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	<title>Arquivo de TEC - Teatro Experimental de Cascais - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de TEC - Teatro Experimental de Cascais - Duas Linhas</title>
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		<title>HISTÓRIAS DE EMIGRANTES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 12:07:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017. Bilingue, como o é a realidade, Um Cigarro [&#8230;]</p>
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<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017.</p>



<p>Bilingue, como o é a realidade, <em>Um Cigarro e Quatro Pares de Ténis</em> reconstitui, com realismo, o retrato dessa emigração, onde o sonho esbarra com as contrariedades do dia-a-dia. Bem elucidativos são, logo, os primeiros momentos, em que a mãe, o homem (irmão), o filho, a filha surgem atarantados, sem saberem o que fazer.</p>



<p>Concebeu, pois Ema Fonseca – certamente com conhecimento de causa – um quadro esclarecedor:</p>



<p>«Entre ténis de marca, jardins sonhados., desilusões e redes de tráfego de “prota”, cada um dos membros da família procura, à sua maneira, o significado da felicidade e a sua identidade num meio estranho» – &nbsp;escreve Fernando Alvarez, o diretor do Teatro Experimental de Cascais que, para a peça, se encarregou, como habitualmente, da cenografia, dos figurinos e dos adereços.</p>



<p>E concordo inteiramente com ele: merece “especial atenção” a primorosa encenação de Ana Padrão e um grande aplauso bem encorajador para «o elenco incrível maioritariamente jovem – Ivo Arroja, Maria Arrais, Sílvia Chiola e Tomás Andrade, ao qual se juntam os dois veteranos, Maria Joana Pinho Maria João Pinho e Sérgio Silva».</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="345" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png" alt="" class="wp-image-49317" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-300x101.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-768x259.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1536x518.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-696x235.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1392x469.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1068x360.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1320x445.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="347" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png" alt="" class="wp-image-49318" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-300x102.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-768x260.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1536x520.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-696x236.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1392x471.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1068x362.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1320x447.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotos de Ricardo Rodrigues.</figcaption></figure></div>


<p>É a 190ª produção do Teatro Experimental de Cascais. A não perder! Estará em cena até dia 31 de quarta a sábado às 21 h., domingo às 16.</p>



<p>Assinale-se ainda que se trata do texto vencedor da 3ª edição do concurso promovido pelo Teatro Experimental de Cascais «Texto para Teatro», nesta edição subordinado ao tema ‘Identidade’.</p>



<p>Aplausos também para toda a equipa técnica: luz (João Cachulo e Jorge Saraiva), som (Sérgio Delgado), legendagem (Gonçalo Magalhães). Tudo funciona a contento, o que não é fácil aqui, com tanta mudança de cena no mesmo cenário.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49320" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-225x300.jpg 225w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1152x1536.jpg 1152w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-696x928.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1068x1424.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1.jpg 1181w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">cartaz</figcaption></figure></div>


<p></p>
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		<title>O AMANSAR DA FERA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 22:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Gusmão]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Godinho]]></category>
		<category><![CDATA[TEC - Teatro Experimental de Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[WilliamShakespeare]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comédia "O Amansar da Fera", de William Shakespeare, no TEC</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sabe-se que é comédia e que, por definição, de vez em quando, no decorrer do espectáculo, alguém virá à boca de cena a contar, explícita ou implicitamente, da razão por que a esses estratagemas se houve de lançar mão.</p>



<p>E, pelos dias anteriores à estreia, imagina-se encenador, ou seja, o responsável por fazer o enredo decorrer em determinado cenário. Pensá-lo-á à sua maneira, não lhe sendo obrigatório remontar à época em que a peça nasceu. Terá liberdade para lhe emprestar outra cronologia, mormente se o tema – como habitualmente acontece – é de todos os tempos. Além do espaço e do tempo, o vestuário, o guarda-roupa, a condizer com um e com outro. Na comédia haverá maior liberdade de ação.</p>



<p>Até à noite da estreia, a imaginação do futuro espectador deu cor, pensou movimentos, chegou mesmo a ‘ouvir’ os intérpretes nas cenas de maior realce.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="532" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-1024x532.png" alt="" class="wp-image-45512" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-1024x532.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-300x156.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-768x399.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-1536x798.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-696x361.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-1392x723.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-1068x555.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec-1320x685.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/cenario-tec.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">um cenário relvado&#8230;</figcaption></figure></div>


<p>Se a peça, porém, vai ser estreada no Mirita Casimiro, pela gente do Teatro Experimental de Cascais, &nbsp;desengane-se, amigo: por maior que seja a sua experiência teatral, quem teve a seu cuidado a dramaturgia, isto é, a necessária adaptação da versão original, trocou-lhe as linhas; &nbsp;quem gizou o cenário deixou-o, a si, a inimagináveis léguas de distância; quem desenhou os figurinos – esqueça! – jamais suspeitaria, como espectador, o que é que dali iria sair.</p>



