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	<title>Arquivo de utensílios antigos - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de utensílios antigos - Duas Linhas</title>
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		<title>O burnil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Alves Bicho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 23:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[arreios de animais de tiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não conhecia a designação gorpelha. No dicionário Houaiss é também referida a relação etimológica com corbelha que significa cesta pequena, leve e delicada.&#160;O meu sogro referiu também conhecer a designação de conelha Essa crónica sobre a gorpelha suscitou-me a curiosidade de procurar saber um pouco mais sobre outro acessório usado na &#8220;indumentária&#8221; dos animais de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/07/o-burnil/">O burnil</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
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<p>Não conhecia a designação <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/07/gorpelha/">gorpelha</a></strong>. No dicionário Houaiss é também referida a relação etimológica com corbelha que significa cesta pequena, leve e delicada.&nbsp;O meu sogro referiu também conhecer a designação de conelha</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Essa crónica sobre a gorpelha suscitou-me a curiosidade de procurar saber um pouco mais sobre outro acessório usado na &#8220;indumentária&#8221; dos animais de tiro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/rdRagVC.jpeg" alt="" class="wp-image-35278" style="width:331px;height:auto"/></figure></div>


<p>José Pita, avô da Maria, nasceu e viveu no Redondo e foi um reconhecido mestre na arte de fazer um dos elementos mais complexos e decorativos do arreio dos animais de tracção: o burnil.</p>



<p>Como nenhum dos dicionários que tenho em casa tem entrada para esta palavra, socorri-me do meu sogro, que, do alto dos seus 94 anos, arrumou com grande clarividência a minha curiosidade acerca da profissão do sogro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/tyDvnq9.jpeg" alt="" class="wp-image-35280" style="width:465px;height:auto"/></figure></div>


<p>O burnil cingia e protegia o pescoço do animal e sobre ele assentava a canga da carroça. Era composto pelo mulim, peça semelhante a uma manga de carneira preenchida com o pêlo proveniente da tosquia. As pontas da manga eram, no dia a dia, apertadas com uma fita de cabedal que ajustava o mulim ao pescoço do animal. Sobre o mulim era cosida outra manga de serapilheira dentro da qual se apertava palha de trigo ou centeio.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Esta peça tinha o nome de burnil e era ela que dava nome ao conjunto. Os lavradores mais abastados faziam gala em apresentar os burnis com rica decoração executada em fio de lã, pedaços de tecido e pequenos espelhos e berloques. O&nbsp; topo do burnil recebia a designação de castelo e era engalanado com um pompom feito com pêlo de crina de cavalo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/FqOMXBy.jpeg" alt="" class="wp-image-35275"/><figcaption class="wp-element-caption">fotografias partilhadas do blog <a href="https://coruche.blogs.sapo.pt/tag/moleira">coruche à mão (sapo.pt)</a></figcaption></figure></div>


<p>Segundo li no blogue <strong><a href="https://alcoutimlivre.blogspot.com/2012/10/molim-e-monilha.html?m=1">Alcoutim Livre</a></strong>, em Alcoutim, os burnis eram designados por molins ou monilhas.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Se a leitura da crónica sobre a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/07/gorpelha/">gorpelha</a></strong> foi, como sempre, um enorme prazer, ler no brilho dos olhos do pai da Maria a alegria do Redondo foi enternecedor.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/aZnW2pD.jpeg" alt="" class="wp-image-35286" style="width:565px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">o mestre José Pita</figcaption></figure></div></div></div>



<p>Obrigado aos dois: ao autor da crónica e ao meu sogro, José Pita.</p>
</div></div>
</div></div>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/07/o-burnil/">O burnil</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>GORPELHA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 13:27:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[gorpelha]]></category>
		<category><![CDATA[utensílios antigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O jeito de se fazer em palma aquele sacão enorme que se punha sobre a albarda do animal – o burro, a mula… – assim a modos dos alforges. Só que os alforges tinham um ar mais feminino, feitos (parecia-me) de retalhos coloridos, e serviam para lá pôr, dum lado e doutro da albarda, coisas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O jeito de se fazer em palma aquele sacão enorme que se punha sobre a albarda do animal – o burro, a mula… – assim a modos dos alforges.</p>



<p>Só que os alforges tinham um ar mais feminino, feitos (parecia-me) de retalhos coloridos, e serviam para lá pôr, dum lado e doutro da albarda, coisas delicadas, que a senhora comprara na feira. E sobre os alforges por serem de pano, podia a senhora sentar-se de lado, sem problemas de segurança.</p>



<p>A gorpelha, não. Ainda que obra de mãos femininas, claro, era objecto para ser manuseado por mãos calejadas. Lá se transportavam as alfarrobas. Menos as amêndoas que sempre me lembro de as ver em sacas, que amêndoa exige mais delicadeza de trato. Alfarroba, não. Tem casca rugosa, é comprida e ajeita-se bem na gorpelha. Também o feno. Acho que me lembro de se pôr feno na gorpelha. Feno e folharasca para a cama das bestas.</p>



<p>Grande invenção a gorpelha!</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Uma gorpelha....!" width="696" height="522" src="https://www.youtube.com/embed/julCcEFi3TY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>E, portanto, além de ter pedido ao Emanuel Sancho que, da sua preciosa colecção, me cedesse uma foto ilustrativa, fui investigar a origem do nome.</p>



<p>Dir-me-ão logo que é golpelha que se escreve e não gorpelha. Esclarecerei que há as duas formas. Golpelha é mais difícil de pronunciar, até porque duas sílabas seguidas com l (gol e pelh) a gente gosta logo de fazer a dissimilação e mete o r. Acrescentar-se-á que, do ponto de vista etimológico, da origem da palavra, gorpelha (com r) é que está correcto, porque deriva da palavra latina «corbicula», que se encontra registada na obra do agrónomo latino Paládio (livro 3, 10.6), com o significado – imagine-se! – de «cesto pequeno». De pequeno passou a grande no Algarve (as manigâncias que a língua traz!&#8230;); e o «b» passou a «p», que é mais fácil de pronunciar.</p>



<p>Anote-se: a, por vezes, indicada, origem da palavra a partir do latim «vulpicula», ‘raposa pequena’, não pode ser senão… anedota! Quanto a ser de esparto, não nego que possa ser; eu sempre a vi de empreita. Quanto a servir para transporte de fruta, amigos, vocês acham?</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/jlDYssV.jpeg" alt="" class="wp-image-35251"/></figure></div>


<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/07/gorpelha/">GORPELHA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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