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	<title>Arquivo de toponímia de Cascais - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de toponímia de Cascais - Duas Linhas</title>
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		<title>A ROTUNDA JÁ TEM NOME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Cardoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 09:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[toponímia de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cascais homenageia um filho da terra.</p>
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<p>José Joaquim Jesus Oliveira, que nasceu no centro da vila de Cascais em 1932, foi, durante três décadas, funcionário municipal, destacando-se pelo seu trabalho em prol do saneamento básico e teve papel importante no planeamento urbanístico da vila. Deve-se-lhe, por exemplo, o traçado dessa avenida; e a rotunda – que, por feliz coincidência, tem a decorá-la uma oliveira secular vinda dos campos do Alqueva – marca justamente o início da chamada 2ª circular.</p>



<p>Coberta com a bandeira do Município, a lápide foi solenemente descerrada pela filha do homenageado e um dos netos.</p>



<p>O presidente da Junta de Freguesia, Francisco Kreye, enalteceu a figura do Engº José Oliveira, cascalense nado e criado em Cascais, técnico camarário a vida inteira. Passava, nesse dia, o 1º aniversário do seu falecimento e, por isso, mais significativa ainda se tornava a cerimónia, sublinhou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="641" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-1024x641.jpeg" alt="" class="wp-image-47034" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-1024x641.jpeg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-300x188.jpeg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-768x481.jpeg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-696x436.jpeg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-1392x871.jpeg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-1068x668.jpeg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1-1320x826.jpeg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/Fala-do-presidente-da-Junta-1.jpeg 1443w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>José d’Encarnação, de quem partira a proposta desta homenagem – prontamente aceite pela Junta de Freguesia de Cascais Estoril e Câmara Municipal – corroborou as palavras do presidente da Junta, salientando como, durante o&nbsp; período não fácil de 1974 e 1975, o homenageado suprira em funções vários dos seus companheiros de trabalho, e terminou contando uma das cenas por que ele passara:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46993" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/rotunda-4x.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>«Um dia, ao entrar nos Paços do Concelho, vestido de fato como sempre, um varredor que ele bem conhecia dirigiu-se-lhe: &#8220;Fascista!&#8221;. O engenheiro parou, tirou a sua caneta Cross do bolso, deu-a ao varredor e disse-lhe: &#8220;Tome a minha caneta e vá para o meu gabinete fazer o meu trabalho e dê-me a sua vassoura, que eu fico aqui a fazer o seu&#8221;. O varredor pediu-lhe desculpa e foi cada um à sua vida».</p>



<p>Em nome da família, agradeceu, emocionada, a filha do homenageado, Ana Borges. A cerimónia – que teve bem luzida assistência de familiares, amigos e admiradores, numa feliz ‘aberta’ que as condições atmosféricas permitiram – foi encerrada pelo  Presidente da Câmara Municipal, Nuno Piteira Lopes, que, no seu discurso, reiterou o regozijo do Executivo Municipal por ter apoiado a iniciativa da Junta de Freguesia, nomeadamente por se tratar da homenagem a um dedicado funcionário municipal de toda uma vida, cascalense que se interessou pela problemática da circulação na vila. Aliás, acrescentou, uma rotunda convida a isso mesmo, a circular, a facilitar a comunicação; e manifestou o seu contentamento pessoal por se registar esta coincidência entre a existência de uma oliveira e o nome do homenageado, porque ele, actual presidente, fora uma das pessoas, na Câmara, que mais pugnara pela colocação de oliveiras nas rotundas da vila.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="309" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-1024x309.jpg" alt="" class="wp-image-46992" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-1024x309.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-300x91.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-768x232.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-1536x464.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-696x210.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-1392x420.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-1068x322.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2-1320x398.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/a-rotunda-2.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p></p>
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		<title>E Bairro do Rosário, porquê?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Dec 2020 14:53:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Bairro do Rosário]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[toponímia de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perguntava eu, outro dia, aos leitores de Cascais se saberiam donde vinha a palavra Crismina. A questão fora-me posta por uma colega e eu não soube responder. Sempre ouvi falar de -Crimina. Sei de cor, desde puto, o que está na tabuleta: «CRISMINA / EM REGIME FLORESTAL / DECRETO DE 20-6-1906 / É PROIBIDO CAÇAR». [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Perguntava eu, outro dia, aos leitores de Cascais se saberiam donde vinha a palavra Crismina. A questão fora-me posta por uma colega e eu não soube responder. Sempre ouvi falar de -Crimina. Sei de cor, desde puto, o que está na tabuleta: «CRISMINA / EM REGIME FLORESTAL / DECRETO DE 20-6-1906 / É PROIBIDO CAÇAR». Nunca me perguntei, porém, o que é que o nome queria dizer; ou melhor, por que razão haveriam dado esse nome àquela extensão de terra, fundamentalmente dunar, que separava a Marinha da orla do Guincho. Marinha compreende-se: é o que está perto do mar. Agora, Crismina!&#8230;</p>



