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	<title>Arquivo de violência política - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de violência política - Duas Linhas</title>
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		<title>VIOLÊNCIA POLÍTICA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 23:34:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que aconteceu na Pennsylvania, durante o comício de Trump, foi unanimente considerado por políticos de todo o mundo como “inaceitável” caso de “violência política”. Não deixa de ser curioso verificar que, para os políticos, a “violência política” só é aceitável quando é promovida por eles mesmo. Por exemplo, o que se passa na Faixa [&#8230;]</p>
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<p>O que aconteceu na Pennsylvania, durante o comício de Trump, foi unanimente considerado por políticos de todo o mundo como “inaceitável” caso de “violência política”. Não deixa de ser curioso verificar que, para os políticos, a “violência política” só é aceitável quando é promovida por eles mesmo.</p>



<p>Por exemplo, o que se passa na Faixa de Gaza é a mais indecente violência política, o exercício do genocídio de um povo, um crime contra a humanidade, mas a vítima Trump apoia essas ações do Estado israelita, assim como o seu adversário Biden.</p>



<p>O repúdio e os lamentos dos pares de Trump revelam, acima de tudo, que inaceitável é que o monopólio da violência política seja quebrado. O que aquele infeliz da Pennsylvania fez foi um mau exemplo que não deve ser replicado. Essa é que é a questão.</p>



<p>Presidentes e primeiro-ministros que não hesitam em ordenar bombardeamentos ou em armar exércitos que eles sabem que vão matar civis, ficaram muito chocados com esta forma de violência política experimentada pelo jovem Crooks.</p>



<p>Claro que se falarmos da violência política que permite e fomenta o crescimento das favelas latino-americanas, dos musseques africanos ou dos sem-abrigo europeus, vão chamar-nos de comunistas. Se falarmos da violência política que acicata o ódio racial, que militariza fronteiras, que permite a brutalidade policial, vão nos chamar traidores à Pátria.</p>



<p>O coro de repúdio revela o medo que eles têm. Afinal, também podem morrer de modo violento. Ou ficar sem uma orelha&#8230;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/fPYqk7X.png" alt="" class="wp-image-35172"/><figcaption class="wp-element-caption">cartoon de Hélder Dias</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/07/violencia-politica/">VIOLÊNCIA POLÍTICA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>MATARAM MARIELLE HÁ 6 ANOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 19:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Marielle Franco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marielle Franco foi uma ativista política na defesa dos direitos humanos, feminista e homossexual. Era muito popular e a sua carreira política prometia uma ascensão rápida, que foi travada a tiro na noite de 14 de março de 2018. O autor material do assassinato está encontrado. É um antigo agente da Polícia Militar, Ronnie Lessa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/PGKEMHg.jpeg" alt="" class="wp-image-32811" style="width:331px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Ronnie Lessa, fotografia de 1990</figcaption></figure></div>


<p>Marielle Franco foi uma ativista política na defesa dos direitos humanos, feminista e homossexual. Era muito popular e a sua carreira política prometia uma ascensão rápida, que foi travada a tiro na noite de 14 de março de 2018.</p>



<p>O autor material do assassinato está encontrado. É um antigo agente da Polícia Militar, Ronnie Lessa, membro de um esquadrão da morte, grupo criado para matar sumariamente alegados criminosos. Outro antigo polícia, Élcio Queiroz, foi associado à execução do crime.</p>



<p>Lula assumiu a Presidência e colocou o caso como &#8220;questão de honra&#8221; – assim anunciou o Ministro da Justiça. Em fevereiro de 2023, por determinação do Governo, a Polícia Federal organizou um grupo de trabalho, em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro, para encontrar respostas para o crime político de maior repercussão nacional e internacional, desde a morte de Chico Mendes em 1988.</p>



<p>O ex-polícia Élcio Queiroz incriminou Ronnie como o autor dos disparos fatais. Élcio foi quem conduziu o carro na perseguição ao veículo onde seguia Marielle Franco. Élcio denunciou ainda um terceiro elemento, Simões Corrêa, que foi quem vigiou os passos e as rotinas de Marielle durante a preparação do atentado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/iQA3BID.jpeg" alt="" class="wp-image-32815" style="width:344px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Domingos Brazão</figcaption></figure></div>


<p>Na cadeia, depois de muita resistência, o assassino Ronnie Lessa acaba por dar um nome à polícia, como tendo sido o mandante do crime: Domingos Inácio Brazão, deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.</p>



<p>As investigações às atividades de Brazão indiciam ligações a vários grupos de marginais, nomeadamente a Milícia Rio das Pedras e o Escritório do Crime. Mas Brazão nega tudo e falta provar que está a mentir.</p>



