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	Comentários em: Racismo em remissão	</title>
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	<description>Informação online</description>
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		<title>
		Por: Carlos Narciso		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2020/09/racismo-em-remissao/#comment-231</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 17:55:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2020/09/racismo-em-remissao/#comment-228&quot;&gt;Raul Tomé&lt;/a&gt;.

O comentário que deixei na sua crónica é uma espécie de declaração de voto, para que os leitores percebam que não assino por baixo tudo o que aqui se publica e que, mesmo assim, se publica.
E também para dizer que tenho dificuldade em compreender discursos que parecem querer diminuir a questão do racismo ou criar analogias que são interpretadas como tal. Abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2020/09/racismo-em-remissao/#comment-228">Raul Tomé</a>.</p>
<p>O comentário que deixei na sua crónica é uma espécie de declaração de voto, para que os leitores percebam que não assino por baixo tudo o que aqui se publica e que, mesmo assim, se publica.<br />
E também para dizer que tenho dificuldade em compreender discursos que parecem querer diminuir a questão do racismo ou criar analogias que são interpretadas como tal. Abraço</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Raul Tomé		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2020/09/racismo-em-remissao/#comment-228</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raul Tomé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 14:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Carlos, muito obrigado pelo seu comentário que mereceu a minha melhor atenção.

No entanto gostaria de expressar-lhe, de forma mais clara, o meu ponto de vista, já que não o consegui fazer no conteúdo que compõe a crónica.

Em nenhum momento tive como desiderato afirmar que o racismo é uma doença. Não o é, de todo. O que fiz foi uma analogia que pretendia expressar a minha preocupação para o facto de algumas pessoas que afirmam não serem racistas, ainda o sejam sem que disso tenham sintomas. O racismo está cristalizado em muitas pessoas e, pese embora se achem defensoras de direitos iguais para todos, o certo é que em algumas ocasiões acabam por ter sintomas do tal racismo em remissão. Portanto não é mais do que mera analogia.

Estamos de acordo no que concerne à exposição dos factos que enumera sobre o racismo, bem como do crescimento de uma extrema direita que não se coíbe de, publicamente, querer exercer a sua supremacia perante as minorias étnicas.

Basta para o efeito, ouvir o discurso do deputado do Chega - cujo nome me abstenho de proferir - relativamente à comunidade cigana, mas também os ataques ferozes que dirigiu a Joacine.

Infelizmente já chegámos ao ponto de ter de exigir a remoção de tatuagens de índole extremista a futuros agentes das forças de segurança.

Em nenhum momento afirmei ou dei a entender que o racismo em Portugal é um exagero. Não o é. Aliás refiro precisamente o contrário na crónica que redigi.

Não só não é um exagero como se expressa de forma muito evidente.

Por vezes nem precisamos perguntar às vítimas. Basta observar. Basta ouvir.

Expressões como &quot;os pretos&quot; ou &quot;que vão para a terra deles&quot; entre outras barbaridades são uma pequena amostra do que estas pessoas sofrem na pele todos os dias e os direitos e as oportunidades que lhes são negadas, exclusivamente pela cor da pele, são absolutamente abjetas.

Na África do Sul, muitos brancos, que nada tiveram a ver com o Apartheid são mortos e violentados apenas pela cor da sua pele. Muitos vêem-se impedidos de viver no seu país por medo de serem mortos.

Ora um branco nascido em Joanesburgo é tão sul-africano como um negro nascido no Cacém.

Para mim são cidadãos de plenos direitos.

Nem todos os negros são bandidos, nem todos os brancos são racistas e culpados por um passado que deveria envergonhar o mundo.

Já para não falarmos da Nigéria que é o país mais racista do mundo e que regista inúmeras mortes por ano, derivado às rivalidades existentes nas mais de 230 etnias que constituem o país.

É portanto um problema muito complexo.

Por último, quando referi que a cor da pele era um pormenor, referia-me apenas à forma como eu vejo as pessoas.

