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	<title>Arquivo de Cultura - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Cultura - Duas Linhas</title>
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		<title>IMPALA VAI SER COLÉGIO PARA JUDEUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 23:05:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Yael Foundation]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Yael Foundation comprou o edifício Impala, em Ranholas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/impala-vai-ser-colegio-para-judeus/">IMPALA VAI SER COLÉGIO PARA JUDEUS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Peritos em escombros, os sionistas viram ali uma oportunidade. Os compradores são a Yael Foundation, referenciada como organização filantrópica internacional. Com o edifício dizem querer transformá-lo em colégio judaico. Uma espécie de madrassa só para judeus.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A&nbsp;Yael Foundation&nbsp;foi fundada e é gerida pelo casal Uri&nbsp;e&nbsp;Yael Poliavich. Uri Poliavich é o fundador e CEO da&nbsp;<strong><a href="https://www.soft2bet.com/br" type="link" id="https://www.soft2bet.com/br">Soft2Bet</a></strong>, uma empresa global de jogos online e apostas desportivas. Gozam da fama de filantropos, mas talvez não passem de sionistas que angariam fundos e quadros para sustentar o Estado de Israel.</p>



<p>Não foi possível encontrar declarações deles sobre o genocídio do povo palestiniano ou qualquer crítica quanto às anexações da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. O silêncio tem a sua eloquência.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/DSe74dE.jpeg" alt="" class="wp-image-48778"/><figcaption class="wp-element-caption">Uri Poliavich</figcaption></figure></div>


<p>Após os acontecimentos do dia 7 de Outubro de 2023, Uri Poliavich falou repetidamente em “ataques ao Estado judeu”, referiu “inimigos que visam Israel e os judeus globalmente” e deu ênfase à necessidade de fortalecimento identitário da sociedad israelita. No fundo, aproveitou as circunstâncias para promover o seu negócio.Descreveu a educação judaica como uma espécie de “Iron Dome comunitário”.</p>



<p>Este tipo de discurso coloca Israel e as comunidades judaicas numa lógica de defesa civilizacional contra ameaças externas, uma narrativa central no discurso político sionista.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-48780" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-819x1024.jpg 819w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-240x300.jpg 240w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-768x960.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-1229x1536.jpg 1229w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-696x870.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-1392x1740.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-1068x1335.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-1320x1650.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael.jpg 1638w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagens e mensagens da propaganda da Yael Foundation na sua página do Facebook</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="819" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-48781" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-819x1024.jpg 819w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-240x300.jpg 240w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-768x960.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-1229x1536.jpg 1229w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-696x870.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-1392x1740.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-1068x1335.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2-1320x1650.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/yael-2.jpg 1638w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure></div></div>
</div>



<p>São estes os tipos que compraram o <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/quando-o-crime-compensa-2/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/quando-o-crime-compensa-2/">edifício Impala</a></strong>. E não deixaram os créditos por mãos alheias, fizeram um bom negócio. Oito milhões de euros é um bocado de dinheiro, mas tratando-se de um espaço de 15 mil metros quadrados, cinco pisos, com equipamentos já instalados (cozinha, refeitório, estacionamento automóvel, etc.), foi um bom negócio do ponto de vista do comprador. A coisa valeria mais alguns milhões, aos preços do metro quadrado do imobiliário na zona de Sintra, com acessibilidades fáceis para Cascais e Lisboa.</p>
</div></div>
</div></div>
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		<title>QUANDO O CRIME COMPENSA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 23:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Impala vendida]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Rodrigues]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Talvez o mais odiado patrão do setor</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/quando-o-crime-compensa-2/">QUANDO O CRIME COMPENSA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Jacques Rodrigues é, talvez, o último dos dinossauros da imprensa portuguesa. Construiu (e deixou cair) um império de média com o grupo Impala que detinha dezenas de títulos, entre eles alguns campeões de vendas como foi o caso da revista Maria.</p>



<p>É, também, provavelmente, o mais odiado patrão do setor. Há centenas de trabalhadores lesados, despedidos ilegalmente sem as indemnizações a que tinham direito, assim como fornecedores com dívidas por cobrar há largos anos.</p>



<p>Quando já só esperávamos a notícia de que tinha morrido, finalmente, e que a terra lhe iria ser pesada, chega-nos a notícia de que, afinal, o homem ainda mexe. Trata-se de uma notícia sobre a decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa que julgou “totalmente improcedente” o processo interposto pelo empresário, na sequência de uma notícia publicada pelo jornal online Esquerda sobre a luta dos trabalhadores para recuperarem os créditos de insolvência da Descobrirpress (uma das empresas de Jacques). Nada que nos admire. Jacques continua a ter os advogados de que precisa para tentar castigar os que o criticam. Raramente tem conseguido, mas a teimosia corre-lhe nas veias.</p>



