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	<title>Arquivo de viajar - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de viajar - Duas Linhas</title>
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		<title>VIAGENS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmo Miranda Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Feb 2026 10:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[LER LIVROS]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[ler livros]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livro Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Olga Tokarczuk]]></category>
		<category><![CDATA[viajar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Quando viajo desapareço do mapa"</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tento ler Olga Tokarczuk neste dia cinzento de Lisboa, deixando de lado todas os testes por corrigir porque só um leitor sabe o papel de um bom livro na sua saúde emocional.</p>



<p>Escolho &#8220;Viagens&#8221; , o título desta autora premiada com o Nobel em 2019, por razões que quem me conhece saberá óbvias. Mas o livro não me surpreendeu sobremaneira.</p>



<p>Tirando algumas ideias dispersas que me deixaram a pensar, tudo o resto são fragmentos de experiências de quem viaja, que nem sempre atingem o leitor: O mundo na cabeça;a cabeça no mundo; sete anos de viagem; aeroportos; viagem em busca das próprias raízes; cosméticos de viagem; psicologia da viagem; o tempo certo e o lugar certo entre tantos outros..</p>



<p>Tal como a autora, também eu me dei conta várias vezes de que, apesar de todos os perigos inerentes a quem viaja sem rede, tudo o que está em movimento é sempre melhor do que aquilo que está parado, em repouso. Embora discutível, vejo mudança sempre mais nobre do que a imobilidade, a ventura mais enriquecedora do que a estabilidade pois embora todos venhamos a sofrer do mesmo fenómeno de decomposição final, aquilo que teve movimento consegue durar eternamente.</p>



<p>Também eu, como Olga Tokarczuk, não herdei o gene que faz com que as pessoas criem raízes quando permanecem sempre no mesmo lugar. As minhas raízes, se surgirem, apodrecem. Já tentei várias vezes mas as minhas raízes são sempre superficiais e &#8220;qualquer brisa é capaz de me arrancar à terra&#8221;. Tal como as plantas, também eu não sou capaz de germinar. A minha energia vital provêm do movimento, mais especificamente da oscilação dos comboios e dos barcos, da trepidação dos carros e da descolagem dos aviões.</p>



<p>Temos em comum, eu e autora, essa inevitabilidade que é pormo-nos a caminho pelo mundo fora. &#8220;Quando viajo desapareço do mapa. Ninguém sabe onde estou. Se estou ainda no ponto de partida ou se já estou no ponto de chegada.&#8221;</p>



<p>Como diz Torga, em qualquer viagem, o que importa é partir, não é chegar.</p>
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		<title>TEMPLOS DE GOTEMBURGO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 10:49:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
		<category><![CDATA[templos de Gotemburgo]]></category>
		<category><![CDATA[viajar]]></category>
		<category><![CDATA[viajar pela Escandinávia]]></category>
		<category><![CDATA[viajar pela Suécia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os templos de Gotemburgo são muitos e variados</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/templos-de-gotemburgo/">TEMPLOS DE GOTEMBURGO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os templos de Gotemburgo são muitos e variados. Não tivemos tempo de visitar todos, mas ficámos com uma ideia do panorama.</p>



<p>Neste vídeo, podem ver locais com nomes estranhos, como, por exemplo, Saluhallen, Domkyrka ou Feskekorka.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>
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		<title>VIAJAR ATÉ GUILDFORD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 20:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Guildford]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Vais para Lisboa?Não. Eu não ia para Lisboa, mas para uma vila dos arredores. Para os meus companheiros de Coimbra, era tudo a grande Lisboa. Tive agora a mesma sensação quando me perguntaram:— Vais para Londres? E eu respondi que sim, porque iria aterrar no aeroporto de Gatwick. Porém, não fui alojar-me em Londres. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>&#8211; Vais para Lisboa?<br>Não. Eu não ia para Lisboa, mas para uma vila dos arredores. Para os meus companheiros de Coimbra, era tudo a grande Lisboa.</p>