<p>Encontrei – e houve quem também tivesse encontrado e mo comunicou – um suposto masculino, «crismino», indicado como termo tipicamente algarvio (eu nunca o ouvi, confesso!), para qualificar uma «espécie de pêssego suculento e grande». E há igualmente quem se chame Crismino.</p>



<p>Portanto, por agora, de Crismina nada se sabe. A curiosidade radica no facto de termos clara a ideia de que a atribuição de um topónimo – topónimo é o nome de um lugar, palavra composta de dois vocábulos gregos: τόπος («tópos»), que significa ‘lugar’, e όνομα («ónoma»), que significa ‘nome’ – está intimamente ligada a uma história. Nisso, os Árabes foram mestres: sítio era arenoso? Chame-se-lhe Areia ou Areal; avia por ali muitas videiras? Então, é Alvide!&#8230;</p>



<p>Vêm estas considerações gerais porque pode perguntar-se a razão por que se deu a um bairro a noroeste da vila de Cascais o nome de Rosário. ¿E terá rosário a conotação religiosa, aquela oração de três terços, sendo cada terço uma série de dez ave-marias com um padre-nosso e um glória de permeio, mais três ave-marias e a salve-rainha no fim? ¿Ou será, antes, simbolicamente, uma sequência, por exemplo, de colinas ou de serros, de que pudéssemos dizer assim «é como um rosário, uns atrás dos outros»?</p>



<p>Não parece lógica esta última hipótese, por se tratar de zona relativamente plana, onde o pinheiro era a árvore dominante. O certo é que foi esse o nome que a Câmara lhe deu, quando, em meados do século XX, a pacata vila cascalense deu em se expandir. Sabemos que todas as suas ruas têm nomes de navegadores, o que parece uma contradição, pois o Bairro Navegador fica para as bandas das Fontainhas e a Igreja dos Navegantes em pleno centro histórico da vila. Assim se pensou, assim se fez, mais para dar uniformidade às designações, numa altura em que havia Comissão Municipal de Toponímia, que decidiu dar nomes de flores aos arruamentos de Birre, de escritores aos do Bairro da Pampilheira, de santos aos da Areia… Hoje, nesse aspecto, a desordem é total e chega a haver duas ruas Eça de Queiroz na freguesia de Cascais, paredes-meias, até, em Murches, com uma terceira, já na freguesia de Alcabideche…</p>



<p>Vamos, então, à história que subjaz à atribuição do nome de Rosário a esse bairro a noroeste da vila. É que houve por ali uma igrejinha em honra de Nossa Senhora do Rosário. De acordo com o que se conhece dos limites da cerca do Convento de Nossa Senhora da Piedade (actual Centro Cultural de Cascais), teria sido edificada mais ou menos onde hoje existe a Rotunda Comendador Joaquim Baraona, ou seja, à saída das ‘terras’ da vila para a estrada que leva ao Guincho.</p>



<p>Não se sabe quando foi demolida. Pedro Borges Barruncho, que escreveu em 1873, dela diz apenas: «Existem as ruínas. Foi cemitério dos coléricos em 1833 e era nesta ermida que antigamente os escravos existentes em Cascais tinham licença de seus senhores para fazerem uma festa anual» (<em>História da Villa e Concelho de Cascais,</em> 1873, p. 48). Por essa altura, ainda o topónimo se mantinha, como pode ver-se na figura que se apresenta, retirada do livro de Ferreira de Andrade, <em>Cascais Vila da Corte,</em> desenhada nos anos 40 do século XIX.</p>



<p>Começámos pelo fim. Importa ir ao princípio, porque temos história para contar. E, claro, recorremos ao relato do Prior de Cascais, de 1758, que, nisto de histórias prodigiosas jamais deixou os seus créditos por mãos alheias!&#8230; Uma história muito parecida com a lenda que está na origem da ereção, em Roma, da igreja de Nossa Senhora das Neves (hoje, Basílica de S. Maria Maior), ao tempo do Papa Libério (352–366). Reza assim a de Cascais.</p>



