<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de sistema político - Duas Linhas</title>
	<atom:link href="https://duaslinhas.pt/tag/sistema-politico/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/sistema-politico/</link>
	<description>Informação online</description>
	<lastBuildDate>Sun, 07 Dec 2025 20:45:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>

<image>
	<url>https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/08/cropped-KESQ1955-png-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de sistema político - Duas Linhas</title>
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/sistema-politico/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">214551867</site>	<item>
		<title>URGE REFORMAR O SISTEMA POLÍTICO</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/12/urge-reformar-o-sistema-politico/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2025/12/urge-reformar-o-sistema-politico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vítor Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 11:27:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[NA OUTRA MARGEM]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[reformar sistema político]]></category>
		<category><![CDATA[sistema político]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=45804</guid>

					<description><![CDATA[<p>A reforma e modernização do sistema político constitui uma imperiosa necessidade para manter viva a democracia liberal.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/urge-reformar-o-sistema-politico/">URGE REFORMAR O SISTEMA POLÍTICO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A reforma e modernização do sistema político constitui, nestes tempos conturbados, uma imperiosa necessidade para manter viva a democracia liberal. Um quadro de avanço dos regimes autocráticos e de derivas populistas está a usar a democracia para acabar com ela, em nome da ordem e da segurança, enquanto limita os direitos, liberdades e garantias, reforçando um Estado policial, para pôr fim ao &nbsp;Estado de Direito.</p>



<p>Esta reforma impõe-se diante da desvalorização da vida política em favor do novo poder mediático, pelo que devem ser tomadas medidas para recuperar o peso político do Parlamento e dos Partidos, mesmo num momento em que os movimentos inorgânicos crescem e ganham força.</p>



<p>É claro que esta reforma precisa de ser ancorada na vontade dos partidos e de ter o contributo dos cidadãos, considerando as profundas alterações sociais e políticas que se vêm acentuando, desde o final do século passado e no primeiro quarto deste século.</p>



<p>A reforma do sistema político passa por um conjunto de outras que têm a ver com os sistemas eleitoral, partidário e parlamentar, de governo e uma cultura cívica, que se deve impor, não só aos políticos, mas a todos aqueles que intervém no processo político.</p>



<p>A verdade é que existe uma grave disrupção civilizacional e de <em>praxis</em>, que atravessa a nossa sociedade e todas as sociedades democráticas, em geral, o que impõe a mudança de mentalidade dos agentes políticos, de forma a melhorar o próprio sistema.</p>



<p>Não existem sistemas constitucionais perfeitos, nem democracias perfeitas, mas uma democracia consolidada deve funcionar, em acordo com as regras existentes, sem que tal impeça a permanente evolução, aprofundamento e melhoria, em defesa dos cidadãos e tendo em consideração que estamos inseridos num espaço político e económico global, de que somos parte activa, que nos poderá condicionar, na autonomia da capacidade de decisão dos nossos governantes.</p>



<p>A verdade é que, por todo o lado se sente a necessidade de um impulso reformador, ao nível das instâncias políticas. Resta saber se esse impulso vai no sentido de um maior aprofundamento e melhoria da democracia ou se visa, apenas, dar resposta à crítica da sociedade civil quanto ao funcionamento dos centros de decisão política.</p>



<p>Quais as causas, que determinam a necessidade de reformar o sistema político?</p>



<p>&#8211; Crise de eficácia no funcionamento do sistema;</p>



<p>&#8211; Crise de legitimidade e alheamento dos cidadãos em relação aos políticos e ao sistema político, porque as pessoas têm dificuldade em se rever nas decisões políticas e nos políticos;</p>



<p>&#8211; As novas tecnologias e o acesso à informação são dados fundamentais da nova democracia e, de alguma forma, correspondem nos pressupostos a uma mudança de paradigma que é preciso levar em consideração, em que todas as pessoas sabem tudo, ou pensam saber, realidade esta que muda a premissa da acção política;</p>



<p>E quais as propostas para mudar e aperfeiçoar o sistema:</p>



<p>&#8211; Representação proporcional personalizada na eleição da Assembleia da República;</p>