<p>Tive agora a mesma sensação quando me perguntaram:<br>— Vais para Londres?</p>



<p>E eu respondi que sim, porque iria aterrar no aeroporto de Gatwick. Porém, não fui alojar-me em Londres. O meu destino era&nbsp;Guildford, uma cidade dos arredores londrinos, digamos assim, de que eu jamais ouvira falar, situada bem a ocidente da capital inglesa.</p>
</div></div>



<p>Depois do almoço no&nbsp;<em>Positano</em>, ementa italiana a preceito, regada por um tinto Montepulciano d&#8217;Abruzzo, senti-me numa verdadeira cidade inglesa. Nada do cosmopolitismo londrino, raças e trajes exóticos não se viam. Tudo era do mais puro estilo inglês: nas vestes e no falar.&nbsp;O casario, os monumentos&nbsp; tudo respirava tradição. Por um túnel sob os prédios, desci à margem do rio Wey, afluente do Tamisa. Uma barca descia as águas turvas, nada inspiradoras de um mergulho. A escultura de um homem de outro tempo, que lançava amarras, invocava épocas em que dali partia a mercancia até à grande capital.</p>



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</div>



<p>Na rua principal, a High Street, muito movimentada, um&nbsp;<em>pregoeiro</em>&nbsp;procurava vender jornais para a associação que cuidava dos sem-abrigo. Outro pedia uma esmola para soldados desprovidos de meios financeiros, que sofriam de PTSD — Perturbação de Stress Pós-Traumático.</p>



<p>Tudo estava bem conservado. Aquela antiga casa, com o grande letreiro num edifício histórico, já não permite, a partir do nível da rua, ler por completo a inscrição que ostenta. Mas não será muito diferente de outras onde se consegue ler:&nbsp;“VITA IN MOTV EST&#8221;&nbsp;— a vida está em movimento</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
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</div>



<p>À entrada doutro&nbsp;edifício&nbsp;nobre a placa informava que estávamos diante&nbsp;do Abbot&#8217;s hospital. Georges Abbot, natural de Guildford, fora arcebispo&nbsp;de Cantuária&nbsp;e fundara&nbsp;esta estalagem em 1619. Há cerca de 400 anos foi transformada&nbsp;em alojamento para maiores de 60 anos com poucos&nbsp;recursos.</p>



<p>A igreja anglicana da Santíssima Trindade tem mais de mil anos, pois começou no século XI. Possui no seu interior uma capela medieval, construída em tijolos vermelhos, no chamado estilo&nbsp;<em>Early Georgian</em>, que tem telhado curiosamente desprovido de suportes internos. Reza a promoção turística que é conhecida pelos seus&nbsp; &#8216;deslumbrantes vitrais e pela atmosfera tranquila, que proporciona aos visitantes uma fuga serena da agitada vida quotidiana&#8217; Estava fechada quando por ela passei, mas acredito&nbsp;piedosamente que assim seja. Sucessivas foram os restauros até à actualidade. Atrás, semi-abandonado, ficava o cemitério; se tinham&nbsp;letras, as placas verticais&nbsp;já as perderam; poderiam começar por&nbsp;“Consagrado à memória de…”.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="804" height="1014" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/campa.png" alt="" class="wp-image-46177" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/campa.png 804w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/campa-238x300.png 238w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/campa-768x969.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/campa-696x878.png 696w" sizes="auto, (max-width: 804px) 100vw, 804px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Algo que também pode causar estranheza é a forma como são aproveitados para&nbsp;passagem de uma rua para as outras os muito estreitos&nbsp;espaços entre prédios. Ninguém diria. As pessoas usam essas&nbsp;vielas com a maior descontração.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="720" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rua-1024x720.png" alt="" class="wp-image-46179" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rua-1024x720.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rua-300x211.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rua-768x540.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rua-696x490.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rua-1068x751.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rua.png 1234w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Não estranhei, porém, quando, a meio de uma compra numa das lojas, a funcionária, ao verificar que as freguesas eram portuguesas, passou a atendê-las em português. Ela também era portuguesa!&#8230; Foi, pois, o grande final de uma jornada singular.</p>



