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	<title>Arquivo de Sexta às 9 - Duas Linhas</title>
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		<title>Sandra Felgueiras acaba de se despedir da RTP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Nov 2021 00:01:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A RTP extinguiu o Sexta às 9, um programa que nem sempre foi excelente, mas que causava demasiadas dores de cabeça à administração e aos diretores da estação pública. A irreverência e a insistência em obter respostas sempre foram consideradas insolência pelos pretensos donos-disto-tudo, sejam eles velhos banqueiros, novos ministros ou malandros de meia idade. [&#8230;]</p>
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<p>A RTP extinguiu o Sexta às 9, um programa que nem sempre foi excelente, mas que causava demasiadas dores de cabeça à administração e aos diretores da estação pública.</p>



<p>A irreverência e a insistência em obter respostas sempre foram consideradas insolência pelos pretensos donos-disto-tudo, sejam eles velhos banqueiros, novos ministros ou malandros de meia idade. As pressões para acabar com o incómodo devem ter sido enormes. Sempre foi assim, em casos semelhantes, tanto na RTP como nos canais privados.</p>



<p>O último Sexta às 9 foi para o ar esta noite, 26 de novembro de 2021. A equipa que trabalhou até hoje neste programa tentou fazer da última edição um hino à liberdade de imprensa, um manifesto contra as barreiras à investigação jornalística e uma oportunidade para Sandra Felgueiras sair pela porta grande da empresa onde trabalhou nos últimos 22 anos.</p>



<p>O programa abordou casos concretos e fez um ponto de situação sobre a liberdade de imprensa. Falou, por exemplo, da demolição e alienação ilegais do Quartel da Junqueira que o Ministério da Administração Interna entregou à Câmara Municipal de Lisboa pouco antes das eleições autárquicas. Falou da queda de Portugal nos índices de desempenho democrático. Hoje há mais dificuldade no acesso a documentação oficial e os ministérios e direções gerais recusam respostas a questões colocadas por jornalistas na tentativa de evitar a divulgação dos casos. Quase 50 anos passados da revolução do 25 de abril, permanece a cultura do segredo na gestão pública e nas empresas privadas, tal e qual existiu durante a ditadura salazarista.</p>



<p>Foi um adeus coletivo na derradeira peça jornalística do Sexta às 9, onde participaram todos os redatores e a chefe da equipa a dizer a sua versão do “vou andar por aí”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div><figcaption><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p>A partir de hoje, os diretores e a administração da RTP vão ter, provavelmente, dias mais descansados, mas a RTP perdeu uma referência e, com isso, é provável que vá perder mais público, até porque parte dos telespetadores do Sexta às 9 irão ver o que Sandra Felgueiras vai fazer na CMTV. E muitos ficarão por lá.</p>
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		<title>Sexta às 9, a embaixatriz da Zona J de Chelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Nov 2021 00:01:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acabei de ver o Sexta às 9 na RTP. Tive pena da Inês Subtil, a jornalista que fez a reportagem sobre a casa camarária de renda social atribuída à mulher do atual embaixador da Guiné-Bissau em Portugal. A reportagem foi sustentada por uma narrativa errante e inconsequente. Pelo meio surgiram referências ao atual momento político [&#8230;]</p>
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<p>Acabei de ver o Sexta às 9 na RTP. Tive pena da Inês Subtil, a jornalista que fez a reportagem sobre a casa camarária de renda social atribuída à mulher do atual embaixador da Guiné-Bissau em Portugal.</p>



<p>A reportagem foi sustentada por uma narrativa errante e inconsequente. Pelo meio surgiram referências ao atual momento político em Bissau, factos completamente alheios ao caso que motivou o trabalho jornalístico. O homem que é hoje circunstancialmente embaixador da Guiné-Bissau é um dos políticos mais corajosos que conheci. E estou a falar de coragem física, de quem é capaz de ficar mesmo quando caem bombas à volta e a probabilidade de se levar com uma bala perdida é real. Mas não vasculharam essa parte da vida de Hélder Vaz.</p>



<p>A repórter Subtil não conseguiu fazer a caracterização do bairro, quem não conhece a zona J ficou na mesma. Mostraram-nos prédios a necessitar de manutenção exterior, a bancada da fruta da mercearia, os calceteiros a compor o passeio. Alguém a dizer que o bairro era calmo. Foi mais ou menos isto. Foi apenas isso.</p>



<p>Foi ali que Suaila cresceu desde os 3 anos de idade. Teria sido interessante conhecer o bairro, ter conversado com amigos de infância, colegas da escola, vizinhos. Ficaríamos a ter uma ideia de quem é a mulher do atual embaixador guineense. Não se viu nada disto.</p>



<p>Ouvimos dizer, de raspão, que muitos apartamentos do bairro estavam indevidamente ocupados, que as pessoas cansadas de esperar por uma casa, arrombam portas e ocupam os espaços. Mas nenhuma dessas casas estava atribuída a uma “embaixatriz”! E por aqui se percebe o que falhou na reportagem. Procuraram um escândalo, esqueceram-se do jornalismo.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1918" height="1037" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2021/11/sexta-as-9-helder-vaz-2.jpg" alt="" class="wp-image-13925"/></figure></div>
</div></div>



