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	<title>Arquivo de teatro - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de teatro - Duas Linhas</title>
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		<title>HISTÓRIAS DE EMIGRANTES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 12:07:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017. Bilingue, como o é a realidade, Um Cigarro [&#8230;]</p>
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<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017.</p>



<p>Bilingue, como o é a realidade, <em>Um Cigarro e Quatro Pares de Ténis</em> reconstitui, com realismo, o retrato dessa emigração, onde o sonho esbarra com as contrariedades do dia-a-dia. Bem elucidativos são, logo, os primeiros momentos, em que a mãe, o homem (irmão), o filho, a filha surgem atarantados, sem saberem o que fazer.</p>



<p>Concebeu, pois Ema Fonseca – certamente com conhecimento de causa – um quadro esclarecedor:</p>



<p>«Entre ténis de marca, jardins sonhados., desilusões e redes de tráfego de “prota”, cada um dos membros da família procura, à sua maneira, o significado da felicidade e a sua identidade num meio estranho» – &nbsp;escreve Fernando Alvarez, o diretor do Teatro Experimental de Cascais que, para a peça, se encarregou, como habitualmente, da cenografia, dos figurinos e dos adereços.</p>



<p>E concordo inteiramente com ele: merece “especial atenção” a primorosa encenação de Ana Padrão e um grande aplauso bem encorajador para «o elenco incrível maioritariamente jovem – Ivo Arroja, Maria Arrais, Sílvia Chiola e Tomás Andrade, ao qual se juntam os dois veteranos, Maria Joana Pinho Maria João Pinho e Sérgio Silva».</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="345" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png" alt="" class="wp-image-49317" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-300x101.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-768x259.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1536x518.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-696x235.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1392x469.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1068x360.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1320x445.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="347" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png" alt="" class="wp-image-49318" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-300x102.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-768x260.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1536x520.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-696x236.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1392x471.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1068x362.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1320x447.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotos de Ricardo Rodrigues.</figcaption></figure></div>


<p>É a 190ª produção do Teatro Experimental de Cascais. A não perder! Estará em cena até dia 31 de quarta a sábado às 21 h., domingo às 16.</p>



<p>Assinale-se ainda que se trata do texto vencedor da 3ª edição do concurso promovido pelo Teatro Experimental de Cascais «Texto para Teatro», nesta edição subordinado ao tema ‘Identidade’.</p>



<p>Aplausos também para toda a equipa técnica: luz (João Cachulo e Jorge Saraiva), som (Sérgio Delgado), legendagem (Gonçalo Magalhães). Tudo funciona a contento, o que não é fácil aqui, com tanta mudança de cena no mesmo cenário.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49320" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-225x300.jpg 225w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1152x1536.jpg 1152w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-696x928.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1068x1424.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1.jpg 1181w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">cartaz</figcaption></figure></div>


<p></p>
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		<title>MESTRE DE GERAÇÕES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 12:36:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gosto do atributo – MESTRE – sobejamente justificado. Nesta homenagem, a peça A Estrela Titó, texto e encenação de Marco Medeiros, superiormente representada por Romeu Vala e Rita Tristão, actores agora do Palco 13. Na assistência, poucos terão sido os olhos que se não humedeceram. Todos nos sentimos retratados naqueles evocados instantâneos de uma vivência [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Gosto do atributo – MESTRE – sobejamente justificado.</p>



<p>Nesta homenagem, a peça <em>A Estrela Titó,</em> texto e encenação de Marco Medeiros, superiormente representada por Romeu Vala e Rita Tristão, actores agora do Palco 13.</p>



<p>Na assistência, poucos terão sido os olhos que se não humedeceram. Todos nos sentimos retratados naqueles evocados instantâneos de uma vivência em pleno, desde miúdos, em comunhão com a delícia da avó Titó. Fomos nós, aqui, ali, neste pormenor, naquele gesto, naquele saborear de bolo, naquele dia da partida, naquele… naquele… Peça a dever ser representada por toda a parte, em todas as escolas, para todos os públicos… Lágrimas, sentidas, molharam muitos rostos. E isso é teatro. É vida! Como Carlos Avilez o que concebia. E foi bom vivê-la assim, quase em intimidade, no auditório que tem o seu nome.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="411" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-1024x411.png" alt="" class="wp-image-48858" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-1024x411.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-300x120.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-768x308.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-1536x617.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-696x279.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-1392x559.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-1068x429.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x-1320x530.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/tec-2x.png 1831w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>FF, formado na Escola Profissional de Teatro de Cascais, cativou, acompanhado ao piano por Tiago Machado, com o enorme virtuosismo que o caracteriza e que nunca é demais aplaudir e sublinhar.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Concorrida, muito concorrida mesmo, foi depois a cerimónia oficial do descerramento da placa toponímica pelos presidentes do Município e da Junta de Freguesia, com emotivos discursos de ocasião – pelo presidente da Junta, por Fernando&nbsp; Alvarez (atual director do Teatro Experimental de Cascais), por Ricardo Machado (sobrinho de Carlos Avilez), ciclo encerrado pelo presidente da Câmara, a solenemente garantir que o legado do Mestre será honrado. Amigos, colegas, antigos alunos, irmanados todos na mesma vontade de jamais deixar esquecer a mensagem:</p>



<p>«O Teatro é revolucionário, grita contra a opressão e resiste sempre. O seu espírito a tudo sobrevive: às guerras e conflitos, à repressão e à censura. Consegue sempre renascer, mesmo nas circunstâncias mais adversas».</p>



<p>Entre a Academia das Artes do Estoril e o Teatro Mirita Casimiro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="420" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-1024x420.jpeg" alt="" class="wp-image-48861" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-1024x420.jpeg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-300x123.jpeg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-768x315.jpeg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-1536x629.jpeg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-2048x839.jpeg 2048w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-696x285.jpeg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-1392x570.jpeg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-1068x438.jpeg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-1920x787.jpeg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/presencas-1320x541.jpeg 1320w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>A multidão a pouco foi dispersando, em custosa despedida. Na promessa íntima, de cada um: sim, Mestre, esta mensagem não a vamos esquecer!</p>



<p></p>
</div></div>
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		<title>TEATRO na ESCOLA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 09:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>projecto de intervenção dentro da escola e na sua relação com o contexto</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Através duma amiga de infância e, depois, colega na Faculdade de Letras de Lisboa, Helena Peixinho, soube da Associação Cultural “O Mundo do Espectáculo” (ACOME).</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Legalmente constituída em 2001, surgiu como projecto de intervenção dentro da escola e na sua relação com o contexto (Escola-Meio), sempre com um enfoque especial: a importância da área das expressões artísticas no desenvolvimento pessoal e social das crianças e jovens.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-46522" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2-1024x1024.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2-300x300.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2-150x150.jpg 150w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2-768x768.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2-696x696.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2-1068x1068.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Apresentado, em 1990, ao Conselho Científico da Escola Superior de Educação de Setúbal, o projecto foi aceite e reconhecido. Apoiado pela Câmara Municipal de Almada, do ponto de vista logístico e financeiro, teve como sede a Escola Básica D. António da Costa, que acolheu muitas das suas iniciativas, que paulatinamente se foram definindo através de duas grandes linhas de actuação – a formação e a animação – evoluindo, de forma natural, para a criação artística.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-46519" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-1320x743.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagens do Concerto dos alunos da formação Orquestra de Percussão &#8211; ACOME/AGF, dirigido por Rui Pinho Aires, a 11 de Outubro nos Recreios Desportivos da Trafaria.</figcaption></figure>