Para mim, serem negras, carecas, altas, gordas ou desdentadas é apenas um pormenor. 

Eu vejo as pessoas.

Espero que possa ter ficado mais clara a minha posição.

Abraço :)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos, muito obrigado pelo seu comentário que mereceu a minha melhor atenção.</p>
<p>No entanto gostaria de expressar-lhe, de forma mais clara, o meu ponto de vista, já que não o consegui fazer no conteúdo que compõe a crónica.</p>
<p>Em nenhum momento tive como desiderato afirmar que o racismo é uma doença. Não o é, de todo. O que fiz foi uma analogia que pretendia expressar a minha preocupação para o facto de algumas pessoas que afirmam não serem racistas, ainda o sejam sem que disso tenham sintomas. O racismo está cristalizado em muitas pessoas e, pese embora se achem defensoras de direitos iguais para todos, o certo é que em algumas ocasiões acabam por ter sintomas do tal racismo em remissão. Portanto não é mais do que mera analogia.</p>
<p>Estamos de acordo no que concerne à exposição dos factos que enumera sobre o racismo, bem como do crescimento de uma extrema direita que não se coíbe de, publicamente, querer exercer a sua supremacia perante as minorias étnicas.</p>
<p>Basta para o efeito, ouvir o discurso do deputado do Chega &#8211; cujo nome me abstenho de proferir &#8211; relativamente à comunidade cigana, mas também os ataques ferozes que dirigiu a Joacine.</p>
<p>Infelizmente já chegámos ao ponto de ter de exigir a remoção de tatuagens de índole extremista a futuros agentes das forças de segurança.</p>
<p>Em nenhum momento afirmei ou dei a entender que o racismo em Portugal é um exagero. Não o é. Aliás refiro precisamente o contrário na crónica que redigi.</p>
<p>Não só não é um exagero como se expressa de forma muito evidente.</p>
<p>Por vezes nem precisamos perguntar às vítimas. Basta observar. Basta ouvir.</p>
<p>Expressões como &#8220;os pretos&#8221; ou &#8220;que vão para a terra deles&#8221; entre outras barbaridades são uma pequena amostra do que estas pessoas sofrem na pele todos os dias e os direitos e as oportunidades que lhes são negadas, exclusivamente pela cor da pele, são absolutamente abjetas.</p>
<p>Na África do Sul, muitos brancos, que nada tiveram a ver com o Apartheid são mortos e violentados apenas pela cor da sua pele. Muitos vêem-se impedidos de viver no seu país por medo de serem mortos.</p>
<p>Ora um branco nascido em Joanesburgo é tão sul-africano como um negro nascido no Cacém.</p>
<p>Para mim são cidadãos de plenos direitos.</p>
<p>Nem todos os negros são bandidos, nem todos os brancos são racistas e culpados por um passado que deveria envergonhar o mundo.</p>
<p>Já para não falarmos da Nigéria que é o país mais racista do mundo e que regista inúmeras mortes por ano, derivado às rivalidades existentes nas mais de 230 etnias que constituem o país.</p>
<p>É portanto um problema muito complexo.</p>
<p>Por último, quando referi que a cor da pele era um pormenor, referia-me apenas à forma como eu vejo as pessoas.</p>
<p>Para mim, serem negras, carecas, altas, gordas ou desdentadas é apenas um pormenor. </p>
<p>Eu vejo as pessoas.</p>
<p>Espero que possa ter ficado mais clara a minha posição.</p>
<p>Abraço 🙂</p>
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		<title>
		Por: Carlos Narciso		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2020/09/racismo-em-remissao/#comment-220</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 08:01:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O racismo não é uma doença, nem sequer do foro mental, por isso creio que adaptar a este tema o conceito médico de remissão não faz sentido. Quem nos dera que se tratasse de uma doença, haveria a esperança de se encontrar alguma vacina ou terapia para curar ou aliviar o mal. Infelizmente, não se trata disso.
O que os dicionários nos dizem é que o racismo é uma teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outros, baseada num conceito de raça, preconizando, particularmente, a segregação racial ou mesmo o extermínio de uma minoria. Os dicionários dizem que o racismo se caracteriza por atitudes  sistematicamente hostis, discriminatórias e opressivas em relação a uma pessoa ou a um grupo de pessoas com base na sua origem étnica ou racial, em particular quando pertencem a uma minoria ou a uma comunidade marginalizada.

