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	<title>José Carlos Santos, autor em Duas Linhas</title>
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		<title>A PEDRA PARTIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Carlos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 09:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um altar romano</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sabíamos que perdera a cabeça e até andámos às voltas com ela até percebermos que se encontrara a metade inferior duma ara romana.</p>



<p>Confesse-se que, à primeira vista, tantas são as pedras deste jeito, até hesitámos acerca da sua antiguidade. Depressa, porém, nos convencemos que sim, era um altar romano, dedicado a uma divindade, mormente depois de, pelas mágicas virtudes resultantes da aplicação, por Alexandre Canha, de milagrosos filtros fotográficos, termos logrado ler, no final, a fórmula ritual: <em>ex voto, </em>«por voto», o que de imediato nos deu a entender que se tratava, de facto, de uma inscrição votiva (que é o adjectivo&nbsp; que se aplica a este tipo de monumentos).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48740" style="width:1035px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                       parte inferior do altar</figcaption></figure></div>


<p>Na actualidade, acções de graças a Deus ou aos santos consubstanciam-se, habitualmente, na oferta de uma vela que se queima, simbolizando a chama e o fumo que dela se exala a prece que sobe para a entidade divina homenageada. Queimada a vela, o que resta pode ficar sem qualquer préstimo, a não ser – como acontece nos grandes santuários religiosos – que se proceda à respectiva reciclagem e daí novas velas venham a ser fabricadas.</p>



<p>Não pactuavam lá muito os Romanos com essas transitoriedades. Preferiam gravar na pedra dura, a fim de ser eterna a sua gratidão. Não podia, porém, o vulgar devoto dar-se ao luxo de, por exemplo, mandar fazer um altar, uma capela lateral ou mesmo uma ermida – como, também hoje, isso é apanágio de quem tem posses para tal. Por isso, limitava-se a ir a uma oficina de canteiro (havia-as, naturalmente, por perto dos grandes santuários), escolhia uma das miniaturas de altar que o artífice já teria à vista, explicava que dizeres queria fossem gravados e, encomenda recebida, lá iria depô-la no santuário divino.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48743" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-4.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ara aos Lares Viales, de Braga</figcaption></figure></div>


<p>O ideal seria haver pompa e circunstância. Que, como nas missas solenes, se queimassem incensos para purificar a doação e simbolizar, pelas cheirosas ondas de fumo a subir, a elevação das preces e do mui devoto reconhecimento. Daí que – embora habitualmente não chegasse a ser&nbsp; usado, era um símbolo – se esculpisse na parte superior do capitel uma covinha, teoricamente destrinada a que nela se derramassem as essências a queimar. Por isso se lhe dá o nome de fóculo, pequeno fogo. O pequeno altar romano achado à saída de <em>Bracara Augusta</em> (Braga) ostenta claros vestígios de fogo; o viandante, à saída ou à entrada da cidade, queimava aí essências em honra dos deuses das vias (<em>Lares Viales</em>) para que o protegessem na ida e, à vinda, para lhes agradecer a companhia.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48741" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-2.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Parte superior do capitel com o fóculo</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48742" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/pedra-3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ara aos Lares Viales, de Braga &#8211; fóculo</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Encontrámo-la decapitada a ara de Barcos. Estava em reutilização. Fora partida a meio. Mas arqueólogo que se preza não se deixa esmorecer e, se bem o pensou, melhor o fez: suspeitando-se de que a outra parte poderia estar no monte de pedras que os pedreiros da obra haviam levado para um terreno da proprietária, urgia que esse monte fosse remexido. E, assim, o amigo Fernando Moreira, a nosso pedido, toca de ir ao monte e que a consabida perícia do maquinista fizesse… o milagre. E fez! Em menos de uma hora, lá se encontrou o capitel, a cabeça que a pedra perdera. E até tinha fóculo, com 14 cm de diâmetro!</p>