<p>Já era assim com Carlos Avilez; foi assim agora com Cucha Carvalheiro; sempre foi assim e, mais uma vez, agora, com a exuberante fantasia de Fernando Alvarez no despido cenário relvado e na extravagância do guarda-roupa. Ficou-nos o bem colorido garridismo dos exuberantes trajes de inesperado recorte, a fazer fosquinhas aos mais originais costureiros em moda.</p>



<p>Das interpretações de actores antigos e novos escusamo-nos de repetir que deram o seu melhor. Flávia Gusmão, a protagonista, demonstrou bem quanto superou, largamente, as lições aprendidas na Escola Profissional de Teatro de Cascais. É uma estrela. Renato Godinho também. Todos!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-45509" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-1024x682.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-768x511.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-1392x927.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-1068x711.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2-1320x879.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-a-fera-2.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Sim, as interpretações espantam-nos; mas se já estávamos habituados a que, de vez em quando, os lugares reservados aos espectadores não eram os expectáveis, desta feita, todo o espaço se alterou por completo, de forma a melhor se conseguir dar ao público a ilusão de ser mesmo interveniente, estar por dentro daquilo, porque, dum momento para o outro, o actor pode saltar de trás de si ou passear-se-lhe pela frente. Louvor maior para o desenho e operação de som, a cargo de Hugo Neves Reis. Parabéns!</p>



<p>Saímos consoladamente bem dispostos e até aceitámos o discurso final da Catarina (Flávia Gusmão), sabendo que nos quer inocular o contrário do que está a dizer.</p>



<p>Assinale que a estreia,&nbsp;no dia 13, em que se comemoraram os 60 anos de vida do Teatro Experimental de Cascais, teve a presença discreta de Marcelo Rebelo de Sousa. Francisco Kreye e Noel Rog Menezes, respectivamente, presidente e vogal da Junta de Freguesia Cascais Estoril, foram os únicos representantes presentes das entidades autárquicas. Esteve também Paulo Raimundo, mui discretamente, na assistência.</p>



<p>João Vasco, de fala angustiada, evocando Carlos Avilez e congratulando-se vivamente com o prestígio já alcançado por muitos dos seus antigos alunos, não deixou de alertar para a necessidade de se preservar o espólio do Teatro Experimental de Cascais e de se olhar com outros olhos para a Escola Profissional de Teatro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-45506" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3-1024x1024.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3-300x300.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3-150x150.jpg 150w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3-768x768.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3-696x696.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3-1068x1068.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/amansar-da-fera-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/o-amansar-da-fera/">O AMANSAR DA FERA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Na intimidade com Amália</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 23:05:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na celebrada evocação dos 25 anos do falecimento de Amália Rodrigues, inaugurou o Teatro Experimental de Cascais no seu Espaço Memória, em Cascais, uma singular exposição fotográfica «Amália, a nossa diva – sob o olhar dos fotógrafos». Foi na tarde de domingo, 6 de Outubro. Abriu a sessão Fernando Alvarez, que saudou os presentes e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na celebrada evocação dos <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/10/amalia-salva-da-guilhotina/">25 anos</a></strong> do falecimento de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/10/amalia-fado-sinfonico/">Amália Rodrigues</a></strong>, inaugurou o Teatro Experimental de Cascais no seu Espaço Memória, em Cascais, uma singular exposição fotográfica «Amália, a nossa diva – sob o olhar dos fotógrafos». Foi na tarde de domingo, 6 de Outubro.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Abriu a sessão Fernando Alvarez, que saudou os presentes e deu de imediato a palavra aos actores da companhia – João Vasco, Teresa Corte-Real, Luís Rizo e Sérgio Silva – que disseram, com a maestria que se lhes reconhece, poemas de Amália, que constituíram, sem dúvida, uma boa surpresa para todos, na medida em que a obra poética da fadista (que acaba de ser publicada em versão bilingue) estava ignorada na sua grande parte e inclui poesias de inimaginável frescura.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id=""><iframe loading="lazy" title="Poema de Amália Rodrigues" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/-thrlgW7r-I?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo &#8211; poesia de Amália Rodrigues</sup></em></figcaption></figure>



<p>João Vasco teve, depois, ocasião de evocar a intensa ligação do Teatro Experimental de Cascais com a fadista, nomeadamente a sua actuação no Mirita Casimiro, em 18 de Setembro de 1987, aquando da homenagem ao actor José de Castro, actuação cuja gravação, aliás, pode ser vista às 17 horas de cada sábado ali naquele mesmo espaço.</p>



<p>A fechar a cerimónia, a voz de Ana Sofia Varela, que interpretou fados de Amália.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Ana Sofia Varela canta Amália ao vivo no TEC" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/CnnsivGkw-s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo &#8211; Ana Sofia Varela canta Amália ao vivo no Espaço Memória do TEC</sup></em></figcaption></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mostra a exposição fotografias ímpares de Joaquim Silva Nogueira (1802-1959) e Maria Luísa Gomes (1953-2007). Pode admirar-se também o fato que a diva usou na referida homenagem a José de Castro e a lagarta que João Vasco nesse dia lhe ofereceu. Notar-se-á que, para legendar cada imagem, se escolheu um verso consentâneo com a expressão sabiamente captada pela objectiva: «Estranha forma de vida», «Tem este meu coração», «Vive de vida perdida»…</p>