<p>Assim, em relação ao público escolar, foi, por exemplo, «À Descoberta da Arte Pública», para aproximar os alunos do tecido urbano que lhes é próximo. E é verdade, em Almada e em muitos lugares: as obras de arte que integram o quotidiano de quem vive ao seu redor raramente são verdadeiramente compreendidas!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="817" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-1024x817.jpg" alt="" class="wp-image-46524" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-1024x817.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-300x239.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-768x613.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-696x555.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-1392x1110.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-1068x852.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3-1320x1053.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-3.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pequenos Artistas, imagens da sessão de 13 de Dezembro no Espaço ACOME &#8211; Feijó</figcaption></figure></div>


<p>Criou-se, na Escola Básica de Corroios, o Clube de Teatro, de cuja actividade, ao longo dos anos, resultou a oferta curricular de Teatro para o 2º e 3.º Ciclos, o que viria a provocar a abertura do Curso Profissional de Teatro (Ensino Secundário).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="812" height="534" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-4.png" alt="" class="wp-image-46527" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-4.png 812w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-4-300x197.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-4-768x505.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-4-696x458.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-4-741x486.png 741w" sizes="auto, (max-width: 812px) 100vw, 812px" /><figcaption class="wp-element-caption">VOZ E CORPO &#8211; Oficina de Teatro</figcaption></figure></div>


<p>No quadro do projecto «NÓS E VOZ: Do Texto ao Gesto, do Gesto ao Texto», em parceria com a Escola Secundária João de Barros, no âmbito do Plano Nacional de Leitura, houve leituras encenadas, inclusive públicas em espaços abertos, nas escolas, na Biblioteca e outros espaços, nomeadamente o Espaço da própria ACOME.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="811" height="533" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-5.jpg" alt="" class="wp-image-46530" style="width:808px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-5.jpg 811w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-5-300x197.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-5-768x505.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-5-696x457.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/acome-5-741x486.jpg 741w" sizes="auto, (max-width: 811px) 100vw, 811px" /><figcaption class="wp-element-caption">VOZ E CORPO &#8211; Oficina de Teatro</figcaption></figure></div>


<p>«Formação em Teatro», «Teatro a Todos», «Iniciação ao Teatro» (com, por exemplo, a colaboração da Academia Almadense), «Música e Movimento», «Orquestra de Percussão» – constituem os títulos dalgumas das iniciativas levadas a efeito e continuadas. Dada a sua originalidade, relevo do relatório do actual coordenador da Associação, Manuel João, a informação de se ter levado à cena a peça, original de Sarah Adamopoulos, intitulada <em>Próxima Pele, </em>que é a nossa, sempre em transformação com o tempo e no espaço onde vivemos. Versando o Processo de Envelhecimento, «evoca o corpo metamórfico que sente, fala e se move ao ritmo da música, também ela original». Um espectáculo que, naturalmente, envolveu – e bem – a comunidade extraescolar.</p>
</div></div>



<p>&nbsp;“O Mundo do Espectáculo” participa, desde o início, nos congressos de IDEA (Congresso Internacional de Drama/Teatro em Educação), cuja realização aconteceu, pela primeira vez, no Porto (1992) e, posteriormente, na Austrália (1995), no Quénia (1998), em Bergen (2001); em 2004, a Associação esteve também presente no Canadá, onde Helena Peixinho, sua coordenadora desde a fundação até esse ano, partilhou as actividades aqui desenvolvidas.</p>



<p>Helena Peixinho, garantindo-me que esta sua “viagem” foi vivida «com alguma intensidade, amando o que fazia», colaborou, após a aposentação, na criação, nesse mesmo ano de 2004, da Universidade Sénior de Almada (USALMA), tendo aí leccionado disciplinas como “Encontro com a Poesia”, “Expressão Dramática e Património”, “Teatro da USALMA”, “Leitura Dramatizada”.</p>



<p>Numa altura em que os noticiários apontam falta de professores um pouco por toda a parte, também porque a profissão parece ter deixado de apresentar o aliciante de outrora, não deixa de ser eloquente este testemunho da «Outra Banda», na medida em que – por via das iniciativas criadas – se logrou alicerçar a necessária ligação (e até cumplicidade!) entre a Escola, a Família e a Comunidade. Não há aí costas voltadas, mas um olhar apontado na mesma direcção!</p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/teatro-na-escola/">TEATRO na ESCOLA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Estar solteiro aos 50 anos!</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/10/estar-solteiro-aos-50-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 06:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[auditório do Casino Estoril]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do ponto de vista técnico, um espectáculo impecável</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Company</em> é a companhia matrimonial a dois; é o grupo de amigos e cúmplices de muitas peripécias vividas. Aceitamos essa companhia? Dá-nos jeito? Chateia-nos? E isso de marido e mulher, como é?</p>



<p>Robert, o protagonista (primorosa interpretação de Henrique Feist, permanentemente em cena), vê-se a braços com o facto de ser solteiro e estar a comemorar 50 anos. Que foi a sua vida até ali? Os casais da sua lidação ali estão para o ajudar. «Casa, homem!». «Isso de estar sozinho não tem jeito nenhum!». Há mesmo quem, em cena, tente mostrar-lhe como é bom. Sobrevêm, contudo; tantas falas, tantas evocações!&#8230; Tudo é pretexto para adiar, adiar… A dama divorciada e que atura agora o segundo marido vai dando as suas sentenças. Os casais mais novos divertem-se e procuram divertir este Robert indeciso, indeciso até mais não!</p>



<p>Do ponto de vista técnico, um espectáculo impecável. Mui adequado desenho de luzes, sonoplastia impecável, interpretações impolutas, movimentação de actores a condizer, num cenário onde em Nova Iorque acabamos por nos sentir, que os arranha-céus lá estão, imponentes.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="912" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/company-2-1024x912.png" alt="" class="wp-image-44977" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/company-2-1024x912.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/company-2-300x267.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/company-2-768x684.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/company-2-696x620.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/company-2-1068x952.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/company-2.png 1212w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotografias de Alfredo Matos</figcaption></figure></div>


<p>Vale a pena, pois, dar uma saltada ao auditório do Casino Estoril: quintas, sextas e sábados às 21h00; domingos, às 16h30.</p>



<p>Em <a href="https://casino-estoril.pt/pt/agenda/company-uma-comedia-musical"><strong>https://casino-estoril.pt/pt/agenda/company-uma-comedia-musica</strong>l</a> poderá inteirar-se melhor do ambiente temporal (anos 70) e local (Nova Iorque) em que a festa se desenrola. Daí, com a devida vénia, recorto esta frase:</p>



