCIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crise política na Guiné-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[Domingos Simões Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Morgado]]></category>
		<category><![CDATA[SIC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>existe uma diferença entre denúncias da defesa e da família e factos comprovados</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há questões legítimas a discutir: a legalidade da prisão preventiva, a competência do Tribunal Militar para julgar um civil, o respeito pelos direitos de defesa, o acesso a advogados, familiares e assistência médica. Se esses direitos estiverem a ser violados, as autoridades guineenses têm o dever de corrigir a situação e de prestar esclarecimentos.</p>



<p>Mas existe uma diferença entre denúncias da defesa e da família e factos comprovados. Um comentador não deve apresentar como certezas acusações que ainda carecem de verificação independente, nem substituir-se aos tribunais na apreciação da legalidade do processo.</p>



<p>Também o percurso académico e político de Domingos Simões Pereira não constitui prova da sua inocência. Num Estado de Direito, ninguém deve ser perseguido por razões políticas, mas também ninguém deve estar acima da lei por ter exercido altas funções ou beneficiar de prestígio internacional.</p>



<p>Particularmente discutível foi a ideia de que Domingos Simões Pereira representa &#8220;a única esperança&#8221; da Guiné-Bissau. Nenhuma democracia saudável depende de um homem providencial, e nenhum comentador estrangeiro pode escolher quem encarna o futuro de um povo soberano.</p>



<p>Igualmente problemática foi a defesa de uma intervenção das autoridades portuguesas sobre um processo judicial interno. Portugal pode acompanhar a situação e defender o respeito pelos direitos humanos, mas a Guiné-Bissau é um Estado soberano. A cooperação internacional não deve transformar-se numa relação paternalista em que Lisboa surge como tutora de uma antiga colónia.</p>



<p>A posição responsável é outra: exigir um processo justo, respeito integral pelas garantias constitucionais e transparência das autoridades, sem transformar suspeitos em culpados nem arguidos em intocáveis. Defender o Estado de Direito significa proteger os direitos fundamentais, mas também respeitar a independência dos tribunais e evitar que a convicção política substitua a prova.</p>
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		<title>O Calvário das Três Assinaturas (Cartão de Cidadão)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 23:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[burocracia digital]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização dos serviços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[renovação do cartão de cidadão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao Cuidado do Conselho de Sábios Analógicos da ARTE (Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, I.P.)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao Cuidado do Conselho de Sábios Analógicos da ARTE (Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, I.P.)</p>



<p>Ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho Diretivo, Engenheiro Manuel Dias. À Vogal das Linhas Tortas, Mónica Letra, ao Vogal do Bloqueio Permanente, João Roque Fernandes</p>



<p><em>Exmos. Senhores,</em></p>



<p><em>É com o dedo indicador esquerdo a tremer de indignação &#8211; uma vez que o direito foi sacrificado no altar da vossa transição digital &#8211; que a recém-eleita direção do F.O.D.A.S.E.(Federação de Organizações de Demagogia e Alianças Secretas Eleitorais), toma a palavra. Acabámos de receber o vosso pedido de &#8220;averiguação forense&#8221;, onde solicitam o número de telefone que originou a chamada para a vossa linha de apoio (21 048 9010).</em></p>



<p><em>A vossa capacidade de transformar um problema técnico num mistério digno de Agatha Christie é, de facto, assinalável. Pedem o número de telemóvel para investigar por que razão um cidadão tem de assinar três vezes o mesmo documento? Se o vosso sistema informático exige um código por página, não precisam de um detetive privado; precisam de um programador que não tenha aprendido a codificar numa máquina de calcular de 1982.</em></p>



<p><em>Como o meu telemóvel original explodiu devido à radiação térmica de tanto receber SMS de validação, deixo-vos o contacto alternativo da sede do F.O.D.A.S.E. No entanto, alerto-vos: a nossa linha só atende se digitarem o código PIN ao ritmo do hino nacional.</em></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>O Triunfo do Masoquismo Estatal</em></strong></h4>



<p><em>A liderança de António Cadabulho assume-se profundamente fascinada pelo vosso trabalho. O Engenheiro Manuel Dias, com o seu passado na Microsoft, conseguiu o impensável: injetar o conceito de &#8220;Ecrã Azul da Morte&#8221; diretamente no sistema nervoso dos portugueses.</em></p>



<p><em>O vosso fluxo de trabalho digital superou a genialidade de Franz Kafka. Dividir a assinatura de um relatório de três páginas num sofrimento em três atos é puro sadismo burocrático:</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Ato I (A Ilusão):</em></strong><em> O cidadão digita o PIN da Chave Móvel Digital. Espera pelo SMS. O código chega. A primeira página está assinada. Há um brinde mental à modernização do país.</em></li>



