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	<title>Arquivo de racismo e colonialismo - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de racismo e colonialismo - Duas Linhas</title>
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		<title>PORTUGAL, A MEMÓRIA COLONIAL E O DEVER DE PEDIR DESCULPA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 23:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[racismo e colonialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Da PIDE ao Tarrafal, os massacres de Batepá e Pidjiguiti,Mueda, Baixa de Cassanje e Wiriyamu, a violência colonial está amplamente documentada</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/portugal-a-memoria-colonial-e-o-dever-de-pedir-desculpa/">PORTUGAL, A MEMÓRIA COLONIAL E O DEVER DE PEDIR DESCULPA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>O debate não é novo, mas tornou-se inadiável. Já não há espaço para subterfúgios: os arquivos estão abertos, as vítimas e os seus descendentes exigem memória, e a democracia portuguesa tem maturidade para enfrentar as suas próprias sombras. Pedir desculpa não é questão de ressentimento, mas de dignidade.</p>



<p>Os factos são claros. Da PIDE/DGS às prisões políticas do Tarrafal; da repressão em Batepá e Pidjiguiti aos massacres de Mueda, Baixa de Cassanje e Wiriyamu, a violência colonial está amplamente documentada. Foram milhares de mortos. No caso da Guiné-Bissau, passadas mais de sete décadas, continuam vivas as memórias das valas abertas em Bafatá, Tite e Bambadinca, onde milhares de guineenses foram fuzilados, enterrados e cobertos com terra por tratores. Aldeias foram arrasadas, comunidades deslocadas, vidas destruídas. Não se tratou de “excessos”, mas de uma estratégia sistemática para sustentar um império sem legitimidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="412" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-1024x412.png" alt="" class="wp-image-44053" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-1024x412.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-300x121.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-768x309.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-1536x618.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-696x280.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-1392x560.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-1068x429.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1-1320x531.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/massacres-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>As páginas mais sombrias incluem a ação da PIDE/DGS, que perseguiu, prendeu e torturou opositores em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Também o exército colonial cometeu massacres em várias fases das guerras de libertação. Só na Guiné-Bissau, documentos militares confirmam bombardeamentos com napalm em zonas civis, resultando em milhares de mortos, além do massacre de Pidjiguiti. Em Angola, o massacre da Baixa de Cassanje, em 1961, custou a vida a dezenas de milhares de trabalhadores agrícolas que se revoltaram contra a exploração.</p>


<div class="wp-block-image">
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<p>Além da violência, persiste a questão da espoliação cultural. Museus portugueses guardam milhares de objetos recolhidos em contextos coloniais, frequentemente sem consentimento. O debate sobre a sua restituição é recente, mas inevitável. Portugal não pode continuar a beneficiar de patrimónios arrancados a povos que hoje são parceiros soberanos.</p>



<p>No plano político, a divisão é clara. O Presidente da República portuguesa tem defendido o pedido de desculpas e o reconhecimento de responsabilidades, incluindo reparações simbólicas. O actual Governo português, porém, prefere falar em cooperação e desenvolvimento, evitando indemnizações diretas — receando abrir espaço ao avanço eleitoral do &#8220;Chega&#8221;. Partidos como o &#8220;Bloco de Esquerda&#8221; e o &#8220;Livre&#8221; exigem maior clareza e compromisso, enquanto a direita tradicional circunscreve o debate à reconciliação e memória partilhada. Já a extrema-direita, liderada por André Ventura, rejeita qualquer pedido de desculpas e insiste numa visão celebratória do colonialismo.</p>



<p>O que está em causa não é apenas o passado, mas o futuro. Um pedido de desculpas autêntico deve vir acompanhado de medidas concretas: abertura e digitalização integral dos arquivos; inclusão da verdade colonial nos currículos escolares; fundos conjuntos de cooperação para projetos de memória e justiça restaurativa; critérios transparentes para a restituição de bens culturais. Sem isto, o gesto arrisca-se a ser apenas retórico.</p>



