<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de São João da Pesqueira - Duas Linhas</title>
	<atom:link href="https://duaslinhas.pt/tag/sao-joao-da-pesqueira/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/sao-joao-da-pesqueira/</link>
	<description>Informação online</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Feb 2026 22:50:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>

<image>
	<url>https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/08/cropped-KESQ1955-png-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de São João da Pesqueira - Duas Linhas</title>
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/sao-joao-da-pesqueira/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">214551867</site>	<item>
		<title>O MISTÉRIO NUM ROCHEDO</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/02/o-misterio-num-rochedo/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2026/02/o-misterio-num-rochedo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[José Carlos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 13:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[PEDRAS ANTIGAS]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[mensagens gravadas na pedra]]></category>
		<category><![CDATA[os romanos em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[pedras antigas]]></category>
		<category><![CDATA[São João da Pesqueira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=47046</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma pessoa fica com curiosidade: «da Pesqueira», porquê? E nesse município – limitado a norte pelo município de Alijó, a nordeste por Carrazeda de Ansiães, a leste por Vila Nova de Foz Côa, a sueste por Penedono, a sul por Sernancelhe, a oeste por Tabuaço e a noroeste por Sabrosa, ou seja, bem rodeado – [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/o-misterio-num-rochedo/">O MISTÉRIO NUM ROCHEDO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Uma pessoa fica com curiosidade: «da Pesqueira», porquê? E nesse município – limitado a norte pelo município de Alijó, a nordeste por Carrazeda de Ansiães, a leste por Vila Nova de Foz Côa, a sueste por Penedono, a sul por Sernancelhe, a oeste por Tabuaço e a noroeste por Sabrosa, ou seja, bem rodeado – era a pesca de rio a principal ocupação? Ou será que, um dia, o morador devoto fez promessa ao santinho, foi à pesca e veio de lá com o balde cheio, fora boa a pescaria e agradeceu! Aliás, pesqueira quer dizer isso mesmo: lugar propício a pescar.</p>



<p>Uma consulta na internet assinala, porém, três outros aspectos de que a população se orgulha: ser considerada o Coração do Douro Vinhateiro, inclusive porque, segundo vetusta tradição, aí terá vivido o Marquês de Pombal, que foi quem, no século XVIII, criou a Região Demarcada do Douro, um orgulho!</p>



<p>Orgulho há também em ser o mais antigo concelho do país, uma vez que a sua criação data de 1055.</p>



<p>Aponta-se, em terceiro lugar, como aspecto importante da sua história o facto de, segundo a tradição, «dentro de uma pequena gruta viveu e morreu frei Gaspar (1594-1615)». A história deste frade há, pois, que a descobrir, oculta na noite dos tempos!&#8230;</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><em><strong>Uma inscrição romana</strong></em></h4>



<p>Sobejamente conhecido, ao invés, é o miradouro São Salvador do Mundo, acima da barragem da Valeira, por ter templo e capelas de grande devoção popular – quem há aí que não queira solicitar as graças do Salvador do Mundo? Mormente se esse Salvador for considerado santo. Estamos a falar de Cristo Salvador ou de um S. Salvador? Cá está, por conseguinte, outra questão a explorar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="718" height="1014" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3.png" alt="" class="wp-image-47053" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3.png 718w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3-212x300.png 212w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-3-696x983.png 696w" sizes="(max-width: 718px) 100vw, 718px" /><figcaption class="wp-element-caption">A capela de São Salvador do Mundo</figcaption></figure></div>


<p>Pois acontece que, em longínquos tempos já, numa das paredes exteriores desse templo, se engastou uma placa funerária romana, sem que se saiba donde é que poderá ter sido proveniente. Um manuscrito guardado na Biblioteca Nacional de Portugal, consultado por Frei Jerónimo Contador de Argote (1676-1749), deu-lhe a conhecer a existência dessa placa com letras, à qual não deixou de se referir logo no I volume (p. 332) das suas notáveis <em>Memórias para a história ecclesiástica do Arcebispado de Braga, primaz das Hispanhas</em>, dedicadas a el-rei D. João V. Já nessa altura estava na parede. Ou seja, importará percorrer, com olhos de ver, a região circundante, para encontrar vestígios romanos donde esse letreiro – cujas letras houve quem, indevidamente, mas com boa intenção, de negro pintou – possa ter vindo.</p>