<p>Já que falamos nele, convém lembrar que <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/03/rusga-em-ranholas-jacques-rodrigues-detido/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2023/03/rusga-em-ranholas-jacques-rodrigues-detido/">Jacques Rodrigues</a></strong> ainda não se livrou das <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/03/jacques-rodrigues-da-quinta-da-marinha-para-a-cela-da-pj/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2023/03/jacques-rodrigues-da-quinta-da-marinha-para-a-cela-da-pj/">investigações judiciais</a></strong> que o indiciam pelos crimes de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2020/07/impala-morta-em-ranholas/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2020/07/impala-morta-em-ranholas/">insolvência dolosa</a></strong> agravada, por ter provocado a falência das empresas do grupo de forma intencional, transferindo bens e dinheiro para o&nbsp;Brasil, burla qualificada pela utilização de esquemas de &#8220;falsos PER&#8221; (Processos Especiais de Revitalização), onde terá&nbsp; apresentado credores fictícios de modo a enganar credores verdadeiros, tribunais e o Estado, entre outros crimes.</p>



<p>A ser verdade tudo isto, o homem é um aldrabão de grande gabarito. Porém, apesar dos indícios não tem, de momento, nenhuma medida de coação que lhe atrapalhe a vida confortável que construiu. É verdade que está considerado insolvente, o que apenas quer dizer que é incapaz de pagar pessoalmente as dívidas que acumulou e que ascendem a mais de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/impala-vai-ser-colegio-para-judeus/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/impala-vai-ser-colegio-para-judeus/">100 milhões de euros</a></strong>. Mas está longe de ser um pobrezinho sem-abrigo.</p>



<p>No Brasil, continua dono e senhor de hotéis de luxo e de enormes propriedades agrícolas, mais do que suficientes para manter uma vida de nababo, a ele e ao seu séquito familiar. Já os trabalhadores a quem ele deve dinheiro, passados anos ainda andam às voltas com o Fundo de Garantia Salarial, a ver se recebem uma <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/10/impala-nao-quer-pagar-salarios-em-atraso-nem-indemnizacoes/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/10/impala-nao-quer-pagar-salarios-em-atraso-nem-indemnizacoes/">parte do que lhes devia ter sido pago</a></strong>.</p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/quando-o-crime-compensa-2/">QUANDO O CRIME COMPENSA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A PEDRA PARTIDA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/04/a-pedra-partida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Carlos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 09:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[os romanos em Tabuaço]]></category>
		<category><![CDATA[pedras antigas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um altar romano</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sabíamos que perdera a cabeça e até andámos às voltas com ela até percebermos que se encontrara a metade inferior duma ara romana.</p>



<p>Confesse-se que, à primeira vista, tantas são as pedras deste jeito, até hesitámos acerca da sua antiguidade. Depressa, porém, nos convencemos que sim, era um altar romano, dedicado a uma divindade, mormente depois de, pelas mágicas virtudes resultantes da aplicação, por Alexandre Canha, de milagrosos filtros fotográficos, termos logrado ler, no final, a fórmula ritual: <em>ex voto, </em>«por voto», o que de imediato nos deu a entender que se tratava, de facto, de uma inscrição votiva (que é o adjectivo&nbsp; que se aplica a este tipo de monumentos).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48740" style="width:1035px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                       parte inferior do altar</figcaption></figure></div>


<p>Na actualidade, acções de graças a Deus ou aos santos consubstanciam-se, habitualmente, na oferta de uma vela que se queima, simbolizando a chama e o fumo que dela se exala a prece que sobe para a entidade divina homenageada. Queimada a vela, o que resta pode ficar sem qualquer préstimo, a não ser – como acontece nos grandes santuários religiosos – que se proceda à respectiva reciclagem e daí novas velas venham a ser fabricadas.</p>



<p>Não pactuavam lá muito os Romanos com essas transitoriedades. Preferiam gravar na pedra dura, a fim de ser eterna a sua gratidão. Não podia, porém, o vulgar devoto dar-se ao luxo de, por exemplo, mandar fazer um altar, uma capela lateral ou mesmo uma ermida – como, também hoje, isso é apanágio de quem tem posses para tal. Por isso, limitava-se a ir a uma oficina de canteiro (havia-as, naturalmente, por perto dos grandes santuários), escolhia uma das miniaturas de altar que o artífice já teria à vista, explicava que dizeres queria fossem gravados e, encomenda recebida, lá iria depô-la no santuário divino.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48743" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ara aos Lares Viales, de Braga</figcaption></figure></div>


<p>O ideal seria haver pompa e circunstância. Que, como nas missas solenes, se queimassem incensos para purificar a doação e simbolizar, pelas cheirosas ondas de fumo a subir, a elevação das preces e do mui devoto reconhecimento. Daí que – embora habitualmente não chegasse a ser&nbsp; usado, era um símbolo – se esculpisse na parte superior do capitel uma covinha, teoricamente destrinada a que nela se derramassem as essências a queimar. Por isso se lhe dá o nome de fóculo, pequeno fogo. O pequeno altar romano achado à saída de <em>Bracara Augusta</em> (Braga) ostenta claros vestígios de fogo; o viandante, à saída ou à entrada da cidade, queimava aí essências em honra dos deuses das vias (<em>Lares Viales</em>) para que o protegessem na ida e, à vinda, para lhes agradecer a companhia.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48741" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Parte superior do capitel com o fóculo</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48742" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ara aos Lares Viales, de Braga &#8211; fóculo</figcaption></figure>
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</div>