<p>Seis anos depois, quem encomendou a morte de Marielle Franco continua a monte. As denúncias que incriminam Brazão ainda não foram validadas pelo Supremo Tribunal de Justiça brasileiro.</p>
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		<title>ATENTADO MORTAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 10:52:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[atentado mata Shinzo Abe]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
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		<category><![CDATA[violência política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antigo primeiro-ministro do Japão morto com dois tiros.</p>
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<p>Antigo primeiro-ministro do Japão morto com dois tiros.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="JAPÃO: atentado mata político" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/m62z5Ww7Noo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>vídeo</figcaption></figure>
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		<title>Max e Maria de Lurdes morreram há 45 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Apr 2021 00:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[extrema-direita em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Maria de Lurdes Correia]]></category>
		<category><![CDATA[padre MAX]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi em 2 de abril de 1976. Há 45 anos, precisamente. A bomba explodiu e matou as duas pessoas que iam naquele automóvel: o padre Max e a jovem Maria de Lurdes Correia. Foi crime provado no tribunal de Vila Real. A sentença ditou que se tratou de um atentado organizado pelo MDLP (Movimento Democrático [&#8230;]</p>
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<p>Foi em 2 de abril de 1976. Há 45 anos, precisamente. A bomba explodiu e matou as duas pessoas que iam naquele automóvel: o padre Max e a jovem Maria de Lurdes Correia.</p>



<p>Foi crime provado no tribunal de Vila Real. A sentença ditou que se tratou de um atentado organizado pelo MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal), organização terrorista de extrema-direita criada por Spínola e Alpoim Galvão.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/x9YnW5U.jpg" alt="" class="wp-image-8839"/><figcaption>o carro do padre Max</figcaption></figure>



<p>No mesmo dia, na Assembleia da República, era aprovada a Constituição da República portuguesa. Os dois factos podem estar ligados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i.imgur.com/giCXq9Q.jpg" alt="" class="wp-image-8841" width="290" height="429"/></figure></div>



<p>A morte do padre Max e de Maria de Lurdes, que se dedicavam a um programa de alfabetização de populações das aldeias transmontanas, foi uma demonstração de força e crueldade da extrema-direita terrorista, um aviso, uma tentativa de amedrontar os democratas. Em parte, funcionou. Nenhum culpado foi identificado, ninguém foi condenado. Já nessa época era fácil a extrema-direita ter elementos infiltrados na polícia e até no Ministério Público. Anos depois, uma <a href="https://www.wook.pt/livro/quando-portugal-ardeu-miguel-carvalho/19173379">investigação jornalística</a> encontrou o bombista confesso a viver na África do Sul, sem remorso e sem nunca ter sido incomodado. </p>



<p>O padre Max era candidato pela UDP nas eleições legislativas que se realizaram nesse mesmo mês de abril. E era um candidato que apoiava a nova Constituição. Ao contrário, o cónego Melo era um notório ativista da extrema-direita que não se cansava de difamar o padre Max. Para a Igreja ultramontana, o padre Max era um pecador. Porque ensinava analfabetos a ler, porque ensinava Direitos Humanos a quem sempre tinha sido explorado e abusado. E por isso morreu.</p>
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		<title>Já chega de Chega (3)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 00:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[André Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A culpa do vírus e dos males que afligem a sociedade, meu caro André Ventura, não é dos ciganos, nem dos angolanos, nem dos brasileiros, nem sequer dos ucranianos, dos russos, ou dos chineses. A culpa do vírus, e de tudo o resto que anda mal no Reino da Dinamarca, é de todos nós, que [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/01/ja-chega-de-chega-3/">Já chega de Chega (3)</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A culpa do vírus e dos males que afligem a sociedade, meu caro André Ventura, não é dos ciganos, nem dos angolanos, nem dos brasileiros, nem sequer dos ucranianos, dos russos, ou dos chineses. A culpa do vírus, e de tudo o resto que anda mal no Reino da Dinamarca, é de todos nós, que andamos a brincar com esta m#rda, como se a natureza fosse um saco de pancada que tem de aguentar os caprichos de uma espécie que decidiu tirar mais do que deve de um planeta minúsculo, que já se percorre de um lado ao outro em menos de um dia. A culpa do vírus é dos engravatados em quem votamos – incluindo o meu caro – que se têm preocupado mais com reeleições – e encher os bolsos – do que em resolver problemas efectivos.</p>



<p>Deixemos de apontar o dedo a quem não tem culpa e a assumir que todos contribuímos para isto. Deixemos de dar ouvidos a quem se tenta aproveitar da situação para ganhar palco. Já chega de Chega.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>6 de janeiro de 2021</strong></h4>