<p></p>
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		<title>OUTONO…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vasco Gil Mantas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 12:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[outono]]></category>
		<category><![CDATA[viajar]]></category>
		<category><![CDATA[viajar no tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chove, as folhas caídas jazem espapaçadas no chão...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/10/outono/">OUTONO…</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No presente, o Outono é bem a estação evocada por Verlaine – <em>Les sanglots longs / Des violons dʼAutomne / Blessent mon coeur / Dʼune langueur / Monotone</em> – poesia que ficou tão famosa por razões bélicas, nada românticas, num tempo em que as guerras românticas – se alguma vez as houve para os combatentes – já tinham passado de moda. Caem as folhas, espalhando-se generosamente pelo chão, lembrando-me alguém que gostava de passar sobre elas, ouvindo-as estalar, secas, ecoando do fundo dos tempos a sabedoria homérica que compara as folhas caídas com as gerações humanas, tão espantosamente aptas a desperdiçar a vida. A mesma melancolia vaga me incomoda agora, quando contemplo ruínas ou velhas inscrições, diferente da dionisíaca reacção de Camus nas ruínas de <em>Tipasa</em>, empolgado pelo calor e pela luz, tão à margem do simbolismo que estas e outras tiveram na trágica saga da Argélia francesa.</p>



<p>Tomemos uma inscrição romana, aliás bem conhecida: MARTI / AVG. SACR / C. SEVIVS / LVPVS / ARCHITECTVS / AEMINIENSIS / LVSITANVS EX. V. Inscrição gravada na rocha junto ao farol romano da Corunha, a celebrada Torre de Hércules, dá-nos a conhecer o nome do construtor, que usou de uma artimanha, um texto consagrado a Marte Augusto, ou seja, ao imperador, contornando a impossibilidade de indicar a sua qualidade de responsável técnico pela obra. Mas apesar da espécie de <em>business card</em> que encontramos nas linhas três a sete, restam-nos muitas dúvidas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="616" height="960" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/gravura-arquiteto.png" alt="" class="wp-image-45091" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/gravura-arquiteto.png 616w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/gravura-arquiteto-193x300.png 193w" sizes="auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px" /><figcaption class="wp-element-caption">Inscrição gravada junto ao farol romano da Corunha</figcaption></figure></div>


<p>Quem foi, realmente? Um militar? Onde aprendeu a arte? Que mais construiu? Como viveu? Foi feliz? Já existia um farol anterior? Provavelmente algumas destas perguntas não terão resposta satisfatória, ainda que se possa perorar sobre aspectos que quase sempre deixam o indivíduo – <em>persona</em> – à margem.</p>



<p>O tempo agora é rápido a deixar muita coisa para trás, sobretudo quando contabilizamos – que palavra desagradável – os muitos que nos antecederam, familiares, amigos, simples conhecidos. A chegada do Outono, confirmada pela reunião das andorinhas preparando a grande aventura da migração para Sul, como há pouco as vimos em São Martinho do Porto, desmontada a praia e partidos os banhistas também eles migrando sabe-se lá para que rotinas conformadas. Receio não as poder acompanhar às cidades do Sol que um dia visitei e a outras que se furtaram à minha presença, como a desgraçada <em>Palmira</em>, ultrajada <em>noiva do deserto</em>, violada e logo esquecida quando surgiram outras guerras, mais dignas de comentários e mais rentáveis. E agora?</p>