<p>Correu-se a ajustar tudo, dava certo e aí temos o monumento inteiro, com 56,5 cm de altura total. Pronto para dele se fazer o estudo epigráfico minucioso, comparando-o, eventualmente, com outros achados pelas redondezas e acicatando-nos a curiosidade: donde é que o altar terá vindo? Que vestígio romano de alguma monta haverá por perto? Como sói dizer-se, «não há fumo sem fogo»; assim, aqui, se há altar, tem de haver o sítio original em que ele foi colocado!</p>



<p><sub>(em co-autoria com <em>José d’Encarnação)</em></sub></p>


<div class="wp-block-image">
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<p></p>
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		<title>PEDRAS QUE GUARDAM SEGREDOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Carlos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 09:00:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vestígios arqueológicos romanos ainda por estudar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Assim, afigurou-se-nos digno de reparo o bloco de granito, paralelepipédico, que serve de lintel da janela de um edifício rústico na Rua do Polameiro, em Sendim, concelho de Tabuaço, por apresentar a face almofadada, que é uma característica da época romana, pormenor mostrado, em 6 de julho de 2025, por José Manuel Correia Alves na sua página do <em>Facebook</em>. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="518" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-1024x518.png" alt="" class="wp-image-47161" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-1024x518.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-300x152.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-768x389.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-1536x778.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-696x352.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-1392x705.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-1068x541.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2-1320x668.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-1-e-2.png 1896w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Também na fachada voltada a noroeste da Antiga Casa da Colegiada, em Barcos, do mesmo concelho, descortinámos, embutida na parede, uma outra pedra, de granito, que apresenta faces almofadadas, conforme Fernando Moreira nos mostrou. Mede, na face dianteira, 26 cm de comprimento na parte superior, 31,5 cm na inferior e tem 39 cm de largura.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="518" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-1024x518.png" alt="" class="wp-image-47163" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-1024x518.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-300x152.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-768x388.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-1536x777.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-696x352.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-1392x704.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-1068x540.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4-1320x668.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-3-e-4.png 1882w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Seguramente, porém, o achado mais significativo será o bloco de granito, identificado igualmente na freguesia de Sendim, à beira da Estrada Nacional nº 323, por nos mostrar restos de uma inscrição. Mede cerca de 43 cm de largura e 76 cm de comprimento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="421" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-1024x421.png" alt="" class="wp-image-47165" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-1024x421.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-300x123.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-768x316.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-1536x631.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-696x286.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-1392x572.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-1068x439.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6-1320x542.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pedras-5-e-6.png 1901w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>De forma retangular, a pedra teve um sulco chato (não em bisel) a rodear o que pensamos ter sido o seu campo epigráfico, na medida em que cerca de 1/3 da sua superfície poderia ostentar uma inscrição, de que as primeiras duas linhas desapareceram totalmente por acção do ponteiro.</p>



<p>Há claros vestígios de três linhas depois, sem que seja possível, devido à irregularidade quase total dos traços, adiantar a identificação de qualquer letra que forme sentido. A nossa ‘vontade’ de aí ver antigo epitáfio romano destruído levou-nos, inclusive, a imaginar HSE no fim de penúltima linha, o que, a ser real, seria a habitual fórmula funerária romana H(<em>ic</em>) S(<em>itus</em>) E(<em>st</em>), «aqui jaz». Há letras soltas porventura identificáveis, aqui e além, como sendo do alfabeto latino: <strong>O</strong> na segunda metade da suposta linha 3; AVI na penúltima com o A e o V em nexo…</p>



<p>Que mistério ali se esconderá?</p>



<p>Curioso, o facto de se haver aproveitado o espaço entre o bloco e a pedra de baixo, ao nível do canto inferior direito, para aí se inserir uma ferradura, decerto para servir de argola de prisão para rédea de muar. Isso nos leva a pensar que as <em>garatujas</em> na pedra não terão, seguramente, passado despercebidas.</p>



<p>Será que, a seu respeito, alguma lenda se inventou? Haverá na tradição oral local algo que nos permita saber mais?</p>



