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	<title>Arquivo de revista Egoísta - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de revista Egoísta - Duas Linhas</title>
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		<title>NA LIBERTÁRIA ÂNSIA DE IMAGINAR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 17:36:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A revista Egoísta: uma marca indelével na História da imprensa portuguesa</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/na-libertaria-ansia-de-imaginar/">NA LIBERTÁRIA ÂNSIA DE IMAGINAR</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Em intervenções da responsabilidade de nomes da Literatura e da Arte portuguesas, foi este, de facto, o tema do número de Natal, porque os amores de Camilo, embora despidos de qualquer auréola espiritual, podem ajudar na reflexão sobre o sentido último do amor verdadeiro, amor-doação, de que o Natal é mensagem.</p>



<p>Metade deste nº 78 (dezembro de 2025) da <em>Egoísta</em> – 60 páginas em 120 – é ocupada pela reprodução de quadros abstratos, da autoria de Ana Vidigal, «Desenhos do cinismo e da melancolia», entremeados de frases lapidares de Camilo. </p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="514" height="689" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/egoista.jpg" alt="" class="wp-image-47000" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/egoista.jpg 514w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/egoista-224x300.jpg 224w" sizes="(max-width: 514px) 100vw, 514px" /><figcaption class="wp-element-caption">capa do nº 78 (dezembro de 2025) da <em>Egoísta</em></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="601" height="768" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/desenho-ana-vidigal.jpg" alt="" class="wp-image-47001" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/desenho-ana-vidigal.jpg 601w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/desenho-ana-vidigal-235x300.jpg 235w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /><figcaption class="wp-element-caption">desenho de Ana Vidigal</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Recordar-se-á «A herança de lágrimas de Camilo Castelo Branco», de Inês Pedrosa. Achar-se-á singular a policromada prosa de Ana Plácido, onde o branco acentua frases lapidares. Considerar-se-á oportuna a análise de Camilo à luz da neurociência do amor, feita por Luísa V. Lopes, neurocientista. Apreciar-se-á deveras a feliz ideia de Nuno Nunes-Ferreira de mostrar 40 capas de outras tantas edições do romance <em>Amor de Perdição,</em> a quase totalidade em português, duas em espanhol, uma em francês e uma inglesa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="623" height="768" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/capas-da-revista-egoista.jpg" alt="" class="wp-image-47003" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/capas-da-revista-egoista.jpg 623w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/capas-da-revista-egoista-243x300.jpg 243w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/capas-da-revista-egoista-324x400.jpg 324w" sizes="(max-width: 623px) 100vw, 623px" /></figure></div>


<p>É natural, portanto, que, depois de apreciado o volume, se volte a ler o editorial do seu diretor, Mário Assis Ferreira, que, no ano 2000, com Patrícia Reis e Henrique Cayatte, ousou meter mãos a esta publicação bilingue, obstinados em erguer uma Obra que, escreveu Assis Ferreira, «se impôs pelas virtualidades do seu mérito e deixou – ouso dizê-lo – uma marca indelével na História da imprensa portuguesa.</p>



<p>Mário Assis Ferreira, que deu ao seu editorial o título de «É tempo de recordar», despede-se, no final, “Até sempre!”. não sem, antes, garantir que «a <em>Egoísta</em> não abdica de si própria: ingente na libertária ânsia de imaginar, pujante no festivo devaneio da arte de recriar».</p>



<p>Uma “libertinagem” – poderia acrescentar-se –de que são penhor a mais de uma centena de prémios granjeados.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/na-libertaria-ansia-de-imaginar/">NA LIBERTÁRIA ÂNSIA DE IMAGINAR</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>OS OUTROS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Dec 2024 21:29:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A nova edição da “Egoísta” celebra as nossas diferenças e tudo o que nos une. É uma reflexão sobre o nosso lugar na comunidade e face ao outro com textos de Tânia Ganho, Teolinda Gersão, Inês Maria Meneses, Hugo Gonçalves, Paulo Mendes Pinto, Filipa Leal, João Luís Barreto Guimarães, Nuno Artur Silva. Destacamos o portefólio [&#8230;]</p>
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<p>“A nova edição da “Egoísta” celebra as nossas diferenças e tudo o que nos une. É uma reflexão sobre o nosso lugar na comunidade e face ao outro com textos de Tânia Ganho, Teolinda Gersão, Inês Maria Meneses, Hugo Gonçalves, Paulo Mendes Pinto, Filipa Leal, João Luís Barreto Guimarães, Nuno Artur Silva. Destacamos o portefólio de Mário Testino, fotógrafo internacional, e de Augusto Brázio, Rui Aguiar, Inês d’Orey, Tiago Miranda, Adriana Molder e Jorge Colombo. O design é de Pedro Leitão”, revela a editora Patrícia Reis.</p>