<p>Este artigo terminaria na linha anterior, se não fossem os acontecimentos que ocorreram no Capitólio da capital norte-americana no dia 6, durante o qual uma multidão – incitada por um dos muitos Andrés Venturas ululantes que pululam por esse mundo – invadiu um espaço, considerado inexpugnável, pela força das armas, gritos, murros e pontapés, vandalizando depois esse mesmo espaço, em nome duma eleição fraudulenta que só ocorreu nas suas mentes. Pelo caminho deixaram cinco mortos, dezenas de feridos (a maioria dos quais agentes da lei) e meia-dúzia de detenções, num contraste grotesco com os protestos <em>Black Lives Matter, </em>no mesmo local, uns meses antes.</p>



<p>Seguiram-se os intermináveis comentários nos media e redes sociais (incluindo este que lêem agora), mas há um tipo de comentário que me merece particular atenção, para não dizer “vómito”, que é a frase “Em Democracia, todos têm direito à sua opinião, incluindo o André Ventura.” Pois bem, esse raciocínio está <strong><u>errado</u></strong>, pelo facto de ignorar a carga de ódio e violência que o discurso de André Ventura – e similares – encerra.</p>



<p>Diz-se que “a liberdade de um acaba onde a de outro começa” e esse princípio é violado vezes sem conta quando um palerma se empoleira numa caixa de sabão e apregoa que um segmento da população devia ser mandado para casa e é culpado de todos os males do mundo, incitando os seus seguidores acéfalos a mandarem essas minorias de volta para a sua terra. Este discurso não pode ser admitido como “igual aos outros” e, portanto, beneficiando do direito de antena que os outros merecem. Este discurso merece <strong><u>prisão</u></strong>, não merece tolerância, porque viola os mais básicos direitos da Humanidade, e é <em>isso</em> que os defensores da “democracia” não entendem.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Liberdade de expressão, sim; <u>desde que</u> essa não incite à violência (física, psicológica, financeira, ou de qualquer outro género), como até um bonobo com Alzheimer entende…</strong></h4>



<p>Conta-se que, se colocarmos uma rã numa panela de água a ferver, ela salta para fora. Mas, se a colocarmos numa panela de água fria e ligarmos o lume, ela ficará lá dentro até morrer, porque se foi habituando lentamente ao aumento da temperatura. Não faço ideia se este cenário trágico é real e não tenciono ensaiá-lo. Mas o que os acontecimentos no Capitólio nos mostraram é que estamos todos dentro de uma grande panela e a pele de alguns já se começa a descolar dos ossos, tal é a temperatura a que o caldo já chegou em algumas partes do mundo, nomeadamente do outro lado do Atlântico. Vimos isso em Washington no dia 6, mas também vemos isso diariamente nos debates presidenciais televisivos, durante os quais o Ventura se esforça por angariar votos apelando ao pior que há nos seres humanos, dando lume a sentimentos que enviaram, por exemplo, milhões de judeus para salas de gás há quase um século. Mas o pior de tudo é a inacreditável desculpabilização desse discurso em nome da “liberdade de expressão” e “democracia”. Não, não, não e mil vezes não.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Incitar a população a exercer violência contra grupos dessa mesma população não é “liberdade de expressão”, é <u>crime</u>.</strong></h4>



<p>Esse discurso não pode ser permitido e até o Mark Zuckerberg finalmente abriu a pestana e cortou o pio ao Donaldo até ao dia em que abandonar a Casa Branca. Permitir a perpetuação do ódio, em nome da “liberdade de expressão” é ser cúmplice das atrocidades que se cometeram na Alemanha nazi, na Arménia, no Sudão, no Ruanda, no Zimbabwe, na Coreia do Norte, e ficávamos aqui o resto do dia a elencar palcos de violência inenarrável, que começou sempre com discursos que tinham de ser ouvidos em nome da “liberdade de expressão”. Não, não, não e um milhão de vezes não.</p>



<p>Se não quisermos ver os venturitas a assaltarem São Bento com barretes de campinos na cabeça e as caras pintadas de verde e vermelho (e o nariz de amarelo), enquanto tiram selfies com os pés em cima da secretária do António Costa, quiçá de lábios bem encarnados, é melhor que comecemos a cortar o pio dos venturas desta vida.</p>



<p>Já chega de Chega.</p>



<p>Este artigo tem três partes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://duaslinhas.pt/2021/01/ja-chega-de-chega-1/?swcfpc=1">Já chega de Chega (1)</a> &#8211; <a href="https://duaslinhas.pt/2021/01/ja-chega-de-chega-2/?swcfpc=1">Já chega de Chega (2)</a> </li></ul>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/01/ja-chega-de-chega-3/">Já chega de Chega (3)</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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