<li><strong><em>Ato II (O Castigo):</em></strong><em> O sistema apaga o sorriso da cara do utilizador. Avança para a página dois e exige&#8230; tudo de novo. Novo PIN. Novo SMS. O suor frio começa a descer pela espinha.</em></li>



<li><strong><em>Ato III (O Colapso):</em></strong><em> Terceira página. Terceiro SMS. O cidadão já não usa os dedos; bate com a testa no teclado, chora copiosamente e pede perdão por crimes que não cometeu.</em></li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>O Novo Plano Estratégico proposto pelo F.O.D.A.S.E.</em></strong></h4>



<p><em>Como a ARTE parece empenhada em fazer o país regressar ao ano de 1995 com internet discada, António Cadabulho propõe formalmente a fusão da vossa agência com o F.O.D.A.S.E. Para o próximo plano de desmaterialização, sugerimos a implementação imediata das seguintes medidas:</em></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong><em>Autenticação por Espirro:</em></strong><em> Para assinar a página quatro, o utilizador deve gravar um áudio a espirrar três vezes para provar que está vivo.</em></li>



<li><strong><em>O Selo Branco Digital:</em></strong><em> Após a introdução do quinto SMS de validação, o cidadão deve lamber o ecrã do computador para selar o documento com ADN.</em></li>



<li><strong><em>Burocracia Circular:</em></strong><em> Um sistema revolucionário onde, após assinar digitalmente, o utilizador recebe um e-mail a ordenar que imprima o PDF, o assine à mão, o digitalize e o envie por telebip.</em></li>
</ol>



<p><em>Parabéns à Troika da Ineficiência: Manuel Dias, Mónica Letra e João Roque Fernandes. Os senhores conseguiram provar que, em Portugal, a fibra ótica serve perfeitamente para nos enforcar em alta definição.</em></p>



<p><em>Com os meus mais sinceros votos de que o vosso servidor mude de PIN a cada cinco segundos,</em></p>



<p><em>António Cadabulho</em></p>



<p><em>Presidente do F.O.D.A.S.E. (Federação de Organizações de Demagogia e Alianças Secretas Eleitorais)</em></p>



<p class="has-text-align-center">Para os que preferem ver bonecos:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="864" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png" alt="" class="wp-image-50288" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png 576w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/image-1-200x300.png 200w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-calvario-das-tres-assinaturas-cartao-de-cidadao/">O Calvário das Três Assinaturas (Cartão de Cidadão)</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>MILITARIZAÇÃO EM CURSO EM UNIVERSIDADES ALEMÃS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[António da Cunha Justo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 23:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[indústria de armamento da Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[militarismo]]></category>
		<category><![CDATA[rearmamento da Alemanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As chaminés da Rheinmetall e da KNDS Deutschland exalam o aço frio dos tanques e das munições que a Europa novamente reclama</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há cidades cuja geografia é marcada pelo rio, pela serra ou pelo mar. Kassel, no coração da Alemanha, também tem o rio Fulda, mas nela vê-se a marca da cinza. Quem percorre as suas ruas da cidade baixa, mesmo nas manhãs mais límpidas, sente um peso na terra um eco subterrâneo de 1943, quando 75% da cidade ruíram sob o fogo dos Aliados, pagando o preço de ser, já nessa altura, um bastião da indústria bélica. Hoje, as chaminés da Rheinmetall e da KNDS Deutschland não fumegam pólvora, mas exalam o aço frio dos tanques e das munições que a Europa novamente reclama. E é precisamente nesta cidade, tão linda e com tantos parques, onde a História parece ter-se esquecido de sarar, que se trava uma batalha silenciosa, mas fundamental, pelo futuro da razão académica.</p>



<p>Em causa está a revogação da chamada «Zivilkausel», a cláusula civil de paz, na Universidade de Kassel. Setenta instituições de ensino superior alemãs subscreveram, outrora, o compromisso de que a investigação científica se consagraria, exclusivamente, a fins pacíficos. Kassel era uma dessas vozes éticas no deserto do progresso técnico. Contudo, a nova vaga de rearmamento que varre a Alemanha, esse <em>Zeitenwende</em> que tantos aplaudem como necessidade geopolítica, ameaça agora transformar os laboratórios em extensões dos quartéis. A ciência, que deveria ser o farol da humanidade, corre o risco de se tornar a bússola da artilharia.</p>



<p>O problema não reside na pureza abstrata da investigação, sabemos que o conhecimento é, por natureza, ambivalente e que os frutos da física podem alimentar hospitais ou mísseis. A questão crucial é a <em>intencionalidade</em> e a <em>influência.</em> Quando a maior concentração de indústria armamentista do país se instala à porta da universidade, abolir a cláusula de paz não é um gesto de transparência; é um convite aberto para que o dinheiro sujo da guerra dite as prioridades científicas. E a tragédia anuncia-se em dois atos: em primeiro lugar, os fundos públicos, que deveriam nutrir o espírito crítico e a coesão social, poderiam ser desviados para financiar a morte. Em segundo lugar, e mais sinistro, a universidade deixaria de ser o templo do debate para se tornar o escritório de projetos das multinacionais do aço.</p>



