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	<title>Arquivo de sionismo - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de sionismo - Duas Linhas</title>
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		<title>Angola como outro Israel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vanda Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 17:01:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando os judeus quiseram colonizar Angola</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/angola-como-outro-israel/">Angola como outro Israel</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há poucos dias, num almoço, enquanto se discutia os impactos da presente guerra, uma angolana na minha mesa, comentou algo como “a única coisa que agradeço a Salazar é o não ter permitido Israel instalar-se aqui no Planalto”.<br>Este foi a gatilho para passar grande parte do fim-de-semana a pesquisar sobre  assunto (mais uma vez, um assunto de que sabia pouco) e para escrever este artigo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Angola como hipótese esquecida para um Estado judeu</strong></h4>



<p>No início do século XX, quando o antissemitismo se intensificava na Europa e o movimento sionista ainda não estava plenamente consolidado em torno da Palestina, surgiram propostas alternativas que hoje soam altamente improváveis.<br>Entre elas, uma ideia pouco conhecida: a possibilidade de Angola, então colónia portuguesa, acolher colónias agrícolas judaicas &#8211; ou até mesmo servir de embrião para um Estado judeu fora do Médio Oriente.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Entre o sonho territorialista e a realidade colonial</strong></h4>



<p>A corrente conhecida como “territorialismo” ganhou expressão com a criação em 1903 da Jewish Territorial Organization (ITO), liderada por Israel Zangwill. Ao contrário do sionismo dominante, que apontava para a Palestina, esta organização defendia a criação de um território seguro para judeus em qualquer parte do mundo disponível.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="724" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-1024x724.jpg" alt="" class="wp-image-48032" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-1024x724.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-300x212.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-768x543.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-1536x1086.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-696x492.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-1392x984.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-1068x755.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped-1320x933.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/ההסתדרות_הטריטוריאליסטית_cropped.jpg 1659w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">membros da Jewish Territorial Organization, Basileia, Suiça, 1905</figcaption></figure></div>


<p>Fontes históricas confirmam que vários territórios foram considerados &#8211; incluindo regiões na América do Sul, África e Ásia. Angola surge nesse contexto como hipótese, sobretudo pela sua extensão territorial, bom clima e potencial agrícola. Mas também por laços históricos muito antigos – afinal até houve judeus enviados para Angola pela inquisição.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Angola nas margens das alternativas</strong></h4>



<p>Entre 1907 e 1914, a ITO considerou Angola como possível destino, estabelecendo contactos junto do governo português para concessões de terra para colonatos judaicos. Há um <strong><a href="https://catalog.hathitrust.org/Record/012105216" type="link" id="https://catalog.hathitrust.org/Record/012105216">relatório</a></strong> e chegou a haver debates no parlamento português.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="549" height="260" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/angola-israel-relatorio.jpg" alt="" class="wp-image-48030" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/angola-israel-relatorio.jpg 549w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/angola-israel-relatorio-300x142.jpg 300w" sizes="(max-width: 549px) 100vw, 549px" /><figcaption class="wp-element-caption"><a href="https://catalog.hathitrust.org/Record/012105216">Catalog Record: Report on the work of the Commission sent out&#8230; | HathiTrust Digital Library</a></figcaption></figure></div>


<p><br>Alguns políticos argumentavam que havia grandes benefícios (especialmente económicos e demográficos) para Portugal.<br>Entre 1912 e 1914 a ideia perde força. Parece que o grande ponto de discórdia era saber se a colónia em Angola seria um colonato judeu sob a égide de Portugal ou se seria um Estado judeu independente. A questão nunca chegou a ser clarificada e com o início da Primeira Grande Guerra o assunto é esquecido.<br>Durante as décadas de 1910 e 1920, o movimento sionista consolidava-se cada vez mais em torno da Palestina, especialmente após a Declaração Balfour. Ainda assim, alternativas continuaram a ser procuradas. Há registos de contactos esporádicos entre representantes judaicos e autoridades portuguesas, mas não há evidências de negociações formais ou planos concretos na década de 20 especificamente para Angola.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Steinberg e a última tentativa concreta, ainda que exploratória</strong></h4>