<p>Escreve Mário Assis Ferreira, o director, no editorial:</p>



<p>«Estranho paradoxo esse, o de abordar a Solidão ao escrever sobre “Os Outros”… Talvez porque a Solidão não existe! Pois quando nos apartamos do mundo, ou o mundo dele nos aparta, eis que a Solidão se transfigura em encontro com nós próprios e, dessa junção, resulta o sortilégio de uma paz suspensa sobre o turbilhão voraz do quotidiano que nos cerca. Nessa paz reflexiva mora o silêncio onde florescem perguntas, onde se guarda a humildade, onde se contesta a razão. Onde, afinal, viceja o nosso “eu”, repartido entre o <em>Yin</em> e o <em>Yang</em>, entre a sombra e a luz, entre remorsos e júbilos, entre incertezas e presunções, entre saudades e reencontros».</p>



<p>E, após recordar que, nestes dias, o imaginário hemisfério em que vivemos se alarga «a tantos Outros, carentes e desprotegidos, em auspício de fé e esperança num futuro melhor», Mário Assis Ferreira lembra que é também «nesta quadra de luz e reflexão, de profunda ressonância no chamamento ao afecto e à solidariedade, que se eleva, no presépio da bem-aventurança, o amor à Família e o apego à Amizade». «Pois se a Família», conclui, «é o esteio do nosso existir, a Amizade é o único lugar do mundo onde vale a pena viver! Assim seja este Natal!».</p>



<p><em>Egoísta,</em> 24 anos de idade e de prémios, 94. Folheia-se com reverência este volume de capa dourada; lêem-se os textos, que são bilingues; paramos a observar as muitas ilustrações.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um olhar aleatório</strong></h3>



<p>«Dentro do espaço estamos juntos» é, por exemplo, o título da mensagem que Inês d’Orey, a fotógrafa portuense, de 47 anos, quis transmitir. Aliás, após informar que seguiu o percurso religioso católico habitual, fez questão de declarar que, ao entrar numa igreja, se sente agora como uma impostora e apenas aí se delicia nas fotografias que faz.</p>



<p>Reproduzo aqui, com a devida vénia, uma dessas fotos, colhida na igreja de Santo António de Pádua, em Belgrado, templo desenhado, em 1929, pelo arquitecto Jože Plečnik, foto que representará, como diz a fotógrafa, um dos «espaços secundários e normalmente menos óbvios e não visíveis» dessa basílica. Eu vejo uma porta aberta para escondida escadaria, fracamente alumiada por uma escotilha. Nada óbvio, pois, numa igreja; e não fora a fotógrafa a garantir-no-lo, nosso pensamento correria para bem longe, a imaginar um esconso, ainda que de porta mui bem conservada e tratada, de um edifício qualquer. Despojamento, sim; solidão, embora a luz escassa da gelosia deixe fugir o pensamento para ‘os outros’, porventura os crentes que, mesmo numa língua certamente bem estranha à do português S. António a quem o templo foi dedicado, porventura rezam, são «outros», num espaço mais amplo, o da nave central, onde, aí sim, estarão juntos – que, ao espreitar a escada, Inês d’Orey certamente estará sozinha. Antes, certamente, terá visto de fora a sumptuosidade da «basílica» que os frades franciscanos mantêm; buscou, porém, refúgio numa outra ignorada beleza, que assim nos quis transmitir.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/vQMXapE.jpeg" alt="" class="wp-image-38569"/><figcaption class="wp-element-caption">Basílica de S. António, em Cracóvia, fachada norte</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/sQe6Hs2.jpeg" alt="" class="wp-image-38570" style="width:388px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto de Inês d&#8217;Orey</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Mario Testino, fotógrafo de moda peruano (nasceu em Lima a 30 de Outubro de 1954), é, aliás, o primeiro autor – de «Mundo Maravilhoso» – que nos aparece nesta <em>Egoísta</em> logo a seguir ao editorial. Não há texto. Só fotos. De peruanos e de peruanas, a envergarem os seus garridos trajes típicos, numa surpreendente explosão de cor. Tirando aquela em que as personagens, mascaradas, parecem esconder-se sob amplos chapéus que, em Portugal, diríamos feitos de empreita, tirando essa, as demais mostram pessoas que propositadamente posam para a foto, sérias, compenetradas de que estão a mostrar a «outros» que também elas pertencem a esse ‘mundo maravilhoso’.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/qpA1G4S.jpeg" alt="" class="wp-image-38567"/><figcaption class="wp-element-caption">Mulheres, foto de Mario Testino</figcaption></figure></div>