<p>Perante este cenário, o Senado da Universidade hesita. Composto por apenas três estudantes, nove professores, três académicos e dois administrativos, este órgão reflete um desequilíbrio de poder gritante, a voz dos que aprendem é abafada pelos que já decidiram. Após três horas de discussão, o Conselho Académico adiou a decisão. Mas o adiamento, longe de ser uma vitória, cheira a tática de dilação. A sugestão de criar uma comissão de ética é, no limite, uma manobra burocrática, uma cortina de fumo para ganhar tempo e esvaziar a resistência que, entretanto, se ergue com cartazes e gritos do lado de fora do campus. A ASTA, representação estudantil, apela a uma votação geral, um gesto democrático que a razão louva, mas que a urgência do momento condena – porque, enquanto se contam votos, os canhões continuam a ser forjados.</p>



<p>Mas o que está em jogo transcende as fronteiras do estado do Hesse. A Alemanha, pela sua força económica e moral, é um modelo. E quando a Alemanha se militariza, todo o continente estremece. Países como Portugal, situados na margem atlântica, sentem a pressão tectónica deste rearmamento. Num país que deveria semear o espírito social, a cultura de paz e a resiliência comunitária, a onda belicista germânica ameaça impor uma lógica de subalternidade: “Se a Alemanha se rearma, nós também temos de o fazer.” Mas esta é uma falácia perigosa. A Europa não precisa de mais exércitos; precisa de mais pedagogia. Precisa de dominar a arte da diplomacia e da fraternidade, em vez de competir na corrida ao armamento.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-1024x576.avif" alt="" class="wp-image-50276" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-1024x576.avif 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-300x169.avif 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-768x432.avif 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-696x392.avif 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal-1068x601.avif 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Rheinmetal.avif 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="624" height="402" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lockheed-Martin-Rheinmetall.jpg" alt="" class="wp-image-50277" style="width:464px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lockheed-Martin-Rheinmetall.jpg 624w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lockheed-Martin-Rheinmetall-300x193.jpg 300w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></figure></div></div>
</div>



<p>A vontade militar e o delírio belicista avançam a passos largos na sociedade germânica, infiltrando o discurso político, a imprensa e agora a academia. Para onde caminha a Alemanha dos nobres poetas e dos pensadores? Mas as universidades devem ser os baluartes contra essa maré. Criar espaços de guerra dentro dos muros onde se cultiva o saber é uma contradição tão absurda como cultivar espinhos num jardim de flores. O exército já tem os seus quartéis onde pode ter os seus laboratórios; a ciência deve ter os seus laboratórios de paz.</p>



<p>A memória de Kassel, essa cidade arrasada até aos alicerces, deve servir de advertência. Os fantasmas de 1943 não pedem vingança; pedem memória. Revogar a cláusula de paz agora, quando o dinheiro manda e a Europa rearma, não é apenas um precedente perigoso para outras universidades que observam este caso; é uma traição àqueles que, sobre os escombros, juraram que nunca mais.</p>



<p>Apelamos, pois, à razão e ao coração de cada cidadão europeu. A razão diz-nos que a investigação civil e a ética não são obstáculos ao progresso, mas a sua única garantia de sustentabilidade. O coração diz-nos que os jovens que hoje protestam em Kassel são a consciência viva de um continente que já se despedaçou duas vezes. Não os deixemos sós. Que a Europa não se deixe cegar pelo brilho efémero do aço. Que a cláusula de paz não seja um papel rasgado ao vento, mas o alicerce sobre o qual construímos, finalmente, uma cultura de paz duradoura. Porque, se a universidade deixar de ser o lugar onde se sonha com um mundo melhor, quem o fará por nós?</p>
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		<title>A SOLIDÃO DOS COMPETENTES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Tomaz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 23:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[saber fazer]]></category>
		<category><![CDATA[velhos são os trapos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma sociedade que afasta os seus competentes não os torna menos competentes. Torna-se apenas mais pobre.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/a-solidao-dos-competentes/">A SOLIDÃO DOS COMPETENTES</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao longo da vida, algumas pessoas acumulam conhecimento, experiência, capacidade de análise e sentido de responsabilidade. Aprendem a resolver problemas, a antecipar dificuldades, a tomar decisões em momentos complexos e a assumir consequências. Esse percurso não acontece de um dia para o outro. É construído através de anos de trabalho, de erros corrigidos, de sucessos alcançados e de fracassos superados. Mas existe um momento em que muitos desses homens e mulheres descobrem algo inesperado. Quanto mais sabem, menos são ouvidos. Quanto mais experiência acumulam, menos espaço lhes é concedido para a utilizar.</p>



