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	<title>Arquivo de primata com telemóvel - Duas Linhas</title>
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		<title>O GRANDE TROPEÇÃO COLETIVO DA HUMANIDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 23:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>- Ah, a humanidade… Essa magnífica espécie...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/o-grande-tropecao-coletivo-da-humanidade/">O GRANDE TROPEÇÃO COLETIVO DA HUMANIDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Já não há metáforas que possam ter alguma equivalência ao declínio humano. Quando suspiro, penso: &#8211; Ah, a humanidade… Essa magnífica espécie que descobriu como dividir o átomo, mas que ainda não percebeu que o sinal de “Puxar” na porta não é um convite para um duelo de força física.</p>



<p>Se olharmos de longe, somos um prodígio de engenharia biológica. De perto, somos basicamente semelhantes a um primata ansioso com um smartphone na mão, a tentar convencer-se de que é o centro do universo enquanto tropeça nos próprios atacadores. O triunfo da lógica (ou a falta dela) leva-me a concluir que o que mais me fascina no Sapiens não é a sua inteligência, mas a sua dedicação quase religiosa ao absurdo.</p>



<p>Somos o único animal que paga fortunas por comida que nos faz mal, para depois pagar fortunas por medicamentos que combatem os efeitos dessa comida. Inventamos o conceito de “Tempo” apenas para dizer o dia inteiro que não o temos, enquanto o gastamos com meras futilidades. Acreditamos em teorias da conspiração complexas — como a Terra ser plana ou o mundo ser governado por lagartos — porque aceitar que a realidade é apenas um caos aleatório, onde ninguém está realmente ao comando, é, aparentemente, demasiado assustador.</p>



<p>Dizem que a Internet seria a “Biblioteca de Alexandria” no bolso de cada cidadão. O resultado? Temos acesso a todo o conhecimento humano acumulado e usamos essa ferramenta divina para discutir com desconhecidos se o ananás deve ou não estar na pizza, ou para partilhar fotos de torradas que se parecem com o rosto de uma celebridade. Criámos a Inteligência Artificial porque, convenhamos, a inteligência natural já dava sinais de fadiga.</p>



<p>A nossa irracionalidade é a nossa verdadeira “impressão digital&#8221;. É o que nos faz comprar um fato de banho em pleno inverno porque está em promoção e ignorar as alterações climáticas porque “hoje até está um bocadinho de frio&#8221;. O ser humano é um mestre na arte de ignorar o óbvio. Construímos castelos de cartas sobre fundações de ignorância e depois ficamos genuinamente ofendidos quando a gravidade decide fazer o seu trabalho. Somos criaturas que temem o escuro, mas que passam a vida a fechar os olhos à luz dos factos.</p>



<p>No fundo, talvez a nossa estupidez seja a nossa maior defesa. Se fôssemos totalmente lógicos, a vida seria uma folha de Excel cinzenta e impecável. Sem a nossa gloriosa capacidade de sermos absurdos, quem é que riria das piadas? Quem é que compraria o “manual de autoajuda para ser feliz em 5 passos”?</p>



<p>Ainda continuando a falar de aberrações: a política e a guerra. São os dois passatempos favoritos da humanidade quando nos cansamos de ser apenas individualmente estúpidos e decidimos ser catastróficos em grupo. Se a história humana fosse um exame de condução, já teríamos tido a licença perdida no primeiro milénio; no entanto, continuamos a acelerar em direção ao muro, discutindo quem escolhe a música no rádio.</p>



<p>Quanto à política, parece um teatro do absurdo em alta definição. É o único setor onde se pode ser promovido por falhar espetacularmente. O cenário político global atingiu um nível de surrealismo que faz as pinturas de Salvador Dalí parecerem fotografias de passaporte. Vivemos a &#8220;Era das Bolhas Algorítmicas&#8221;, onde a sátira está morrendo porque a realidade é mais ridícula do que qualquer piada. As pessoas consomem notícias por feeds personalizados que apenas confirmam o que elas já pensam, impossibilitando qualquer diálogo racional.</p>



<p>No auge da ironia, líderes envolvidos em conflitos brutais são sugeridos para prémios de paz. A guerra é o monumento máximo à nossa incapacidade de partilhar um planeta pequeno. Gastamos biliões em arsenais nucleares que, se alguma vez forem usados, garantem que ninguém restará para contar quem ganhou. É o equivalente a comprar um seguro de vida onde a casa explode e o segurado morre.</p>



<p>A política e a guerra provam que a inteligência humana é uma ferramenta poderosa, mas que, infelizmente, costuma ser entregue a pessoas com o equilíbrio emocional de uma criança de cinco anos a quem roubaram o brinquedo — a diferença é que agora o “brinquedo” tem ogivas nucleares.</p>
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