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	<title>Arquivo de provérbios - Duas Linhas</title>
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		<title>A magia dos provérbios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2022 23:01:44 +0000</pubDate>
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<p>Provérbio, anexim, ditado, adágio, prolóquio – estes, alguns dos nomes por que são conhecidas as frases que passam de geração em geração e se constituem como padrões de vida, norma de comportamento. A sabedoria popular consagrada numa frase curta, sobretudo relacionável com as circunstâncias do calendário agrícola e os costumes que ele determina: «Pelo S. Martinho, vai à adega e prova o vinho», «Março Marçagão, de manhã Inverno, de tarde Verão», «Em Abril, águas mil!».</p>



<p>Em tempo, como é o nosso, de estações do ano completamente às avessas, somos capazes de sorrir desse ancestral conhecimento. Por outro lado, é natural que amiúde se confunda provérbio com frase célebre que, um dia, alguém pronunciou e que, tendo passado para algum compêndio de frases de famosos, se comece a pensar em termos de provérbio, que não é. Recordo «Penso, logo existo!», de Descartes. Tem esse carácter lapidar, mas não pode arvorar-se à categoria de provérbio. Como «lembrar-se de Santa Bárbara quando troveja» é frase comum, mas que não detém essa característica de norma que no provérbio é quase essencial: «Devagar se vai ao longe!», «De pequenino se torce o pepino».</p>



<p>E se, na verdade, a rima se revela, amiúde, como forma popular de ser usada, mesmo em termos de provérbios, o certo é que a sedutora magia dos provérbios não deixa ninguém indiferente.</p>



<p>Fez-se, por exemplo, a 28 de Agosto de 2017, no Centro de Interpretação Pedra do Sal, em S. Pedro do Estoril, a apresentação do livro, de Irene Prata, <em>Provérbios para sorrir ou… reflectir,</em> uma edição do NASPE – Núcleo de Amigos de S. Pedro do Estoril. Cada provérbio, uma quadra.  Veja-se este: <em>Às vezes muito ameaça quem de medroso não passa. </em>E a quadra</p>



<pre class="wp-block-verse">Ameaça é coisa fácil
É prática de muita gente
É apenas o disfarce
Do medo que o próprio sente</pre>



<p>Já vi na Internet que há provérbios feitos com emojis.</p>



<p>Peter Koj, alemão que foi docente na Escola Alemã, de Lisboa, grande difusor da língua portuguesa na sua terra natal, Hamburgo, consignou provérbios portugueses num dos seus livros, traduzindo-os para a língua alemã. <em>Passatempo Proverbial</em> (Schmetterling Verlag GmbH, Estugarda, 2016) constitui, de facto, mui jocoso passeio pelos provérbios portugueses, ilustrados alguns deles pelos bem oportunos desenhos de Marlies Schaper. Vejam-se as ilustrações de «Quem vai ao mar perde o lugar» e «Nem tudo o que vem à rede é peixe» (no topo do artigo).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/08/Quem-vai-ao-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-21118" width="414" height="640"/></figure></div>


<h2 class="has-luminous-vivid-orange-color has-text-color wp-block-heading"><strong>Provérbios errados</strong></h2>



<p>Recebi, em tempos, uma série de correcções a provérbios que vogam por i numa versão errada. Para isso serve a Paremiologia, a ciência dos provérbios.</p>



<p>Portugal detém nesse âmbito o palmarés, sendo Tavira a «capital dos provérbios», pois que nela está sediada a Associação Internacional de Paremiologia / <em>International Association of Paremiology</em> (AIP-IAP), «a única no seu género a nível mundial», e que se «ocupa do estudo científico dos provérbios em todo o mundo»; tem página na Internet – <a href="http://www.aip-iap.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>http://www.aip-iap.org</strong></a> – e «organiza várias actividades ao longo do ano: exposições, palestras, concertos, tertúlias, idas a bibliotecas, escolas, fundações e instituições de solidariedade social para dinamizar e divulgar a tradição oral através das ideias transmitidas pelos provérbios»… Aí se realizou no passado mês de Novembro o 16º Colóquio Interdisciplinar sobre Provérbios, com mui larga participação.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="849" height="202" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/08/associacao-de-pareomilogia.jpg" alt="" class="wp-image-21117"/></figure>



<p>Vamos lá então aos provérbios errados.</p>



<p>Por exemplo, a versão original não é «quem tem boca vai a Roma!», mas sim <strong>«quem tem boca vaia Roma!»</strong>, ou seja, amaldiçoa-a, do verbo «vaiar», atitude tão assumida nos estádios de futebol…</p>



<p>Também o correcto não será «quem não tem cão, caça com gato», mas sim <strong>«como o gato»</strong>, ou seja… sozinho!</p>



<p>«Hoje é domingo pé de cachimbo», o correcto é: <strong>«Hoje é domingo pede cachimbo»</strong> – o relaxar tranquilo, saboreando aroma bom…</p>



<p>«Batatinha, quando nasce, esparrama pelo chão». De facto, era difícil esparramar-se e o que deve dizer-se é… <strong>«espalha a rama pelo chão»</strong>!</p>



<p>Rica, sem dúvida, muito rica mesmo é a língua portuguesa. E nunca nos cansamos de aprender, mesmo que por vezes se diga «Burro velho não aprende línguas!». Preguiça é o que é!</p>
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