<p>A sociedade contemporânea valoriza frequentemente a novidade acima da profundidade. O imediato acima do duradouro. A aparência da inovação acima da substância do conhecimento.<br>Quem alerta para os riscos é muitas vezes visto como pessimista. Quem recorda experiências anteriores é acusado de estar preso ao passado. Quem procura ponderação é considerado lento num mundo que vive obcecado pela velocidade.</p>



<p>Muitos profissionais experientes conhecem bem esta realidade. São chamados para cerimónias, homenagens e discursos. Mas raramente são integrados nos processos onde poderiam continuar a contribuir. São respeitados simbolicamente, mas ignorados na prática. É uma forma subtil de exclusão.</p>



<p>A competência continua a ser reconhecida. O problema é que deixou de ser utilizada. E quando isso acontece surge uma sensação difícil de explicar. A pessoa continua capaz. Continua lúcida. Continua disponível. Mas percebe que o seu conhecimento deixou de ser procurado. Não porque tenha perdido valor. Mas porque a sociedade se habituou a procurar respostas rápidas em vez de reflexão aprofundada.</p>



<p>Esta solidão não afeta apenas os mais velhos. Também atinge profissionais de diferentes idades que recusam o facilitismo, que procuram fazer bem o seu trabalho e que mantêm um forte sentido de exigência consigo próprios. Em muitos ambientes, a competência pode tornar-se desconfortável. Porque questiona. Porque exige rigor. Porque desmonta ilusões. Porque lembra que os resultados dependem de esforço, preparação e responsabilidade. Por isso, os competentes encontram-se frequentemente isolados. Não por escolha. Mas porque a mediocridade organizada tende a proteger-se de quem expõe as suas fragilidades.</p>



<p>A história mostra, contudo, que as sociedades avançam graças a pessoas que persistem apesar desse isolamento. Investigadores, professores, médicos, engenheiros, artistas, empresários, trabalhadores anónimos e cidadãos comuns que continuaram a fazer o que acreditavam ser correto, mesmo quando o reconhecimento tardava. A verdadeira competência raramente é ruidosa. Não procura aplausos permanentes. Procura utilidade. Procura contribuir. Procura deixar algo melhor do que encontrou.</p>



<p>Talvez por isso a sociedade tenha o dever de prestar mais atenção aos seus competentes. Não para os transformar em figuras intocáveis.<br>Mas para aproveitar aquilo que sabem. Porque quando os competentes se calam, perde-se mais do que conhecimento. Perde-se discernimento. Perde-se memória. Perde-se capacidade de antecipar erros. Perde-se inteligência coletiva.</p>



<p>Uma sociedade que afasta os seus competentes não os torna menos competentes. Torna-se apenas mais pobre. E talvez uma das grandes tarefas do nosso tempo seja precisamente esta: criar condições para que o conhecimento, a experiência e a competência continuem a ter voz. Porque o futuro constrói-se com inovação. Mas sustenta-se sempre sobre aquilo que os competentes aprenderam antes de nós.</p>



<p><br></p>
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		<title>O PAÍS ENCALHADO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[economia de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[modelo de desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os países que lideram o desenvolvimento científico e industrial não afastam investigadores nem atrasam pagamentos aos bolseiros da investigação…</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os países que lideram o desenvolvimento científico e industrial não afastam investigadores nem atrasam pagamentos aos bolseiros da investigação…</p>



<p>Mas Portugal continua a privilegiar o sector do turismo e dos serviços, como se daí conseguissemos dar emprego decente aos nossos jovens.</p>



<p>O que dizem as parangonas sobre o nosso crescimento do PIB, não nos leva para perto, sequer, dos parceiros europeus. É um crescimento sempre abaixo dos 70% da média europeia.</p>



<p>A nossa dívida externa, que não é para pagar mas para gerir (ouvi dizer), esmaga a  possibilidade de subirmos no <em>ranking</em> europeu. O tecido empresarial é maioritariamente de micro, pequenas e médias empresas e quase todas viradas para os serviços e para o turismo.</p>



<p>Produz-se pouco e estamos sempre, mas sempre, dependentes dos fundos estruturais.</p>



<p>O investimento externo não vem, porque a justiça é lenta e o fisco injusto. O que vemos é um marcar passo permanente porque continuamos com mão de obra de baixos salários, tão baixos que nem servem para animar o mercado interno.</p>



<p>Como é que se passa para uma economia que tem a sua estrutura no conhecimento e inovação, se se aposta no imobiliário, turismo, serviços…?</p>