<p>«O medo do fracasso, da desilusão, a necessidade de ser querido, de pertencer a alguém&#8230; Tudo isso vai passando pela cabeça de Bobby que só quer viver. Porque é bom viver. E isso só se consegue quando temos alguém ao nosso lado para amar, e isso faz-nos sentir vivos».</p>



<p>Aliás, é o insistente grito QUERO VIVER! que seguramente mais nos fica na ideia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="360" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-1024x360.png" alt="" class="wp-image-44978" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-1024x360.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-300x105.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-768x270.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-1536x540.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-696x245.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-1392x489.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-1068x375.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-1320x464.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotografias de Alfredo Matos</figcaption></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="520" height="199" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-company.png" alt="" class="wp-image-44979" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-company.png 520w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/elenco-company-300x115.png 300w" sizes="auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/10/estar-solteiro-aos-50-anos/">Estar solteiro aos 50 anos!</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A DECAPITAÇÃO DO &#8220;SALVADOR&#8221;</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/07/a-decapitacao-do-salvador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 11:07:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Natália Correia]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Experimental de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>...o longínquo eco dos coros da tragédia grega, consubstanciada na crua decapitação do «salvador».</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/07/a-decapitacao-do-salvador/">A DECAPITAÇÃO DO &#8220;SALVADOR&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Enevoada estava a sala. Sim, já o suspeitávamos. Ele haveria de surgir, numa manhã do nevoeiro. Diria quem era. Ou, simplesmente, iria preferir que descobrissem a sua identidade.</p>



<p>Sabia-se, porém, que viria. Era uma certeza. Queria-se mesmo que viesse. Para dissipar nevoeiros. Para repor legalidades. Para acabar com aldrabões…</p>



<p>Natália Correia lutou. Nunca conseguiu. Agora. mui oportunamente – mui oportunamente, repita-se! – o drama sobe à cena e aí está no Mirita Casimiro. A 186ª do Teatro Experimental de Cascais.</p>



<p>Até o dia 27, de terça a sábado às 21 e domingo às 16. 110 minutos, sem intervalo. No dia 20, conversa com o público; a 26, com língua gestual portuguesa.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ousada encenação de Ana Nave. Arrojada cenografia de Fernando Alvarez. Interpretam-na 38 alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro, em Prova de Aptidão Profissional, ‘apoiados’ por três elementos do Teatro Experimental de Cascais (Luiz Rizo, Teresa Côrte-Real e Sérgio Silva).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="838" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-1024x838.jpg" alt="" class="wp-image-43051" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-1024x838.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-300x246.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-768x629.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-1536x1258.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-696x570.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-1392x1140.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-1068x874.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia-1320x1081.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/Cenografia.jpg 1887w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>A última ‘fornada’ saída das mãos de Carlos Avilez. Por isso, em homenagem, está vaga, a meio da primeira fila, a cadeira donde o Mestre dirigia os ensaios. É a «cadeira do Carlos».</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Por ser Prova de Aptidão Profissional, as falas foram equitativamente distribuídas pelos estudantes e sobre a atuação de todos e cada um cabe ao júri apreciar. Há, porém, dois aspetos a focar desde já: o geral à-vontade demonstrado e, sobretudo, a boa dicção, elemento fundamental num actor e a que nem sempre se dá a atenção devida.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-43052" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-1024x683.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-1536x1024.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-1392x928.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-1068x712.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-1920x1280.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-1320x880.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-2-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-43053" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-2-819x1024.jpg 819w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-2-240x300.jpg 240w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-2-768x960.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-2-696x870.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-2-1068x1335.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cena-2.jpg 1092w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Sempre inesperada a criação do espaço cénico. Neste caso, o sábio recurso a vários planos realça a atuação e revela-se engenhosa a instalação de uma segunda cena em palco, qual cabine de robertos.</p>



<p>Encantam – como sempre, aliás – os figurinos, nados da incomensurável imaginação criativa de Fernando Alvarez. Tudo certo!</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Os anjos ou os demónios ou os espíritos, de branco trajados, que revolteiam (irrepreensível coreografia de Rita Spider) no começo, no final e que, inopinadamente, de vez em quando reaparecem – são, no fundo, o longínquo eco dos coros da tragédia grega.</p>



<p>Tragédia, esta, consubstanciada agora na crua decapitação do «salvador». Tragédia consubstanciada no coro final, de todos, num grito uníssono: PAZ! PAZ! PAZ!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cartaz-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-43054" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cartaz-819x1024.jpg 819w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cartaz-240x300.jpg 240w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cartaz-768x960.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cartaz-696x870.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cartaz-1068x1335.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/07/o-encoberto-cartaz.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure></div>


<p>Os ramos de flores oferecidos pelos familiares aos finalistas eloquentemente sublinharam, estou certo, este angustiante brado final. Realce também para o precioso conjunto de textos incluído na pasta de apoio ao espectador.</p>
</div></div>
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		<title>António Casimiro, 91 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Morais-Alexandre]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 23:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está aqui alguém que faz parte da História das Artes do Espetáculo em Portugal</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="592" height="263" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/cenografia.png" alt="" class="wp-image-42592" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/cenografia.png 592w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/cenografia-300x133.png 300w" sizes="auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px" /></figure></div>


<p>Hoje escrevo e homenageio um grande amigo, uma das pessoas de quem mais gosto na vida. Mas, registe-se, desde logo, que esta homenagem não é de todo motivada pela amizade, mas pelo reconhecimento devido a um homem, a um artista, absolutamente excecional – António Casimiro.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Desde sempre que venho acompanhando a sua obra, mesmo sem o saber.</p>



<p>Uma das primeiras vezes que fui ao teatro, corria o ano de 1975, foi exatamente para assistir a um espetáculo cuja realização plástica estava a seu cargo. Tratava-se d’<em>As Espingardas da Mãe Carrar</em>, com encenação de João Lourenço, na saudosa e ora desaparecida Casa da Comédia, na Rua de São Francisco de Borja, ali à Lapa, na rua onde morava. Na altura, não sabia quem era o cenógrafo, mas, com o tempo, vim a descobrir quem era António Casimiro.</p>



<p>Conheci-o, muito mais tarde, na Escola Superior de Teatro e Cinema, ainda instalada no velho edifício do Conservatório Nacional, sendo eu o último dos assistentes e Jorge Listopad o exigentíssimo presidente da Escola. Este encenador e também pedagogo havia, em 1980, contratado António Casimiro para professor de Cenografia no curso de Realização Plástica do Espetáculo. Desde esse dia que se tornou uma referência perene a vários níveis, muito tendo aprendido com o seu convívio, porque António Casimiro é também a história das Artes do Espetáculo viva, já que esteve presente, ou melhor, participou de forma muito actuante em alguns dos seus mais importantes momentos.</p>