<p>Mas também me faltam outras, nórdicas, sobretudo uma, escondida ao fundo do Báltico, onde Kant sonhou a <em>Paz Universal</em>, cidade que deu origem ao Teorema de Euler e da qual, na verdade, pouco ficou do que foi, um dia. Talvez eu esteja a sentir o mesmo que Axel Munthe, quando trocou a claridade ofuscante de <em>San Michel</em>, toda italiana, pela luz velada da <em>Torre Materita</em>, ainda que em Capri. Mas ele era escandinavo e assim, de alguma forma, se reconciliava com as origens. Li várias vezes <em>O Livro de San Michel – </em>um dos livros preferidos de minha Mãe – e talvez a abundância de antigualhas romanas que nele encontramos tenha contribuído para o meu gosto precoce pela arqueologia, gosto que só tardiamente se concretizou e que exigiu muito esforço e alguns sacrifícios partilhados, embora o mar me tenha ficado sempre como perda velada do que nunca tive.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="389" height="516" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/torre-de-hercules.png" alt="" class="wp-image-45092" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/torre-de-hercules.png 389w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/torre-de-hercules-226x300.png 226w" sizes="auto, (max-width: 389px) 100vw, 389px" /><figcaption class="wp-element-caption">A esfinge egípcia de San Michele, olhando o Golfo de Nápoles</figcaption></figure></div>


<p>Mas este cansaço nem sempre esteve presente. Recordo o que publiquei na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/06/pedras-e-sonhos-antigos/">segunda destas reflexões no <em>Duas Linhas</em></a></strong>, estimulado pela vontade de ascender à tal elite de que falei no escrito e a que cria ter direito, texto redigido muito antes, pois permaneceu na gaveta durante sessenta anos. Mas agora a minha geração vai desaparecendo, o que me sugere prudência e continência nos desejos, sem que, fechando os olhos, não continue a ver flutuar a bandeira a tope do mastro de uma certa fortaleza. Tantos sonhos e quantas desilusões! E algumas pedras antigas, que me deram pequenos contentamentos, como a do templo de Marte, em Idanha-a-Velha. Um dia falarei dele.</p>



<p>Eis o Outono, com uma quase certeza do que vem depois, o Inverno, com os seus diversos logros, mais penosos nas nossas cidades babélicas e desagradáveis, onde não se fazem vindimas nem se colhem azeitonas, lembrando de passagem a presença mediterrânica nesta terra atlântica e uma vida que gostaria de ver, neste mundo de disparatadas ficções político-económicas, nobilitada e reconhecida. Eis o Outono, com a chuva, o frio e a escuridão à seis da tarde. Afinal, tudo tão necessário para que Perséfone faça germinar, na escuridão, as sementes do futuro. Que ele seja profundamente português e humanista.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="421" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/Reencontro-de-Persefone-com-a-mae-Demeter.png" alt="" class="wp-image-45096" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/Reencontro-de-Persefone-com-a-mae-Demeter.png 630w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/Reencontro-de-Persefone-com-a-mae-Demeter-300x200.png 300w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reencontro de Perséfone com a mãe, Deméter (desenho de Walter Crane)</figcaption></figure></div>


<p>Hoje, para que não restem dúvidas quanto à estação em que mergulhamos, chove, o que obriga a recorrer a esse objecto incómodo que é o guarda-chuva, bom para a estética da <em>City </em>londrina, aqui mais difícil de enrolar. Enfim, ontem ainda estava bom tempo e aproveitei para me deslocar aos cenários da Batalha do Bussaco, travada em 27 de Setembro de 1810, ouvindo o ronronar hipnótico, não dos velhos moinhos que por lá subsistem, mas sim o dos rotores das torres eólicas. Tudo calmo e pacífico, onde decorreu a complicada batalha, vitória táctica anglo-lusa que não foi suficiente para impedir o saque de Coimbra e outras tropelias até que o voo da águia terminou a sul, nas Linhas de Torres. Mais um sonho de poder que por ali ficou, antes de congelar lá para os lados de Moscovo. Hoje, o turismo aproveita estes cenários de memória e nem sempre é fácil escutar os ecos do som e da fúria que por ali atroaram.   </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="908" height="602" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/Fig.-5.gif" alt="" class="wp-image-45099"/><figcaption class="wp-element-caption">Carga francesa de Reynier no Bussaco (pintura de Thomas St Clair)</figcaption></figure></div>


