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	<title>Arquivo de património - Duas Linhas</title>
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		<title>BEIRA ALTA, MUROS DE PEDRA MIÚDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 23:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muros velhos de granito campeiam por-aí-fora. Desenharam com eles as paisagens antigas. </p>
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<p>Vinham já do tempo dos seus avós, que desenharam com eles as paisagens antigas, cômoros de hortas e de vinhas, margens de caminhos, marcas de heranças a cada geração refeitas, terras divididas de centeio e pinheiral, linhas de fronteira tão sagradas como as linhas dos arados que, no Lácio, demarcavam o muralhado das cidades.</p>



<p>Muros velhos de granito campeiam por-aí-fora, por essa Beira serrana e descem, estes feitos de xisto, as encostas do Douro. Cada pedra, um gesto. Muitos gestos.</p>



<p>Carreavam-nas os lavradores dos sulcos que o arado abria, dos cortes que a enxada aprofundava. As maiores vinham da montanha, lanchas arrancadas com ferros e suor, pedraria grossa quebrada com guilhos, corsos penosamente arrastados por bois possantes, doridos da aguilhada e do mosquedo, ajudados pela palavra mansa e segura de seus donos. <em>Eih, Amarelo!&#8230;</em></p>



<p>Mestre Pedro pedreiro, um qualquer, cantando às pedras, saberes antigos, a poética da sua canção iludindo a dor, os ferros aguçados na oficina do ferreiro, na aldeia, o som do martelo na bigorna, compassado, as chispas de luz, estes heróis que ficaram sem monumentos nos adros.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="994" height="385" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra.png" alt="" class="wp-image-41541" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra.png 994w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-300x116.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-768x297.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-696x270.png 696w" sizes="(max-width: 994px) 100vw, 994px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sernancelhe. Carregal. Marco demarcatório da Universidade de Coimbra integrado num muro de pedra miúda.</figcaption></figure></div>


<p>Os muros ganharam a cor do tempo e uma inimaginável densidade de vida. Em alguns, os homens desenharam cruzes. Naqueles que bordejavam os caminhos, levantaram os pequenos altares que chamaram “Alminhas”, onde, às vezes, acendiam o azeite de uma lamparina.</p>



<p>Os pássaros faziam ninho nestes muros, todos os anos, os melros e os ferreiros, mesmo sabendo que a rapaziada da escola lhes poderia quebrar os ovos.</p>



<p>As lagartixas estendiam-se ali ao sol nas horas mortas, as raposas cavavam, a deslado, as suas tocas, mal sabendo que os caçadores ali armariam um dia as suas redes.</p>



<p>Agora que os campos de pão já se não estendem à montanha, agora que os caminhos velhos não têm mais romeiros, nem feirantes, nem almocreves, nem ceifeiros, nem vindimadores em regresso, agora que as silvas e as giestas invadem a paisagem despovoada, os muros de pedra miúda permanecem, quase só, como único sinal de uma história que nos vem do Neolítico. E nenhum de nós tem o direito de a apagar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="979" height="435" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-2.png" alt="" class="wp-image-41542" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-2.png 979w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-2-300x133.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-2-768x341.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/muro-de-pedra-2-696x309.png 696w" sizes="(max-width: 979px) 100vw, 979px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sernancelhe. Freixinho. Cerca de Recolhimento de Santa Teresa de Jesus<br> </figcaption></figure></div>


<p></p>
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		<title>A mirabolante história do Machadinha, capitão-de-mar-e-guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2020 17:35:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[História de Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[património]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já se disse quão pormenorizado fora o relatório que o Prior da igreja da Assunção, de Cascais, preparou como resposta aos quesitos elaborados a mando do Marquês de Pombal, na sequência do terramoto de 1755. Não se trata, apenas, de uma atitude do género «casa roubada, trancas à porta», porque se, de facto, muito do [&#8230;]</p>
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<p>Já se disse quão pormenorizado fora o relatório que o Prior da igreja da Assunção, de Cascais, preparou como resposta aos quesitos elaborados a mando do Marquês de Pombal, na sequência do terramoto de 1755.</p>



<p>Não se trata, apenas, de uma atitude do género «casa roubada, trancas à porta», porque se, de facto, muito do património irremediavelmente se perdera, também foi intenção &nbsp;do Marquês e dos seus conselheiros sentir um pouco o pulso do País e o que do passado de cada terra seria de todo o interesse salvaguardar pela memória e não só, caso alguma outra diligência houvera de se empreender.</p>