<p>Pagamos caro as formações dos nossos jovens e eles, findo os cursos, não vêm hipótese nenhuma em conseguir empregos capazes por cá. Emigram para os países que não gastaram um cêntimo nessas formações.</p>



<p>Mas que atraso de vida.</p>



<p>E a música deste fado que não nos larga:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="589" height="81" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/fado.jpg" alt="" class="wp-image-50217" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/fado.jpg 589w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/fado-300x41.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-pais-encalhado/">O PAÍS ENCALHADO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O VÍCIO DA GUERRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 23:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[as novas guerras de Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA atacam Irão]]></category>
		<category><![CDATA[política da canhoneira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os americanos viciaram-se na guerra</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-vicio-da-guerra/">O VÍCIO DA GUERRA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os americanos viciaram-se na guerra. O que temos visto é a aplicação do método negocial com a pistola apontada à cabeça do interlocutor. Foi assim com o Irão. Enquanto decorriam negociações, choveram bombas. Agora, durante um cessar-fogo criado precisamente para negociar a paz, voltaram os bombardeamentos. A guerra interrompe as negociações; as negociações servem apenas para preparar o ataque  seguinte.</p>



<p>Em Gaza, a farsa é ainda mais obscena. Washington financia, arma, abastece e protege diplomaticamente o exército israelita. Diz querer a paz enquanto garante que nunca faltam bombas para os israelitas prosseguirem com o plano genocida de limpeza étnica de extermínio dos palestinianos. </p>



<p>Os Estados Unidos já nem escondem a lógica que orienta a sua política externa. Não procuram compromissos. Procuram obediência. Não querem adversários convencidos. Querem adversários vencidos.</p>



<p>A negociação deixou de ser um instrumento para evitar a guerra. Tornou-se uma arma da própria guerra: ganha tempo, desorienta o adversário, cria ilusões, divide opiniões públicas e permite preparar o ataque seguinte, dá tempo para as fábricas de armamento e munições reporem os arsenais gastos. </p>



<p>Quem continua a acreditar que Washington negoceia para alcançar a paz talvez devesse perguntar por que razão os bombardeamentos surgem tantas vezes antes de a tinta secar nos comunicados sobre o diálogo.</p>



<p>Não há paz possível quando uma das partes fala através de ultimatos e mísseis. Não há boa-fé quando os bombardeiros mantêm os motores ligados e os porta-aviões permanecem em posição.</p>



<p>A história recente mostra-nos que para os Estados Unidos o que eles chamam de paz é apenas mais um caminho para a subjugação de outros povos.</p>
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		<title>O TALISMÃ VOADOR</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/07/o-talisma-voador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 23:10:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[despesismo do Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Montenegro no Mundial de Futebol 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial de Futebol 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para lá e para cá, atravessou seis vezes o oceano Atlântico.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-talisma-voador/">O TALISMÃ VOADOR</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Houve quem dissesse que Luís Montenegro era um talismã da seleção nacional. Não deixa de ser uma ideia simpática, própria das páginas de desporto, mas agora há que reconhecer que não resultou. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="974" height="183" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma.jpg" alt="" class="wp-image-50242" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma.jpg 974w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma-300x56.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma-768x144.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/talisma-696x131.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 974px) 100vw, 974px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.tsf.pt/desporto/artigo/hugo-soares-espera-que-montenegro-continue-a-ser-amuleto-da-sorte-da-selecao-no-mundial/18103127">Hugo Soares espera que Montenegro continue a ser &#8220;amuleto da sorte&#8221; da seleção no Mundial &#8211; TSF</a></figcaption></figure></div>


<p>O primeiro-ministro assistiu presencialmente a três jogos de Portugal no Mundial. Para lá e para cá, atravessou seis vezes o oceano Atlântico. A primeira viagem teve o carácter de visita oficial aos Estados Unidos. As outras já não. Foi como &#8220;adepto talismã&#8221;.  A pergunta não é se um chefe de Governo pode assistir a um jogo da seleção. Pode. A pergunta é outra: precisava de assistir a três? E se Portugal tivesse passado, a quantos jogos Montenegro teria ido?</p>



<p>Governar um país não é acompanhar uma equipa em digressão. O primeiro-ministro não é o décimo segundo jogador, nem um amuleto institucional que tenha de ocupar um lugar na tribuna para que Portugal marque golos.</p>



<p>Cada uma destas viagens mobilizou inevitavelmente recursos públicos. Se foram utilizados voos comerciais, acompanhados por uma comitiva de segurança e assessoria, uma estimativa prudente aponta para um custo global entre <strong>120 mil e 185 mil euros</strong>. Se, como é perfeitamente plausível, foi utilizado um avião da Força Aérea Portuguesa (solução mais compatível com a flexibilidade exigida à agenda de um chefe de Governo), o custo total poderá situar-se entre <strong>300 mil e 500 mil euros</strong>. São estimativas, não números oficiais.</p>