<p>O Outono também convida à leitura, naturalmente, e facilita a escrita. Recordo-me da pergunta que uma colega me fez, há anos, quando me viu adquirir um livro numa papelaria – <em>Tem tempo para ler</em>? Na época não tinha muito, é verdade, e fui acumulando livros que só agora desvendo na íntegra. Volto a outros, regularmente, talvez não só pelo prazer da leitura e da novidade que ainda se consegue encontrar aqui e ali, mas porque assim revivo outros tempos e os seus sonhos, estivais ou tropicais, com ou sem pedras antigas. E os colegas em exercício têm tempo para ler?</p>



<p>Chove, as folhas caídas jazem espapaçadas no chão, a luz côa-se pelas portas do café-livraria onde estou, luz preguiçosa, quase como uma lembrança de outros dias. Passam pessoas apressadas, encolhidas, com os guarda-chuvas enfunados. Divago e pouco a pouco vejo-os transformados em velas de navios, vogo num mar de sonho, rumo à Ilha de São Brandão, onde encontrarei aquela que perdi.</p>



<p></p>
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		<title>Goa, música folclórica indiana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2024 14:27:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para se conhecer um povo, não basta ler sobre o assunto, não basta ver vídeos, é preciso ir até lá e querer ver para além dos estereótipos turísticos. A música folclórica tradicional é um dos elementos identitários que ajuda a perceber quem são as pessoas, enquanto grupo social.</p>
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<p>Para se conhecer um povo, não basta ler sobre o assunto, não basta ver vídeos, é preciso ir até lá e querer ver para além dos estereótipos turísticos.</p>



<p>A música folclórica tradicional é um dos elementos identitários que ajuda a perceber quem são as pessoas, enquanto grupo social.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p></p>
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		<title>Viajar pela Índia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Dec 2024 18:39:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De Margão até Hampi, no Estado de Karnataka. Hampi foi uma cidade grandiosa no séc.XVI, visitada pelo português Domingo Paes, em 1520, que não escondeu o assombro na crónica que enviou ao rei de Portugal, onde dizia que &#8220;aqui encontramos gente de toda a parte, porque é um local de comércio intenso onde há muitas [&#8230;]</p>
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<p>De Margão até Hampi, no Estado de Karnataka. Hampi foi uma cidade grandiosa no séc.XVI, visitada pelo português Domingo Paes, em 1520, que não escondeu o assombro na crónica que enviou ao rei de Portugal, onde dizia que &#8220;aqui encontramos gente de toda a parte, porque é um local de comércio intenso onde há muitas pedras preciosas&#8221;.</p>



<p>Hoje, Hampi continua a ser destino para gente de toda a parte, mas as &#8220;pedras preciosas&#8221; transformaram-se em serviços turísticos. Hampi é um íman para o turismo interno religioso, a cidade tem um fabuloso centro histórico classificado pela UNESCO como património mundial, mas que não se limita a ser museu ao ar livre. Os milenares templos hindus continuam a ser locais de oração e contemplação.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>



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		<title>PORTUGUESES DE GOA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 19:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[pintura de Ângela Trindade]]></category>
		<category><![CDATA[pintura de António Xavier Trindade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entramos na Fundação Oriente em Goa, para descobrirmos a obra dos pintores goêses António Xavier Trindade e da sua filha Ângela Trindade. O pai nasceu aqui em 1870 e morreu aos 65 anos de idade em Mumbai. A filha nasceu em Mumbai em 1909 e faleceu com 81 anos no Brasil. Na Índia consideram-nos indianos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Entramos na Fundação Oriente em Goa, para descobrirmos a obra dos pintores goêses António Xavier Trindade e da sua filha Ângela Trindade.</p>



<p>O pai nasceu aqui em 1870 e morreu aos 65 anos de idade em Mumbai. A filha nasceu em Mumbai em 1909 e faleceu com 81 anos no Brasil.</p>