<p>A iniciativa mais consistente foi liderada por Isaac Nachman Steinberg, fundador da Freeland League for Jewish Territorial Colonization. No final da década de 1930, sob a sua liderança, a organização chegou a incluir Angola entre os territórios objeto de contactos e negociações diplomáticas.<br>Steinberg terá desenvolvido contactos com o governo português, propondo a instalação de dezenas de milhares de judeus em colónias agrícolas autossuficientes em Angola.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="440" height="550" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Isaac_Steinberg_1939.jpg" alt="" class="wp-image-48037" style="width:510px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Isaac_Steinberg_1939.jpg 440w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Isaac_Steinberg_1939-240x300.jpg 240w" sizes="(max-width: 440px) 100vw, 440px" /><figcaption class="wp-element-caption">23/05/1939.Isaac Steinberg</figcaption></figure></div>


<p>Foram elaborados alguns documentos que previam o desenvolvimento agrícola, infraestruturas e instituições comunitárias, mas não se conhece um “Plano Angola” detalhado e estruturado, como chegou a haver por exemplo para a Austrália (Kimberley Plan, 1939).<br>Ainda assim, a ideia chegou a ganhar alguma atenção internacional, mas a conjuntura política europeia, a hesitação de Lisboa, receosa de críticas internacionais e de impactos internos em Angola, e a preferência da maioria dos movimentos judaicos pela Palestina ditaram o seu fracasso.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O papel de Salazar: prudência, controlo e recusa implícita</strong></h4>



<p>Qualquer análise deste episódio exige olhar para António de Oliveira Salazar, que então chefiava o regime do Estado Novo. Salazar mantinha uma política colonial profundamente conservadora e centralizada. Angola era vista como espaço estratégico do império, e qualquer projeto de colonização autónoma, sobretudo envolvendo populações estrangeiras organizadas, levantava grandes reservas: receio de perda de controlo político sobre o território; medo de pressões internacionais; preocupação com equilíbrios raciais e sociais na colónia; alinhamento diplomático cauteloso num contexto europeu instável.</p>



<p>Embora não haja registo de uma rejeição formal pública detalhada, a postura do regime foi de contenção e bloqueio indireto, o que levou ao abandono da iniciativa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Entre passado e presente: ecos numa geopolítica em tensão</strong></h4>



<p>Olhar para estas propostas esquecidas ganha nova relevância à luz dos acontecimentos presentes. O Estado de Israel, criado em 1948, tornou-se o centro político e simbólico da identidade judaica contemporânea, mas também um dos epicentros de conflitos.<br>A violência atual mostra que, mais de um século depois, as questões que motivaram o territorialismo permanecem dramaticamente atuais.</p>



<p>A diferença é que, enquanto no início do século XX se procuravam territórios alternativos como Angola, hoje o conflito está profundamente enraizado numa geografia específica, onde história, religião, política e dinheiro se entrelaçam num verdadeiro nó górdio.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Angola como outro Israel: uma distopia possível</strong></h4>



<p>E se Angola tivesse acolhido, nas décadas de 1930 ou 1940, dezenas de milhares de colonos judeus organizados em cooperativas agrícolas? É possível imaginar um planalto central transformado num mosaico de kibutzes tropicais, com cidades emergentes onde hoje há savanas e a língua hebraica a ser ensinada nas escolas.<br>Nesse cenário alternativo, a criação de Israel em 1948 talvez não tivesse sido o único polo de atração &#8211; ou, num cenário ainda mais radical da história, poderia até nunca ter ocorrido nos mesmos moldes. Angola tornar-se-ia, assim, um improvável centro da diáspora judaica, com ligações culturais e económicas profundas à Europa e às Américas, mas também atravessada ainda mais por grandes tensões.<br>Num presente distópico, os ecos da guerra na região a que chamamos de Médio Oriente deixariam de ser distantes para ressoar diretamente em solo angolano. Os ataques do Irão, ou de outros atores, não se limitariam a Faixa de Gaza ou aquela zona geográfica, mas poderiam atingir infraestruturas e comunidades judaicas em África. Angola, nesse mundo alternativo, seria um território caracterizado pela coexistência entre atividades agrícolas e dispositivos de segurança. E nem consigo imaginar como teria sido o processo de Independencia …</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="458" height="480" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/angola-4.png" alt="" class="wp-image-48039" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/angola-4.png 458w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/angola-4-286x300.png 286w" sizes="auto, (max-width: 458px) 100vw, 458px" /></figure></div>