<p>Dir-se-á que são valores irrelevantes perante um Orçamento do Estado de dezenas de milhares de milhões de euros. Talvez. Mas a ética na gestão do dinheiro público nunca começou pelos grandes números. Começa pelos pequenos gestos e pelo exemplo de quem governa.</p>



<p>Se Montenegro é realmente um talismã, talvez valha a pena levá-lo também para as listas de espera do SNS, para os atrasos na Justiça ou para as crises da habitação. Aí, o país agradecer-lhe-ia muito mais a presença do que numa bancada de um Mundial.</p>



<p>Um primeiro-ministro pode gostar de futebol. O que não deve fazer é dar a ideia de que confunde representação institucional com lugar cativo na tribuna.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="695" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-695x1024.png" alt="" class="wp-image-50245" style="width:694px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-695x1024.png 695w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-204x300.png 204w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1-696x1025.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/cartoon-original-1.png 704w" sizes="auto, (max-width: 695px) 100vw, 695px" /><figcaption class="wp-element-caption">cartoon original de Hélder Dias</figcaption></figure></div>


<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/o-talisma-voador/">O TALISMÃ VOADOR</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>ABRAM ALAS PARA A VERDADE NUA E CRUA DO NOSSO PORTUGAL!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 23:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[adeptos de futebol]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal e o futebol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vejam bem esta loucura total que é a nossa maravilhosa e esquizofrénica existência</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Vejam bem esta loucura total que é a nossa maravilhosa e esquizofrénica existência:</p>



<p><strong>A LOUCURA DOS DOIS MUNDOS!</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A Batalha do Relógio!</strong></h4>



<p><strong>Na Vida Social:</strong> &#8220;Chego num minutinho!&#8221; Tradução: ainda estou em cuecas a escolher a camisa! O atraso crónico é o nosso oxigénio!</p>



<p><strong>No Futebol:</strong> Às 20h15 é o apito inicial. Às 19h00 já o adepto está alapado na cadeira, com o cachecol esticado e o coração a bater a duzentos à hora. Ai do árbitro que atrase o jogo trinta segundos! É uma ofensa nacional!</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O Grito de Revolta!</strong></h4>



<p><strong>Na Vida Social:</strong> Hospitais sem médicos, escolas sem professores, comboios que nunca passam. O português suspira, bebe uma bica, come um pastel de nata e diz: <em>&#8220;Olha, é o país que temos&#8230;&#8221;</em> É uma paz de alma que até assusta!</p>



<p><strong>No Futebol:</strong> O lateral-esquerdo falhou um passe de dois metros? <strong>REVOLUÇÃO!</strong> Convocam-se assembleias gerais extraordinárias, exige-se a demissão do presidente, queima-se o carro do treinador e pede-se a intervenção das Nações Unidas antes que chegue a terça-feira!</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O Milagre Financeiro!</strong></h4>



<p><strong>Na Vida Social:</strong> O azeite está a preço de ouro! O combustível é um assalto! Choramos, gritamos e fazemos contas à vida por causa de três cêntimos no quilo do arroz!</p>



<p><strong>No Futebol:</strong> Cento e cinquenta euros por uma camisola de plástico que diz &#8220;Emirates&#8221; no peito? Oitenta euros por um bilhete para apanhar pneumonia na bancada superior norte? <strong>&#8220;DÁ-ME DOIS, QUE O DINHEIRO NÃO SE LEVA PARA A COVA!&#8221;</strong> É a terapia do povo!</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A União que Move Montanhas!</strong></h4>



<p><strong>Na Vida Social:</strong> Uma manifestação para exigir melhores salários junta o organizador, a mãe do organizador e um cão vadio que passava por ali.</p>



<p><strong>No Futebol:</strong> O autocarro do clube vai passar numa rotunda à meia-noite, debaixo de um dilúvio bíblico? <strong>MIL E POUCAS ALMAS</strong> de tronco nu, a acender fachos vermelhos ou verdes, a chorar baba e ranho por onze milionários que nem sabem o nome deles! É épico! É poético! É absurdo!</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A Justiça Divina!</strong></h4>



<p><strong>Na Vida Social:</strong> Fugir ao fisco? Coisa linda. Estacionar o jipe em cima da passadeira para ir buscar o pão? Desenrasque! Subornar o primo da junta? Inteligência!</p>



<p><strong>No Futebol:</strong> Um fora de jogo de dois milímetros que o VAR não viu no canal 11? É uma cabala! É corrupção ao mais alto nível! É a Maçonaria a tentar destruir as fundações da nossa região! Queremos sangue!</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O VEREDICTO FINAL!</strong></h4>



