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	<title>Arquivo de assistência social - Duas Linhas</title>
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		<title>ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alice Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Mar 2023 23:01:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CONTRA(o)TEMPO]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há muitos anos, numa viagem de autocarro, tive como companheira uma mulher desconhecida, que durante mais de uma hora me contou como abandonara o trabalho profissional para se tornar cuidadora da mãe. Ouvi-a quase incrédula, reconhecendo naquela renúncia à sua vida profissional e social decorrente, um exemplo inexcedível de coragem e amor filial. Perguntei-me se [&#8230;]</p>
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<p>Há muitos anos, numa viagem de autocarro, tive como companheira uma mulher desconhecida, que durante mais de uma hora me contou como abandonara o trabalho profissional para se tornar cuidadora da mãe.</p>



<p>Ouvi-a quase incrédula, reconhecendo naquela renúncia à sua vida profissional e social decorrente, um exemplo inexcedível de coragem e amor filial.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Perguntei-me se eu seria capaz de tal e, não duvidando da autenticidade do seu testemunho, a ela perguntei: &#8220;e tem rendimentos que lhe permitiram deixar de trabalhar?&#8221;</p>



<p>Que sim, tinha, da reforma da mãe e complemento de viuvez, desde a morte do pai. Não havia ainda o estatuto de cuidador informal, e mesmo que houvesse, não seria seguramente esse subsídio que lhe permitiria sustentar-se a si e à mãe.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Não tendo eu condições para deixar de trabalhar, vivendo a 100 km de distância, sim, pus o meu pai, viúvo, num lar, onde durante sete anos ele pode conviver com alguma alegria, com amigos a amigas que também lá moravam.</p>



<p>Todos os quinze dias, ao fim de semana, me deslocava à aldeia, com a minha irmã, a morar e trabalhar a mais de 200 quilómetros, e levávamos o pai a passar o fim de semana em casa.</p>



<p>Nunca lhe ouvi uma queixa sobre a forma como era tratado no lar. Pelo contrário. Aos domingos, mal acabávamos de almoçar, já ele nos lembrava que queria ir lanchar ao lar.</p>



<p>Desenvolveu até um sentido de humor que lhe desconhecia. Dizia, com piada, quando entravam novos utentes, &#8220;hoje chegou mais uma remessa de velhos&#8221;!.</p>
</div></div>



<p>As notícias sobre maus tratos a idosos nos lares, que de vez em quando inundam os ecrãs da TV, não permitem generalizar. Contudo, sei como algumas imagens se tornam omnipresentes e se toma a árvore pela floresta. Mas eu recuso-me a generalizar.</p>



<p>O que me indigna é que pareça não haver meios para a fiscalização regular, sem aviso prévio, destas instituições que acolhem idosos, alguns por preços obscenos. Que a sociedade em geral só tome consciência da falta de condições dos lares, quando algum incidente abre um telejornal. Os meios de comunicação social cumprem a sua função. Não que os seus propósitos sejam de indiscutível ética. As audiências determinam a agenda, mas o importante é que façam o seu trabalho de denúncia. São eles que desencadeiam de imediato inspeções e, não raramente, encerramento dos lares. Mas os agentes de fiscalização que, segundo a Ministra da tutela, estão sempre a acontecer, não veem?! Precisam das denúncias, das imagens chocantes dos media para abrirem os olhos!?&nbsp; A cegueira, a ignorância, a desvalorização do que está à vista todos os dias, isso sim, suscita-me indignação. Mas ainda assim recuso-me a generalizar. Os lares não são todos iguais, embora se tenham tornado o negócio da velhice, no caso dos privados, aos quais poucos têm acesso, ou padeçam de todos os males das instituições públicas, no caso dos tutelados pela Segurança Social.</p>



<p>A minha atual situação de dependência torna-me uma potencial candidata a um lar.&nbsp; Amargurada pelo condicionamento que tenho feito à vida do meu companheiro, discutimos muitas vezes essa alternativa. Com todo o desvelo, ele tem-se oposto categoricamente a esta opção.&nbsp; Não deixou o seu trabalho como professor de piano, embora concentre o seu horário em 2 dias por semana, e tem conseguido conciliar a extrema dedicação como professor com os cuidados que carinhosamente me presta.</p>



<p>Esses momentos em que está com alunos devolvem-lhe o sentimento de que a vida continua o seu rumo, apesar dos cuidados que a minha situação lhe exige. São indispensáveis para manter o equilíbrio psicológico, vendo/ouvindo os alunos crescer como futuros pianistas ou, pelo menos, como apreciadores de boa música.</p>