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</div>



<p>Vale, pois, a pena reservar espaço de vida numa das tardes dos próximos sábados para ir até ao Espaço Memória do Teatro Experimental de Cascais, sito na Avenida Marechal Carmona (junto ao antigo Pão de Açúcar), entre as 15 e as 19 horas, para largos momentos de intimidade, diríamos, com eloquentes instantes da vida de Amália Rodrigues.</p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/10/na-intimidade-com-amalia/">Na intimidade com Amália</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>PARA TODO O SERVIÇO&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 16:50:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A esperança é que, no âmbito do Teatro e afins, os jovens que ora passaram na PAP (Prova de Aptidão Profissional, a prova final da Escola Profissional de Teatro de Cascais) venham a ter ocupação, alcancem o sonho acalentado durante três férteis anos de muita aprendizagem. «A todos desejo um futuro onde se sintam bem, [&#8230;]</p>
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<p>A esperança é que, no âmbito do Teatro e afins, os jovens que ora passaram na PAP (Prova de Aptidão Profissional, a prova final da Escola Profissional de Teatro de Cascais) venham a ter ocupação, alcancem o sonho acalentado durante três férteis anos de muita aprendizagem. «A todos desejo um futuro onde se sintam bem, realizados e criativos» – escreveu Fernando Alvarez.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-35199" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-2048x1152.jpg 2048w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-1-1920x1080.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O espetáculo é a Prova de Aptidão Profissional dos 45 alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais, que são acompanhados em cena por Luís Barros e pelos atores residentes do TEC &#8211; Luiz Rizo, Sérgio Silva e Teresa Côrte-Real</figcaption></figure></div>


<p>Agarrou Miguel Graça em duas peças do conhecido comediógrafo italiano Carlo Goldoni (1707-1793), <em>Arlequim, Servidor de Dois Amos</em> e <em>Criadas para Todo o Serviço,</em> e juntou-as numa só, esta <em>Comédias para Todo o Serviço,</em> mantendo, porém, as características de cada uma. Assim, cada ‘companhia’ deveria esmerar-se na apresentação, para ganhar as boas graças da Senhora, que uma – apenas uma – iria contratar.</p>



<p>Um desafio duplo, portanto: o de cada “companhia” e o de cada um dos candidatos ao diploma de actor. Ou seja, o campo ideal, esse, para os dois objectivos em vista. Teve a Senhora dificuldade em escolher; os jurados assistiram várias noites ao desempenho dos vários elencos, a fim de cotaram os examinandos.</p>



<p>Tudo, no entanto, num clima da maior festa, da maior movimentação, da jovial entrega. Sem barreiras em relação ao publico, dando mesmo a impressão de que todos somos participantes nesse jogo. Jogo de poder, de intriga, de dinheiro passado por baixo da mesa…</p>



<p>E aí somos chegados. Teatro sim, mas teatro-vida, teatro-realidade. A rir se escalpelizam atitudes, todas as atitudes, numa crítica social de todos os tempos, que só o Teatro sabe veicular.</p>



<p>E isso aprenderam bem os candidatos, mormente quando se chocam os encenadores de cada grupo, a mutuamente se criticarem, por terem partido de plataformas ideológicas diferentes. A Senhora irá pôr água na fervura, que também para ela o Teatro que deseja contratar tem de ver a realidade, tem de a mostrar nua e crua, sem máscaras, doa a quem doer.</p>



<p>Louvor se dá à original encenação; ao bem apanhado artifício para ir mudando de cenário em cena; aos singulares figurinos; à presença à vista de todos do ponto (um achado, hilariante quando, por exemplo, ajuda o gago a completar a palavra); e, antes, à solicitação feita a vários dos estudantes para darem conta, em livre depoimento escrito, do que foi a sua experiência, o seu sentir, a sua ansiedade, desde a primeira leitura do texto aos ensaios de voz e de movimentos. Essa, uma inovação nos textos de apoio que merece boa pontuação.</p>



<p>Se saímos contentes do Mirita Casimiro? Saímos. A pensar que Carlos Avilez deve ter ficado feliz – ainda que apreensivo pelo futuro – ao ver que o seu projecto se tornou vida, mais uma vez, nesta 182ª produção do seu Teatro Experimental de Cascais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-35201" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-2048x1152.jpg 2048w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/07/para-todo-o-servico-palco-2-1920x1080.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p><em>Comédias para Todo o Serviço, </em>estreada no dia 9, está em cena no Teatro Municipal Mirita Casimiro (Monte Estoril), de 3ª a sábado, a partir das 21 horas; aos domingos a partir das 16. Até ao próximo dia 28.</p>
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		<title>A Última Prisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 15:35:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nem é preciso sublinhar a oportunidade do tema, integrável nestas comemorações dos 50 anos da Revolução. De facto, Francisco Quintas imaginou os derradeiros dias de um preso em Caxias, na passagem do pesadelo para a liberdade. Ou seja, pôde ainda mostrar os métodos de tortura física e psicológica usados pela polícia política para arrancar delações. [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Nem é preciso sublinhar a oportunidade do tema, integrável nestas comemorações dos 50 anos da Revolução. De facto, Francisco Quintas imaginou os derradeiros dias de um preso em Caxias, na passagem do pesadelo para a liberdade. Ou seja, pôde ainda mostrar os métodos de tortura física e psicológica usados pela polícia política para arrancar delações.</p>