<h4 class="wp-block-heading"><strong>O papel do acaso</strong></h4>



<p>A ideia de Angola como destino para um Estado ou colónia judaica pertence ao domínio das possibilidades históricas e não dos projetos concretizados. Ainda assim, revela algo muito curioso: num mundo marcado por perseguições, migrações e grandes incertezas, a geografia política não é um facto imutável. Muito pelo contrário, não raras vezes resulta de circunstâncias, escolhas e oportunidades, por vezes, quase do acaso.</p>
</div></div>
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		<title>MASSACRE NA PRAIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 00:00:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nestas circunstâncias, ressurge o velho ditado popular: “quem com ferros mata, com ferros morre”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Depois do massacre na praia de Bondi, na Austrália, onde 15 pessoas foram mortas e cerca de 40 ficaram feridas, atingidas a tiro por dois homens armados com armas de guerra, o discurso dominante apressou-se a classificar o ataque como “terrorista” e a enquadrá-lo no registo do “antissemitismo”. Curiosamente, quase ninguém ousou usar a palavra “retaliação”.</p>



<p>O primeiro-ministro de Israel não perdeu tempo. Acusou o Governo australiano de “apoiar a Palestina” e, com isso, de “encorajar o antissemitismo”, num exercício previsível de instrumentalização política da tragédia. A acusação surge desligada de qualquer análise séria dos factos e serve sobretudo para reforçar uma narrativa conveniente, que procura isentar Israel de qualquer responsabilidade no contexto mais amplo de violência em curso no Médio Oriente.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Os atacantes pertencem a uma família oriunda do Médio Oriente, e tudo indica que o ato de extrema violência que perpetraram está diretamente ligado ao que se passa na Palestina — em Gaza e na Cisjordânia — mas também na Síria e no Líbano, territórios repetidamente bombardeados por Israel, total ou parcialmente ocupados, onde a população civil é sistematicamente alvo de ataques militares. Na Faixa de Gaza, a população palestiniana está a ser dizimada num processo que o Tribunal Penal Internacional já qualificou como genocídio, tendo emitido mandados de detenção contra o primeiro-ministro israelita e um antigo ministro da Defesa.</p>



<p>Desta vez, a habitual demonização genérica dos muçulmanos não ganhou grande tração mediática. Talvez porque um dos heróis que evitou uma tragédia ainda maior foi um imigrante sírio, muçulmano. Num ato de coragem excecional, registado em vídeo e amplamente divulgado nas redes sociais, Ahmed al-Ahmed conseguiu desarmar um dos atacantes. </p>



<figure class="wp-block-video"><video controls src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/VID_20251215_232012.mp4"></video><figcaption class="wp-element-caption"><sub>video Bondi Beach</sub></figcaption></figure>



<p>Momentos depois, foi atingido por duas balas disparadas pelo segundo atirador. O herói da praia de Bondi encontra-se hospitalizado, já foi operado e está em recuperação.</p>



<p>Os atacantes eram pai e filho. O mais velho morreu atingido pela polícia, apesar de já se encontrar desarmado. O outro permanece hospitalizado, em estado grave.</p>
</div></div>