<p>Encontrámo-la decapitada a ara de Barcos. Estava em reutilização. Fora partida a meio. Mas arqueólogo que se preza não se deixa esmorecer e, se bem o pensou, melhor o fez: suspeitando-se de que a outra parte poderia estar no monte de pedras que os pedreiros da obra haviam levado para um terreno da proprietária, urgia que esse monte fosse remexido. E, assim, o amigo Fernando Moreira, a nosso pedido, toca de ir ao monte e que a consabida perícia do maquinista fizesse… o milagre. E fez! Em menos de uma hora, lá se encontrou o capitel, a cabeça que a pedra perdera. E até tinha fóculo, com 14 cm de diâmetro!</p>



<p>Correu-se a ajustar tudo, dava certo e aí temos o monumento inteiro, com 56,5 cm de altura total. Pronto para dele se fazer o estudo epigráfico minucioso, comparando-o, eventualmente, com outros achados pelas redondezas e acicatando-nos a curiosidade: donde é que o altar terá vindo? Que vestígio romano de alguma monta haverá por perto? Como sói dizer-se, «não há fumo sem fogo»; assim, aqui, se há altar, tem de haver o sítio original em que ele foi colocado!</p>



<p><sub>(em co-autoria com <em>José d’Encarnação)</em></sub></p>


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<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48750" style="width:1024px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-5-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                          As duas partes do altar</figcaption></figure></div>


<p></p>
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		<title>COMEMORAR ABRIL NUM TEMPO SEM TEMPO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 17:34:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[NA OUTRA MARGEM]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[25 de abril de 2026]]></category>
		<category><![CDATA[comemorações do 25 de abril]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 52 anos de democracia, o regime envelheceu.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A festa do 25 de Abril de 1974 transformou-se, 52 anos depois, num imenso deserto de ideias, de projectos, de esperança e Portugal continua um País adiado, permanentemente adiado.</p>



<p>Juntos 52 anos, em democracia, não nos permitem, tal como Patxi Andion, dizer com amor:</p>



<pre class="wp-block-verse">‘20 anos de estar juntos<br> Esta tarde se cumpriram<br> Para ti flores, perfumes<br> Para mim, alguns livros<br> No te disse grandes coisas<br> Porque no me haviam saído<br> Já sabes coisas de velhos<br> Ressentimento do que não fui.<br> Há muito tempo que tentamos<br> Qualificar o nosso destino<br> Tu descias a persiana<br> E eu provava o meu último vinho.’</pre>



<p>Portugal é um País triste, ‘ansiolítico’, que vive à beira do precipício, numa ‘insustentável leveza do ser’, tal como Tomás, um personagem criado por Milan Kundera, que escolhe ser ‘leve’ para não pensar, nem se preocupar com o que o rodeia.<em></em></p>



<p>E leve, bem leve, é a relação de Portugal com as graves questões sociais, económicas e financeiras neste Mundo global, neste tempo sem tempo, em que, vinte e quatro horas sobre vinte e quatro horas, os mercados financeiros não param e destroem os países e as Nações, na voragem do lucro que levará, inevitavelmente, à destruição do sistema financeiro, com a conivência de países que lançam guerras sem fim dando a ganhar, a alguns, fortunas imensas.</p>



<p>No caso português, os governos desperdiçaram, sucessivamente, as oportunidades de enfrentar os desafios do futuro, não tendo reestruturado o tecido produtivo, não criaram nichos de mercado que alargasse as exportações e trocaram a agricultura e a pesca por meia dúzia de ‘sestércios’.</p>



<p>Ao longo dos anos nunca foi definido um rumo e um objectivo para Portugal. Sempre vivemos ‘à bolina’, na expectativa de encontrarmos um caminho que não desse trabalho, não obrigasse a pensar e não exigisse massa crítica. Uma boa parte da nossa classe empresarial apenas sobrevive porque se tornou subsídio-dependente do Estado e dos Fundos Comunitários. Tal como no tempo das Descobertas, em que vivemos, parasitariamente, das especiarias, do ouro e da escravatura, encontrámos na Europa uma nova forma parasitária de sobrevivermos e fingir que éramos um País desenvolvido.</p>



<p>E agora, voltando a Patxi Andion, ‘<em>Passaram-nos a conta e tu terás que pagar e eu terei que pagar também, teremos que pagar.’</em></p>



<p>Porém, por muito que se queira esconder a realidade e que se viva no reino da fantasia, o Mundo está conturbado e agita-se a um ritmo imparável, sem rumo e com um destino incerto.</p>