<p>Diz-se que Israel quer liquidar todos os membros do grupo terrorista Hamas; a intenção da PIDE era idêntica: aniquilar todos os filiados no Partido Comunista, considerados figadais inimigos do regime. Por isso, torturando os que lograva prender lograria vir a caçar toda a rede.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Adriano fora da Polícia Judiciária e pudera aperceber-se, em África, da falta de sentido da guerra que aí se travava; alistou-se, pois, no Partido, a fim de melhor sangrar a situação. Foi denunciado, preso. E o que se vê, num cenário tétrico, despido, de portas que abrem e fecham, algumas com grande estrondo, são os longos minutos desses dias, em que ainda se não vislumbrava qualquer saída plausível.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/xBcnLRd.jpeg" alt="" class="wp-image-34024"/></figure></div>


<p>Louve-se a sobriedade do ambiente. Nem de mais nem de menos. E o canto, quase despercebido, do lado esquerdo, serve, logo de início, para mostrar a entrada bruta da polícia em rusga na casa do preso e, mais adiante, assim perto do público, para mostrar – e quase sentir – os murros, os pontapés, o sangue a escorrer pela parede, brutalidade…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/dPFPA8t.jpeg" alt="" class="wp-image-34026"/></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Merecerá que o espectáculo venha a ter uma digressão ou seja reposto daqui a algum tempo, porque 12 dias são escassos para mostrar algo que importa não esquecer e que tem aqui uma realização de muito louvar. Na verdade, João Vicente, o protagonista sempre em cena, terá aqui uma das suas actuações mais eloquentes, forte candidato a ser premiado ele também. Está, aliás, muito bem secundado por dois dos actores da companhia, Teresa Corte-Real e Luiz Rizo. João Craveiro mantém – como o conhecemos doutras actuações – aquele ar severo, impenetrável, sarcástico, hierático (dir-se-ia), como convém a um guarda prisional astuto.&nbsp; Mas, importa dizê-lo, todos os outros actores completam, às maravilhas, um naipe de excelência: Afonso Jerónimo, André Magalhães, Baltasar Marçal, Joana Castro (no delicado e difícil papel de mulher do preso), João Craveiro e Vasco Maranha.</p>



<p>De excelência – para além do ambiente criado, que nunca será de mais sublinhar – é o próprio texto, que, apesar do conteúdo fortemente dramático, não deixa de ter suaves momentos de quase poesia (sentimos).</p>



<p>A encenação e dramaturgia é de Rodrigo Aleixo (uma grande promessa no teatro português); a cenografia e figurinos, como habitualmente, de Fernando Alvarez.</p>



<p>Uma das peças, sublinhe-se, de que se sai de cravo na mão; não no sentido físico (que também poderia ser), mas em sentido figurado: um sopro de libertação!</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Uma palava ainda para a ampla (54 páginas!) documentação disponibilizada. Para além dos dados sobre o espectáculo e a biografia dos intervenientes, extenso, oportuno e adequado rol de textos, nomeadamente recortes e imagens sobre a situação nas prisões do Estado Novo. Parabéns!</p>



<p>Acrescente-se que a sessão do dia 18 terá intérprete de Língua Gestual Portuguesa e, após a do dia 19, haverá possibilidade de troca de impressões com o público.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/KS9HuSU.jpeg" alt="" class="wp-image-34027"/></figure></div></div></div>
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		<title>CRIMES NO FORTE DE SANTO ANTÓNIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2024 23:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acordei fortes sensações, adormecidas. 22 de Outubro de 69 Foi no Teatro Gil Vicente, em Cascais, éramos jovens e Arrabal (então com 35 anos, hoje tem 91) um sacrílego a quebrar amarras e a estripar tabus. Tive ocasião, na altura, de publicar a respectiva crítica, na última página da edição de 1 de Novembro de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Acordei fortes sensações, adormecidas. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>22 de Outubro de 69</strong> </h3>



<p>Foi no Teatro Gil Vicente, em Cascais, éramos jovens e Arrabal (então com 35 anos, hoje tem 91) um sacrílego a quebrar amarras e a estripar tabus.</p>



<p>Tive ocasião, na altura, de publicar a respectiva crítica, na última página da edição de 1 de Novembro de 1969 do <em>Jornal da Costa do Sol.</em> Estiveram em cena Eunice Muñoz e Santos Manuel; a encenação foi de Carlos Avilez; António Barahona da Fonsecas traduzira (a mesma tradução ora usada); coubera a Luis Noronha da Costa a realização plástica.</p>