<p>Outros farão outras leituras; outros verão – e bem – nesses rostos peruanos uma imagem assaz viva da pluralidade humana, a respeitar. Grito de alerta será bem o suspeito.</p>
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		<title>Cartas para a Liberdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 19:14:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São, pelo menos, duas as leituras possíveis: – cartas endereçadas a essa tão bem quista entidade, a suplicar-lhe que se mantenha connosco, contra tudo e contra todos, pois que muito nos custou alcançá-la; – ou mensagens a quantos pele Liberdade anseiam e por ela têm de continuar a lutar, diariamente, sem descanso. Seja como for [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>São, pelo menos, duas as leituras possíveis:</p>



<p>– cartas endereçadas a essa tão bem quista entidade, a suplicar-lhe que se mantenha connosco, contra tudo e contra todos, pois que muito nos custou alcançá-la;</p>



<p>– ou mensagens a quantos pele Liberdade anseiam e por ela têm de continuar a lutar, diariamente, sem descanso.</p>



<p>Seja como for – e cada qual é livre (!) da escolha – dir-se-á que essas inesperadas 140 páginas, em papel rico, de mui cuidadas e criteriosamente seleccionadas ilustrações, encerram em si, esses dois aspectos simultaneamente: a algazarra da alegria pela conquista alcançada e, mais de mansinho mas também lancinante, o grito de alerta para que a conquista não venha a ser baralho de cartas ardilosamente espalhado…</p>



<p>Logo na capa temos, bem erecto, o cravo em relevo, que apetece acariciar, para que não murche. Cravo em fundo verde de esperança. Mas logo o editorial, da autoria do director, Mário Assis Ferreira, nos adverte que este meio século «em volúpia de liberdade» nos deixou «livres para tudo, até na escolha das nossas prisões».</p>



<p>E sublinha, logo a seguir: que essa, a Liberdade «que quotidianamente nos cerca não é, seguramente, a Liberdade almejada, a nascida na razão, merecida na responsabilidade, tutelada pela justiça, consagrada na separação de poderes». Não. A nossa «Liberdade», hoje, é muito outra; porque se «corrói nos escombros da ruptura dos valores, alimenta-se de intrigas, é devassada em escutas espúrias, controla-se em <em>chips</em> delatores, vigia-se em câmara dissimuladas, dissolve-se em <em>fake news </em>nas redes sociais, ilude-se em manipulações censórias, substitui-se à justiça em piras incendiárias e imolações na praça pública».</p>



<p>Estranho panorama este, de facto, 50 anos passados, de que Lídia Jorge, em páginas mais à frente, «Mensagem breve após jovens», após ressaltar que é bom os jovens sentirem «a maravilha que é voltar a poder escolher, poder contar, poder dizer, perder protestar, poder votar, poder viajar, poder entrar e sair do país, seja homem ou mulher, casado ou solteiro, rico ou pobre, de esquerda ou de direita», também acentua ao pedir-lhes:</p>



<p>«Não permitam que a riqueza de poucos, e a pobreza de tantos, faça regredir o nosso mundo ao tempo em que se tinha de morrer para se construir a partir da base uma sociedade livre e amá-la tanto que não se podia separar-lhe as sílabas».</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-30981" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/nuria-serrote.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Núria Serrote</figcaption></figure>



<p>E, por isso, nos encantam os rostos e as mensagens insertas logo no 1º texto, «New kids on the block» (sim, a revista é bilingue). Escreveu, por exemplo, Núria Serrote, de 25 anos (isto é, uma das pessoas que já bem nasceu em Liberdade…) que é bom «sair à rua, colocar aquela música eletrizante e apenas dançar, fluir, viver o agora, sem medos do amanhã».</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-30982" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/foto-de-alfredo-cunha.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">foto de Alfredo Cunha nas instalações da PIDE/DGS em Lisboa</figcaption></figure>



<p>Surpreendemo-nos a cada página. Nunca imaginaríamos que Alfredo Cunha nos viesse, um dia, a mostrar, a sala de um palácio (dir-se-á), com adequados reposteiros, vistoso lustre de cristal pendente dum tecto cinzelado e mui elegante mobiliário a servir de poiso a metralhadoras G3 e kalashnikov… Delicia-nos a simplicidade com que Júlia Cunha, em ilustração, nos conta que «a liberdade rega-nos os pés e nas nossas mãos rebentam cravos e em cada cravo cresce uma revolução». Lindo!</p>



