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	<title>Arquivo de Museu Nacional Grão Vasco - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Museu Nacional Grão Vasco - Duas Linhas</title>
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		<title>UMA MENINA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 08:30:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>100 anos depois, foi descoberta a história da Menina de Madrazo.</p>
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<p>Há no Museu Nacional Grão Vasco uma pintura cuja oficial designação é <em>Retrato de Menina</em>, mais vezes apelidado, o quadro, de <em>A Menina de Madrazo,</em> como se ela, a Menina do retrato, da qual se não conhecia, até há pouco, nome nem família, tivesse sido adoptada pelo pintor.</p>



<p>É assim desde há muitos anos, desde que Francisco de Almeida Moreira, o emérito primeiro director do Museu, trouxe para Viseu a preciosa pintura, que adquirira em Lisboa, em 1931, lá onde chegara pelas mãos de um antiquário que, em 1927, a adquirira em Paris.</p>



<p>Quem via no Museu o tal <em>Retrato de Menina</em>, toda a gente, suspendia-se a olhá-lo, que era um retrato vivo e ternurento e ela, a Menina, ali estava, fada ou moura encantada, à espera de alguém, talvez príncipe enamorado, que rompesse o encanto e a trouxesse, de mão dada, ao nosso mundo, onde faltava.</p>



<p>Demorou quase 100 anos, mas agora aconteceu. Como nas lendas.</p>



<p>Não perdeu o encanto, que ela não era nem moura nem fada, mas tão simplesmente criança, oito anos contados quando pousou para o retrato. Aconteceu em Madrid o desvelar da sua história, que essa tem o seu encanto. Aconteceu no âmbito da investigação para a realização da exposição retrospectiva do pintor Raimundo Madrazo y Garreta (1841-1920), caucionada pela Fundación MAPFRE, que ficou presente na Sala Recoletos, de 19 de Setembro de 2025 a 28 de Janeiro de 2026, nela se integrando a pintura do Museu de Viseu.</p>



<p>E aconteceu sair do limbo a bonita história da Menina com jeito de princesa, que vem habitar a verdadeira terra dos homens, entre eles cumprindo sua sina.</p>



<p>Tem o nome de Maria, esta menina, Maria Freiin von Stumm, filha segunda, na geração, de Ferdinand Freiherr von Stumm (1843 &#8211; 1925), embaixador da Alemanha do seu tempo, em Madrid, entre 1887 e 1892 e da Baronesa Pauline Freiin von Hoffmann (1858 -1950).</p>



<p>O casal, cuja vida decorre entre a diplomacia e o familiar empenho na grande indústria, teve quatro filhos: Ferdinand, Maria, Herbert e Friedrich Wilhelm.</p>



<p>Maria, a menina do retrato que se guarda no Museu, casou a 18 de Maio de 1911 com o Príncipe Hermann Furst von Hatzfeldt-Wildenburg, que levou uma intensa vida como militar graduado e diplomata encartado. Deles houve quatro filhos, três raparigas e um rapaz. </p>



<p>Raimundo Madrazo, estanciando em Madrid, fará o retrato de Maria, o nosso <em>Retrato de Menina</em> cerca de 1890, quando Maria andava pelos oito anos; o retrato do irmão Ferdinand Carl, em 1890, ao fazer os dez anos; e o retrato de Friedrich Wilhelm em 1893, ao fazer os cinco anos.</p>



<p>Desfeito o suave mistério que, por tantos anos, envolveu a Menina do Retrato ou o “Retrato de Menina” com jeitos de princesa, que, na vida real, casou efectivamente com um verdadeiro Príncipe e teve por morada um Palácio verdadeiro, não se perdeu o encanto do retrato, que, com tanta verdade, Raimundo Madrazo pintou, obediente aos cânones de uma Escola e onde permanecerá, para sempre, essa magia que nos cativa – como se a Menina continuasse como mourinha ou fada de uma bonita história encantada.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="694" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/a-menina-2x-694x1024.png" alt="" class="wp-image-48495" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/a-menina-2x-694x1024.png 694w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/a-menina-2x-203x300.png 203w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/a-menina-2x-696x1027.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/a-menina-2x.png 732w" sizes="(max-width: 694px) 100vw, 694px" /><figcaption class="wp-element-caption">composição fotográfica Duas Linhas</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/uma-menina/">UMA MENINA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A FUGA PARA O EGIPTO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Dec 2024 00:00:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[História da religião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vasco Fernandes de seu nome, muito cedo apelidado de Grão Vasco pelos admiradores da valia da sua obra tem, em Viseu o singular Museu que guarda o seu nome e muita da sua obra hoje elevada à categoria de Tesouro Nacional. Uma obra que extravasa as fronteiras da cidade de Viseu e seus largos termos, [&#8230;]</p>
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<p>Vasco Fernandes de seu nome, muito cedo apelidado de Grão Vasco pelos admiradores da valia da sua obra tem, em Viseu o singular Museu que guarda o seu nome e muita da sua obra hoje elevada à categoria de Tesouro Nacional.</p>