<p>Na Índia consideram-nos indianos, em Portugal a maioria não sabe quem eles foram.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="PORTUGUESES DE GOA" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/4spSU34s_ts?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/12/portugueses-de-goa/">PORTUGUESES DE GOA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O PODER DA VERDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 23:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com um belo carro do Batman num enorme sacão amarelo de papel, despachei uma deliciosa fatia de pizza pepperonni, que eram três da tarde e o magnífico pequeno-almoço em Gdynia já tinha 8 horas em cima. Começámos então a caminhar para a porta A31, quando um SMS da TAP me fez gelar o sangue: &#8220;Voo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Com um belo carro do Batman num enorme sacão amarelo de papel, despachei uma deliciosa fatia de pizza pepperonni, que eram três da tarde e o magnífico pequeno-almoço em Gdynia já tinha 8 horas em cima.</p>



<p>Começámos então a caminhar para a porta A31, quando um SMS da TAP me fez gelar o sangue: &#8220;Voo cheio e todos os trolleys terão de ir no porão&#8221;.</p>



<p>&#8220;Filha da truta!!!!&#8221; pensei com os meus botões, sabendo perfeitamente que me esperavam 40 minutos de seca em Lisboa primeiro que pegasse na mala. Adicionemos a longa espera por um Uber, que não gostam muito de clientes que vão para o Areeiro, e vi o nosso jantar de aniversário do Nikola a esfumar-se no ar.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Entretanto comecei a estudar como dar a volta à questão, reparando nas duas filas que tínhamos à nossa frente:</p>



<p>À esquerda estava a fila Premium, com menos pessoas e um ariano corpulento, daqueles carecas e com óculinhos que parecem dizer &#8220;Ich bin lixado, mano!&#8230;&#8221;</p>



<p>À direita, um rapazinho novo, também de óculinhos e ar frágil, para além de ascendência indiana, o que me levou a ponderar qual dos dois seria mais sensível à minha demanda.</p>



<p>Entretanto o meu companheiro de viagem, Diogo, disse-me que poderia carregar o saco amarelíssimo da Lego, para não parecer que eu tinha muita coisa, já que a mochila (com o portátil) às costas e o trolley na mão faziam de mim um alvo fácil para os nazis das malas de porão.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Enquanto a fila avançava fui observando atentamente as reacções de cada um às muitas e fervorosas reclamações dos passageiros furiosos por terem de entregar a sua bagagem de mão às entranhas do porão da aeronave &#8216;Padre Américo&#8217; (sim, eu reparo nestas coisas).</p>



<p>A escassos segundos da decisão, vi que o senhor corpulento da fila Premium ia ficar sem passageiros e decidi na hora &#8220;Diogo, dá-me aí o saco&#8221;, colocando o sacão amarelíssimo em cima do trolley, para lhe dar destaque. Tirei da carteira o meu cartão do cidadão e também o do Nikola, que anda sempre comigo.</p>



<p>Dirigi-me ao senhor e pedi-lhe, em tom humilde, &#8220;Boa tarde, tenho de lhe pedir um grande favor: o meu filho faz hoje 5 anos e, se eu tiver de apanhar esta mala em Lisboa, vou perder o jantar de aniversário dele.&#8221;</p>



<p>Ele olhou para o sacão e, sem hesitar, respondeu &#8220;No problem.&#8221;</p>



<p>Depois meti o telemóvel na maquineta que leu o QR code, enquanto ele olhava para os cartões de embarque. &#8220;Mas ele também vai viajar?&#8221; perguntou, com o cartão do Nikola na mão. &#8220;Não, não&#8230;&#8221; disse eu &#8220;&#8230;era só para ver que eu não estava a mentir&#8221; &#8220;Não é preciso, que eu acredito em si&#8221; respondeu ele.</p>



<p>Agradeci-lhe e, minutos depois, estava sentado no lugar 22B a escrever esta história no telemóvel.</p>



<p>Com o trolley estacionado por cima da cabeça.</p>
</div></div>



<p>Termino referindo que esta estratégia de procurar soluções envolvendo a completa e total verdade dos factos tem-me servido bem seguramente em 90% das vezes que a adopto. São raras as ocasiões em que tenho de recorrer a ardis rebuscados para solucionar uma bronca. E posso até avançar que, quando o faço, é porque estava a lidar com um(a) palerma desconhecedor do conceito &#8216;razoabilidade&#8217; e, como tal, mereceu o facto de ser o alvo de uma verdade alternativa.</p>