<p>A guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel, contra o Irão, com o objectivo de colocar em crise o poder religioso, num confronto entre laicismo e religião, pode ser um erro clamoroso e as alterações no Médio Oriente acabarem por ser um completo desastre para a economia global. As repercussões desta agitação, na Europa e no resto do Mundo, estão a ser avassaladoras, com graves efeitos na economia e no sistema financeiro, além de alterarem conceitos culturais e concepções políticas.</p>



<p>Foi neste quadro mundial que se comemorou o 25 de Abril de 1974, com dois discursos antagónicos, o do Presidente da República e o do Presidente da Assembleia da República, que, sem pudor, fez uma intervenção inqualificável, de total desprezo pela data e pelos princípios democráticos.</p>



<p>Mas, afinal o que foi o 25 de Abril de 1974? Não é possível dar uma resposta simples, clara e unificadora, porque houve vários 25 de Abril. A devolução da democracia aos portugueses é um dos poucos pontos em comum entre as diversas concepções do 25 de Abril (mais para uns do que para outros), que se ergueu como o Nirvana, mas que não passa de um imenso vazio, fora de uma profunda reformulação do Estado e da sociedade.</p>



<p>Na verdade, derrubado o regime salazarista, os partidos e os militares esqueceram-se do fundamental: pôr fim às concepções napoleónicas e rasgar a estrutura administrativa nascida com o Código de Rodrigues Sampaio, que o Estado Novo integrou como seu, ou seja, limitaram-se a dar umas pinceladas democráticas no Estado corporativo, mantendo o essencial dessa estrutura. E este erro, básico, inquinou todo o processo democrático e a evolução do País.</p>



<p>Falar de Abril, comemorar Abril, não pode ser uma ideia redutora da data, transformada, cada vez mais, num feriado que serve para fazer uma ponte e ter mais uns dias de férias.</p>



<p>Falar de Abril é falar do futuro, de uma concepção dinâmica da sociedade portuguesa, dizer o que se quer, para onde vamos e como podemos lá chegar. Porque Abril não alimenta, não dá pão, não dá emprego, não cria riqueza. Em 52 anos de democracia, o regime envelheceu. O Mundo está a mudar, os partidos de extrema-direita e populistas, estão a crescer, sendo que no nosso País esse fenómeno também se verifica.  </p>



<p>Os cidadãos começam a estar fartos desta classe política. E que não se entenda esta afirmação como um discurso contra a classe política. É precisamente o contrário, ou seja, um chamamento a melhores políticos e a mais e melhor democracia. É verdade, os tempos são de mudança em Portugal e no resto do Mundo e todos nós, inevitavelmente, também mudámos, porque, como diz Eduardo Lourenço, ‘o Mundo está a mudar rapidamente e os políticos europeus e portugueses relativizam as coisas, sem pensar no global’.</p>



<p>Defensor do ideal da liberdade, igualdade e fraternidade, preocupado com a justiça social, acompanho, com apreensão, a deriva demo-liberal nos mais diversos países europeus, um desastre de proporções tão gravosas que não a quero para o meu País. Portugal precisa de crescer, de se desenvolver, de criar massa crítica, de ter capacidade para reduzir o desemprego, de aumentar a riqueza, para que se combata a pobreza – a visível e a envergonhada &#8211; dos reformados, dos idosos, de uma classe média que empobrece e tem vergonha de mostrar a sua decadência. Para isso, é fundamental ter coragem para mudar! Portugal é um País de navegadores, de conquistadores, de descobridores (‘navegar é preciso; viver não é preciso’, dizia Fernando Pessoa).</p>



<p>Mas é fundamental ter esperança para se sair da crise. Porque, sem esperança, nada será possível num regime envelhecido, em que não se vislumbram sinais ou vontade de que os responsáveis o queiram repensar ou mudar. Esperança, mudança, democracia, coragem, lucidez é só isto que se exige a quem queira estar na política.</p>



<p>O mar de jovens que encheu as ruas no dia 25 de Abril pode dar corpo a esta esperança, vamos acreditar que, com essa onda, venha a coragem e a lucidez que ancorará a mudança.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/av-da-liberdade-25-A-4-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-48735" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/av-da-liberdade-25-A-4-819x1024.jpg 819w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/av-da-liberdade-25-A-4-240x300.jpg 240w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/av-da-liberdade-25-A-4-768x960.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/av-da-liberdade-25-A-4-696x870.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/av-da-liberdade-25-A-4-1068x1335.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/av-da-liberdade-25-A-4.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/comemorar-abril-num-tempo-sem-tempo/">COMEMORAR ABRIL NUM TEMPO SEM TEMPO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>“A MENINA DAS CAMÉLIAS”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 11:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional Grão Vasco]]></category>
		<category><![CDATA[pintura de José de Almeida e Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Viseu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José de Almeida e Silva, o “Silva Pintor” como foi chamado, viveu em Viseu entre 1864 e 1945. A sua actividade quase se perdeu nos inventários da arte portuguesa;  legou-nos, porém, incrível produção artística, onde a pintura sobreleva, em número e aparato, as suas dispersas criações, que se estendem pela escrita polimorfa em livros, jornais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>José de Almeida e Silva, o “Silva Pintor” como foi chamado, viveu em Viseu entre 1864 e 1945. A sua actividade quase se perdeu nos inventários da arte portuguesa;  legou-nos, porém, incrível produção artística, onde a pintura sobreleva, em número e aparato, as suas dispersas criações, que se estendem pela escrita polimorfa em livros, jornais e álbuns, ilustrados, sobretudo, com as caricaturas de uma sociedade do seu tempo. Ocasional foi a sua abordagem da escultura com um busto de Camões.</p>