<p>É latim:</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="288" height="136" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-4.jpg" alt="" class="wp-image-47051"/></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="986" height="873" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1.png" alt="" class="wp-image-47052" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1.png 986w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1-300x266.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1-768x680.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/inscricao-1-696x616.png 696w" sizes="(max-width: 986px) 100vw, 986px" /><figcaption class="wp-element-caption">a inscrição na fachada da capela</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Destinada originalmente a ser colocada no frontispício dum mausoléu familiar, conta a inscrição que Lúcio Sulpício Rufino, límico de origem (isto é, da região de um povo chamado Límicos), fez o jazigo para si e para três dos antepassados, todos da sua família Sulpícia: a Cílea, o Rufo e a Rufina.</p>



<p>Não é vulgar um documento assim.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><em><strong>Uma inscrição rupestre</strong></em></h4>



<p>Contudo, as surpresas de uma visita ao local e proximidades não se quedarão nos mistérios que a inscrição romana esconde. É que, numa rocha, deparamo-nos com letras gravadas, de estranho significado essas.</p>



<p>De facto, assinala-se na página 51 do livrinho sobre São Salvador do Mundo, publicado em 2007 por iniciativa do Gabinete Municipal de História, Arqueologia e Património: «são já bem notórios os dados comprovativos da romanização do território». No entanto, acrescenta-se, «a falta de escavações arqueológicas tem impedido a avaliação da sua correcta dimensão e enquadramento».</p>



<p>E, na página 52, &nbsp;lê-se, a determinado passo, que, a seguir à capela nº 6 (uma das capelas envolventes do santuário), «em frente aos Penedos de Judas, existe numa rocha aplanada a que tem chamado a Fraga do Diabo», «uma inscrição onde se vê algo parecido com o seguinte: Eco EM.P.S.EU’E – / AVEà P.S.EU. E». Aguarda interpretação e, de acordo com os autores do livro, será «uma inscrição romana adulterada em época posterior».</p>



<p>Ainda tentámos a nossa sorte:</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="323" height="103" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao.jpg" alt="" class="wp-image-47055" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao.jpg 323w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-300x96.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 323px) 100vw, 323px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="569" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1024x569.png" alt="" class="wp-image-47056" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1024x569.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-300x167.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-768x426.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-696x387.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1392x773.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1068x593.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2-1320x733.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/segunda-inscricao-2.png 1428w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Não andaremos certamente longe da verdade se, todavia, aventarmos que se nota paralelismo entre as duas linhas, evidente sobretudo na parte final, em que a letra P está antes de SEU E. Arriscar-se-ia afirmar que há mesmo um acento agudo a seguir como para dar a entender SEU É. Estaremos, assim, perante uma curiosa delimitação de propriedades em que cada um explicita o que é seu?</p>



<p>Mas, na verdade, tanto as pegadas na superfície do rochedo como estas letras (adiantamos já: romanas não são!), cujo sentido, de repente, inteiramente se desconhece, vão merecer maior atenção: que mistério nelas se esconde?</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="946" height="855" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas.png" alt="" class="wp-image-47057" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas.png 946w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas-300x271.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas-768x694.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/pegadas-696x629.png 696w" sizes="auto, (max-width: 946px) 100vw, 946px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pegadas na Fraga do Diabo</figcaption></figure></div></div></div>



<p>(co-autoria:<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/"> José d&#8217;Encarnação</a></strong>)</p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/o-misterio-num-rochedo/">O MISTÉRIO NUM ROCHEDO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2026/02/o-misterio-num-rochedo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">47046</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