<p>Nascido no dia 26 de junho de 1934, António Casimiro é um dos mais importantes cenógrafos portugueses, tendo obra relevante em Teatro, Ópera, Dança, Cinema e Televisão, mas é muito mais do que isso: é também figurinista, pintor e até decorador, sendo ainda de referir a sua atividade como galerista, tendo chegado a ser proprietário da Galeria Época, com um grupo de amigos, qualquer deles notável, como Afonso Botelho, António Botelho ou Artur Bual.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>A formação</strong></p>



<p>A formação de António Casimiro na área das Artes Plásticas começou na juventude, ao ingressar na Escola de Artes Decorativas António Arroio, que concluiu, passando depois para a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Lembre-se que é da geração e foi colega e muito amigo, entre outros, de René Bertholo e de João Vieira. Abandonaria o curso para ingressar numa escola muito importante, não formal, onde tantos fizeram notáveis formações práticas ao nível da gravura e do desenho, a Casa da Moeda, aqui trabalhando na área das Artes Gráficas, tendo chegado a produzir vários trabalhos na esfera do que se designa como Design Visual, nomeadamente selos de grande circulação. Voltaria às Belas Artes, mais tarde, para concluir a sua formação em Pintura e seriam muitas as suas exposições nesta área, como a que realizou em 2017 sob a epígrafe de <em>Entre Telas</em> na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="803" height="601" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-2.png" alt="" class="wp-image-42611" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-2.png 803w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-2-300x225.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-2-768x575.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-2-696x521.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-2-265x198.png 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-2-530x396.png 530w" sizes="auto, (max-width: 803px) 100vw, 803px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Posteriormente viriam as bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, em Roma, Milão e Paris. A Itália, mas à Itália moderna, voltaria para, em Florença, cursar Cenografia para Televisão.</p>



<p><strong>A cenografia e figurinos</strong></p>



<p>Trata-se de um dos mais importantes cenógrafos de sempre, não só de Portugal, onde poucos com ele poderão ombrear, com uma notável obra ao nível das artes performativas e da imagem em movimento, mas também alguém com muitas das criações que assinou a terem grande visibilidade internacional, como as cenografias que produziu para os <em>Jogos sem Fronteiras</em>, talvez o mais popular programa europeu dos anos 80 e 90. Ainda ao nível do trabalho para televisão, há a referir a sua colaboração com a TV Globo na cenografia da obra <em>O Primo Basílio</em>. Foi diretor de cenografia da RTP e podem ainda ser citados os seus trabalhos para <em>Os Maias</em> ou <em>Tragédia da Rua das Flores </em>ou<em> Felizmente há Luar</em> e mesmo, no campo da comédia, a cenografia para a série <em>Os Trapalhões em Portugal</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="718" height="544" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-3.png" alt="" class="wp-image-42612" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-3.png 718w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-3-300x227.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-3-696x527.png 696w" sizes="auto, (max-width: 718px) 100vw, 718px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ainda para televisão, juntou a este meio o seu amor pelo Teatro, tendo feito cenários para teatro televisionado, caso das ilustrações que realizou para o programa baseado na peça de teatro de Luiz Francisco Rebello &#8211; <em>O Mundo começou às 5 e 47</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="952" height="563" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-4.png" alt="" class="wp-image-42613" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-4.png 952w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-4-300x177.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-4-768x454.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-4-696x412.png 696w" sizes="auto, (max-width: 952px) 100vw, 952px" /></figure></div>


<p>Do trabalho para bailado refira-se, entre outras, a colaboração com o bailarino e coreógrafo Armando Jorge, de que se destaca a criação do espaço cénico para o bailado <em>La Silphide</em>.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Trabalhou para o Teatro Nacional de São Carlos, sendo, nomeadamente, seus os cenários das óperas <em>Prima la musica poi le parole</em> de Antonio Salier<strong>i</strong>, onde recria no palco a sala em que a ópera é apresentada e que serviria de modelo para outras cenografias. Cite-se ainda a realização plástica da ópera <em>D. Duardos e Flérida</em>, tendo ainda realizado cenários para a área da ópera fora deste teatro, mais concretamente com uma impressionante cenografia para a ópera <em>Albert Herring,</em> de Benjamin Britten, encenada por João Lourenço e apresentada no Teatro Aberto no ano de 2002.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="733" height="519" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-5.png" alt="" class="wp-image-42615" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-5.png 733w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-5-300x212.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-5-696x493.png 696w" sizes="auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px" /></figure></div>


<p>No campo teatral, trabalhou com os mais notáveis encenadores portugueses, com o tantas vezes esquecido Artur Ramos, com Paulo Renato, Luís de Sttau Monteiro, Jorge Listopad, João Mota, José Peixoto, Carlos Avilez, entre vários outros.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ainda na esfera do Teatro, não pode deixar de ser citada a longa colaboração que vem mantendo com o encenador João Lourenço, para quem assinou tantas cenografias que se tornaram referência, desde <em>As Espingardas da Mãe Carrar</em> na Casa da Comédia, mais recentemente, no presente milénio, na nova casa do Teatro Aberto e do mesmo dramaturgo, os cenários para <em>O senhor Puntila e o seu criado Matti</em>. Cite-se ainda a sua cenografia para <em>Vermelho</em>, onde recriou uma pintura de Mark Rothko, hoje pertença do acervo do Museu Nacional do Teatro e da Dança.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="387" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6-1024x387.png" alt="" class="wp-image-42617" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6-1024x387.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6-300x113.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6-768x290.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6-696x263.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6-1068x404.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6-1320x499.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-6.png 1346w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>No Cinem trabalhou com inúmeros realizadores, mas não pode ser escamoteada a sua grande ligação a Manoel de Oliveira, sendo de referir, entre outros, o trabalho que fez para os filmes <em>Francisca</em>, <em>Le Soulier de Satin</em>, <em>Benilde ou a Virgem-Mãe, Amor de Perdição</em>. Trabalhou também com outros realizadores, como o seu particular amigo Artur Semedo, mas também os realizadores que mudaram o panorama do cinema em Portugal com o Novo Cinema Português e cite-se as colaborações com Luís Filipe Rocha<a> </a>em <em>Cerromaior</em>, Eduardo Geada n’<em>O Banqueiro Anarquista</em> e Antonio de Macedo n’<em>Os Abismos da Meia-Noite</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="977" height="643" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-7.png" alt="" class="wp-image-42621" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-7.png 977w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-7-300x197.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-7-768x505.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-7-696x458.png 696w" sizes="auto, (max-width: 977px) 100vw, 977px" /></figure></div>


<p>Em 1990, foi convidado por uma das mais relevantes criadoras contemporâneas, Rebecca Horn, para cenografar o filme <em>The Buster&#8217;s Bed Room</em>com Donald Sutherland e Geraldine Chaplin, entre outros.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em tudo o que fez houve um total profissionalismo, um perfeccionismo hoje tão raro, houve rigor, nomeadamente quando foi necessário existir realismo, mas também existiu inovação e experimentação.</p>



<p>A sua relevância levou-o a ser o representante de Portugal no mais importante evento mundial dedicado à cenografia, a Quadrienal de Praga.</p>
</div></div>