<p>Presença assídua, em Lisboa, nas Exposições da Sociedade Nacional de Belas Artes – onde se detinha, lápis em punho, escrevendo notas demoradas –, mostrou também a sua arte em Paris ou no Brasil, e o seu quadro, as <em>Hortaliceiras</em>, hoje no Museu Nacional Grão Vasco, recebeu até “Medalha de ouro”.</p>



<p>Deter-nos-emos, agora, apenas face a um dos quadros do inventário do Museu Nacional Grão Vasco, retrato a óleo sobre tela de título <em>A Menina das Camélias, </em>que o artista produziu em 1912.</p>



<p>Não desfruta da atenção que os visitantes dão a essoutra menina, a Menina de Madrazo, de que <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/uma-menina/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/04/uma-menina/">já aqui se falou</a></strong>. Porventura, o visitante apenas se deterá, por instantes, olhando essa menina envergonhada, que suspendeu a marcha, aconchegou ao peito o bonito ramo de camélias que levava e cativa ficara do gesto ternurento do pintor que a eternizou no seu retrato.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="627" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Menina_das_Camelias_1912_-_Jose_de_Almeida_e_Silva.png" alt="" class="wp-image-48727" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Menina_das_Camelias_1912_-_Jose_de_Almeida_e_Silva.png 500w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Menina_das_Camelias_1912_-_Jose_de_Almeida_e_Silva-239x300.png 239w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">A Menina das Camélias (1912) &#8211; José de Almeida e Silva</figcaption></figure></div>


<p>Era tempo de Páscoa, das camélias abertas nos jardins da cidade – o do Paço dos Bispos, que ainda floresce, hoje, ao Fontelo – ou nos recatados jardins do Solar dos Treixedos ou da Casa do Cerrado, onde as últimas fidalgas demoravam.</p>



<p>Ia de caminho, a menina, talvez a casa da madrinha que lhe ofertara como prenda, nessa Páscoa, os brincos de oiro que ela agora lhe vai mostrar, tímida e envergonhada que ela vai.</p>



<p>Suspende a marcha, a menina, fica-se a olhar o ternurento gesto do pintor que ali se quedou também, cativo do olhar melancólico da criança, antes que possa voltar a caminhar, soltas as mãos, sem desprendê-las do ramo fresco das camélias com que retribui a prenda bonita da madrinha.</p>



<p>E lá seguirá, rua fora, até à casa grande da madrinha. A mãe vestiu-lhe um casaquinho de lã verde, que ainda havia frio em Abril, penteou-lhe o cabelo como ela gostava, ela disse que sabia o caminho, a casa da madrinha não ficava longe.</p>



<p>Almeida e Silva lavou os pincéis, mandou fazer uma moldura como aquela com que fechava os seus tesouros nessa arca imaginal do seu estúdio, onde, às vezes, distraído, deixava entrar um atrevido raio de sol.</p>



<p>Talvez tenha saído para a margem da cidade, há sempre uns velhos que regressam da horta, um velho roçando mato. Ter-se-á cruzado, no caminho, com a pequena lavradeira a que chamou Flor Agreste e terá ido mais longe, quem sabe, passear nas áleas do Fontelo, terá descido, não sei, à Ponte da Azenha onde há sempre lavadeiras batendo roupa branca, enquanto cantam virtuosas canções de romanceiro.</p>



<p>Almeida e Silva raramente gostava de sair da sua terra.</p>



<p></p>
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		<title>FARTO DO FACEBOOK</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 22:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
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		<category><![CDATA[algoritmo da censura no Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[empresas de tecnologia de informação]]></category>
		<category><![CDATA[negócios do Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade no Facebook]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se alguém ainda acreditava que estas redes nasceram para as pessoas comunicarem gratuitamente entre si, convém desfazer o equívoco.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/farto-do-facebook/">FARTO DO FACEBOOK</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As plataformas de redes sociais existem para gerar lucro às empresas que as detêm. O modelo de negócio assenta, sobretudo, em duas vias: cobrar subscrições a quem não quer ser soterrado por publicidade e vender espaço publicitário a quem quer captar atenção.</p>