<p>E adianto já o que então ajuizei do texto:</p>



<p>«Ali não há “cristianismo”. Há, sim, uma crença ingénua. Algo que, evidentemente, não enche as medidas a ninguém, porque se ficou pela rama. A vivência íntima não entra em cena. É tudo tão exterior como as pinturas que Lilbe vai aperfeiçoar junto ao caixão do filho – enquanto seu marido lê a criação de Eva-extraída-da-costela. Nisso, Arrabal tem razão: um Cristianismo assim, descarnado, que se pratica por medo do Inferno, por ser ‘bonito’, são satisfaz realmente».</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1015" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-1024x1015.jpg" alt="" class="wp-image-33851" style="width:537px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-1024x1015.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-300x297.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-150x150.jpg 150w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-768x762.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-696x690.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-1068x1059.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao.jpg 1318w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<h3 class="wp-block-heading"><strong>25 de Abril de 2024</strong></h3>



<p>Passaram num ápice estes 55 anos, até parece que foi ontem e tanto, entretanto, mudou! Para já, ousou-se mostrar e perpetrar os crimes no ambiente soturno dum forte pejado de simbolismos. Aí começou, em Setembro de 68, o declínio do ditador e até se chegaram a vislumbrar esperanças.</p>



<p>Optou o TEC por repor estas duas peças de Fernando Arrabal. Para <em>Oração</em> o ambiente não poderia ser mais adequado: a capela do forte. Sobre o altar, a urna branca da criancinha que os pais por divertimento haviam matado. Para <em>Dois Verdugos, </em>o corredor de acesso ao piso superior, onde a capela está.</p>



<p>Ternurento, sem dúvida, o diálogo naturalmente entrecortado de silêncios entre Rita Calçada Bastos e Luís Lobão, que incarnam às mil maravilhas uma sordidez infantil. Mataram o filhote, divertiram-se e, agora, velam o caixão, prometendo tentar que doravante serão bons como criancinhas. Deliciar-se-ão com a leitura (feita em voz off por João Vasco – e nós a matar-mos saudades da sua voz!…) de passagens da Bíblia: a criação do mundo, a criação de Eva, a cura do cego de nascença… A ingenuidade perfeita, em gestos mínimos, contidos, em expressões ora dolorosas, pungentes, ora soltas numa gargalhada fictícia. Não é uma oração, de facto; é, sim, a vontade de, serenamente, mas quase fingidamente (o espectador não acredita neles, não, não pode acreditar…), virem a ser melhores. Que são ternurentos, são. E quase nos despertam a vontade inconsciente de lhes irmos apresentar pêsames. Não!</p>



<p>Excelente, portanto, o desempenho de ambos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="996" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2-996x1024.jpg" alt="" class="wp-image-33852" style="width:537px" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2-996x1024.jpg 996w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2-292x300.jpg 292w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2-768x790.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2-696x716.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2-1392x1432.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2-1068x1098.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/05/Oracao-2.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 996px) 100vw, 996px" /></figure></div>


<h3 class="wp-block-heading"><strong>A peça<em> Dois Verdugos</em></strong> </h3>



<p>Mostra um acto diferente, mas igualmente recriminável: a mulher encomenda a dois verdugos que espanquem até à morte o marido. Não se sabe bem porque lhe deu para isso. O certo é, na cena, o debate – enquanto, a partir de determinado momento, se ouve lá mais acima, às escondidas, o flagelar do pobrezito – o debate é entre a mãe, a justificar-se, e os dois filhos, um que está a favor, outro que só por não poder (o irmão não deixa) é que não estrafega a mãe logo ali.</p>



<p>Papéis nada fáceis, portanto, mas que os intérpretes desempenham com aplauso. A mãe é, de novo, Rita Calçada Bastos (uma ‘outra’ Rita Bastos, como é natural); os filhos, João Maria Fialho e Gonçalo Braga. Em 1969, foram Filipe La Féria e Carlos Paulo, e a mãe, Eunice, «de monstruosa versatilidade, arrepiante, num sarcástico sadismo», escrevi em 1969. Também assinalei, na altura, quanto nos esmagavam «aquelas chicotadas ímpias, aquele feroz grunhir»; creio que tudo se passava diante do espectador e, no final, «levado pelos verdugos, atado de pés e mãos, com sal e vinagre nas chagas mortas», «o Homem passou à nossa frente. E nós – acabrunhadamente – também fomos com ele».&nbsp; Na encenação de agora, de Renato Pino, só se ouviram os gritos, nada se via dos açoites. Contudo, adiante-se, a Censura deixou passar o espectáculo e não cortou a crítica, a que, inclusive, se lograra dar relevo na última página do jornal.</p>



<p>A escolha da peça para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril visou mais – se não erro – aproveitar uma peça de antes da Revolução e mostrá-la, na sua crueza, numa fortaleza simbólica. Nada se diz acerca da sua actualidade. A violência conjugal e familiar, que ambas as peças retratam – e recorde-se que datam de meados do século XX! – estão, contudo, a fazer parte, infelizmente, do nosso quotidiano. Mostrá-las, nuas e cruas, sadicamente, no palco, pode funcionar como exorcismo. Oxalá!</p>