<p>Mas o alerta fica. Através da Arte e da Palavra.</p>
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		<title>Detesto ser Dona Maria, pronto!…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2023 11:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há obras que surgem no momento oportuno, porque os seus mentores reflectem sobre o mundo e lhes pareceu que, de facto, era importante lançar uma pedrada no charco. É o caso dos temas escolhidos pela equipa da revista Egoísta, chefiada por Mário Assis Ferreira, da Estoril-Sol. ¿Que assunto poderia interessar, sem lamechices, na quadra natalícia? [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/01/detesto-ser-dona-maria-pronto/">Detesto ser Dona Maria, pronto!…</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há obras que surgem no momento oportuno, porque os seus mentores reflectem sobre o mundo e lhes pareceu que, de facto, era importante lançar uma pedrada no charco.</p>



<p>É o caso dos temas escolhidos pela equipa da revista <em>Egoísta,</em> chefiada por Mário Assis Ferreira, da Estoril-Sol. ¿Que assunto poderia interessar, sem lamechices, na quadra natalícia? ¿Que personagem ocupa, na celebração, o principal papel? Maria, a mãe! Maria, a consubstanciar, aqui na sua não fácil função maternal, o papel da Mulher.</p>



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<p>«Maria» é, pois, essa evocação de um nome onde cabem, na feliz expressão de Assis Ferreira, «todas as Mulheres do mundo»:</p>
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<p>«Mulheres, Mães, que são esteio do que somos e inspiração de amor.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Amor que parece arredado deste conturbado mundo em que a angústia tende a sufocar a esperança».</p>
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<p>Desta vez, Mário Assis Ferreira foi parco na introdução: 10 linhas que terminam a sugerir a divinização da Mulher, tal a relevância que lhe deve ser dada – e aqui se dá!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/01/Revista-Egoista-Maria.jpg" alt="" class="wp-image-23640" width="361" height="453"/><figcaption class="wp-element-caption">capa da revista Egoísta</figcaption></figure></div>


<p>Com a inesperada maquetização a que a equipa gráfica, chefiada por Patrícia Reis, já nos habituou – é sempre impossível imaginar com que nos vão surpreender!&#8230; – este nº 75 de <em>Egoísta,</em> com 124 páginas, reúne colaborações bilingues (português / inglês) de, entre outros:</p>



<p>– Maria Teresa Horta («Maria», poema inédito);</p>



<p>– Afonso Cruz («Nem todas são Marias», com impressionantes fotos de mui expressivas anciãs…);</p>



<p>– Maria do Rosário Pedreira («Maria – Três poemas e uma canção»);</p>



<p>– Inês Pedrosa («Nomes»);</p>



<p>– Maria João Martins («Falar às jovens raparigas em flor»);</p>



<p>– José Eduardo Agualusa &nbsp;(«Gramática do Instante e do Infinito», ilustrado com soberbas fotografias a preto e branco);</p>



<p>– Patrícia Cruz («Eu, Maria, me confesso»);</p>



<p>– Urbano Tavares Rodrigues («Conto de amor»);</p>



<p>– Sérgio Costa Araújo («Do solo árido nasce a aurora», com estampas antigas sobre a vida de Nossa Senhora, no seguimento da passagem 2: 6-7 do evangelho de S. Lucas, referente ao nascimento de Jesus);</p>



<p>– Yvette Centeno (o poema «Maria»);</p>



<p>– Richard Zimler («Paula Rego e a Virgem Maria: de carne e osso»);</p>



<p>– Rainer Maria Rilke («O nascimento de Maria»)…</p>



<p>Nota, ainda, para «Madonno», com desenhos de Tomás Castro Neves, texto de Xavier Pereira e fotografia de João Paulo: na sua aparente irreverência, um convite à reflexão, pequenos textos, salpicos de poesia.</p>



<p>Eloquentes, as fotografias de plantas e de flores, de Pedro Serpa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/01/flores-egoista.jpg" alt="" class="wp-image-23641"/></figure>



<p>Termino com a referência ao texto brincalhão de Maria Manuel Viana, «A importância de ser». Não Ernesto, como na peça de Óscar Wilde, mas Maria. E ela diz que quer ser Maria, simplesmente, e não «Dona Maria», como lhe chamam «os operadores dos <em>call centers,</em> o meu carteiro, os funcionários nos <em>guichets, </em>&nbsp;a minha empregada. E eu odeio. Sou MM e não Maria. Ponto». Para perorar, no final lindo:</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>«(…) a dupla MM, nome que para mim alguém inventou e de que tanto gosto. MM, <em>aime-aime. </em>Eu, tu, para sempre até morrermos todos e a loucura se esgueirar por entre as palavras». </p>