<p>Se alguém ainda acreditava que estas redes nasceram para as pessoas comunicarem gratuitamente entre si, convém desfazer o equívoco. A comunicação entre utilizadores é o meio que cria o campo de negócio.</p>



<p>O problema surge quando a publicidade que circula nessas plataformas nem sempre é propriamente edificante. Aparece de tudo: esquemas duvidosos, promessas milagrosas, sexualização barata, especulação travestida de oportunidade. E é aqui que o discurso oficial começa a cheirar a farsa.</p>



<p>As famosas políticas de “defesa da comunidade”, supostamente criadas para garantir um ambiente saudável, parecem muitas vezes mais empenhadas em proteger os <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/censura-algoritmica-pornografia-paga-e-propaganda-politica/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/01/censura-algoritmica-pornografia-paga-e-propaganda-politica/">interesses de quem paga anúncios</a></strong> e de quem financia <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/territorios-sem-lei/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2025/12/territorios-sem-lei/">mensagens políticas patrocinadas</a></strong>.</p>



<p>O caso mais recente que me aconteceu é revelador. Republiquei no meu grupo de Facebook uma imagem publicitária que me surgiu na timeline: em cima, uma mulher de pernas abertas “disponível para conversar”; em baixo, mais uma promessa de enriquecimento instantâneo através de ações que renderiam 780 euros por dia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="461" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-461x1024.jpg" alt="" class="wp-image-48708" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-461x1024.jpg 461w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-135x300.jpg 135w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-768x1707.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-691x1536.jpg 691w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-921x2048.jpg 921w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-696x1547.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-1068x2374.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/Screenshot_2026-04-24-16-16-37-829_com.facebook.katana-scaled.jpg 1152w" sizes="auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px" /><figcaption class="wp-element-caption">A publicação desta imagem foi enquadrada por um texto curto onde criticava este tipo de publicidade</figcaption></figure></div>


<p>Resultado: fui castigado pelo algoritmo zelador. Fiquei impedido de publicar em grupos, sem acesso a várias ferramentas, com limitações no perfil e nas páginas onde colaboro como administrador.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48709" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mas-e-a-publicidade-deles.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Penalização por criticar a publicidade do Facebook</figcaption></figure></div>


<p>Reclamei. Inicialmente reconheceram o erro. Minutos depois voltaram atrás e repuseram as sanções. Justificação? Nenhuma.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="126" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-1024x126.png" alt="" class="wp-image-48711" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-1024x126.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-300x37.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-768x94.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-1536x188.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-696x85.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-1392x171.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-1068x131.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois-1320x162.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/antes-e-depois.png 1795w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Antes e depois, no espaço de minutos. Sem qualquer justificação.</figcaption></figure>



<p>Ora, se a mensagem era ofensiva ou perigosa, quem a publicou primeiro foi a própria plataforma. Quem a monetizou foi a própria plataforma. Mas, pelos vistos, denunciar a publicidade tóxica é mais grave do que vendê-la. Eis a hipocrisia em estado puro.</p>



<p>As redes sociais têm dono, evidentemente. Mas isso não lhes devia dar licença para exercer poder arbitrário. No mínimo, deveriam cumprir três regras simples:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Não aplicar sanções sem dar ao utilizador oportunidade de resposta.</li>



<li>Justificar de forma clara qualquer penalização imposta.</li>



<li>Impedir que decisões punitivas sejam tomadas exclusivamente por automatismos opacos.</li>
</ol>



<p>Dá trabalho? Custa dinheiro? Exige contratar pessoas em vez de delegar tudo num algoritmo? Sem dúvida. Mas empresas que acumulam fortunas colossais não podem invocar pobreza quando chega a hora de respeitar quem lhes sustenta o negócio.</p>
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		<title>25 DE ABRIL, SEMPRE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[25 de abril de 1974]]></category>
		<category><![CDATA[25 de abril de 2026]]></category>
		<category><![CDATA[comemorações do 25 de abril]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda celebra 25 de abril]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A democracia está em perigo, temos de lutar por ela, de novo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os que descem a Avenida da Liberdade neste 25 de abril de 2026 não são apenas os que se lembram do país de antes de 1974. São, sobretudo, os que recusam esquecê-lo. Há quem traga na memória os dias vividos sob ditadura; há quem tenha aprendido, nos livros e nos testemunhos, o que significaram a pobreza, a repressão, a guerra colonial e o analfabetismo. A memória é uma escolha contínua. A memória é um vício.</p>



<p>Os mais velhos, que podem falar na primeira pessoa, são cada vez menos. O tempo faz o seu trabalho. Cabe aos mais novos não apenas saber, mas compreender e agir à altura do que herdaram. </p>



<p>Cinquenta e dois anos depois da revolução, o país mudou, como sempre muda. As maiorias parlamentares também mudaram. Hoje, temos na Assembleia da República deputados de extrema-direita, notóriamente fascistas.  A democracia está em perigo, temos de lutar por ela, de novo. Esse é um compromisso exigente, que todos os democratas devem assumir.</p>