<p><sup>(texto adaptado da crónica originalmente publicada no <strong><a href="https://www.linkedin.com/pulse/o-poder-da-verdade-jo%C3%A3o-correia-acqff/">LinkedIn de João Correia</a></strong>)</sup></p>
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		<title>O MAIS BELO PAÍS DO MUNDO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 23:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se nos perguntassem qual é o mais belo país do mundo, a maioria dos portugueses diria que é Portugal. Provavelmente, se fosse assim, seria uma resposta condicionada pelo sentimento, ditada pelo coração, com pouca razão. O jornal inglês The Telegraph resolveu colocar todos os países do mundo em concurso, a partir de premissas comprovadas. Consideraram [&#8230;]</p>
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<p>Se nos perguntassem qual é o mais belo país do mundo, a maioria dos portugueses diria que é Portugal. Provavelmente, se fosse assim, seria uma resposta condicionada pelo sentimento, ditada pelo coração, com pouca razão.</p>



<p>O jornal inglês The Telegraph resolveu colocar todos os países do mundo em concurso, a partir de premissas comprovadas. Consideraram 36 critérios, divididos em subcategorias como, por exemplo, paisagem, capacidade turística, cultura, proteção ambiental ou biodiversidade. Quem acham que venceu?</p>



<p>Diz o jornal que foi um concurso muito disputado. Mas, no final, houve um vencedor destacado. Num máximo possível de 2.000 pontos, o vencedor obteve 1.337 pontos (66 por cento), 155 pontos à frente do segundo lugar e a uma distância de 968 pontos do último classificado.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1552" height="713" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/australia.jpg" alt="" class="wp-image-20985"/><figcaption>Austrália, paisagem submersa</figcaption></figure>



<p>Bom, o vencedor é, de facto, um país lindíssimo, de uma riqueza natural multifacetada, que vai da tundra ártica aos pântanos tropicais, das montanhas mais altas à orla marítima com ondas perfeitas para surfar. Já perceberam que não foi Portugal a vencer o concurso do país mais belo. Mas qual terá sido, então?</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1280" height="800" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/eua-2.jpg" alt="" class="wp-image-20986"/><figcaption>EUA, Nova Iorque, paisagem urbana</figcaption></figure>



<p>O vício deste concurso é beneficiar países grandes. Só países grandes como a Rússia, a China, a Indonésia, o Brasil, os EUA ou o Canadá têm a diversidade exigida e a capacidade de disfarçar agressões ambientais. Um país grande pode ter 50 cidades poluídas e 100 praias paradisíacas e montanhas belas, desertos intocados, reservas naturais imensas e muitas pequenas aldeias e lugares típicos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1311" height="681" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/canada.jpg" alt="" class="wp-image-20987"/><figcaption>Canadá, natureza em estado puro</figcaption></figure>



<p>Abreviando, em terceiro lugar ficou o Canadá. Um país enorme e com pouca população. Em segundo lugar ficou a Austrália, um país continente, também com pouquíssima população. Em primeiro lugar, os EUA, outro país de enorme superfície.</p>



<p>O jornal The Telegraph justifica a vitória <em>yankee</em> por o país ser o “mais glorioso de todos os puzzles geográficos. Montanhas, ilhas, lagos, desertos, glaciares, pradarias e desfiladeiros. Tudo diferente, tudo no seu lugar certo.”  Claro que neste concurso não contou com a insegurança, ou o racismo, os tiroteios de rua, a pobreza, as cidades monstruosas e poluídas, etc.</p>



<p>E Portugal? Vejam o alinhamento classificativo. Um humilde 26º lugar. E nenhum elogio…  </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="873" height="572" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/10-.jpg" alt="" class="wp-image-20982"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="868" height="465" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/20-.jpg" alt="" class="wp-image-20983"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="869" height="467" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/30-.jpg" alt="" class="wp-image-20984"/></figure>