<p>Para já, aqui fica a informação, no desejo de que, embora esteja praticamente ilegível, a inscrição não venha a sofrer danos, até porque, hoje, com novos métodos de leitura, se conseguem verdadeiros milagres! Oxalá!</p>



<p>Recorde-se, aliás, que, como se viu durante a elaboração da Carta Arqueológica, apresentada no dia 29 de outubro de 2025, Sendim, a mais extensa freguesia do concelho tabuacense, é, de longe e até ao momento, a que revela mais vestígios arqueológicos do período romano, mormente em Fontelo, em Vale de Vila, em Eira do Monte, nas imediações da Capela da Senhora do Bom Despacho, em Estercada Velha, em Vale de Igreja e na Pala. E… ainda não há notícia de monumentos epigráficos!</p>



<p>(em co-autoria com <strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/pedras-antigas-cronicas-de-opiniao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/pedras-antigas-cronicas-de-opiniao/">José d&#8217;Encarnação</a></strong>)</p>



<p></p>
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		<title>O MISTÉRIO NUM ROCHEDO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Carlos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 13:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[PEDRAS ANTIGAS]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[mensagens gravadas na pedra]]></category>
		<category><![CDATA[os romanos em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[pedras antigas]]></category>
		<category><![CDATA[São João da Pesqueira]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Uma pessoa fica com curiosidade: «da Pesqueira», porquê? E nesse município – limitado a norte pelo município de Alijó, a nordeste por Carrazeda de Ansiães, a leste por Vila Nova de Foz Côa, a sueste por Penedono, a sul por Sernancelhe, a oeste por Tabuaço e a noroeste por Sabrosa, ou seja, bem rodeado – era a pesca de rio a principal ocupação? Ou será que, um dia, o morador devoto fez promessa ao santinho, foi à pesca e veio de lá com o balde cheio, fora boa a pescaria e agradeceu! Aliás, pesqueira quer dizer isso mesmo: lugar propício a pescar.</p>



<p>Uma consulta na internet assinala, porém, três outros aspectos de que a população se orgulha: ser considerada o Coração do Douro Vinhateiro, inclusive porque, segundo vetusta tradição, aí terá vivido o Marquês de Pombal, que foi quem, no século XVIII, criou a Região Demarcada do Douro, um orgulho!</p>



<p>Orgulho há também em ser o mais antigo concelho do país, uma vez que a sua criação data de 1055.</p>



<p>Aponta-se, em terceiro lugar, como aspecto importante da sua história o facto de, segundo a tradição, «dentro de uma pequena gruta viveu e morreu frei Gaspar (1594-1615)». A história deste frade há, pois, que a descobrir, oculta na noite dos tempos!&#8230;</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><em><strong>Uma inscrição romana</strong></em></h4>



<p>Sobejamente conhecido, ao invés, é o miradouro São Salvador do Mundo, acima da barragem da Valeira, por ter templo e capelas de grande devoção popular – quem há aí que não queira solicitar as graças do Salvador do Mundo? Mormente se esse Salvador for considerado santo. Estamos a falar de Cristo Salvador ou de um S. Salvador? Cá está, por conseguinte, outra questão a explorar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="718" height="1014" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3.png" alt="" class="wp-image-47053" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3.png 718w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3-212x300.png 212w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3-696x983.png 696w" sizes="auto, (max-width: 718px) 100vw, 718px" /><figcaption class="wp-element-caption">A capela de São Salvador do Mundo</figcaption></figure></div>


<p>Pois acontece que, em longínquos tempos já, numa das paredes exteriores desse templo, se engastou uma placa funerária romana, sem que se saiba donde é que poderá ter sido proveniente. Um manuscrito guardado na Biblioteca Nacional de Portugal, consultado por Frei Jerónimo Contador de Argote (1676-1749), deu-lhe a conhecer a existência dessa placa com letras, à qual não deixou de se referir logo no I volume (p. 332) das suas notáveis <em>Memórias para a história ecclesiástica do Arcebispado de Braga, primaz das Hispanhas</em>, dedicadas a el-rei D. João V. Já nessa altura estava na parede. Ou seja, importará percorrer, com olhos de ver, a região circundante, para encontrar vestígios romanos donde esse letreiro – cujas letras houve quem, indevidamente, mas com boa intenção, de negro pintou – possa ter vindo.</p>