<p>Uma obra que extravasa as fronteiras da cidade de Viseu e seus largos termos, com singular representação, por exemplo, em Lamego, para onde o pintor recebeu encomenda do valioso retábulo da capela-mor da Catedral. Está hoje no Museu de Lamego a parte remanescente, e guarda-se em Coimbra o painel do Pentecostes elaborado para o Mosteiro de Santa Cruz.</p>



<p>De entre ela sobressaem as grandes tábuas pintadas à ordem do Bispo, depois Cardeal, D. Miguel da Silva, onde se destaca o painel de S. Pedro entronizado com suas vestes papais e um conjunto de catorze tábuas, parte remanescente do retábulo que o Bispo D. Fernando Gonçalves de Miranda lhe encomenda a ele e a seu companheiro de trabalho, Francisco Henriques, para o altar-mor da Catedral.</p>



<p>Desse retábulo merece hoje a nossa atenção o painel de título A FUGA PARA O EGIPTO executado entre 1501 e 1506, para salientar, não o tema da apressada fuga para o Egipto, de que apenas o evangelista S. Mateus nos dá conta, mas para relevar os elementos de uma tradição oral de que Grão Vasco naturalmente se apropria, poética tradição contada ao jeito de legenda nos Evangelhos apócrifos.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="671" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/a-fuga-de-grao-vasco-671x1024.jpg" alt="" class="wp-image-38484" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/a-fuga-de-grao-vasco-671x1024.jpg 671w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/a-fuga-de-grao-vasco-197x300.jpg 197w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/a-fuga-de-grao-vasco-696x1062.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/a-fuga-de-grao-vasco.jpg 708w" sizes="(max-width: 671px) 100vw, 671px" /></figure></div>


<p>Grão Vasco, no painel, não nos descreve a demorada viagem para essa terra de exílio mas a pausa no caminho, talvez numa hora de meio-dia, quando S. José se lembra de colher numa árvore, à beira do caminho, uns frutos maduros, talvez peras das que mais tarde chamámos de S. Bartolomeu, com maturação em Agosto, e as guarda na cestinha que Maria lhe estende, jeito das cestinhas que ao tempo se fabricavam em Vildemoinhos, na margem de Viseu, com a designação de amieiras.</p>



<p>Vêem-se, ao longe, os ceifeiros, entregues à sua faina da ceifa do trigo para a quinta do abastado senhor que demora perto, cena que relembra essa popular história do “Milagre da Seara”, artificioso episódio que ajuda a salvar o Menino da sanha de Herodes. E se conta assim:</p>



<p>Após a retirada dos Magos, José, avisado por um anjo que irá guiá-lo no caminho, foge para o Egipto.</p>



<p>Ainda não iria longe de Belém, quando os soldados de Herodes, na sua peugada, não descobrindo os fugitivos, perguntam aos ceifeiros se terão visto passar a tal família que descreveram, a que levava um Menino, e eles lhe respondem que os viram passar, andavam eles na sementeira do trigo. Olharam entre si os soldados. Tarde demais. Iam já longe os fugitivos.</p>



<p>Grão Vasco, obedecendo à poética da popular história, marca no chão do caminho as passadas da burrica, mas desenha-lhes as ferraduras no sentido inverso do caminho que tomara.</p>



<p>José, Maria e o Menino já meio crescido, voltarão do Egipto quando lá chegou notícia da morte de Herodes e regressarão a Nazaré, a sua terra, que o Menino ainda não conhecia.</p>
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