<p><strong>&nbsp;Figurinista</strong></p>



<p>Embora o seu trabalho na esfera da realização plástica do espetáculo mais conhecido seja na área da cenografia, a sua produção enquanto figurinista não é de todo despicienda e inclui um número muito significativo de trabalhos, abrangendo também várias áreas do espetáculo, sendo de destacar o cuidado que tem nas ilustrações, evidenciando cristalinamente o que pretende, o que permite ao executante compreender facilmente o projeto e concretizar o figurino.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Dos figurinos pelos quais se responsabilizou, citem-se apenas alguns, nomeadamente os projetados para o espetáculo baseado na peça de Henrik Ibsen – <em>Um Inimigo do Povo</em>, levada à cena em Lisboa, no Teatro Capitólio, no já remoto ano de 1972, sendo a tradução, adaptação e encenação de Luís de Sttau Monteiro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="297" height="750" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-8.png" alt="" class="wp-image-42623" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-8.png 297w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-8-119x300.png 119w" sizes="auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px" /></figure></div>


<p>Refiram-se ainda os figurinos que realizou para a companhia “Intervalo” Grupo de Teatro, nomeadamente para <em>Dom Quixote de la Mancha</em>, um espetáculo baseado na obra de António José da Silva (O Judeu)<strong> </strong>– <em>A Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança</em>.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="492" height="684" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-9.png" alt="" class="wp-image-42625" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-9.png 492w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-9-216x300.png 216w" sizes="auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="517" height="687" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-10.png" alt="" class="wp-image-42626" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-10.png 517w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-10-226x300.png 226w" sizes="auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Também desenhou figurinos para o Teatro Nacional de São Carlos, como para a ópera <em>Três Máscaras</em>, corria o ano de 1986.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="550" height="747" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-11.png" alt="" class="wp-image-42627" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-11.png 550w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-11-221x300.png 221w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></figure></div>


<p>Por fim, refira-se algo mais inesperado, mas também significativo: chegou a criar figurinos para o <em>Festival RTP da Canção</em>, nomeadamente no ano de 1973.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="444" height="652" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-12.png" alt="" class="wp-image-42628" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-12.png 444w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-12-204x300.png 204w" sizes="auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="490" height="703" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-13.png" alt="" class="wp-image-42629" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-13.png 490w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-13-209x300.png 209w" sizes="auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px" /></figure></div></div>
</div>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>O Pedagogo</strong></p>



<p>Há, ainda, algo que deve ser realçado e que geralmente é esquecido, mas não pode de forma alguma ser escamoteado: o seu trabalho como pedagogo, ou seja, o seu labor como docente do curso de Cenografia, depois designado como Realização Plástica do Espetáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde foi professor convidado a partir de 1980, tendo formado várias gerações de cenógrafos, muitos dos quais de grande relevo no presente, nas áreas do cinema, teatro, dança e televisão, como Sérgio Loureiro, Mariana Sá Nogueira, Fernando Ribeiro, Marta Carreiras, Ana Paula Rocha, Luís Santos, Artur Pinheiro, Stephen Alberto, Catarina Amaro e acredite-se que neste pequeno elenco são injustamente esquecidos outros tantos nomes importantes.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>A Pintura e o Desenho como escape</strong></p>



<p>Também menos referida é a sua obra pictórica, com uma evidente relação com a cenografia, sendo muitas vezes um desenvolvimento do que faz para o Teatro, a sua atividade primordial, algo que tantas vezes se reflete nas suas telas, mas, por outro lado, criado de forma propositadamente distinta.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="600" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-14-1024x600.png" alt="" class="wp-image-42631" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-14-1024x600.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-14-300x176.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-14-768x450.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-14-696x408.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-14-1068x626.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-14.png 1150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A razão pela qual se dedica ao desenho e à pintura será exatamente a mesma pela qual também Marc Chagall o fez: este pintor declarou liminarmente que havia escolhido aquela forma artística, porque ela lhe era tão necessária quanto os alimentos e que, paralelamente, parecia ser uma janela a partir da qual poderia voar para outro mundo. Neste caso, a pintura e o desenho servem, sem dúvida, de refúgio e surgem como áreas paralelas à profissão de cenógrafo, que é a principal que desenvolve, mas como uma atividade que é, ao mesmo tempo, acessória e fulcral. A sua pintura tem também que ser entendida como parte integrante da sua pesquisa plástica, uma investigação que jamais cessa, movida por uma enorme curiosidade relativamente às formas e cores. Assim, mesmo que seja possível encontrar alguns denominadores comuns relativamente ao que faz como cenógrafo, percebe-se que há, não uma dispersão, mas uma busca incessante da pureza das formas, numa pintura que apela claramente à emotividade, onde a pincelada ou o traço largo são assumidos como importante componente de expressão; com manchas de cor de grandes dimensões.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="716" height="717" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-15.png" alt="" class="wp-image-42633" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-15.png 716w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-15-300x300.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-15-150x150.png 150w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-15-696x697.png 696w" sizes="auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Fica a faltar referir um aspeto que todos nós que somos amigos do António Casimiro conhecemos muito bem: Paralelamente a todas as suas criações, ele cultiva o prazer pelo desenho. Aqui, a representação do corpo feminino é muito significativa, quer meramente em termos de cômputo numérico, ocupando uma percentagem muito expressiva da produção, mas sobretudo pela grande qualidade que muitas patenteiam e pela variedade de formas como este tema é tratado. A este respeito, permita-se-me uma inconfidência: na sua versatilidade, neste prazer pelo desenho, descobri o seu gabinete secreto, um <em>corpus</em> absolutamente notável de temática erótica, que vai ser inventariado, estudado, exposto e publicado, porque é realmente um conjunto excecional, que merece ser conhecido.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="554" height="739" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-16.png" alt="" class="wp-image-42634" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-16.png 554w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/a-casimiro-16-225x300.png 225w" sizes="auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>Conclusão, por enquanto…</strong></p>



<p>Em tudo o que fez e faz há, na obra de António Casimiro, um total profissionalismo, um perfeccionismo hoje tão raro. Há muito rigor, nomeadamente quando é necessário existir realismo, mas também há muita inovação, há experimentação, há criação e há, sobretudo, Arte.</p>



<p>Digam-me, agora, se não está aqui a História das Artes do Espetáculo em Portugal?!</p>
</div></div>
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		<title>Os figurinos de Helena Reis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Morais-Alexandre]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2025 10:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[figurinista]]></category>
		<category><![CDATA[figurinos de teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Reis]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Helena Reis dedicou-se à realização plástica do espetáculo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-42033" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-2048x1152.jpg 2048w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-1920x1080.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-dixit-1320x743.jpg 1320w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Formada na antiga Escola Superior de Belas Artes, hoje a Faculdade Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde alcançou o prémio “Escola de Belas Artes”, destinado ao melhor aluno daquela instituição entre os cursos de Arquitetura, Escultura e Pintura. Começou por se dedicar à pintura, prática que, aliás, nunca abandonou, tendo realizado várias exposições e fazendo as suas obras parte de diversas coleções públicas e particulares. Importa referir que tem um traço de enorme qualidade, facilmente reconhecível. Num momento em que pouco se liga ao domínio da linguagem do desenho é bom ver que ainda há quem cultive esta forma de arte.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="423" height="611" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/o-rapaz-da-bicicleta.png" alt="" class="wp-image-42035" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/o-rapaz-da-bicicleta.png 423w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/o-rapaz-da-bicicleta-208x300.png 208w" sizes="auto, (max-width: 423px) 100vw, 423px" /><figcaption class="wp-element-caption">Helena Reis – <em>O rapaz da bicicleta</em>. 2019. Coleção particular</figcaption></figure></div>