<p>&#8211; O mesmo sistema para as eleições legislativas e regionais;</p>



<p>&#8211; Limitação à substituição temporária de deputados;</p>



<p>&#8211; Verificação do cumprimento das regras legais dos partidos constituídos;</p>



<p>&#8211; Limitação dos mandatos, nos partidos;</p>



<p>&#8211; Eliminação do papel corporativo das juventudes partidárias;</p>



<p>&#8211; Revisão do regime remuneratório dos políticos;</p>



<p>&#8211; Maior rigor no regime das incompatibilidades;</p>



<p>&#8211; Comissão Nacional de Avaliação Legislativa;</p>



<p>Algumas destas alterações podem se feitas através de legislação ordinária, se bem que outras alterações, como o voto obrigatório, a limitação de mandatos e a extinção dos cargos de Ministro da República necessitem de uma revisão constitucional.</p>



<p>A par destas alterações, seria fundamental que os intervenientes políticos tivessem mais densidade de pensamento, isto é, precisamos de ter na política pessoas de qualidade, que tragam experiência profissional para a vida pública, que conheçam a sociedade, as empresas, as dificuldades da vida, do dia-a-dia dos cidadãos e que tenham vontade e capacidade de fazer a diferença.</p>



<p>E esse <em>aport</em>, quer se queira quer não, só é possível se os políticos tiverem melhores condições remuneratórias, o que se impõe, colocando fim à demagogia populista que se levanta sempre que se aborda este tema.</p>



<p>Reformar só por reformar, no papel, não resulta se não se mudar os intervenientes ou se estes não mudarem, porque, com se tem visto, a democracia está a ser questionado, todos os dias, em todo o lado, pelas pulsões populistas, diante da incapacidade de os actores políticos darem as respostas à crise social, cultural e económica que vai corroendo os alicerces da sociedade. A mudança não pode ser, apenas, uma operação de cosmética, mas uma transformação profunda da acção política, adequada ao século XXI, aos desafios e consequências das novas tecnologias. Vamos, a médio prazo, enfrentar uma crise dos novos pobres e dos desempregados qualificados e a sociedade não terá resposta, com estes políticos e estas políticas, para uma solução sem um grave conflito social. Deixar andar e acreditar que o imobilismo tudo resolverá, vai dar um mau resultado.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/urge-reformar-o-sistema-politico/">URGE REFORMAR O SISTEMA POLÍTICO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2025/12/urge-reformar-o-sistema-politico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">45804</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Bom senso, o que falta a Portugal!</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/02/bom-senso-o-que-falta-a-portugal/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2021/02/bom-senso-o-que-falta-a-portugal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 01:23:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[as motivações do eleitorado]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[populismo]]></category>
		<category><![CDATA[sistema político]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=7420</guid>

					<description><![CDATA[<p>A noite das eleições presidenciais foi para muitos motivo de sobressalto. Esquecem-se é das razões que levaram àquele resultado e, quase como que num compasso de magia, querematribuir culpas aos portugueses, como se fossemos todos irresponsáveis, fascistas, extremistas. O que sabemos bem não ser verdade. Devíamos perguntar o que leva quase 500 mil eleitores a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/02/bom-senso-o-que-falta-a-portugal/">Bom senso, o que falta a Portugal!</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><br>A noite das eleições presidenciais foi para muitos motivo de sobressalto. Esquecem-se é das razões que levaram àquele resultado e, quase como que num compasso de magia, querem<br>atribuir culpas aos portugueses, como se fossemos todos irresponsáveis, fascistas, extremistas. O que sabemos bem não ser verdade. Devíamos perguntar o que leva quase 500 mil eleitores a votar num partido como o Chega.<br>Que fique claro, não gosto de extremos. Sejam de direita ou de esquerda. E farei com o Chega o que toda a vida fiz com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista Português, combatê-los-ei democraticamente com propostas e com ideias.</p>