<p>Está previsto que ambas as peças &nbsp;&#8211; cuja cenografia e figurinos têm a assinatura de Fernando Alvarez – farão breve digressão, em 2025, por Faro (Teatro das Figuras), Lagos e TIO-Oeiras.</p>
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		<title>O massacre de 49 gays</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 00:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[José Condessa]]></category>
		<category><![CDATA[Luísa Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[peça de teatro "A Andorinha"]]></category>
		<category><![CDATA[TEC - Teatro Experimental de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O átrio estava repleto de amigos e admiradores do encenador que há pouco nos deixou. Muita gente do Teatro, sobretudo, além das autoridades locais ligadas à Cultura. Seguiu-se a representação da peça «A Andorinha», do dramaturgo catalão Guillelm Clua, nascido a 13 de Junho de 1973. A encenação é de Cucha Carvalheiro, tradução de Miguel [&#8230;]</p>
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<p>O átrio estava repleto de amigos e admiradores do encenador que há pouco nos deixou. Muita gente do Teatro, sobretudo, além das autoridades locais ligadas à Cultura.</p>



<p>Seguiu-se a representação da peça «A Andorinha», do dramaturgo catalão Guillelm Clua, nascido a 13 de Junho de 1973. A encenação é de Cucha Carvalheiro, tradução de Miguel Graça, cenografia de Fernando Alvarez, canção original de Tiago Machado e participação especial áudio de FF.</p>



<p>Em cena, durante todo o espectáculo, Luísa Cruz e José Condessa, que – ouso acrescentar desde já – constituem sérios candidatos ao galardão de melhores actores do ano, atendendo à excelência das suas interpretações. Bastará dizer que, ao contrário do que poderia esperar-se, dada essa circunstância de um permanente diálogo unicamente a dois, os espectadores jamais deram mostras de cansaço, de menor atenção ou de menor sintonia.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na cidade de Orlando, nos Estados Unidos, em 2016, um fanático entrou numa discoteca, na altura frequentada por homossexuais e desatou a disparar indiscriminadamente, matando 49 pessoas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-31776" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vitimas-do-massacre-de-orlando.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">as vítimas do massacre de Orlando</figcaption></figure></div>


<p>O caso inspirou Guillelm Clua para pôr em cena a necessidade do respeito a ter em relação às tendências sexuais de cada um. Optou, pois, por imaginar que Ramón, aí presente, lograra escapar ao morticínio por o seu amigo se haver postado diante do atirador, morrendo em seu lugar.</p>
</div></div>



<p>É, pois, Ramón que, a pretexto de receber lições de canto, vai ter com a mãe do seu amigo. Era seu intento, disse, aperfeiçoar-se para interpretar bem «A Andorinha», a canção que a mãe lhe cantava para o adormecer e, no memorial a realizar em honra dela, ele desejava não fazer má figura.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mal recebido, por não ter a voz bem colocada, acaba, pouco a pouco, por lograr que a lição se prolongue o bastante para que Amélia, a professora, fique a saber o que realmente aconteceu, ela que não aceitara lá muito bem a orientação do filhote assassinado. Aliás, nem lograra aperceber-se bem, na altura, como é que exactamente tudo se passara. Compreende-se, pois, a densidade do diálogo entre os dois, a vivacidade da troca de argumentos, o íntimo enleio entre as diversas ‘tonalidades’ (digamos assim) do amor.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-31778" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Uma hora e quarenta minutos sem intervalo – não poderia haver pausa, cortava-se o fio à meada! – em que dois mundos, duas gerações e duas mentalidades se digladiam, para, no final, sobressair, em clima de (agora, já natural) serenidade, a plena aceitação do Outro como ele é.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-31779" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/andorinha-2x-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Escreve-se no convite que este é «um elenco extraordinário desejado por Carlos Avilez». Não me custa a crer. Primeiro, porque o jovem José Condessa, formado na Escola Profissional de Teatro de Cascais, já dera provas bastantes de ser actor à altura de arcar com tamanha responsabilidade, a contracenar com uma actriz, Luísa Cruz, de largo palmarés (recorde-se que, licenciada em Teatro e Cinema pelo Conservatório Nacional de Lisboa, recebeu, em 1989, do semanário <em>Se7e</em> o prémio de Actriz Revelação). Depois, porque é este um tema de intervenção e nessa linha sempre se pautou a companhia do Teatro Experimental de &nbsp;Cascais.</p>



<p>«A Andorinha» estará em cena, no Auditório Carlos Avilez, até 11 de Fevereiro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="820" height="312" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/cartaz-a-andorinha.jpg" alt="" class="wp-image-31773" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/cartaz-a-andorinha.jpg 820w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/cartaz-a-andorinha-300x114.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/cartaz-a-andorinha-768x292.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/cartaz-a-andorinha-696x265.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></figure></div></div></div>