<p>Desde cedo se dedicou à realização plástica do espetáculo, quer na área da cenografia, quer, sobretudo, na esfera nos figurinos. De acordo com o seu extenso <em>curriculum vitae</em>, a sua estreia deu-se no espetáculo <em>A louca de Chaillot</em>, um texto de Jean Giraudoux, encenado por Luzia Maria Martins para a companhia Teatro Estúdio de Lisboa, protagonizado por Helena Félix e apresentado no teatro Vasco Santana, no ano de 1968, sendo sua toda a realização plástica.</p>



<p>Colaborou com inúmeros encenadores e em diversos tipos de teatro, desde o mais popular, a revista à portuguesa, perdendo-se a conta às revistas por cujo design de cena foi responsável, mas fez também muitas cenografias para o teatro mais erudito, nomeadamente de pesquisa e mesmo ópera.</p>



<p>No teatro de revista trabalhou para diversas companhias, sendo de destacar a colaboração, já com décadas, com a atriz e encenadora Marina Mota, por cuja realização plástica dos espetáculos tem sido a responsável.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="486" height="602" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-palhaco.png" alt="" class="wp-image-42036" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-palhaco.png 486w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-palhaco-242x300.png 242w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-palhaco-324x400.png 324w" sizes="auto, (max-width: 486px) 100vw, 486px" /><figcaption class="wp-element-caption">Helena Reis – Ilustração para figurino para personagem “Pierrot” para o espetáculo de Teatro de Revista <em>Vitória, Vitória!</em>, encenado por Henrique Santana. Personagem interpretada por Vera Mónica. Lisboa : Teatro Maria Matos, 1991. Reposto na série de televisão <em>Marina Dona Revista</em>, dirigida por Marina Mota. Carnaxide : SIC, 1996. Coleção particular</figcaption></figure></div>


<p>Vestiu inúmeros intérpretes, alguns dos mais significativos atores e atrizes portugueses, como Anna Paula, Cecília Guimarães, Lourdes Norberto, Ivone Silva, com quem nutria particular amizade, Ruy de Carvalho, Rui Mendes, Santos Manuel, Canto e Castro, entre tantos outros.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="431" height="619" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-diva.png" alt="" class="wp-image-42038" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-diva.png 431w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-reis-diva-209x300.png 209w" sizes="auto, (max-width: 431px) 100vw, 431px" /><figcaption class="wp-element-caption">Helena Reis – Ilustração para figurino para a personagem “Dona Inflação”, para o espetáculo de teatro de revista <em>Aqui Há Rato!</em>, encenado por Ivone Silva. Lisboa : Teatro Maria Vitória, 1986. Devido a um devastador incêndio deste teatro, havido pouco tempo antes da estreia prevista, o figurino seria utilizado na espetáculo <em>Isto é Maria Vitória!</em>, com a mesma encenadora e intérprete. Lisboa : Teatro Maria Matos, 1986. Coleção Museu Nacional do Traje e da Dança</figcaption></figure></div>


<p>Ao nível do teatro mais erudito importa destacar a importante colaboração com o encenador Carlos Avilez e os trabalhos realizou para espetáculos do Teatro Experimental de Cascais.</p>



<p>Estes foram apresentados em vários espaços, como o Teatro Gil Vicente em Cascais, mas também em auditórios como o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, onde em 1987 foi apresentado o espetáculo <em>Hamlet</em>, baseado no texto homónimo de William Shakespeare, ou na primeira sala de teatro do país, a sala Garrett do Teatro Nacional Dona Maria II, onde em 1986  foi responsável pelo design de cena do espetáculo <em>Guerras do Alecrim e Mangerona</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="394" height="509" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-historia.png" alt="" class="wp-image-42041" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-historia.png 394w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-historia-232x300.png 232w" sizes="auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px" /><figcaption class="wp-element-caption">Helena Reis – Ilustração para figurino para personagem “Fantasma do pai de Hamlet” para o espetáculo de teatro <em>Hamlet</em>, encenado por Carlos Avilez. Personagem interpretada por Filipe Ferrer. Lisboa : Centro de Arte Moderna FCG, 1987. Coleção particular</figcaption></figure></div>


<p>Com encenação de Carlos Avilez seria ainda a responsável pela realização plástica da <em>Ópera dos Três Vinténs</em>, apresentada no Teatro Gil Vicente em Cascais no ano de 1976.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="502" height="431" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-tec.png" alt="" class="wp-image-42043" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-tec.png 502w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-tec-300x258.png 300w" sizes="auto, (max-width: 502px) 100vw, 502px" /><figcaption class="wp-element-caption">J. Marques – Cena do espetáculo <em>A Ópera dos Três Vinténs</em>, encenado por Carlos Avilez. Figurinos de Helena Reis. Cascais : Teatro Gil Vicente, 1976. Espólio do Teatro Experimental de Cascais</figcaption></figure></div>


<p>Ainda neste mesmo género seria também responsável pelos cenários e figurinos da ópera <em>As Variedades de Proteu</em> que subiu à cena no Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa no ano de 1982, encenada por Carlos Avilez.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="355" height="489" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-s-carlos-1.png" alt="" class="wp-image-42045" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-s-carlos-1.png 355w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-s-carlos-1-218x300.png 218w" sizes="auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px" /><figcaption class="wp-element-caption">Helena Reis &#8211; Ilustração para figurino para personagem “Dórida” para o espetáculo de ópera <em>As Variedades de Proteu</em>, encenado por Carlos Avilez. Personagem interpretada por Alice Marinho. Lisboa : Teatro Nacional de São Carlos, 1982</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="354" height="484" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-s-carlos-2.png" alt="" class="wp-image-42046" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-s-carlos-2.png 354w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-s-carlos-2-219x300.png 219w" sizes="auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px" /><figcaption class="wp-element-caption">Helena Reis &#8211; Ilustração para figurino para personagem “Cirene” para o espetáculo de ópera <em>As Variedades de Proteu</em>, encenado por Carlos Avilez. Personagem interpretada por Isabel Malaguerra. Lisboa : Teatro Nacional de São Carlos, 1982</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Tem também uma obra muito significativa para televisão, sendo responsável pelos figurinos de um dos mais populares projetos de televisão europeus de todos os tempos, os <em>Jogos sem Fronteiras</em>, tendo os seus figurinos sido considerados, no ano de 1983, os melhores de toda a série difundida pela Eurovisão. Foi ainda a criadora dos figurinos para várias séries televisivas de grande sucesso como <em>A Tragédia da Rua das Flores</em>, transmitida pela RTP em 1983 (fig. 9).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="575" height="310" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-teatro-rtp.png" alt="" class="wp-image-42049" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-teatro-rtp.png 575w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-teatro-rtp-300x162.png 300w" sizes="auto, (max-width: 575px) 100vw, 575px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cena da série de televisão <em>Tragédia da Rua das Flores</em>, dirigida por Ferrão Katzenstein. Personagens Vítor e Genoveva, interpretadas por Antonino Solmer e Lourdes Norberto. <a>Figurinos de Helena Reis.</a> Lisboa : RTP, 1983. Arquivos RTP</figcaption></figure></div>