<p>Nós somos brilhantes! Nós temos uma energia que podia colonizar Marte! Só que escolhemos gastá-la toda a insultar homens de preto que correm de apito na boca! Viva o futebol, que nos salva de ter de resolver a nossa própria vida!</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A MESMA HISTÓRIA, VERSÃO BD</strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="864" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/image.png" alt="" class="wp-image-50232" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/image.png 576w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/image-200x300.png 200w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /></figure></div></div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/abram-alas-para-a-verdade-nua-e-crua-do-nosso-portugal/">ABRAM ALAS PARA A VERDADE NUA E CRUA DO NOSSO PORTUGAL!</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>FACE AO GENOCÍDIO DE GAZA, A BRANDURA DE PORTUGAL</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/07/face-ao-genocidio-de-gaza-a-brandura-de-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[autarcas portugueses em Israel]]></category>
		<category><![CDATA[crimes de guerra de Israel]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio do povo palestiniano]]></category>
		<category><![CDATA[Isaltino Morais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isaltino Morais não foi o único autarca português a ir a Israel “a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita e da Embaixada de Israel em Portugal”</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/face-ao-genocidio-de-gaza-a-brandura-de-portugal/">FACE AO GENOCÍDIO DE GAZA, A BRANDURA DE PORTUGAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Isaltino Morais não foi o único autarca português a ir a Israel “a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita e da Embaixada de Israel em Portugal”. A explicação vem nas redes sociais, com a chancela do embaixador de Israel em Portugal.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1024x576.png" alt="" class="wp-image-50200" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/autarcas-pt-em-israel.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte Instagram IsraelinPortugal</figcaption></figure></div>


<p>A informação não especifica quem pagou as despesas da viagem, mas depreende-se que terá sido quem fez os convites. A informação também não nomeia nenhum dos autarcas portugueses que aceitaram o convite, mas o Presidente da Câmara de Oeiras assumiu que esteve em Israel para visitar uma feira empresarial onde decorreu uma conferência sobre “cidades inteligentes”.</p>



<p>Hoje, a expressão &#8220;cidade inteligente&#8221; está frequentemente associada a sistemas de videovigilância, reconhecimento facial, análise de dados, controlo de multidões e outras tecnologias de monitorização. Trata-se de um setor onde várias empresas israelitas ocupam posições de destaque, desenvolvendo soluções que, em muitos casos, resultam de conhecimento adquirido em contextos de ocupação militar e de conflito. Essas empresas &nbsp;anunciam produtos como combat proven (testados em combate), precisamente para lhes conferir credibilidade comercial. Na maioria dos casos, os ditos “combates” não passam de assassinatos seletivos ou de tiro ao alvo contra multidões em Gaza, na Cisjordânia e em outros territórios vizinhos.</p>



<p>Na conta de Instagram IsraelinPortugal multiplicam-se os registos de contactos do embaixador israelita com autarcas portugueses, incluindo os presidentes das câmaras de Oeiras, Guarda, Valongo, Vila Nova de Gaia e outros municípios. A mesma conta documenta convites para cerimónias oficiais, como as comemorações do 10 de Junho, e diversos encontros institucionais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="556" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1024x556.png" alt="" class="wp-image-50194" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1024x556.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-300x163.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-768x417.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1536x834.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-696x378.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1392x756.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1068x580.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt-1320x717.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-c-auitarcas-pt.png 1790w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">à esquerda, o embaixador de Israel com o autarca da Guarda, à direita com o autarca de Oeiras</figcaption></figure></div>


<p>A imagem que daí resulta é inequívoca: o embaixador de Israel continua a ser recebido com toda a normalidade por responsáveis políticos portugueses, que aceitam surgir em fotografias de cordialidade institucional ao lado do principal propagandista e representante diplomático em Portugal de um Estado atualmente acusado, em instâncias internacionais, da prática de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio contra a população palestiniana.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1024x576.png" alt="" class="wp-image-50196" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/israel-com-mdn.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">embaixador de Israel com o ministro da Defesa Nacional do Governo português</figcaption></figure></div>


<p>Tal como escrevemos na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/isaltino-em-israel/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/07/isaltino-em-israel/">crónica de ontem</a></strong>, “quando um representante institucional português escolhe deslocar-se a Israel para participar numa iniciativa de promoção empresarial, fá-lo num contexto em que o Estado israelita enfrenta acusações de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio sobre a população palestiniana.”</p>



