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	<title>Arquivo de Vouzela - Duas Linhas</title>
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		<title>A DOÇARIA DAS HISTÓRICAS TERRAS DE LAFÕES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 00:00:29 +0000</pubDate>
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<p>O território de Lafões, que hoje compreende a geografia física de três municípios – Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Vouzela – atravessado pelo curso médio do rio Vouga, que nasce a montante nas terras de lenda da Senhora da Lapa e aqui vai entre margens de encostas verdes por onde escorre água abundante para regar ervagens, milharais, vinhedos de vinho verde – detém pergaminhos de uma História tão densa que releva desde a Pré-História ao tempo presente.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/2nEk69j.jpeg" alt="" class="wp-image-39553" style="width:473px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Dólmen Pintado de Antelas</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Gael0LS.jpeg" alt="" class="wp-image-39554"/><figcaption class="wp-element-caption">Pedra Escrita de Serrazes</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>O Dólmen Pintado de Antelas; a Pedra Escrita de Serrazes; o Castro da Cárcoda (marcadamente da Idade do Ferro, com impressionantes estruturas de habitações, um elevado muralhado e o enigmático desenho das covinhas); &nbsp;o Castro da Senhora da Guia (onde foi encontrado um precioso tesouro da Idade do Bronze); as águas termais de S. Pedro do Sul aproveitadas desde os Romanos e que, mais tarde, teriam curado feridas de batalha, em Ourique, a nosso primeiro Rei, e que, mais tarde ainda, lenitivo nelas encontrou a nossa última Rainha; as Torres Senhoriais de Alcofra, Cambra e Vilharigues, das quais ainda ninguém desvendou os mistérios… abrem-se perante nós como pergaminhos cujas tintas o tempo deliu.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/CuzPQe3.jpeg" alt="" class="wp-image-39557"/><figcaption class="wp-element-caption">Convento de São Cristóvão de Lafões</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/uOHw1a4.jpeg" alt="" class="wp-image-39559" style="width:482px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Solar dos Malafaias</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>A epopeia do Bandeirante João Ramalho; as Casas religiosas que há muito se fecharam; o Mosteiro S. Cristóvão de Lafões e o Convento franciscano de S. José, este no corpo da Vila de S. Pedro do Sul; a Casa da Comenda de Ansemil; as nobres casas senhoriais, como a dos Malafaias ou a Casa das Ameias, constituem um substracto denso sobre o qual repousa e nela se alavanca a História de um tempo mais próximo de nós.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Marco identitário destas terras se tornou tambéma emblemática Vitela de Lafões, tenra como as ervagens das margens do Rio Vouga ou o Cabrito da Gralheira, a Serra onde os rebanhos se demoram.</p>



<p>Mas o que determina esta crónica é o dar relevo a uma preciosa doçaria que ali persiste, onde, com a da invenção popular, se entrelaça aquela que deriva da requintada doçaria conventual, onde os ingredientes são ricos – as gemas de ovos, o miolo da amêndoa, a tenra pasta do feijão branco, o açúcar em generosa quantidade, a água de flor, a canela ou outros temperos e o paciente lavor das religiosas e suas criadas que, laborando na cozinha em demoradas tardes, assim cumpriam também serviço divino.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E aqui se destacam os inigualáveis Pastéis de Vouzela, que tiveram berço no Mosteiro de Santa Clara, no Porto, e aqui chegaram por caminhos onde o real se intercala com a lenda.</p>



<p>Preciosos na sua capa finíssima de velino, que encerra aquele inimaginável creme dourado que nos espanta e delicia, como o segredo que se lhes associa, são como joia levantada do seio destas terras de eleição.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Qez0lVV.png" alt="" class="wp-image-39546" style="width:449px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Pastéis de Vouzela</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/nQAcBtP.png" alt="" class="wp-image-39547"/><figcaption class="wp-element-caption">Caçoilinhos do Vouga</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Talvez outra doçaria tenha tido origem nos conventos, como os Caçoilinhos do Vouga.</p>
</div></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Db6Bd20.png" alt="" class="wp-image-39550"/><figcaption class="wp-element-caption">Caladinhos de Vouzela</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mais tarde, toda ela se tornou doçaria de mercado e aqui se evocam as diligentes doceiras que andarilhavam por feiras e romarias com seus cabazes recobertos com toalhas de linho. E o engenho delas, das fabricadoras dos delicados Bolinhos de Gema, dos Melindres de cuidadoso lavor, dos Caladinhos, das Raivas de Fataúnços, dos Beijinhos, das Passarinhas que foram, e são, enlevo de criança, em dias de feira ou romaria.</p>



<p>E as conventuais Cavacas, que as trupes de rapazes dessacralizavam em feiras e romarias, reinventando-as como essas abonadas cráteras de vinho que os faunos antigos erguiam em orgíacos serões.</p>



<p>E os Biscoitos caseiros, os Fofos de Vouzela, o Pão-de-ló do Pisco e o luxuoso e tenríssimo Pão-de-ló de Sul que lembra a massa das Cavacas de Resende. E o Folar da Ponte, em S. Pedro do Sul, e o Folar de Vouzela, cuja massa se enriquece com torrões de açúcar e se serve nas cerimoniais mesas de Páscoa, quando o Compasso ali entrar ao soar alegre de uma campainha.</p>



<p>Espantosa de variedade e riqueza, esta Doçaria do território de Lafões, que, com esmero, a acolheu ou com amor lhe deu berço.</p>
</div></div>
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