<p>Andava Luís de Barros à pesca com seu barquito nesses cascalenses mares quando a ele se chegaram os piratas mouros. Ficaram-lhe com o barco e a ele levaram-no cativo. Comprou-o um homem, que deu em o espancar todos os dias à paulada, como se de um animal se tratasse.</p>



<p>Não sabendo que fazer à vida nem como sair desta aflição, recorreu Luís de Barros a Nossa Senhora: se o livrasse de tais tormentos e «o trouxesse livre à sua terra», ali Lhe ergueria capela da invocação de Nossa Senhora do Rosário.</p>



<p>Por feliz coincidência, sua mulher, Margarida Lopes, fizera em Cascais promessa igual, pois de todo desconhecia sequer o que acontecera ao marido e por ele muito ansiava.</p>



<p>E o certo é que, tendo-se deitado, numa noite, «cativo carregado de cadeias e pancada», Luís de Barros acordou de manhã «em terra de Cristãos, em Castela, sem saber o como nem quem ali o trouxera». De pronto, assim «tão milagrosamente livre», tratou de empreender viagem para Cascais e, ao encontrar a mulher, dela soube que, «no mesmo dia e na mesma hora», sem saberem nada um do outro, também ela fizera o mesmo voto.</p>



<p>Encetaram, pois, as diligências para dar cumprimento ao prometido, diligências que incluíam necessariamente a autorização papal, que lhes viria a ser concedida pelo Papa Pio IV, que exerceu o seu pontificado de 1559 a 1565. A questão estava agora em saber onde se deveria erguer o templo. Daí que a intervenção de Nossa Senhora não se tivesse feito esperar: em sonhos, disse a Margarida Lopes «que era vontade Sua que a capela se fizesse no caminho que vai para a Guia, onde, no dia seguinte, achasse neve em uma cova». Fenómeno extraordinário, sem dúvida, porque não só não era tempo de nevões como, até pela proximidade do mar, nevar já nesses tempos era mui raro em Cascais.</p>



<p>Encontrado facilmente o sítio com a neve, depressa meteram mãos à obra.</p>



<p>O prior Marçal da Silveira ainda viu o templo. «Não tinha mais âmbito que o que tem hoje», escreveu: a capela-mor junto a uma casinha a servir de sacristia, «tudo em telha vã e muito pobre». Tal não impedia, porém, que tudo fosse tratado «mui asseadamente» e tivesse ermitães, apresentados pelos priores da freguesia da Nossa Senhora da Assunção.</p>



<p>Tendo falecido sem descendência, Luís de Barros e Margarida Lopes legaram os seus bens aos responsáveis pelo templo. É que, entretanto, aí pelo ano de 1645, por iniciativa das Beatas da Ordem Terceira de S. Francisco – ligadas à congregação dos Franciscanos Recoletos do Convento de S. António de Xabregas –foi erigido junto à igreja um recolhimento e as ditas Beatas acabaram por transformar a ermida em igreja, edificando mesmo um coro. Chegou a ter irmandade própria, que, «com magnificência e gasto», anualmente festejava Nossa Senhora, havendo procissão e outras cerimónias religiosas no primeiro domingo de cada mês.</p>



<p>No templo foram sepultados os seus fundadores. O Padre Marçal da Silveira, servindo-se do «Livro 4º dos óbitos da freguesia que começa em 1650, folhas 143, 173 e 174», identifica outras pessoas que ali mereceram repousar. E acrescenta que o terramoto tudo arruinou; contudo, procedeu-se depois dele à reedificação, «mas mais pequena e sem coro».</p>



<p>Falou-se do cemitério dos coléricos. Portugal e a Europa sofreram, no século XIX, três vagas de uma grande epidemia conhecida pelo nome de ‘cólera morbus’ (<em>morbus</em> é palavra latina que significa ‘doença’). A mortandade foi tão grande que se tornou necessário improvisar cemitérios, normalmente em locais afastados do centro das localidades. Assim aconteceu em Cascais, por ocasião da 1ª vaga, em 1833, e também, por exemplo, no ano de 1855, em S. Brás de Alportel, onde se encontraram, além das ossadas, lápides com números esculpidos a identificar as sepulturas.</p>



<p>Não terminamos muito bem, a falar em cemitérios e epidemias (perdoe-se-nos a coincidência com a actualidade); mas, então, como hoje, a esperança mantém-se e acredita-se que haverá sempre Alguém capaz de nos dar as mãos e de nos libertar dos mais atrozes cativeiros, como aconteceu ao pescador cascalense Luís de Barros.</p>
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