<p></p>
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		<title>&#8216;É extraordinário ver demónios em palco&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 00:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A morte do encenador de teatro Carlos Avilez, aos 86 anos, surpreendeu-nos a todos. Ainda há 5 dias estreou a peça Electra de Eugene O’Neill, que Avilez encenou e que está em cena no novo Auditório Academia das Artes, no Monte Estoril. E há pouco mais de uma semana, o Teatro Experimental de Cascais (TEC), [&#8230;]</p>
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<p>A morte do encenador de teatro Carlos Avilez, aos 86 anos, surpreendeu-nos a todos. Ainda há 5 dias estreou a peça Electra de Eugene O’Neill, que Avilez encenou e que está em cena no novo Auditório Academia das Artes, no Monte Estoril. E há pouco mais de uma semana, o Teatro Experimental de Cascais (TEC), que Avilez fundou, festejou 58 anos de atividade. Estávamos em celebrações sucessivas e aconteceu isto…</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Com a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/11/carlos-avilez/">notícia</a></strong> do falecimento de Carlos Avilez, a coordenação do TEC suspendeu as sessões, que retomarão a 30 de Novembro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/electra-2.jpg" alt="" class="wp-image-30209"/></figure>
</div></div>



<p>“É tempo de refletir e deixar toda a equipa, pessoas envolvidas e todos os amantes de teatro processarem esta perda”, diz o comunicado do TEC, onde lembra o percurso do seu fundador, desde o Teatro Nacional S. João, ao D. Maria II, até à criação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (EPTC).</p>



<p>Avilez não deixa apenas assinatura em enormes realizações cénicas, mais do que isso, deixou-nos gerações de atores. A EPTC é uma escola integrada no sistema público de ensino que proporcionou o acesso aos palcos a jovens de todas as classes sociais.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E são esses alunos e antigos alunos da EPTC quem mais sentem a perda. Fica aqui um exemplo, de quem se lembra que &#8220;é extraordinário ver demónios em palco, ninguém quer ver caras bonitas. Foi tanto o que foi vivenciado em três simples anos que parece impossível de acreditar! Tudo graças a esta Escola. Tudo graças ao Carlos Avilez.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1530" height="910" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/hugo-s-avilez-2.jpg" alt="" class="wp-image-30210"/></figure>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/11/e-extraordinario-ver-demonios-em-palco/">&#8216;É extraordinário ver demónios em palco&#8217;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Representar a sério…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jul 2023 22:44:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este ano, mais de 50, na Trilogia do Teatro Impossível que Miguel Graça reformulou e actualizou, a partir do que já Federico Garcia Lorca reunira de três das suas peças: O Público, de 1930, Assim que Passarem Cinco Anos, de 1932, e Comédia Sem Título, 1936! E se, de facto, não podemos ficar indiferentes ao [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/representar-a-serio/">Representar a sério…</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este ano, mais de 50, na <em>Trilogia do Teatro Impossível</em> que Miguel Graça reformulou e actualizou, a partir do que já Federico Garcia Lorca reunira de três das suas peças: <em>O Público,</em> de 1930, <em>Assim que Passarem Cinco Anos,</em> de 1932, e <em>Comédia Sem Título,</em> 1936!</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E se, de facto, não podemos ficar indiferentes ao texto que Miguel Graça preparou; se continua a agradar-nos sobremaneira o jeito com que Fernando Alvarez concebe o cenário e os (sempre originais!) figurinos; se consideramos bem apropriadas a música original de Pedro Jóia (um bom achado) e as (nada fáceis de executar!) coreografias de João Lara – magistral é, não há dúvida, a forma como Carlos Avilez consegue pôr toda aquela gente no palco, adestrando-os nos mais diversos aspectos da representação teatral: a movimentação, a atitude, o gesto, a dança, o canto, tudo!&#8230; Um palco cheio, em que o mínimo pormenor conta e é tido em consideração.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1319" height="983" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/tec-trilogia-grupo.jpg" alt="" class="wp-image-27400"/></figure>
</div></div>



<p>Neste aspecto – e vemo-lo pelos resultados, quantos artistas, hoje com nome já, passaram pela EPTC?! Largas centenas! – neste aspecto, o labor, nem sempre fácil, levado a cabo pela Escola Profissional de Teatro de Cascais, não padece comparação, situa-se ao nivel do que melhor se faz. Há que aplaudir!</p>



<p>Largo encómio ao valor do Teatro como veículo de informação, de consciencialização, de… murro no estômago da indiferença e do ‘laisser faire, laisser passer’ (‘deixar fazer, deixar passar’), que tão impunemente caracteriza os nossos dias – esse, o grito de alerta desta representação. Teatro-vida, teatro-revolução, teatro-manifesto! Sentimo-lo no decurso de toda a peça, mormente no ‘sermão’ da «directora» que, à boca de cena, no princípio e no fim, expressamente se dirige aos espectadores – e até há um casal que reage às suas falas. Aliás, este espicaçar os espectadores é permanente, eficaz.</p>