<p>Por fim importa lembrar a recriação do cortejo da famosa embaixada enviada em 1514 por D. Manuel I ao papa Leão X, capitaneada por Tristão da Cunha, o primeiro a ser nomeado governador da Índia, com a criação de um <em>corpus</em> gigantesco de figurinos, de notável criatividade, tendo este cortejo sido apresentado na Exposição Universal de Sevilha, a Expo Sevilha 92, dedicada à “Era dos Descobrimentos”, havida por ocasião das comemorações do centenário da descoberta da América por Cristóvão Colombo e depois patenteado em várias cidades de Portugal, nomeadamente no Porto, por ocasião das comemorações do centenário do nascimento do Infante Dom Henrique.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="425" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-rtp.png" alt="" class="wp-image-42051" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-rtp.png 512w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/helena-rtp-300x249.png 300w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cena da recriação do cortejo da embaixada enviada em 1514 por D. Manuel I ao papa Leão X, apresentado no Porto por ocasião das comemorações do centenário do nascimento do Infante Dom Henrique Figurinos de Helena Reis. Lisboa : RTP, 1994, junho, 10. Arquivo RTP</figcaption></figure></div>


<p>Disse Roman Rolland que o teatro, tal como o fresco, é uma arte adaptada ao seu lugar. E, por isso, é, sobre todas as outras, a arte humana, a arte viva. Assim, em jeito de conclusão convido-vos a descobrir esta importante criadora, que continua a trabalhar para manter o Teatro vivo e a contribuir para as artes do espetáculo em Portugal.</p>



<p></p>
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		<title>KATHAKALI, a Índia teatral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 00:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Kathakali]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro clássico]]></category>
		<category><![CDATA[viajar pela Índia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando na Europa falamos em teatro clássico, falamos de Shakespeare, Tchekov ou dos textos da antiguidade grega, por exemplo. Na Índia, falar em teatro clássico é falar de rituais milenares, caso do género teatral Kathakali. Ir ao teatro ver Kathakali é assistir a um exercício teatral multidisciplinar, onde a música e o canto têm papel [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando na Europa falamos em teatro clássico, falamos de Shakespeare, Tchekov ou dos textos da antiguidade grega, por exemplo. Na Índia, falar em teatro clássico é falar de rituais milenares, caso do género teatral Kathakali.</p>



<p>Ir ao teatro ver Kathakali é assistir a um exercício teatral multidisciplinar, onde a música e o canto têm papel importante, assim como o mimo e a linguagem corporal, artes marciais e rituais religiosos. </p>



<p>Kathakali é tradicionalmente reservado a atores masculinos. Fomos ver a peça Nalacharitham, uma história de amor entre um rei e uma princesa.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Índia: Kathakali, teatro clássico" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/JGvR-pWjZ7o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p></p>
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		<title>À espera de Godot</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 22:14:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Experimental de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espectáculo bilingue (português e espanhol), legendado em português, o que constitui uma excelente novidade, na medida em que permite acompanhar melhor as falas – que poucas são – dos actores, nomeadamente tendo em conta, que um (Ivan Solarich) se exprime em espanhol. Interpretações geniais, seguras, aliciantes dos cinco actores, dois dos quais – Manuel Coelho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Espectáculo bilingue (português e espanhol), legendado em português, o que constitui uma excelente novidade, na medida em que permite acompanhar melhor as falas – que poucas são – dos actores, nomeadamente tendo em conta, que um (Ivan Solarich) se exprime em espanhol.</p>



<p>Interpretações geniais, seguras, aliciantes dos cinco actores, dois dos quais – Manuel Coelho («Estragon») e Ivan Solarich («Vladimir») – estão permanentemente em cena e é em torno disso que gira toda a acção. É que eles se encontraram, porventura numa encruzilhada da vida, e tinham o mesmo objectivo: esperar Godot. Não sabiam bem quem era esse Godot e porque se chamava assim. Alguém lhes tinha dito que o esperassem. E eles obedecem.</p>



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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/P8gC3BJ.jpeg" alt="" class="wp-image-38308"/><figcaption class="wp-element-caption">Ivan Solarich</figcaption></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/bSFy6VW.jpeg" alt="" class="wp-image-38309"/><figcaption class="wp-element-caption">Luiz Rizo</figcaption></figure></div></div>
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<p>Só que a espera – como na fila para a morte, para uma cama no hospital, para o internamento no Lar de Idosos, para o Centro que distribui alimentos… – a espera angustia e pesa, eterniza-se e acabrunha e desespera, se não houver forma de, mesmo psicologicamente e em primeiro lugar, seu peso se conseguir diminuir. Dodo e Gigi lançam mão, portanto, a todos os ingredientes disponíveis, inventam outros, para que o tempo mais facilmente se lhes esvaia.</p>



<p>Ao fundo, numa pantalha, vamos lendo as poucas palavras que trocam, um em português, o outro em espanhol. E fazem silêncios. Muitos silêncios. Se os largos e fortes acordes iniciais e do fim são estridentes, num grito, os diálogos sucedem-se serenamente e atá contagiam os espectadores. Há, claro, aqueles momentos em que o senhor déspota, impante (Pozzo, incarnado por Tobias Monteiro), dá secas ordens ao pobre do autómato humano (Lucky, por Luiz Rizo). O oportuno contraste. E, a certa altura, aparece o menino (Tomás Andrade) e afirma: Godot está pra vir!</p>



<p>A cena está nua, como convém. É a beira duma estrada. Há uma árvore, que só no 2º acto mostra folhinhas, para marcar a sucessão dos dias e das noites, dos meses. Meditam os actores, meditará o público. Regressará para casa a sonhar também com um qualquer Godot – como Portugal longamente sonhou (e quanta vez ainda sonha!&#8230;) com o D. Sebastião salvador, em manhã de nevoeiro.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/vTRXIMI.jpeg" alt="" class="wp-image-38311"/><figcaption class="wp-element-caption">Dodo e Gigi</figcaption></figure>
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<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/hT0Wtlw.jpeg" alt="" class="wp-image-38312" style="width:426px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Gigi</figcaption></figure></div></div>
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<p>Levar-se-á para casa, além desse sonho, a excelente antologia de textos que a produção preparou. Há que lê-la com atenção, para melhor se entender, mormente  o que se transcreve do programa desta peça levada à cena, em Agosto de 1993, pela Companhia do Teatral do Chiado, a dar conta do que se passara, em 1959, aquando  da estreia da peça no Teatro da Trindade. Há o tocante testemunho «à espera», da autoria de Flávia Gusmão, directora, que conta o que se passou no estabelecimento prisional do Linhó. Há, escritos pelos próprios, os sentimentos que em cada um dos cinco autores despertou o papel que lhes coube interpretar. E não resisto a transcrever a parte final do depoimento de Manuel Coelho:</p>