<p>Descer a Avenida da Liberdade não pode ser apenas um ritual. Deve ser um gesto de todos os que entendem que a democracia não é garantida, e que Abril é uma tarefa em aberto.</p>



<p></p>
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		<title>PORTUGUÊS: O &#8216;DESESPERO DE CAUSA&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 08:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[TINTA PERMANENTE]]></category>
		<category><![CDATA[falar português]]></category>
		<category><![CDATA[gramática da língua portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A desculpa costuma ser a mesma: é o novo acordo ortográfico. Não. Não é! São conjugações verbais, são verbos. Por muito que eu rejeite o malfadado AO. E há mais desculpas, ridículas. Não seriam desculpas se não fossem como todas as outras desculpas, ridículas. ‘Todas as cartas de amor são/ Ridículas./ Não seriam cartas de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A desculpa costuma ser a mesma: é o novo acordo ortográfico. Não. Não é! São conjugações verbais, são verbos. Por muito que eu rejeite o malfadado AO.</p>



<p>E há mais desculpas, ridículas. Não seriam desculpas se não fossem como todas as outras desculpas, ridículas. ‘Todas as cartas de amor são/ Ridículas./ Não seriam cartas de amor se não fossem/ Ridículas’. Não que Fernando Pessoa gostasse que eu aplicasse o seu brilhante poema à burrice que grassa por aí. Mas, enfim. Haja paciência!</p>



<p>Vem tudo isto a propósito do verbo ‘meter’. Hoje toda a gente mete tudo em todos os sítios. Metes graça, metes nojo, metes no livro, e tantos outros exemplos. Basta, aliás, ligar as televisões e aí está o verbo meter. As pessoas ignoram o verdadeiro significado da palavra: inserir, pôr dentro, fazer entrar, introduzir, incluir.</p>



<p>E todos estes ‘meter’, em lugar de pôr, colocar e outros sinónimos, me fizeram lembrar a história de uma velha amiga, exigentíssima professora de Português, que, depois de sucessivas chamadas de atenção para o uso indevido do verbo, ao ouvir um aluno do 11º ano afirmar que ‘a reação dela meteu-o furioso’ e ‘meti no texto’, perdeu a cabeça. Saturada do insucesso das suas pregações, decidiu recorrer a um momento performativo: pediu ao aluno que enrolasse muito bem uma folha. ‘Um rolo que ficasse fininho, e que depois o METESSE naquele sítio que ele bem sabia’.</p>



<p>Confessa a minha amiga que não tem orgulho deste episódio, ‘antes pelo contrário’. Mas, pelo menos, acredita que, pelo inusitado do argumento, ele tenha ficado na memória do aluno prevaricador ‘como uma espécie de semáforo semântico’, bem como na do resto da turma que assistiu à situação, entre incrédula e divertida.</p>



<p>Espero que, depois disto, metam juízo na cabeça quando aprendem português. DE UMA VEZ POR TODAS!!!!</p>
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		<title>TIREM-ME DESTE FILME&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[LER LIVROS]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[extrema-direita em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ilegalidades no Chega]]></category>
		<category><![CDATA[livro Por Dentro do Chega]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não acabei de ler Por Dentro do Chega</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A contradição é apenas aparente. O problema não está na extensão (um calhamaço com mais de 700 páginas), está na saturação. A sucessão de esquemas manhosos, dissimulações e episódios criminosos que envolvem militantes e dirigentes do Chega, acabou por produzir um efeito estranho: não me chocou, cansou-me. Não me surpreendeu, enjoou-me.</p>



<p>O livro expõe com clareza um padrão de comportamento. Uma repetição insistente de práticas que atravessa a história do Chega desde a sua fundação até à sua consolidação política. O líder do Chega tem a habilidade de ignorar as críticas, contornar as questões, virar os problemas a seu favor, é um habilidoso contra-atacante. O livro consolida essa perceção que temos dele.</p>



<p>E talvez seja aqui que começa o problema sério. Não no que o livro revela, mas no que acontece fora dele. Perante este tipo de retrato, o partido não só não perde relevância como cresce, instala-se, normaliza-se.</p>