<p><br>Atribuir a todos os eleitores que votam na extrema-esquerda a ideia de que são comunistas e<br>totalitários e que apoiam a Coreia do Norte e a Venezuela é tão errado como atribuir a todos os<br>eleitores que votam na extrema-direita a ideia de que são fascistas e nazis. O que importava mesmo perceber são as causas. O que leva um cidadão a votar nestes partidos? E isso, verdadeiramente ninguém quer fazer. Dá trabalho e chegariam à conclusão de que a culpa está nos partidos do &#8220;sistema&#8221; cujas sobrevivências passam por depender do Estado e de terem na mão a máquina da função pública. É isso que dá verdadeiramente votos e leva a que Portugal não saia deste marasmo em que vive desde o 25 de Abril de 1974.<br>Portugal nunca evoluiu a uma velocidade única, há vários &#8220;portugais&#8221; dentro de Portugal. Há um Portugal do interior e do Norte esquecido e abandonado. Não foi à toa que o candidato do &#8220;bom senso&#8221;, Vitorino Silva, disse no debate com o candidato e presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que não se importaria de mudar o Palácio de Belém para Mogadouro, Sabugal, Vila Verde, Lousada, Penafiel, Ponte de Lima, Serra D&#8217;El Rei ou Aljustrel. </p>



<p>O que na verdade este candidato estava a dizer é que Portugal precisa de evoluir e que temos de parar de olhar Portugal na bitola Lisboa–Porto. Portugal, efectivamente, não é só isso, há mais para além disso, mas para muitos parece que o carro ou o comboio só vai mesmo de Lisboa ao Porto.<br>O que leva milhares de portugueses a votar no extremismo não são propostas reais para o<br>país, que muitos deles nem conhecem os programas eleitorais ou o que verdadeiramente os partidos propõem ao país. O que os leva a votar nestes partidos são frases bonitas que eles gritam nas televisões e que os órgãos de comunicação social dão ênfase, sem questionar o que eles querem dizer.<br>Dentro do Portugal dos doutores e dos engenheiros, há uma maioria dos cidadãos, agricultores,  pescadores, comerciantes, feirantes, ardinas, actores, músicos, electricistas, canalizadores, donas-de-casa, funcionárias das limpezas, pedreiros, empreiteiros, bombeiros, polícias, auxiliares de ação educativa, auxiliares médico, cantoneiros, varredores. E estes não vivem dentro das máquinas do sistema, não andaram na Universidade e nunca terão oportunidade de ter um bom emprego, um bom carro, uma boa casa e, o seu maior sonho, é proporcionar uma vida com condições aos seus filhos. É este o sonho de qualquer pai e mãe. Era também este o sonho dos homens e mulheres que lutaram pelo fim da ditadura que existia antes do 25 de Abril. O que nos leva a concluir que 46 anos depois do 25 de Abril de 1974 continua tudo mais ou menos igual. Saímos de uma ditadura, mas a vida continua a não permitir a muitos portugueses sonhar com um amanhã melhor.</p>



<p><br>O Portugal do salário mínimo nacional de pouco mais de 600€, o Portugal dos que como os<br>meus pais se levantam todos os dias às 5h da madrugada para que não nos falte nada em casa, o Portugal dos que levam uma vida a trabalhar para acabarem com uma reforma de pouco mais de 200€, o Portugal dos jovens que estudam uma vida e acabam a ganhar pouco mais do que o salário mínimo nacional, o Portugal dos que nunca conseguiram e não conseguirão ter casa própria mas que trabalham arduamente para isso, o Portugal dos esquecidos e abandonados. É este Portugal, que não tem acesso aos milhões da máquina do Estado, que vota no extremismo.<br>Felizmente, temos ainda uma franja da população responsável e que não vota no<br>extremismo. Procura, como eu, votar em partidos de bom senso, com propostas exequíveis, que ofereçam algo diferente a Portugal. Mas que infelizmente saem sempre derrotados nas eleições pelas grandes máquinas bem oleadas, cujas motivações não é o bem estar dos portugueses ou a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, mas antes as negociatas que os irão favorecer. Infelizmente é a este Portugal que parece estarmos condenados. O Portugal do fracasso, dos negócios, do nepotismo, dos favoritismos. Mas até quando? Até quando vai Portugal aguentar este caminho? É por isso que digo que o que falta a Portugal, é bom senso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/02/bom-senso-o-que-falta-a-portugal/">Bom senso, o que falta a Portugal!</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2021/02/bom-senso-o-que-falta-a-portugal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">7420</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