<p>Em latim, <em>Maria</em> liga-se a mar. O oceano a perder de vista. A Mulher com letra maiúscula em toda a sua infindável extensão…</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/01/As-maos...-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-23644"/></figure>



<p></p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/01/detesto-ser-dona-maria-pronto/">Detesto ser Dona Maria, pronto!…</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>EGOÍSTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 00:34:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[revista Egoísta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Certamente já lhe chegou a informação de que a edição nº 74, deste Verão, de Egoísta, a revista da Estoril-Sol, está dedicada à Vida. E poderá ter pensado: «Vida chata tenho eu, quanto mais para que ainda me venham falar dela!». Saberá, todavia, ou terá ouvido falar, que a continuidade desta revista, editada desde 2000 [&#8230;]</p>
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<p>Certamente já lhe chegou a informação de que a edição nº 74, deste Verão, de <em>Egoísta,</em> a revista da Estoril-Sol, está dedicada à Vida. E poderá ter pensado: «Vida chata tenho eu, quanto mais para que ainda me venham falar dela!».</p>



<p>Saberá, todavia, ou terá ouvido falar, que a continuidade desta revista, editada desde 2000 por uma empresa que se dedica ao jogo, resulta da teimosia de um senhor que dá pelo nome de Mário Assis Ferreira, o qual, contra tudo e contra todos, pugna por que a Estoril-Sol não deixe cair a sua tónica cultural. Por isso, há os prémios de literatura, a manutenção da galeria de Arte, espectáculos musicais e de teatro e.. há a <em>Egoísta!</em></p>



<p>Perdoar-me-á se dela ouso escrever – e, sobretudo, deste volume – porque, confesso, se sempre nos vários números eu aprendo, com este a aprendizagem foi maior, não tanto pelo conteúdo mas pela forma como esse conteúdo é apresentado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/egoista-2.jpg" alt="" class="wp-image-20970" width="650" height="470"/></figure></div>


<p>Para já, são 5 os volumes dentro duma sobrecapa.. Que se lêem de uma assentada, diga-se desde logo, porque os textos são pequenos, elucidativos, tocantes, oportunos. E que se não ache exagero estes adjectivos todos, pois que não é. 1º volume, «A infância parada a olhar-me»; 2º, «ele próprio» (que tem pastilha elástica, horário escolar, <em>headphones…</em>); 3º, de capa vermelha, «corre, Maria, que o tempo urge, mesmo que tenhas ainda a vida pela frente»); 4º, «traição do tempo». O 5º, de capa branca, está em branco, num convite «Este volume pode ser um episódio da sua vida. Escreva. Faça colagens. Guarde memórias». E eu que já há anos preencho os <em>Livros em Branco</em> que meus filhos me vão oferecendo e ainda não achei tempo para o «Avô fala-me de ti» tive um baque, é mesmo para escrever aqui!</p>



<p>Escreve a editora, Patrícia Reis, que nesta edição se propõe “uma reflexão sobre as diferentes fases de vida, numa visão iconográfica, a partir de objetos que representam momentos e idades”.</p>



<p>O texto sobre a infância é da autoria de José Luís Peixoto; o da adolescência, de Xavier Pereira; Paula Cosme Pinto comenta a fase da vida adulta; Patrícia Reis ficou com a velhice. Como representação da vida, os objectos selecionados foram fotografados por Nuno Correia e cartografados em termos de referência histórica por Carla Graça.</p>



<p>Do editorial – assinado, como é hábito, por Assis Ferreira – destaco a descrição d’«o rotineiro ciclo da vida: somos crianças e brincamos; somos adolescentes e transgredimos; somos adultos e contabilizamos; somos velhos e recordamos».</p>



<p>E, a concluir, após afirmar ser a vida «uma lição tão fugaz, quão urgente é aprendê-la. Como se o hoje fosse tardio e o ontem desperdiçado. Até que o coração faleça e a alma sobreviva», Mário Assis Ferreira assim perora:</p>



<p>«Do coração, fica a memória; da alma, a interrogação: nasce-se para morrer ou morre-se para renascer? Se Deus existe, só Ele conhece a resposta!”.</p>



<p>Pela minha parte, perdoe-se-me, eu retiro a condicionante e confesso: «Só Ele conhece a resposta!».</p>
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