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	<title>Arquivo de Ana T. Freitas - Duas Linhas</title>
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		<title>Levou-a a 1ª taxista de Lisboa!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 14:45:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>«Ele há coisas que acontecem!&#8230;», assim intitula Ana T. Freitas a crónica que recorda, no seu livro Uma Possibilidade chamada menina (Modocromia, Lisboa, junho de 2022, p. 31-33), o encontro com Carminda, que até serviu almoços a Salazar, por ele ser convidado amiúde dos senhores ricos em cuja casa servia. Carminda que, encantada com o [&#8230;]</p>
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<p>«Ele há coisas que acontecem!&#8230;», assim intitula Ana T. Freitas a crónica que recorda, no seu livro <em>Uma Possibilidade chamada menina (</em>Modocromia, Lisboa, junho de 2022, p. 31-33), o encontro com <strong><a href="https://arquivos.rtp.pt/conteudos/mulheres-taxistas-em-lisboa/">Carminda</a></strong>, que até serviu almoços a Salazar, por ele ser convidado amiúde dos senhores ricos em cuja casa servia. Carminda que, encantada com o rolar dos carros pela ruas de Lisboa, sonhava em conduzir um deles. Analfabeta, decidiu-se a aprender a ler e a escrever, tirou a carta e… o resto já se adivinha.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/crminda-fotogramas-rtp.jpg" alt="" class="wp-image-26070" width="726" height="408"/><figcaption class="wp-element-caption">fotogramas de reportagem da RTP em 1978 sobre Carminda Gonçalves, a 1º táxista de Lisboa</figcaption></figure>



<p>E, nesta sua primeira incursão pela prosa, ela que é visceralmente poetisa, a dar cartas em Coruche, onde vive, com a sua periódica iniciativa «Um poema na vila», Ana Freitas leva-nos por aí, nas suas andanças, agora professora aposentada.</p>



<p>«Possibilidade» foi boneca, prenda de Natal. Nome assim escolhido por ser único. Aliás, «uma palavra grande! Talvez maior que felicidade… mais longa, tem a lonjura do caminho […] tem construção» (p. 23). «Menina» (parece-nos) é, ao invés, a Autora, porque estas páginas retratam, contam da sua vida, das suas ideias, de histórias, como a da D. Carminda, por que foi passando.</p>



<p>Ecos há de menina de escola, de mãe, de professora. De activista pela Cultura. Ecos do antes e do depois de Abril. Das origens modestas, sofridas. Daquele encontro com o homem em dia de chuva, bicicleta à mão carregada de sacos, que subia e descia o passeio para poder seguir caminho: «E assim a chover é que é pior!», comentou-lhe Ana. E, de «sorriso rasgado», o senhor, sem guarda-chuva, respondeu: «Não faz mal, a água faz falta, é boa para todos, e, se é bom para todos, é bom que chova» (p. 42).</p>



<p>Não sei invocar teses explicativas de uma prosa assim, como Lucília Meleiro faz no prefácio. Nem ouso também filiá-la – como peroraria crítico encartado – em corrente literária na moda ou em desuso. Sei, ao invés, que <em>Uma Possibilidade chamada menina </em>se lê com muito agrado e sem detença. A deliciosa aventura de ser mãe; a alegria de se aperceber que o filhote de 4 anos já sabia ler; a dissertação sobre a importância do nome, a propósito do apelido que misteriosamente lhe havia sido negado à nascença; aquele célebre jogo de futebol Portugal / Irão, à mesa de café com um invisual que ouvia o relato pelo telemóvel em alta voz; o significativo e bem oportuno dicionário feito pessoa que fala… E o grito final a vituperar o 24 de Fevereiro de 2022!</p>