<p>Claro que são escolhas que transmitem uma mensagem política. E, neste caso, são sinais de normalização de crimes de guerra e do genocídio de um povo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1024x576.png" alt="" class="wp-image-50170" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/isaltino-moraisem-israel.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">publicado em <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/isaltino-em-israel/">ISALTINO EM ISRAEL</a></figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/face-ao-genocidio-de-gaza-a-brandura-de-portugal/">FACE AO GENOCÍDIO DE GAZA, A BRANDURA DE PORTUGAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>ÓPERA DA INAÇÃO NACIONAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 11:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cena, com lotação esgotada e financiamento público vitalício, a grandiosa Ópera da Inação Nacional</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/07/opera-da-inacao-nacional/">ÓPERA DA INAÇÃO NACIONAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p></p>



<p>Senhoras e senhores, sintonizem as vossas televisões e preparem as vossas carteiras. Está em cena, com lotação esgotada e financiamento público vitalício, a grandiosa Ópera da Inação Nacional. Um drama lírico onde os tenores do hemiciclo e os barítonos das comissões parlamentares cantam as dores do país enquanto afinam o seu próprio património.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ato I: O Milagre da Multiplicação dos Tachos</strong></h4>



<p>O libreto abre com o habitual coro de lamentações. A Saúde tosse, a Escola reprova e a Habitação desaba. Mas não temam! O Ministro em funções, cuja única competência conhecida é a capacidade de deslizar por entre as perguntas dos jornalistas como uma enguia em azeite, tem a solução perfeita: a fundação de um novo Grupo de Trabalho.</p>



<p>O banquete da comissão é servido prontamente. Reúnem-se os sábios do regime em tertúlias gastronómicas altamente qualificadas, pagas com o IVA do teu pacote de massa. O objetivo? Estudar de forma profunda e exaustiva a melhor forma de empurrar o problema com a barriga até às férias de verão.</p>



<p>A estrutura é estéril, mas a máquina é fértil. Num passe de mágica burocrático, a secretária de um gabinete qualquer ganha uma nova gaveta. Não para guardar processos, mas para alojar o novo assessor, o consultor júnior e o afilhado do secretário de Estado, garantindo que o nepotismo nacional continua a ser o maior motor de emprego jovem do país.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ato II: O Mistério da Pista Sem Fim</strong></h4>



<p>O segundo ato é uma coreografia cómica dedicada à aviação nacional. O Aeroporto de Lisboa transformou-se num artefacto arqueológico vivo. Há meio século que os sucessivos elencos estudam se os aviões devem aterrar em Alcochete, no Montijo, na Ota, ou nas traseiras da casa da avó de um influente deputado.</p>



<p>A humanidade já mapeou o genoma humano, enviou robôs para Marte e inventou a inteligência artificial, mas o decisor político português continua perplexo, de bússola invertida na mão, sem saber onde raio há de colocar uma tira de asfalto. É a nossa vadiagem burocrática elevada a património imaterial da UNESCO.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ato III: A Contabilidade Criativa e os Dez Euros da Salvação</strong></h4>



<p>Quando a economia cresce uns míseros milímetros devido ao turismo desenfreado, os senhores do fato cinzento sobem ao palco com o peito inchado, reivindicando para si o mérito do &#8220;milagre económico&#8221;. No entanto, se o país afunda no barómetro europeu, a culpa é subitamente do vento, da conjuntura internacional ou, claro, do &#8220;pesado legado&#8221; deixado pelo bando anterior.</p>



<p>A ópera atinge o seu clímax dramático na conferência de imprensa. Confrontado com o sumiço de fundos comunitários, o governante saca da sua melhor cartada populista. Com uma lágrima ao canto do olho e a voz trémula de falsa compaixão, anuncia: <em>&#8220;Aumentámos dez euros à pensão da vossa velhota!&#8221;</em></p>



<p>O público aplaude, o idoso faz contas à vida e percebe que os dez euros não chegam para nada, enquanto nos bastidores, o amigo mafioso de colarinho branco limpa o suor da testa com uma nota de quinhentos, vinda diretamente do milhão desviado do orçamento de Estado.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Epílogo: A Teta Sagrada</strong></h4>



<p>A cortina desce, mas o espetáculo nunca termina. A verdade nua e crua é que Portugal não pode dar-se ao luxo de funcionar. Se os problemas fossem realmente resolvidos, os doutores do assento vitalício morreriam de tédio. A ineficácia é o oxigénio desta classe. Afinal, para que serve um salvador da pátria se a pátria, por milagre, deixar de precisar de ser salva? A teta nacional continuará a dar leite, a plebe continuará a pagar o espetáculo e a ópera da inação garantirá, por muitos e bons anos, o seu merecido aplauso.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="816" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano-1024x816.png" alt="" class="wp-image-50181" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano-1024x816.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano-300x239.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano-768x612.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano-696x555.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano-1068x851.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano-1320x1052.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/07/teatro-abandonado-contraplano.png 1355w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem real de autor desconhecido (disponível na net) de sala de espetáculos em Portugal</figcaption></figure></div></div></div>
</div></div>
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