<p>Desta vez, não foi um grande <strong><a href="https://www.rtp.pt/play/p8163/e579203/sexta-as-9">Sexta às 9</a></strong>, Sandra.</p>
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		<title>RTP capaz do melhor e do pior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2021 16:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[audiências da RTP 2]]></category>
		<category><![CDATA[Informação televisiva]]></category>
		<category><![CDATA[Investigaçãojornalística]]></category>
		<category><![CDATA[RTP]]></category>
		<category><![CDATA[Sexta às 9]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Excelente, a reportagem dos jornalistas Luís Miguel Loureiro e Luís Vigário no &#8220;Sexta às 9&#8221; do passado dia 29 de Janeiro, sobre os orçamentos participativos, propagandeados até à náusea a nível nacional e autárquico, com os quais se pretendeu colocar os cidadãos a contribuírem para a resolução de problemas do País. A ideia nasceu há [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/02/rtp-capaz-do-melhor-e-do-pior/">RTP capaz do melhor e do pior</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Excelente, a reportagem dos jornalistas Luís Miguel Loureiro e Luís Vigário no &#8220;Sexta às 9&#8221; do passado dia 29 de Janeiro, sobre os orçamentos participativos, propagandeados até à náusea a nível nacional e autárquico, com os quais se pretendeu colocar os cidadãos a contribuírem para a resolução de problemas do País. </p>



<p>A ideia nasceu há 5 anos. Em 2017 até correu bem &#8211; avançaram todos os 38 projectos vencedores. No ano seguinte, em 2018 , foram declarados vencedores 22 projectos, mas 14 ficaram na gaveta. Declarou António Costa, à época: &#8220;São projectos que melhoram a qualidade da despesa pública&#8221;. Na altura, até a célebre vaca voadora foi evocada e propagandeada, com um bonequinho a condizer e a bater as asas. Com a presença, obviamente, da actual eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques, obreira da celebradíssima reforma administrativa e sobre a qual nada mais ouvimos desde que se &#8220;exilou&#8221;&#8230;</p>



<p>Os jornalistas dedicaram-se em especial a dois projectos, relativos às touradas e à recuperação do bom nome de ex-reclusos. Particularmente interessante este último (projecto Fonteiras), capitaneado pelo padre João Torres, alguém sem papas na língua, cujas frases foram verdadeiras marteladas no toutiço do Governo. &#8220;Dá a sensação -disse João Torres-, que a vaca voou para um País que a gente não sabe onde ela está!&#8221;. </p>



<p>O problema é que do Estado não receberam qualquer resposta com pés e cabeça para a ausência do dinheiro que era suposto receberem para a concretização do projecto vencedor&#8221;. Reparem, &#8220;há organismos do Estado que têm à frente gente demasiado incompetente. É que nem se dignam responder de forma técnica e profissional&#8221;, declarou o padre João Torres, que afiançou estar, daqui a 50 anos, na primeira fila de um qualquer auditório em que apareça alguém do Governo a promover um orçamento participativo, caso entretanto o seu projecto Fronteiras não seja executado. &#8220;Estaréi lá para lhe chamar mentiroso!&#8221;.&nbsp; Habemus homem! Trezentos mil euros teriam poupado o Governo a este enxovalho público&#8230;</p>



<p>O &#8220;Sexta às 9&#8221; é um programa irregular no que respeita à qualidade do jornalismo que apresenta. Mas tem, indubitavelmente, por vezes, bom jornalismo. Transmite, porém, a sensação de que por ali se faz demasiada politica. E há por lá comentadores pouco recomendáveis e que aparentam ter tirado o passe no programa. À atenção da Direcção de Informação, que é para isso que existe, para estar atenta a eventuais excessos cometidos pela redacção e respectiva hierarquia.</p>



<p>Há dias, numa daquelas habituais acções de &#8220;picanco&#8221; pelos canais, dei, na RTP2, por um programa intitulado &#8220;Falar, falar bem, falar melhor&#8221;. Inenarrável! Abreviando, trata-se de uma &#8220;coisa&#8221; absolutamente confrangedora, apresentada por Margarida Mercês de Melo. O ritmo é de fugir, com &#8220;faladores&#8221; convidados sem qualquer capacidade de comunicação, os quais são chamados a fazerem opções que não têm de justificar. Os telespectadores mais frágeis em termos de conhecimentos da cultura e língua portuguesas ficam na mesma. O programa a que assisti teve como convidado Paulo Dentinho (para quem não sabe foi director de Informação da RTP), o qual brindou a audiência com mais uma proverbial prova da sua modéstia.&nbsp;Por alguma razão a RTP2 registou, o ano passado, a mais baixa audiência de sempre &#8211; 1,1 por cento!</p>
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