<p>Sou grata pelo seu zelo como cuidador e sei quanto isso tem contribuído para que eu não desista de lutar todos os dias por mais autonomia, em pequenos gestos que o libertem, e a nós dois alimentem a esperança de que posso tornar-me menos dependente.</p>



<p>Sei que nunca mais conduzirei um carro, mas não ficarei presa em casa. Ele tornou-se também o meu motorista, para as terapias e para todas as dimensões ainda possíveis da vida social.</p>



<p>Contudo, jamais julgarei aqueles que encontram nos lares uma solução para darem aos pais ou companheiros/as uma oportunidade de continuarem as vidas, as suas e as deles. Não julgarei o meu companheiro, nem o meu filho, se esse tempo chegar também para mim.</p>



<p>A minha luta por manter um mínimo de autonomia contínua. Mas se me acontecer, involuntariamente, desistir da luta, sei que eles procurarão o melhor possível para mim. E devem fazê-lo sem remorso. Porque o que ficará são as memórias do tempo em que vivi feliz na sua companhia.</p>
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		<title>Quando o Estado falha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2020 11:06:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ANCI]]></category>
		<category><![CDATA[assistência social]]></category>
		<category><![CDATA[cuidador informal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um milhão e quatrocentas mil pessoas prescindem de uma profissão, de um modo de vida, de um emprego, para cuidarem de familiares incapacitados. São os chamados “cuidadores informais”, tratam dos pais, avós ou filhos que por doença ou acidente são pessoas dependentes, sem possibilidade de sobrevivência sem o apoio que os cuidadores informais lhes prestam. [&#8230;]</p>
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<p>Um milhão e quatrocentas mil pessoas prescindem de uma profissão, de um modo de vida, de um emprego, para cuidarem de familiares incapacitados. São os chamados “cuidadores informais”, tratam dos pais, avós ou filhos que por doença ou acidente são pessoas dependentes, sem possibilidade de sobrevivência sem o apoio que os cuidadores informais lhes prestam.</p>



<p>Quem paga este trabalho? Ninguém. Eles substituem o Estado quando o Estado se ausenta e, como tal, prestam um serviço ao Estado, porque é ao Estado que cabe o dever de cuidar dos seus cidadãos. &nbsp;</p>



<p>Nos últimos meses, devido aos efeitos da pandemia covid-19, que provocou o colapso de muitas respostas sociais, aumentou o número de cuidadores informais.</p>



<p>Um inquérito nacional da responsabilidade do Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais dá conta desta situação. O estudo vai ser hoje apresentado, em Lisboa, no decorrer do Encontro Nacional de Cuidadores Informais, precisamente no Dia do Cuidador Informal.</p>



<p>Em declarações à agência Lusa, uma responsável da Associação Nacional de Cuidadores Informais (ANCI), que integra o movimento, destacou como um dos principais resultados do inquérito o facto de este ter demonstrado que o número de cuidadores informais em Portugal é mais elevado do que que se estimava, consequência da pandemia. “Neste momento, e segundo os resultados do inquérito, o número duplicou e eu julgo que isto tem a ver realmente com o fecho das respostas sociais. Havendo este fecho e esta falta de respostas, o número de cuidadores realmente exacerbou”, diz Nélida Aguiar.</p>



<p>O inquérito revela dados já há muito percepcionados e algumas surpresas: “parece que muitos dos cuidadores informais não têm qualquer tipo de laço familiar com a pessoa de quem cuidam e isso mostra uma realidade que não foi vista, por exemplo, no Estatuto do Cuidador Informal, que apenas reconhece cuidador alguém com laços familiares”, realçou a Nélida Aguiar, membro da direção da ANCI.</p>



<p>“Todos sabemos que existem milhares de cuidadores em Portugal e têm muito poucos apoios, apesar de enfrentarem enormes desafios, não só económicos, sociais, emocionais”, acrescenta Nélida. A falta de apoio é, aliás, bastante clara para a quase totalidade dos inquiridos, já que 97,5% defende mais apoios para estas pessoas, sendo que 85,5% entende que deveriam ser apoios financeiros, 71% quer mais apoio ao nível da prestação de cuidados, 68,5% pede apoio laboral, 64% apoio psicológico e 49% apoio legal.</p>



<p>Nélida Aguiar defende que a pandemia não pode ser usada para continuar a atrasar todos os processos burocráticos e sublinha que mesmo antes do aparecimento da covid-19 o estatuto do cuidador informal já não respondia a todas as necessidades e que deveria, por isso, ser revisto.</p>
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