<p>«Gastamos o tempo em banalidades, agarrados a esperanças infundadas, que acabam por limitar o ser humano, acorrentando-o a uma qualquer fé de que, um dia, algo acontecerá. E assim vivemos nessa expectativa, nessa espera.&#8221;</p>



<p>»Há um silêncio no mundo, perante os gritos de vários povos e em várias latitudes, e continuamos à espera, por absurdo, de que qualquer crença resolva a apatia a que estamos votados. Tenho para mim que a esperança pela esperança aniquila o humano».</p>



<p>Até somos capazes, a partir de certo momento, nos identificarmos com um ou outro dos homens que para ali estão à em entrecortada conversa. Quiçá, agora, a apatia nos cubra para, minutos depois, voltarmos à realidade e atentarmos melhor na frase que, por segundos, nos foi dado ler lá ao fundo. Indiferentes não ficaremos, porém, ao sibilar do chicote de Pozzo, aos gestos automáticos que Lucky (nada afortunado, apesar do nome), escravizado, é obrigado a fazer. Uma terrível e aniquilante supremacia. Lucky, uma vez, em ligar de grunhidos, ainda tenta papaguear um discurso eloquente. Eloquente será; desprovido, porém, de sentido.</p>



<p>Partiu-se da tradução, para português, feita por José Maria Vieira Mendes , e da tradução, para espanhol, de Ana Maria Moix. Direção, como se disse, de Flávia Gusmão; coube a Luiz Rizo o apoio dramatúrgico; encarregou-se Fernando Alvarez, como é hábito, da cenografia, figurinos e produção; a música foi do conhecido rapper cabo-verdiano Xullaj.</p>



<p>Intrigante, pois, bem intrigante, esta peça do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989), Prémio Nobel da Literatura em 1969, levada à cena pela primeira vez a 3 de janeiro de 1953, no Teatro da Babilónia, em Paris. Estreou-a agora o Teatro Experimental de Cascais, no Mirita Casimiro, a 13 de Novembro; é a sua 183ª produção e estará em cena até 15 de Dezembro, prevendo-se para o dia 7 a sessão com tradução em Língua Gestual e, para o dia 8, uma conversa com os espectadores.</p>
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		<title>O SUBMUNDO NA IGREJA VELHA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2024 00:34:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[lusofonia]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Hossi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Na Solidão dos Campos de Algodão” é uma peça escrita por Bernard-Marie Koltés, um texto denso onde se digladiam personagens de contornos difusos, habitantes de um bas-fond social. Na verdade, o espectador terá a liberdade de interpretar o que ouve e o que vê, e porventura o que se vê terá tanta importância como o [&#8230;]</p>
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<p>“Na Solidão dos Campos de Algodão” é uma peça escrita por Bernard-Marie Koltés, um texto denso onde se digladiam personagens de contornos difusos, habitantes de um bas-fond social.</p>



<p>Na verdade, o espectador terá a liberdade de interpretar o que ouve e o que vê, e porventura o que se vê terá tanta importância como o que é dito.</p>



<p>É também uma peça fisicamente exigente, onde os atores deixam suor e sangue, literalmente.</p>



<p>Bernard-Marie Koltés morreu cedo, vítima de HIV. Deixou-nos apenas seis textos teatrais, todos magníficos e encenados por esse mundo fora, a saber: &nbsp;o solilóquio&nbsp;<em>La nuit avant les forêts (1977), </em>&nbsp;<em>Combat de nègre et de chiens</em>&nbsp;(1979),&nbsp;<em>Quai Ouest</em>&nbsp;(1983),&nbsp;<em>Dans la solitude des champs de coton</em>&nbsp;(1985),&nbsp;<em>Le retour au désert</em>&nbsp;(1988) e&nbsp;<em>Roberto Zucco</em>&nbsp;(1989) e depois morreu.</p>



<p>No teatro Ibérico, a peça “Na Solidão dos Campos de Algodão” foi encenada por Zia Soares. A encenadora e os quatro atores escolhidos formam um naipe bem representativo da lusofonia. Zia é filha de timorense e angolana, nasceu no Bié. Pedro Hossi, Gio Lourenço e Daniel Martinho são de Luanda, &nbsp;Hugo Narciso é de Lisboa, filho de um português e de uma angolana, todos juntos enchem um palco dominado por talentos da lusofonia.</p>



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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="729" height="721" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/zia-soares.png" alt="" class="wp-image-36733" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/zia-soares.png 729w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/zia-soares-300x297.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/zia-soares-696x688.png 696w" sizes="auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px" /><figcaption class="wp-element-caption">Zia Soares</figcaption></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-36734" style="width:343px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-1024x1024.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-300x300.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-150x150.jpg 150w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-768x768.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-1536x1536.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-696x696.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-1392x1392.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-1068x1068.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco-1920x1920.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gio-lourenco.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Gio Lourenço</figcaption></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="586" height="542" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/daniel-martinho.png" alt="" class="wp-image-36735" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/daniel-martinho.png 586w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/daniel-martinho-300x277.png 300w" sizes="auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px" /><figcaption class="wp-element-caption">Daniel Martinho</figcaption></figure></div></div>
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<p>Se Pedro Hossi é um nome já bastante conhecido na cena teatral portuguesa, popularidade exponenciada pelas telenovelas em que tem participado, esta peça evidencia o talento do mais jovem dos quatro em palco, Hugo Narciso que, aos 21 anos, revela enorme capacidade de interpretação e uma presença em palco distinta.</p>



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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="628" height="517" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/pedro-hossi.png" alt="" class="wp-image-36731" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/pedro-hossi.png 628w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/pedro-hossi-300x247.png 300w" sizes="auto, (max-width: 628px) 100vw, 628px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pedro Hossi</figcaption></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="2048" height="2048" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso.jpg" alt="" class="wp-image-36738" style="width:436px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso.jpg 2048w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-300x300.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-1024x1024.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-150x150.jpg 150w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-768x768.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-1536x1536.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-696x696.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-1392x1392.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-1068x1068.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/hugo-narciso-1920x1920.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption class="wp-element-caption">Hugo Narciso</figcaption></figure></div></div>
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<p>Ir ao Teatro Ibérico ver esta peça é uma experiência que deveria interessar a todos os que gostam de teatro. Mas também servirá para ficarem a conhecer a antiga igreja do Convento de São Francisco de Xabregas. </p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="390" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-1024x390.jpg" alt="" class="wp-image-36741" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-1024x390.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-300x114.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-768x292.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-1536x585.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-696x265.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-1392x530.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz-1068x406.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/na-solidao-dos-campos-de-algodao-cartaz.jpg 1708w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/09/o-submundo-na-igreja-velha/">O SUBMUNDO NA IGREJA VELHA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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