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	<title>Arquivo de cestaria - Duas Linhas</title>
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		<title>AS SÁBIAS MÃOS DOS CANASTREIROS DE VISEU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 23:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desenvolvimento da cestaria processa-se no quadro de uma vida doméstica e rural</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/05/as-sabias-maos-dos-canastreiros-de-viseu/">AS SÁBIAS MÃOS DOS CANASTREIROS DE VISEU</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Vem dos tempos de Adão o humilde ofício de entretecer fibras vegetais a que vulgarmente damos o genérico nome de “cestaria”, saber-fazer acerca do qual me permito citar parcela de antigo texto por mim escrito noutro lugar:</p>



<p>“A cestaria, poética e original construção de entrançados e entrelaçados, primeira manifestação segura de uma tecnologia com alguma complexidade, constitui-se como um dos mais curiosos fenómenos da caminhada histórica do homem, como a expressão mais natural da resolução das suas necessidades, como o testemunho mais evidente da sua estreitíssima ligação com o ambiente.</p>



<p>O desgaste sofrido pelo cesto numa serventia de quotidiano e a própria natureza da matéria-prima vegetal portadora de intrínseca marca do efémero iriam limitar, na cestaria, o valor arqueológico do documento, o qual permanece, todavia, na lição etnográfica felizmente tão vigorosa ainda.</p>



<p>A origem e primeiro desenvolvimento da cestaria processa-se no quadro de uma vida doméstica e rural onde responde às primordiais tarefas de recolecção e às necessidades de transporte, garantindo também a armazenagem dos frutos da terra, o resguardo das utilidades da casa e a defesa dos animais nos cercados da primeira domesticação”. (In <em>Artesanato da Região Centro</em>, IEFP, Coimbra, 1992, p. 189).</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mantém ainda residual presença o fabrico de cestos de tipologia vária na região de Viseu, por mais que os antigos usos se tenham readaptado a novas funções sem terem, no entanto, perdido o papel da inicial serventia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cestaria-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-41757" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cestaria-2-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cestaria-2-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cestaria-2-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cestaria-2-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cestaria-2-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cestaria-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Tomamos hoje, como exemplo, o fabrico de uma básica cestaria de vime ou de outra verga, que fez dar o nome de “canastreiros” aos executores de um ocasional labor de horas vagas que, todavia, cumpria a resposta a uma imediata necessidade de um artefacto, quase sempre do seu círculo familiar ou de reduzido âmbito, no quadro de uma apertada economia de subsistência de matriz paroquial.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>As cestas de amplo aro e uma poderosa asa construída de vime rachado a que se mantivera a casca e o cesto de idêntica matéria entretecido a partir de um elementar cruzamento da matéria-prima, que gerava a embrionária arquitectura das paredes, depois preenchidas pelo apertado laço da verga – que se desenvolve, desde o fundo, até ao reforço dos bordos – constituem-se como operosos instrumentos de trabalho no círculo de uma economia dependente da terra.</p>



<p>Não raro é o próprio lavrador que, na quadra mais vaga do trabalho do campo, se ocupa de semelhante mester, ou então, se menos hábil, contrata com artesão da vizinhança a entrega dos artefactos precisos em troca de trabalho, que tanto pode ser a lavra de um chão para a sementeira do milho ou o carreio dos frutos da horta.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="441" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesta-e-cesto-1024x441.jpg" alt="" class="wp-image-41760" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesta-e-cesto-1024x441.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesta-e-cesto-300x129.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesta-e-cesto-768x331.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesta-e-cesto-696x300.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesta-e-cesto-1068x460.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesta-e-cesto.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>A cesta e o cesto lá andam, no curso do ano, no braço ou na cabeça das mulheres, o cesto mais aos ombros dos homens ou sobre o tabuado do carro. Levam cachos de vindima, espigas de milho para a eira, verdura das hortas. Vendeiras antigas traziam à Praça da cidade mercadorias caseiras, que se expunham também em feiras de ocasião, ou romaria, ainda que a estes lugares viessem antes carregadas com cestas ou cestos, cabazes de verga de madeira de mais apurado lavor.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mas eram sempre os lavradores quem armava a sebe do seu carro de bois. Colhiam, no geral, vergame de castinçais ou de salgueiro e, sobre a estranha urdidura de varões de castanho que se fincavam nos orifícios do tabuado do carro, estendia-se, pacientemente, uma apertada teia com a verga referida. Deste modo se definia um útil resguardo, a que se articulava uma espécie de porta do mesmo material ou de fruste tabuado junto às chedas do carro, garantindo-se o eficaz transporte dos estrumes miúdos, o carrego das abóboras ou das espigas de milho… Assim amparada, a riqueza da terra nos caminhos de sobe-e-desce dessa geografia de casais e de aldeia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesto-e-garrafao-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-41759" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesto-e-garrafao-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesto-e-garrafao-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesto-e-garrafao-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesto-e-garrafao-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesto-e-garrafao-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/cesto-e-garrafao.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Hoje são memória, são objectos de museu os cestos também. Mais o são estas sebes de raiz milenar, servis até mais não poder, ora trocadas – elas e o carro de bois de rodas ferradas, às vezes de eixo cantante – pela eficácia mecânica, mas menos poética, do tractor.</p>
</div></div>
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