<p>É latim:</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="288" height="136" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-4.jpg" alt="" class="wp-image-47051"/></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="986" height="873" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1.png" alt="" class="wp-image-47052" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1.png 986w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1-300x266.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1-768x680.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1-696x616.png 696w" sizes="auto, (max-width: 986px) 100vw, 986px" /><figcaption class="wp-element-caption">a inscrição na fachada da capela</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Destinada originalmente a ser colocada no frontispício dum mausoléu familiar, conta a inscrição que Lúcio Sulpício Rufino, límico de origem (isto é, da região de um povo chamado Límicos), fez o jazigo para si e para três dos antepassados, todos da sua família Sulpícia: a Cílea, o Rufo e a Rufina.</p>



<p>Não é vulgar um documento assim.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><em><strong>Uma inscrição rupestre</strong></em></h4>



<p>Contudo, as surpresas de uma visita ao local e proximidades não se quedarão nos mistérios que a inscrição romana esconde. É que, numa rocha, deparamo-nos com letras gravadas, de estranho significado essas.</p>



<p>De facto, assinala-se na página 51 do livrinho sobre São Salvador do Mundo, publicado em 2007 por iniciativa do Gabinete Municipal de História, Arqueologia e Património: «são já bem notórios os dados comprovativos da romanização do território». No entanto, acrescenta-se, «a falta de escavações arqueológicas tem impedido a avaliação da sua correcta dimensão e enquadramento».</p>



<p>E, na página 52, &nbsp;lê-se, a determinado passo, que, a seguir à capela nº 6 (uma das capelas envolventes do santuário), «em frente aos Penedos de Judas, existe numa rocha aplanada a que tem chamado a Fraga do Diabo», «uma inscrição onde se vê algo parecido com o seguinte: Eco EM.P.S.EU’E – / AVEà P.S.EU. E». Aguarda interpretação e, de acordo com os autores do livro, será «uma inscrição romana adulterada em época posterior».</p>



<p>Ainda tentámos a nossa sorte:</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="323" height="103" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao.jpg" alt="" class="wp-image-47055" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao.jpg 323w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-300x96.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 323px) 100vw, 323px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="569" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1024x569.png" alt="" class="wp-image-47056" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1024x569.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-300x167.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-768x426.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-696x387.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1392x773.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1068x593.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1320x733.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2.png 1428w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Não andaremos certamente longe da verdade se, todavia, aventarmos que se nota paralelismo entre as duas linhas, evidente sobretudo na parte final, em que a letra P está antes de SEU E. Arriscar-se-ia afirmar que há mesmo um acento agudo a seguir como para dar a entender SEU É. Estaremos, assim, perante uma curiosa delimitação de propriedades em que cada um explicita o que é seu?</p>



<p>Mas, na verdade, tanto as pegadas na superfície do rochedo como estas letras (adiantamos já: romanas não são!), cujo sentido, de repente, inteiramente se desconhece, vão merecer maior atenção: que mistério nelas se esconde?</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="946" height="855" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas.png" alt="" class="wp-image-47057" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas.png 946w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas-300x271.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas-768x694.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas-696x629.png 696w" sizes="auto, (max-width: 946px) 100vw, 946px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pegadas na Fraga do Diabo</figcaption></figure></div></div></div>



<p>(co-autoria:<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/"> José d&#8217;Encarnação</a></strong>)</p>