<p>Este ataque terrorista é, ainda assim, uma pálida amostra do que acontece diariamente na Faixa de Gaza desde outubro de 2023: mortes indiscriminadas, bombardeamentos cegos, tiros precisos de snipers israelitas, numa sucessão quotidiana de horror. Um cenário que, inevitavelmente, gera reações violentas por parte daqueles que se sentem compelidos a vingar a destruição de um povo inteiro &#8211; não por justiça, mas por raiva e desespero.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="844" height="559" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-3.png" alt="" class="wp-image-46057" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-3.png 844w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-3-300x199.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-3-768x509.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-3-696x461.png 696w" sizes="auto, (max-width: 844px) 100vw, 844px" /><figcaption class="wp-element-caption">Na praia de Bondi, depois do massacre</figcaption></figure>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="837" height="560" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-6.png" alt="" class="wp-image-46058" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-6.png 837w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-6-300x201.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-6-768x514.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/praia-de-bondi-6-696x466.png 696w" sizes="auto, (max-width: 837px) 100vw, 837px" /><figcaption class="wp-element-caption">Na praia de Bondi, depois do massacre</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Importa sublinhar que o ataque não teve alvos aleatórios. Os atiradores dirigiram-se deliberadamente a uma celebração religiosa judaica que decorria na praia de Bondi. Entre as vítimas mortais encontra-se um rabino conhecido pelas suas declarações públicas de apoio e incentivo à destruição de Gaza e à eliminação dos palestinianos. </p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="867" height="720" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi.jpg" alt="" class="wp-image-46047" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi.jpg 867w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-300x249.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-768x638.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-696x578.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 867px) 100vw, 867px" /></figure>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-46048" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-2-1024x683.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-2-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-2-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-2-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-2-1068x712.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/rabi-de-bondi-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O rabino Eli Schlanger está entre as vítimas mortais deste ataque. Figura proeminente da Chabad de Bondi, Schlanger foi um fervoroso apologista do genocídio em curso na Faixa de Gaza. Durante os últimos dois anos, Schlanger visitou a Palestina ocupada para apoiar, encorajar e abençoar os soldados das forças genocidas israelitas.</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Nestas circunstâncias, ressurge o velho ditado popular: “quem com ferros mata, com ferros morre”. Ou, se se preferir, a antiga lei do retorno.</p>



<p>É neste caldo de sangue, horror e morte &#8211; alimentado por décadas de ocupação, impunidade e violência sistemática &#8211; que líderes como Benjamin Netanyahu encontraram o seu verdadeiro habitat político, um ambiente propício à perpetuação no poder, à custa de vidas humanas.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="467" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/NETANYAHU-1024x467.png" alt="" class="wp-image-46050" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/NETANYAHU-1024x467.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/NETANYAHU-300x137.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/NETANYAHU-768x350.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/NETANYAHU-696x317.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/NETANYAHU-1068x487.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/NETANYAHU.png 1152w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/massacre-na-praia/">MASSACRE NA PRAIA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A CULPA É DE ISRAEL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jun 2023 14:09:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nestas horas de brasa onde o futuro da Rússia, da Ucrânia e do mundo estão em jogo, escutámos a versão dos radicais muçulmanos sobre os acontecimentos na Rússia, com a rebelião do Grupo Wagner contra o regime de Putin. A tese muçulmana desloca o conflito para o expansionismo sionista. Tese sustentada pela origem étnica de [&#8230;]</p>
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<p>Nestas horas de brasa onde o futuro da Rússia, da Ucrânia e do mundo estão em jogo, escutámos a versão dos radicais muçulmanos sobre os acontecimentos na Rússia, com a rebelião do Grupo Wagner contra o regime de Putin.</p>



<p>A tese muçulmana desloca o conflito para o expansionismo sionista. Tese sustentada pela origem étnica de Prigozhin e Zelensky, ambos judeus. Outro pilar desta tese é o apoio de Putin à resistência palestiniana, a parceria da Rússia com o Irão, a aliança militar e política com o regime da Síria, tudo a provocar imenso desagrado em Israel.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Segundo a <strong><a href="https://gab.com/GlobalResistanceNews">Global Resistance News</a></strong>, o primeiro erro de Putin depois de ter lançado a guerra na Ucrânia foi ter aceite poupar a vida de Zelensky, acordo que terá sido estabelecido com o antigo primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="464" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/naftali-benneth-c-Putin.jpg" alt="" class="wp-image-27073"/><figcaption class="wp-element-caption">Naftali Benneth com Vladimir Putin</figcaption></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Outro argumento a juntar a esta lógica expansionista do sionismo, alegadamente para instaurar na Ucrânia um segundo Estado judeu, está no apoio dos chechenos a Putin. Os chechenos são muçulmanos. São uma das minorias étnicas e religiosas na Federação Russa e, sob este ponto de vista, só faz sentido lutar a favor de Putin se for contra o judaísmo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="997" height="507" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/kadyrov.jpg" alt="" class="wp-image-27074"/><figcaption class="wp-element-caption">Ramzan Kadyrov, Presidente da República da Chechénia</figcaption></figure>
</div></div>
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