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	<title>Arquivo de viajar de automóvel em 1908 - Duas Linhas</title>
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		<title>UMA VIAGEM DE AUTOMÓVEL EM 1908</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 11:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma deliciosa crónica que, na aurora do automóvel</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/uma-viagem-de-automovel-em-1908/">UMA VIAGEM DE AUTOMÓVEL EM 1908</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>A essa data, andava Aquilino pelos 23 anos e tinha experimentado já a prisão da Esquadra do Caminho Novo, em Lisboa, onde entrara a 17 de Novembro de 1907, após o incidente com o rebentamento das bombas artesanais, no seu quarto da Rua do Carrião. Evadido da prisão, a 12 de Janeiro de 1908, mantém-se, resguardado, por Lisboa, <em>o meu primeiro desterro de seis anos, </em>diz ele.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A Senhora dos Remédios, em Lamego, esse maravilhoso quadro paisagístico conformado ao imponente santuário, com sua impressionante escadaria de muitos lanços e a frondosa mata vizinha, cativara-o, decerto, desde que conhecera Lamego, quando, estudantinho do Colégio da Lapa, ali ia fazer exame e, nesse posterior tempo dos dois anos em que frequentou o Colégio Roseira, que o Padre Alfredo dirigia na cidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="374" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-1024x374.png" alt="" class="wp-image-47877" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-1024x374.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-300x110.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-768x281.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-1536x562.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-696x254.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-1392x509.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-1068x390.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1-1320x483.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/revista-seroes-capa-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Revista Serões</figcaption></figure>



<p>O seu texto de 8 páginas, ilustrado com gravuras da época, é uma deliciosa crónica que, na aurora do automóvel, relata essa aventurosa viagem em que embarcavam famílias inteiras, o abade e os figuros da terra seguindo a cavalo a viagem ronceira do carro de bois, onde as damas assentavam, com a merenda da jornada, que apenas terminava com o regresso ao outro dia.</p>



<p>Aquilino descreve essa modorrenta partida pela madrugada de Setembro; descreve a paisagem que o sol, ao nascer, vai animando; a merenda em Britiande, quase ao findar do caminho; e a epopeica chegada a Lamego; a opaca descrição do pórtico românico da Sé que o abade não fez compreender; a demorada sedução de Rosa, a filha bonita do carreteiro, pelo brasileiro pateta que ela escolheu, preterindo o magala apaixonado.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E, depois, a lenta subida pelos patamares do Escadório; o espanto das fontes-monumento; o secretismo das grutas; os pináculos gigantes de onde velavam os antigos Reis de Israel; as torres altas do Santuário; luminárias; o toque dos sinos; as cinco voltas ao Santuário; a esmola na bandeja; a estampa para colar no frontal da casa; o manso e grato olhar da Senhora no seu trono dourado; o gesto do brasileiro que ofereceu o retrato como ex-voto; a Procissão do Triunfo, que chegava com o andor da Senhora no habitual carro de bois carregado de anjinhos, piedosa prática de um tempo antigo, que ainda hoje se mantém como tradição.</p>



<p>E, depois, o sabor da merenda; o almoço ao despedir da cidade, na tenda das Catarras; a compra das arrecadas de oiro que Rosa escolheu; e a desdita do Zé, o apaixonado soldado que a rapariga preteriu escolhendo o enxúndias do brasileiro.</p>



<p>E o regresso à aldeia que Aquilino já não nos conta!&#8230;</p>
</div></div>



<p></p>
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