<p></p>
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		<title>O SANTO MALTRATADO</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/10/o-santo-maltratado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Carlos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 15:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[PEDRAS ANTIGAS]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia em Moimenta da Beira]]></category>
		<category><![CDATA[arqueólogos]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem Terceira de S. Francisco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>fracturada em três partes, falta-lhe metade da cabeça e o resto do corpo, até aos pés, a partir dos quadris</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>No âmbito dos trabalhos de restauro efectuados recentemente no interior da Capela do Divino Espírito Santo, em Vide, na freguesia de Vila da Rua (concelho de Moimenta da Beira), foi encontrada, atrás do retábulo-mor – bem maltratada, a pobrezinha!&#8230; – a imagem de um santinho.</p>



<p>Com cerca de 46 cm de altura, fracturada em três partes, falta-lhe metade da cabeça e o resto do corpo, até aos pés, a partir dos quadris – como pode ver-se pelas fotografias que houve oportunidade de fazer. </p>



<p>Pressupomos que se trata de uma imagem de São Francisco de Assis, pois lhe descortinamos numa das mãos a Bíblia (representando o seu profundo amor pela palavra de Deus) e o que poderá ser a representação de uma pomba (pelo conhecido amor aos animais) ou de um cordeiro (simbolizando Jesus e remetendo para o sacrifício de Cristo, o &#8220;Cordeiro de Deus&#8221;, que São Francisco se esforçou para imitar através da pobreza e humildade), que são os elementos distintivos do santo, assim como o cíngulo com que apertava o hábito na cintura.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/EHlwog2.jpeg" alt="" class="wp-image-44604"/></figure>



<p>Será obra datável de inícios do século XV, quando os Franciscanos se estabeleceram em Vide, vindos de Lisboa, e acabaram por influenciar aquele que viria a ser o fundador do Convento de São Francisco de Caria, Gil Vasques, conforme nos relata Frei Vicente Salgado no manuscrito 220 (série vermelha) que está na Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa, <em>Memórias dos Conventos da Congregação da Terceira Ordem,</em> onde dá conta, a fls. 19v.-20, do Convento de S. Francisco, de Caria. Aí se declara expressamente (actualizamos a grafia):</p>



<p>«Feita a deixação do convento de Santa Sita, da Diocese Lisbonense, pelo Provincial Fr. João da Ribeira, se recolheram alguns de nossos primitivos em uma ermida, junto ao pequeno lugar de Vide, da freguesia da Rua, distante pouco menos de um quarto de légua do sítio onde se acha fundado o convento. A modéstia, pobreza, humildade e austera vida daqueles virtuosos e penitentes Terceiros fizeram sensível estimulo no coração de Gil Vasques, que, desenganado do mundo, abraçou o Instituto da Terceira Regra de S. Francisco, fazendo doação da sua Quinta do Paço a estes religiosos, por escritura celebrada em Caria, nas Casas do Tabelião Rodrigo Afonso, aos 28 dias do mês de Junho de 1443».</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/AWJwQeQ.png" alt="" class="wp-image-44608"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fachada da Ruína da Igreja do Convento de S. Francisco</em>, freguesia de Rua, Moimenta da Beira</figcaption></figure>



<p>Quanto à estátua agora descoberta, tratos de polé ou descuidos acabaram por reduzir a imagem ao que hoje dela resta, não sendo fácil a sua reconstituição nem mesmo em desenho; constitui, no entanto, um testemunho, passível de ser preservado, dessa era, de importância maior para Vide. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/I9jr9K7.png" alt="" class="wp-image-44605"/></figure>



<p>Importa também referir que, na fachada principal desta capela, está embutida uma inscrição romana e na fachada lateral esquerda também se observa um silhar almofadado, sintomas claros da prístina ocupação humana do sítio.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/FwsB4nt.jpeg" alt="" class="wp-image-44603"/></figure></div>


<p>Quanto aos fragmentos da escultura, caso não se consigam ‘estruturar’, poderão guardar-se mesmo assim, singela memória de uma das primeiras imagens a receber a devoção por parte dos habitantes.</p>



<p>(artigo em co-autoria com  Gustavo Monteiro de Almeida e José d’Encarnação)</p>
</div></div>
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