<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de História de Vila Nova de Gaia - Duas Linhas</title>
	<atom:link href="https://duaslinhas.pt/tag/historia-de-vila-nova-de-gaia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/historia-de-vila-nova-de-gaia/</link>
	<description>Informação online</description>
	<lastBuildDate>Sat, 07 Jun 2025 23:55:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>

<image>
	<url>https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/08/cropped-KESQ1955-png-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de História de Vila Nova de Gaia - Duas Linhas</title>
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/historia-de-vila-nova-de-gaia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">214551867</site>	<item>
		<title>VISEU E VILA NOVA DE GAIA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/06/viseu-e-vila-nova-de-gaia/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2025/06/viseu-e-vila-nova-de-gaia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2025 23:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[História de Vila Nova de Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[História de Viseu]]></category>
		<category><![CDATA[lendas]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Nova de Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[Viseu]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=42168</guid>

					<description><![CDATA[<p>a lenda de El-Rei Ramiro, Gaia, Zahara e Alboazar</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/06/viseu-e-vila-nova-de-gaia/">VISEU E VILA NOVA DE GAIA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>                   </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/qBCU8eQ.png" alt="" class="wp-image-42171"/></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Vem já contada nos Nobiliários medievais a singular lenda de El-Rei Ramiro, Gaia, Zahara e Alboazar. Autores diversos recontaram a história de tão trágicos amores em cativantes textos que, ao longo de séculos, fizeram o encanto dos eternos trovadores.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="200" height="300" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/miragaia.jpg" alt="" class="wp-image-42173"/></figure></div>


<p>Almeida Garrett, cuja alma também era de enamorado, recolhe o que acabou por ser um trágico rimance da tradição popular, onde bebeu como ninguém; e – ao longo dos quase quinhentos versos das quatro cantigas do romance <em>Miragaia,</em> que recontam os passos dos quase míticos heróis de uma tragédia – compõe uma lição sobre o destino.</p>



<p>As actuais cidades de Viseu e Vila Nova de Gaia apropriaram-se da lenda e dela fizeram bandeira e concreto registo na iconografia dos seus brasões. Viseu e Gaia celebrando El-Rei Ramiro, a fazer soar a trompa de guerra no cimo de um castelo; Viseu acrescentando a poética de um pinheiro, metáfora do arvoredo que escondeu os seus guerreiros no decurso da aventura em que intenta resgatar sua honra de homem traído.</p>



<p>El-Rei Ramiro – Ramiro II, rei de Leão – que governara, entre 931 e 951, uma parcela da Espanha cristã, por breve tempo constituído como Rei da Terra Portucalense, estabelece capital temporária em Viseu.</p>
</div></div>



<p>Acontece que, tendo-se platonicamente enamorado da proclamada beleza de Zahara, irmã do rei mouro Alboazar – que, ao tempo, mantinha a sua corte no castelo de Gaia, fortaleza alcandorada, quase, sobre as águas do rio Douro, bem perto da foz –, intenta o rapto da princesa, que parece não ter feito oposição e com ela faz vida, menosprezando a rainha.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Gaia, esposa de Ramiro, agora desolada e traída, abandonada à sua desdita, assim se lamenta na quadra da Cantiga primeira:</p>



<p>– <em>Diz que é formosa essa moura / Que te soube enfeitiçar. / Mas tu dizias-me dantes / Que eu era bela, sem par!&#8230;</em></p>



<p>No entanto, Alboazar, de regresso de mais uma campanha, tem notícia do agravo que o rei cristão lhe fizera e, numa atitude de vingança, escolhe alguns de entre os seus melhores guerreiros e desce ao território inimigo, onde acaba por raptar Gaia, essa<em> bela sem par,</em> a qual, para desagravo, se deixa conduzir para o castelo de seu novo amo, a quem passa a servir.</p>



<p>Ramiro, por seu turno, ferido no orgulho de Rei, ao ter conhecimento do paradeiro da Rainha, logo intenta maneira de a fazer retornar. Escolhe, também ele, de entre os seus, alguns soldados de eleição e com eles parte rumo ao castelo de onde o rei mouro governava.</p>



<p>Disfarça-se de romeiro, ao avistar, com seus homens, o castelo. Manda-os acoitarem-se num bosque vizinho, com a indicação de que, a um sinal que daria (o toque de uma trompa na torre alta da fortaleza), imaginando o ardil que ali o levaria, deveriam avançar, para o libertarem a si e a Gaia, a antiga esposa preterida mas nunca esquecida.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Alboazar, ao voltar da caça ou da conquista, encontra o inimigo que Gaia reconhecera sob o traje de romeiro, e, querendo vingar afronta, ela própria lho entrega, para castigo exemplar. Vendo-se condenado, Ramiro pede que, em vez da forca ou do machado do algoz ou, talvez, da lúgubre cadeia, o deixem subir à torre mais alta do castelo, onde sopraria a trompa que trazia a tiracolo, até desfalecer. Favor real que lhe é concedido.</p>



<p>E, logo ao primeiro soar da trompa, o sinal que fora combinado, soltam-se da floresta os guerreiros de Ramiro, abrem de rompante as portas do castelo e surpreendem os soldados do rei mouro, distraídos. Depressa se apossam do castelo, derrotam a mourama, escapam com o seu rei e trazem Gaia prisioneira, a qual, amargurada, olhando as chamas do castelo, lamenta o seu trágico destino. Ramiro não lhe perdoa e, irado, clama:</p>



<p>– MIRA, GAIA! – e aponta-lhe o castelo a esboroar-se.</p>



<p>E a cabeça de Gaia cai na água, sob o golpe da impiedosa espada de Ramiro.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Entre as heroicas tradições do imaginário de Viseu, destaca-se esta, que hoje se conta em seu brasão de cidade: El-Rei Ramiro, falso romeiro, a tocar a sua trompa de caça, e a mítica árvore – a imaginária floresta que escondera os soldados do Rei.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="288" height="293" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/brasao-de-viseu.png" alt="" class="wp-image-42176"/></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="268" height="277" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/brsao-de-vn-gaia.png" alt="" class="wp-image-42177"/></figure></div></div>
</div>



<p>No brasão da cidade de Gaia, sobre uma das torres, El-Rei Ramiro sopra também a sua trompa de caça e de vitória.</p>
</div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/06/viseu-e-vila-nova-de-gaia/">VISEU E VILA NOVA DE GAIA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2025/06/viseu-e-vila-nova-de-gaia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">42168</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