<p>Escreve-se na folhinha do programa (onde continuam a faltar as informações de quem é que faz de quem, um ‘anonimato’ que, pessoalmente, me constrange, confesso…), escreve-se aí que «a liberdade do Amor, o Tempo, as Máscaras e a Revolução são os grandes temas dos textos». São. Numa roupagem espanhola, para homenagear García Lorca. Por isso, há um toque de ‘nuestros hermanos’ em pormenores dos figurinos e há, sobretudo, aqueles vibrantes sapateados em que os estudantes, bem aprumados, acabam por saber mostrar quanto aprenderam.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Participam os actores Renato Pino, Luiz Rizo, Sérgio Silva e Teresa Côrte-Real, do TEC.</p>



<p>O espectáculo, estreado, com vibrantes aplausos de pé, na noite do passado dia 4 deste mês de Julho, vai estar em cena, no Mirita Casimiro, até ao próximo dia 27.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1482" height="980" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/tec-trilogia-final.jpg" alt="" class="wp-image-27399"/></figure>
</div></div>
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		<title>«FREE» ESTEVE EM CENA NO MIRITA CASIMIRO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 May 2023 15:40:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos dos condicionalismos que envolvem a preparação e a vida duma peça teatral em cena. Económicos, sobretudo, mas também pessoais. Neste caso, pesa-nos não tenha havido a possibilidade de ser mais alargado o tempo em que o Teatro Gíria, em estreita colaboração com o Teatro Experimental de Cascais, apresentou, no Mirita Casimiro, a peça FREE, [&#8230;]</p>
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<p>Sabemos dos condicionalismos que envolvem a preparação e a vida duma peça teatral em cena. Económicos, sobretudo, mas também pessoais. Neste caso, pesa-nos não tenha havido a possibilidade de ser mais alargado o tempo em que o Teatro Gíria, em estreita colaboração com o Teatro Experimental de Cascais, apresentou, no Mirita Casimiro, a peça <em>FREE, escrita por Miguel Graça.</em></p>



<p><em>De 18 a 28 de Maio foi muito pouco tempo!</em></p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>Primeiro, pelo conteúdo</strong>. O retrato vívido, lancinante, do trabalho (sim, trabalho, palavra várias vezes pronunciada no decurso do espectáculo) dos voluntários, que, no Mediterrâneo, se entregam de alma e coração a salvar vidas, em circunstâncias do maior dramatismo, impregnado sempre de urgência, a exigir mão forte, a fim de o sucesso à vista não redundar em tragédia maior.</p>



<p>Tudo servido por um texto contido, acutilante, inesperado.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/free-8.jpg" alt="" class="wp-image-26603"/></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>Segundo, pela encenação.</strong> Não era nada fácil. O engenho dos artistas experientes consiste em dar a sensação de que o foi. Rodrigo Aleixo na encenação; José Manuel Castanheira na cenografia.</p>



<p>O palco, todo um enorme círculo branco, onde simples e geométricos blocos cinza se foram dispondo ao sabor da situação. O que interessava eram as palavras, as histórias, as… vidas!</p>



<p>Aplauda-se essa simplicidade. Aplaudam-se os figurinos – de branca leveza e originalidade, saídos da inexcedível experiência de Fernando Alvarez.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/free-7.jpg" alt="" class="wp-image-26602"/></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>Terceiro, pelo espectáculo,</strong> onde a percussão, a cargo de Miguel Sobral Curado, desempenhou papel fundamental (cá está: a simplicidade em acção!,) a marcar transições, a vincar momentos.</p>



<p>Dois pormenores não posso deixar de destacar pelo seu grande significado:</p>



<p>– Durante o intervalo (os espectadores poderão ter saído para espairecer, mas o espectáculo continuou!&#8230;), dois personagens, em círculos concêntricos, limpam, pausada e cuidadosamente, o chão, como que a proclamar, em silêncio fecundo: «Muito há ainda a limpar, senhores!».</p>



<p>– O espectáculo termina com um dos refugiados a declinar, sozinho, o seu nome. As luzes apagam-se. Faz-se um grande silêncio. Os espectadores só momentos depois se apercebem de que o espectáculo chegou ao fim. O nome! Sim, todas essas pessoas têm nome!&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/free-6.jpg" alt="" class="wp-image-26601"/></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E, claro, magnifico <strong>o desempenho dos doze actores</strong>. Todos. Bárbara Branco, a protagonista, a merecer, sem dúvida, um prémio maior. Ela é a professora simpática; ela é, na aparente fragilidade feminina, o motor, a voz forte, a comandante que nunca pode tergiversar! Realce também para Manuela Couto, no papel caricaturado da mãe-bem, «Credo, que horror, filha, esses desgraçados!&#8230;». Rivânia Saraiva, cabo-verdiana, acompanha bem a comandante. Aliás, merecem todos que seus nomes aqui sejam exarados; Daryab Rasoli (afegão), Francisco Monteiro Lopes, João Gaspar, Mário Coelho, Patrícia Fonseca, Afonso Lourenço, Maria Mingote, Tomás Vinhas e Vasco Maranha. Saídos quase todos da Escola Profissional de Teatro de Cascais e já com currículo consolidado.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/free-5.jpg" alt="" class="wp-image-26600"/></figure>
</div></div>



<p>Pois é: um espectáculo que devia ter estado mais tempo e que muito bom seria se tivesse sido gravado e pudesse percorrer o País!</p>
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