<p>A mim, não me surpreende que esse partido seja uma associação de oportunistas e malfeitores. Enoja-me. Mas o mais inquietante é que, para muitos, isso parece não ser motivo suficiente para recusar o voto. Verdadeiramente perturbador, por isso, não é o conteúdo do livro. É o facto de, perante este tipo de retrato, uma parte relevante do eleitorado continuar a ver ali uma alternativa credível. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="730" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1024x730.png" alt="" class="wp-image-48652" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1024x730.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-300x214.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-768x548.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-696x496.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1392x993.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1068x761.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1320x941.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2.png 1460w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/tirem-me-deste-filme/">TIREM-ME DESTE FILME&#8230;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>CHÃO DE ROMANOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 22:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[mosaico romano]]></category>
		<category><![CDATA[os romanos em Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[villa romana de Freiria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mosaico da casa senhorial da villa romana de Freiria</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/chao-de-romanos/">CHÃO DE ROMANOS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Depois de, no dia 10, se ter oficialmente inaugurado a apresentação do ‘pavilhão’ que passou a resguardar esse policromado pavimento, agora consolidado, que tanto teria embelezado a casa do senhor romano que, com a família e toda a criadagem, aí viveu, há dois mil anos, importava mostrar como essa requintada peça arqueológica fora descoberta, protegida, consolidada e, agora, devidamente mostrada à população.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46636" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/villa-romana-de-freiria-capa.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/villa-romana-de-freiria/">VILLA ROMANA DE FREIRIA</a></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="906" height="560" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/Cercadura.jpg" alt="" class="wp-image-46639" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/Cercadura.jpg 906w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/Cercadura-300x185.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/Cercadura-768x475.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/Cercadura-696x430.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 906px) 100vw, 906px" /></figure>
</div>
</div>



<p>Falou José d’Encarnação, sob cuja orientação (em colaboração com Guilherme Cardoso) haviam decorrido, entre 1985 e 2002, os trabalhos arqueológicos que levaram à identificação e estudo do sítio.</p>



<p>A recuperação e preservação do mosaico, na sequência da atenção que a <em>villa</em> foi merecendo do Município ao longo dos anos, constitui para ambos os arqueólogos, disse, motivo de gratidão e natural felicidade, por ser o culminar do projecto em curso. Referiu a circunstância de, para ambos, então docentes na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Faculdade Nova de Lisboa, essas campanhas anuais terem sido mui proveitoso complemento prático das aulas teóricas, regozijando-se por desse leque de estudantes terem saído bastantes arqueólogos actualmente em plena actividade. Agradecem-lhes, a esses estudantes, a toda a equipa e ao Município, cujos técnicos souberam compreender o património ali posto a descoberto.</p>



<p>E, por ter dito que ‘se está em continuidade’, mostrou a capa do livro que acabou, há dias, de ser impresso, edição da Associação Cultural de Cascais: o repositório ilustrado dos mais significativos objectos de uso quotidiano exumados não apenas de Freiria, mas das outras <em>villae,</em> cuja descoberta nos últimos tempos se havia concretizado. Neste <em>A Presença Romana em Cascais – Um território da Lusitânia ocidental</em>”, estão publicadas imagens de 271 peças e mais de 50 fotos e plantas de sítios arqueológicos.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48639" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/jose-dencarnacao-livro.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Nesta foto: José d&#8217;Encarnação. <br>Na fotografia da direita: Guilherme Cardoso</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-1024x682.png" alt="" class="wp-image-48642" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-1024x682.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-300x200.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-768x511.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-1536x1022.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-696x463.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-1392x927.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-1068x711.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso-1320x879.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/guilherme-cardoso.png 1564w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p>Guilherme Cardoso historiou, por seu turno, o que havia sido esse labor, desde a descoberta da <em>villa,</em> em 1980, e a razão por que se tomara a decisão de iniciar aí trabalhos arqueológicos, primeiro de prospecção e depois de escavação. Deteve-se a mostrar as fases por que passara o mosaico, desde a mui cuidadosa alegria da sua descoberta, em 1986, e a sua escavação na integra, em 2002, até agora.</p>



<p>Coubera à arquitecta Ana Rita Aguiar, da Divisão de Projetos de Edifícios e Equipamentos da Câmara, a elaboração do projeto de cobertura para o mosaico. Não lhe tendo sido possível estar presente, foi o arqueólogo Severino Rodrigues quem fez a respectiva apresentação, desde o projeto inicial até à musealização.</p>



<p>Paulo Rebelo e Catarina Bolila, da empresa Neoépica, falaram dos trabalhos arqueológicos levados a efeito, por precaução, nos sítios onde foram implantadas as sapatas dos alicerces que suportam a estrutura de proteção do mosaico.</p>



<p>Por último, Victor Gonçalves, da ERA – Arqueologia, falou dos trabalhos que a empresa executou para conservar e restaurar o mosaico, que decorreram desde 2017 até 2026.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="271" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-1024x271.png" alt="" class="wp-image-48640" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-1024x271.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-300x79.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-768x203.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-1536x406.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-696x184.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-1392x368.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-1068x283.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos-1320x349.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/4-arqueologos.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">da esq. para a direita: Severino Rodrigues, Paulo Rebelo, Catarina Bolila e Victor Gonçalves</figcaption></figure>



<p>Enfim, um Dia Internacional aqui comemorado de forma bem especial e até, porventura, incomum, num concelho de características (diz-se…) privilegiadamente urbanas, pois que ali se falou de… características rurais desde mui recuadas eras.</p>



<p>                                                                      </p>
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