<p>Portugal orgulha-se, e com razão, do 25 de Abril, da transição pacífica para a democracia e da construção da CPLP como espaço de cooperação. Mas essa comunidade só será genuína se assentar também na verdade histórica. Reconhecer as vítimas, assumir os crimes e pedir desculpa não enfraquece Portugal: engrandece-o.</p>



<p>Está na hora de dar esse passo — não para reabrir feridas, mas para que elas cicatrizem com justiça e verdade.</p>



<p>(NR: outros artigos do mesmo autor em <a href="https://duaslinhas.pt/author/joao-de-deus/">João de Deus, autor em Duas Linhas</a>)</p>
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		<title>INDEMNIZAR AS ANTIGAS COLÓNIAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jun 2024 23:03:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[António Costa Pinto]]></category>
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		<category><![CDATA[Isabela Figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[racismo e colonialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As indemnizações às antigas colónias portuguesas foi tema de declarações do professor universitário António Costa Pinto ao canal russo Sputnik Africa. As reparações de Portugal às ex-colónias serão &#8220;em área simbólica&#8221;, disse o professor da Universidade de Lisboa, que descarta a possibilidade de haver indemnizações económicas. &#8220;As grandes consequências deste tipo de políticas vão estar [&#8230;]</p>
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<p>As indemnizações às antigas colónias portuguesas foi tema de declarações do professor universitário António Costa Pinto ao canal russo Sputnik Africa.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>As reparações de Portugal às ex-colónias serão &#8220;em área simbólica&#8221;, disse o professor da Universidade de Lisboa, que descarta a possibilidade de haver indemnizações económicas.</p>



<p>&#8220;As grandes consequências deste tipo de políticas vão estar na área simbólica. Portugal vai ter de reconhecer os malefícios do colonialismo e da escravatura, negar a velha ideologia do lusotropicalismo. O colonialismo português foi semelhante aos outros, teve grandes impactos nas sociedades africanas&#8221;, disse António Costa Pinto, citado pela Sputnik Africa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" width="437" height="376" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/antonio-costa-pinto.png" alt="" class="wp-image-34375" style="width:320px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/antonio-costa-pinto.png 437w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/antonio-costa-pinto-300x258.png 300w" sizes="(max-width: 437px) 100vw, 437px" /><figcaption class="wp-element-caption">António Costa Pinto</figcaption></figure></div>


<p>Uma reparação simbólica também pode incluir a devolução de artefatos roubados e que estejam em museus portugueses. No entanto, um eventual processo deste tipo pode ser complicado pela atual situação política em Portugal.</p>
</div></div>



<p>O processo foi despoletado pelo Presidente português, no final de abril. Marcelo disse que Portugal era responsável pelos erros do passado e que devia pagar pelos crimes cometidos durante o regime colonial. No entanto, alguns dias após esta declaração, o Governo disse que não tinha intenção de fazê-lo.</p>



<p>Até agora, o único país africano que assumiu a intenção de pedir indemnizações pelo colonialismo português foi a República de São Tomé e Príncipe.</p>



<p>É evidente que a resistência da elite política portuguesa vai ser muito forte. António Costa Pinto é investigador de Ciência Política, tem publicado vários ensaios sobre o colonialismo português e políticas europeias, atualmente é Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O tema tem sido silenciado, depois de no início algumas vozes terem sido chamadas a dissertar sobre o assunto. Uma delas foi a da escritora Isabela Figueiredo, autora de Caderno de Memórias Coloniais, uma obra muito crítica sobre o colonialismno e o racismo português em Moçambique, a terra onde Isabela nasceu e cresceu.</p>



<p>Isabela diz que Portugal tem contas por pagar. Explica quais e porquê, no programa de debate da RTP &#8220;É ou NÃO É?&#8221;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></div>



<p></p>
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