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	<title>Arquivo de Academia Nacional de Belas Artes - Duas Linhas</title>
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		<title>ANTÓNIO VIDIGAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Morais-Alexandre]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 08:00:33 +0000</pubDate>
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<p></p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="508" height="158" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/antonio-vidigal-introito.jpg" alt="" class="wp-image-49474" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/antonio-vidigal-introito.jpg 508w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/antonio-vidigal-introito-300x93.jpg 300w" sizes="(max-width: 508px) 100vw, 508px" /></figure></div>


<p>José Saramago, na obra <em>Todos os nomes</em>, refletiu de forma magistral sobre a forma como somos “inscritos” enquanto seres humanos, lamentando o modo absolutamente incompleto como este registo é feito e, sobretudo, continuado, já que o que fica é meramente um nome, eventualmente imutável, e alguns dados como certas datas, não ficando guardada a evolução dos rostos e muito menos as muitas experiências porque todos passamos ao longo da vida. Para a Conservatória, o indivíduo resume-se a um nome e a algumas datas, ignorando-se a complexidade da vida, das experiências e das emoções que verdadeiramente definem cada pessoa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>António Vidigal e as suas obras</strong></h4>



<p>É precisamente contra essa simplificação que surge a exposição de retratos de António Vidigal, atualmente patente na Academia Nacional de Belas Artes em Lisboa, afirmando-se como um gesto de resistência e valorização da identidade humana na sua dimensão plena.</p>



<p>A obra de António Vidigal propõe, assim, uma alternativa ao anonimato burocrático, transformando o retrato escultórico num espaço de memória, experiência e tempo. Em vez de fixar apenas um momento ou uma aparência, as suas esculturas procuram captar a essência do retratado: aquilo que este viveu, sentiu e construiu ao longo da vida.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="387" height="513" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/dulcina-carvalho.jpg" alt="" class="wp-image-49475" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/dulcina-carvalho.jpg 387w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/dulcina-carvalho-226x300.jpg 226w" sizes="(max-width: 387px) 100vw, 387px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>António Vidigal – Dulcina Carvalho, 1967 (bronze)</strong></figcaption></figure></div>


<p>Assim, cada peça torna-se uma representação viva, onde a identidade não é estática, mas antes o resultado de um percurso. Ao contrário de uma abordagem meramente naturalista, que se limitaria à reprodução fiel de traços físicos, Vidigal desenvolve uma relação próxima com os seus retratados. Muitos pertencem ao seu círculo íntimo, como os seus filhos, ou ao seu universo de amizades, o que permite uma profundidade emocional e uma compreensão mais rica das suas características. Essa proximidade traduz-se em retratos que ultrapassam a aparência, revelando traços marcantes e identitários, mas sem jamais cair na caricatura.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="380" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/filhos-de-antonio-vidigal-1024x380.jpg" alt="" class="wp-image-49477" style="width:1024px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/filhos-de-antonio-vidigal-1024x380.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/filhos-de-antonio-vidigal-300x111.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/filhos-de-antonio-vidigal-768x285.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/filhos-de-antonio-vidigal-696x258.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/filhos-de-antonio-vidigal.jpg 1053w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>António Vidigal – Retrato dos filhos <em>António</em>, 1967 (mármore); <em>João</em>. 1993 (bronze); <em>Frederica</em>. 1985 (bronze); <em>Luísa</em> 1990 (madeira)</strong></figcaption></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="495" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/amigos-de-antonio-vidigal-1024x495.jpg" alt="" class="wp-image-49478" style="width:1020px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/amigos-de-antonio-vidigal-1024x495.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/amigos-de-antonio-vidigal-300x145.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/amigos-de-antonio-vidigal-768x372.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/amigos-de-antonio-vidigal-696x337.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/amigos-de-antonio-vidigal.jpg 1054w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>António Vidigal – <em>José Cândido</em>. 2010 (bronze); <em>Natália Correia Guedes</em>. 2025 (gesso); <em>Joaquim Lima de Carvalho</em>. 2025 (gesso)</strong></figcaption></figure></div>


<p>Mesmo em trabalhos por encomenda, onde a intimidade poderia ser menor, o escultor procura sempre captar o âmago do retratado. Exemplos como os retratos de Eunice Muñoz ou de Ruy de Carvalho demonstram essa capacidade de ir além da representação superficial, explorando dimensões mais profundas da personalidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="995" height="607" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/eunice-e-rui-de-carvalho.jpg" alt="" class="wp-image-49480" style="width:1008px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/eunice-e-rui-de-carvalho.jpg 995w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/eunice-e-rui-de-carvalho-300x183.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/eunice-e-rui-de-carvalho-768x469.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/eunice-e-rui-de-carvalho-696x425.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 995px) 100vw, 995px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>António Vidigal – <em>Eunice Muñoz</em>, 2022 (jesmonite); <em>Ruy de Carvalho</em>. 2022 (jesmonite)</strong></figcaption></figure></div>


<p>Dois aspetos fundamentais atravessam toda a obra de António Vidigal: a constante vontade de se desafiar e a experimentação. Desde a sua formação académica, o escultor optou por caminhos mais exigentes, recusando soluções fáceis e procurando sempre expandir os limites da sua prática. Um exemplo disso é a realização de retratos em talhe direto na pedra, processo complexo que exige grande domínio técnico. A experimentação estende-se também aos materiais e técnicas. Vidigal explora uma grande diversidade de suportes — barro, madeira, mármore, granito, bronze, entre outros — tirando partido das suas qualidades expressivas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="481" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/3-outros-de-vidigal-1024x481.jpg" alt="" class="wp-image-49481" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/3-outros-de-vidigal-1024x481.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/3-outros-de-vidigal-300x141.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/3-outros-de-vidigal-768x361.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/3-outros-de-vidigal-696x327.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/3-outros-de-vidigal.jpg 1045w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>António Vidigal – <em>Artur Barreto</em>, 1974 (gesso patinado); <em>Isabel Azevedo</em>, 1961 (mogno); <em>Luísa Constantina</em>, 1985 (mármore negro)</strong></figcaption></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="457" height="608" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/garcia-de-resende.jpg" alt="" class="wp-image-49482" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/garcia-de-resende.jpg 457w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/garcia-de-resende-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 457px) 100vw, 457px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>António Vidigal –<em> Garcia de Resende. 2013</em>. (granito rosa e bronze)</strong></figcaption></figure></div>


<p>Do ponto de vista estético, a obra de Vidigal não segue uma linha única. Cada retrato determina a abordagem adotada, podendo variar entre o naturalismo e a depuração formal. Em alguns casos, aproxima-se de uma tradição realista; noutros, opta por uma simplificação das formas, eliminando elementos acessórios para destacar o essencial. A obra de António Vidigal afirma-se como uma reflexão sobre a identidade humana, recusando reduções simplistas e valorizando a complexidade de cada indivíduo. Tal como sugere Saramago, o verdadeiro sentido está na busca e é essa procura persistente que define o trabalho do escultor: um esforço contínuo para captar, através da escultura, a essência daqueles que retrata. A terminar cite-se, mais uma vez, o supramencionado escritor quando afirmou «[…] que o que dá o verdadeiro sentido ao encontro é a busca e que é preciso andar muito para alcançar o que está perto.»e é exatamente este o longo percurso de António Vidigal, tão somente retratar os que lhe estão perto…</p>



<p></p>



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