<p>Estranhamos que o primeiro país africano neste ranking apareça apenas no 24º lugar, a Tanzânia. Nos 30 primeiros, só encontramos mais um país africano, África do Sul, no 29º lugar. Mas esta gente nunca foi ao Quénia? A Marrocos? À Namíbia?  </p>



<p>O artigo do The telegraph pode ser consultado <strong><a href="https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/best-country-visit-travel-world-holiday-restaurant-things-to-do/">neste link</a></strong>.</p>
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		<title>Viajar é ir mais longe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Laouini]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 00:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ator Rogério Samora, um homem interessante e que continua hospitalizado e bastante doente, disse uma frase há uns anos que não mais esqueci. Dizia ele que há gente que viaja e há gente que passa férias no estrangeiro. Lembro-me de já ter pegado nesta observação inteligente antes, mas repesco-a também agora. Muita gente que [&#8230;]</p>
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<p>O ator Rogério Samora, um homem interessante e que continua hospitalizado e bastante doente, disse uma frase há uns anos que não mais esqueci. Dizia ele que há gente que viaja e há gente que passa férias no estrangeiro. Lembro-me de já ter pegado nesta observação inteligente antes, mas repesco-a também agora.</p>



<p>Muita gente que diz viajar realmente passa férias no estrangeiro. E quanto volta vem basicamente igual, mais bronzeada ou mais culta, sim, mas nem por isso mais sábia e mais aberta. E assim é porque, pura e simplesmente, não criou tempo nem espaço para, de facto, fazer uma &#8220;viagem&#8221;, no sentido pleno da palavra.</p>



<p>Os fãs das praias paradisíacas (também sou) que escolhem passar o dia no resort e os ávidos de cultura que só visitam museus e monumentos (também aprecio) e que só fotografam obras de arte e fachadas seguem o mesmo caminho. Querer relaxar e ter conhecimentos é válido, registe-se, mas o único trilho que percorrem é o da valorização egocêntrica, somando pontos ao seu bem-estar físico ou ao seu enriquecimento cultural do ponto de vista puramente estético e estático ou vice-versa. Raramente se aventuram pelas ruas do desconhecido, do imprevisto e do imprevisível, do contacto com os locais no sentido de os olharem, de os ouvirem, de os sentirem. Voltam exatamente com os mesmos preconceitos étnicos e por vezes contentíssimos por comprovarem as suas opiniões moldadas ao estilo de roteiro turístico ou forjadas a partir da televisão.</p>



<p>Há gente que &#8220;viaja&#8221; com medo para locais exóticos, pobres, complexos e sedutores por isso mesmo e por lá passam dias e semanas em medo, fechados à comunicação, abrigados em grupos e/ou não ousando sair dos planos de auto agenda que estabeleceram nas suas redomas interiores de turistas ocidentais, neste caso. A língua é o único entrave que impede de chegar às populações locais. Não havendo esse passaporte, a comunicação estará muito mais comprometida. Mas, ainda assim, a rua é a melhor forma de se observar e absorver o pulso local, o que vai para além das cores e dos cheiros, da gastronomia e do artesanato, dos souvenirs e, agora, das selfies.</p>



<p>Visitar um país sem tentar imergir na atmosfera do lugar significa passar ao lado de experiências e aprendizagens enriquecedoras, &#8216;eye-opening&#8217;, por vezes dolorosas, chocantes, tristes, outras surpreendentes, divertidas, marcantes, brutalmente diferentes do nosso quotidiano.</p>



<p>Visitar um país estando-se fechado por dentro é não ver nem reconhecer outras formas de estar, de trabalhar, de subsistir, de viver. E só pelo contraste, frequentemente (re)vestido de choque cultural, é que as nossas barreiras erigidas contra a diferença podem ser atenuadas, abaladas e vencidas.</p>



<p>Viajar é, pois, ir mais longe, em todos os sentidos possíveis.</p>
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