<p>Frases curtas, singelas, aqui e além ornamentadas («Estranha pensei estranhadamente que teria decorado a estória linha a linha, mas estranhei!» – p. 64). A evocação apropriada de frases colhidas em leituras suas. E sempre, obsessiva, aquela cabeleira menina, enorme, que forte aragem mantém horizontal para trás, a mostrar Possibilidade em indefectível decisão de prosseguir além!&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/possibilidade-livro.jpg" alt="" class="wp-image-26073"/></figure>
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		<title>«Alfobres de Rios», um livro de Ana T. Freitas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 22:05:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Ana Maria Teixeira Freitas – Ana T. Freitas, de seu nome literário – nasceu em 1956 no Pinhão, ali mas margens do Douro, aquela que tem azulejos lindos na estação ferroviária. Licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa e andou por mui variadas partes, a colher sabedoria e ciência, que, como [&#8230;]</p>
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<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ana Maria Teixeira Freitas – Ana T. Freitas, de seu nome literário – nasceu em 1956 no Pinhão, ali mas margens do Douro, aquela que tem azulejos lindos na estação ferroviária. Licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa e andou por mui variadas partes, a colher sabedoria e ciência, que, como docente, difundiu pelos seus alunos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1288" height="819" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/04/Estacao-do-Pinhao.jpg" alt="" class="wp-image-19007"/></figure></div>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dia, adregou enveredar pelas lides poéticas, se é que por essas veredas nunca deixou de caminhar. Mentora foi – e é, agora na esperança de melhores dias – da iniciativa «Um Poema na Vila», pela qual soube guindar Coruche a lugar cimeiro na defesa da expressão poética nacional.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por mais que se escreva e comente, sempre algo haverá por dizer e sublinhar – repito. Porque ando há muito para dizer quanto me agradou o livro <em>Alfobres de Rios </em>(Modocromia Edições, Lda., Lisboa, Maio de 2020). E hesito, porque, de cada vez que abro esta recolha de poemas que Ana T. Freitas foi semeando em sessões várias ao longo dos últimos tempos (presença assídua nas «Noites com Poemas» organizadas em Cascais por Jorge Castro), eu encontro novidades susceptíveis de comentário, reflexão, encómio.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; É o poeta um comentador: vive, pensa, observa, relaciona ideias. E escreve. As palavras surgem-lhe desalinhadas, por vezes há espaços em branco, pontuação nenhuma, uma página com cinco linhas minúsculas, outras com uma catrefada delas… Vá lá a gente entender! Mas, vendo melhor, entende-se: é que precisamos de parar neste caminho da vida, em que – para o Poeta – a escrita está presente.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gosto do título: alfobre, «canteiro entre dois regos por onde passa a água». Reminiscência de cantares árabes. Manancial que fertiliza, como a poesia nos fertiliza a vida. E o poeta a contar-nos o inusitado pormenor não despiciendo. Tocou-me, há anos, um poema de José Gomes Ferreira, tocado (ele!) pela borboleta que vira caída no passeio: «Borboleta verde, aqui não há flores!». Assim, Ana T. Freitas. A obrigar-nos a um outro olhar.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na epígrafe, escreveu: «rios que derramam / alguns chegam à foz / muitos ficam em nós». No último poema, do talhão V em que dividiu o seu jardim, conta que nos seus alfobres semeou «rios regados de ternura, adubados de horizontes, alagados, robustos». E sobre eles quer construir «pontes que derrubam muros do futuro». Desculpa-me, Ana, se não copiei bem e pus as frases seguidinhas. Sei que não deveria, perdoa-me. Contudo, dir-te-ei que, se agarrei no princípio e no fim do teu livro, foi porque todo o recheio é bom de mais e não tenho palavras para o pintar. Escreveste em Novembro de 2015 o teu desejo para todos os meses do ano: Sol, Esperança, Flor… Achavas que, assim, «A Vida acordaria dos destroços da guerra; das casas saudosas, vazias de homens; dos lares inquietos pelos filhos que partiram; das casas angustiadas, sedentas de trabalho, dos lares tristes à míngua de pão». E assim – auguraste – «um sorriso rasgado sairia bem do fundo do nosso coração e um Natal de mão em mão».</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sabes porque me calou fundo este bom augúrio; sabes, porque sentimos na carne a tua descrição, hoje muito mais vívida do que nesse (longínquo?) Novembro de 2015.</p>



<p>            Tenho à cabeceira «Alfobres de Rios». Agradeço-te. Vou relê-lo a espaços. Abrindo-o ora aqui, ora noutra página. Na certeza de que muito tenho de aprender!</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="397" height="800" data-id="19008" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/04/Ana-Freitas.jpg" alt="" class="wp-image-19008"/><figcaption>Ana T. Freitas</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1869" height="2560" data-id="19009" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/04/Capa-de-Alfobres-de-Rios-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-19009"/></figure>
</figure>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/04/alfobres-de-rios-um-livro-de-ana-t-freitas/">«Alfobres de Rios», um livro de Ana T. Freitas</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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