O que se passa em Portugal é rigorosamente isso, particularmente desde que a extrema-direita elegeu um deputado para a Assembleia da República. E quem diz que anda pelas redes sociais não pode ter deixado de reparar nisto, tão evidente e tão monstruosa a coisa se transformou.

Parece-me falacioso um cidadão de pele branca achar que falar de racismo em Portugal é um exagero, porque não sente esse problema e nunca viu um negro sofrer esse tipo de prepotência. Mas, para se saber se a coisa existe ou não, temos de perguntar às vítimas. É tão fácil quanto isso. Perguntem aos negros, nacionais ou estrangeiros, se já alguma vez sofreram esse tipo de agressão. E se quiserem, perguntem a um branco que já tenha vivido em algum país africano se enfrentou esse problema. Ambos dirão que sim, é evidente e claro como água.

O racismo não é uma doença em remissão, caro Raúl Tomé. É um problema social que tem soluções políticas. Ou vemos isso ou daremos espaço para o ódio racial crescer. Em última análise é um caso de polícia.

O fait-divers do apresentador negro da SIC não passa disso mesmo. Mas é bom que aconteça, porque dá visibilidade a um problema que precisa de ser encarado. E a cor da pele dele não é “um pormenor”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O racismo não é uma doença, nem sequer do foro mental, por isso creio que adaptar a este tema o conceito médico de remissão não faz sentido. Quem nos dera que se tratasse de uma doença, haveria a esperança de se encontrar alguma vacina ou terapia para curar ou aliviar o mal. Infelizmente, não se trata disso.<br />
O que os dicionários nos dizem é que o racismo é uma teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outros, baseada num conceito de raça, preconizando, particularmente, a segregação racial ou mesmo o extermínio de uma minoria. Os dicionários dizem que o racismo se caracteriza por atitudes  sistematicamente hostis, discriminatórias e opressivas em relação a uma pessoa ou a um grupo de pessoas com base na sua origem étnica ou racial, em particular quando pertencem a uma minoria ou a uma comunidade marginalizada.</p>
<p>O que se passa em Portugal é rigorosamente isso, particularmente desde que a extrema-direita elegeu um deputado para a Assembleia da República. E quem diz que anda pelas redes sociais não pode ter deixado de reparar nisto, tão evidente e tão monstruosa a coisa se transformou.</p>
<p>Parece-me falacioso um cidadão de pele branca achar que falar de racismo em Portugal é um exagero, porque não sente esse problema e nunca viu um negro sofrer esse tipo de prepotência. Mas, para se saber se a coisa existe ou não, temos de perguntar às vítimas. É tão fácil quanto isso. Perguntem aos negros, nacionais ou estrangeiros, se já alguma vez sofreram esse tipo de agressão. E se quiserem, perguntem a um branco que já tenha vivido em algum país africano se enfrentou esse problema. Ambos dirão que sim, é evidente e claro como água.</p>
<p>O racismo não é uma doença em remissão, caro Raúl Tomé. É um problema social que tem soluções políticas. Ou vemos isso ou daremos espaço para o ódio racial crescer. Em última análise é um caso de polícia.</p>
<p>O fait-divers do apresentador negro da SIC não passa disso mesmo. Mas é bom que aconteça, porque dá visibilidade a um problema que precisa de ser encarado. E a cor da pele dele não é “um pormenor”.</p>
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