<p>De um modo geral, os priores – até porque mais interessados na resolução dos problemas quotidianos do seu ‘rebanho’ – não terão levado muito a peito dar respostas amplas, pormenorizadas, procurando, portanto, desenvencilhar-se o mais rápido possível de uma obrigação que os arredava do seu múnus pastoral específico.</p>



<p>O Padre Marçal da Silveira, todavia, ou porque dispunha já de muita informação ou porque tivera quem o ajudasse ou porque, na verdade, já nessa altura Cascais apresentava características próprias no quotidiano das suas gentes, o certo é que deu largas ao seu repositório e até nos parece que nisso teve gozo maior.</p>



<p>Poderemos selecionar, para já, a história do Machadinha contada no quesito sobre eventuais ‘homens insignes’ de que na paróquia memória houvesse.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>ooo</strong></p>



<p>Ficou toda a companha cativa de piratas. Contudo, se os mais foram passados para o barco inimigo, a ele, a um preto e a outro companheiro os deixaram estar, juntamente com os piratas que saltaram para a embarcação e dela se apoderaram.</p>



<p>Duarte Pereira magicou, pois, o plano para se safar. E acertaram os três no que haviam de fazer, até porque os piratas se iam recolher nos baixos do barco e o capitão decidira ir descansar na popa.</p>



<p>Assim, deu-lhe vontade de comer um coco e pediu-lhes uma machadinha para o cortar.</p>



<p>Aguardou que os ânimos serenassem e os piratas fossem descansar da presa feita. Os prisioneiros estavam no outro barco e estes três gatos pingados bem temerosos estariam de algo lhes acontecer, caso ousassem qualquer rebelião.</p>



<p>A um sinal do comandante, entraram os três em acção: ele chegou-se ao capitão que dormia e, em vez de usar a machadinha para cortar o coco, rachou-lhe com ela a cabeça, sacou-lhe o alfange e a espingarda; o preto foi-se ao pirata que, distraído, comia junto da amurada, pegou-lhe nas pernas e atirou-o ao mar; o terceiro correu a trancar a escotilha, a fim de os de baixo não poderem de lá sair. Havia ainda o gajeiro no cesto da gávea, que, ao observar a cena, se dispunha já a descer para lutar contra os sublevados; Duarte Pereira apontou-lhe a espingarda e o pobrezinho deixou-se ficar.</p>



<p>Largou pano o barco em direcção ao Algarve, aonde aportou são e salvo.</p>



<p>Conta o Padre Marçal da Silveira que governava então o Reino do Algarve o Marquês de Cascais, D. Manuel, o qual, ao saber do sucedido, apresentou Duarte Pereira a el-rei D. Pedro II, «que o premiou com o bastão de Capitão de Mar e Guerra», o que contribuiu para imortalizar a alcunha de «O Machadinha» e a sua fama. Acrescenta o prior que o capitão «tem dois filhos de grande literatura: um que tem servido em várias judicaturas e outro que serve na Relação Patriarcal e foi vigário geral em Santarém».</p>



<p>Acrescente-se que o referido D. Manuel é D. Manuel José de Castro Noronha Sousa e Ataíde (1666 &#8211; 1742), de seu nome completo, 3.º Marquês de Cascais e 8.º Conde de Monsanto, um dos mais prestigiados nobres da época, atendendo, inclusive, ao elevado número de títulos que detinha e cuja extensa relação pode ler-se nas páginas 548 e 549 do vol. II (1736) da <em>História Genealógica da Casa Real Portugueza, </em>de D. António Caetano de Sousa, que sobre ele escreve:</p>



<p>«Foi nomeado governador e capitão general do reino do Algarve no ano de 1707, posto que exercitou com tanta gravidade como acerto, de sorte que será sempre venerável naquele Reino o seu governo, ficando sendo o valedor de todos os beneméritos do Algarve, porque continuamente recorrem à sua protecção».</p>



<p>E, de seguida, não se coíbe de afirmar (p. 550):</p>



<p>«Deste grande senhor pudera eu fazer um largo elogio, pelo íntimo conhecimento das suas excelentes virtudes, que, juntas com uma natural afabilidade e um engenho elevado, o fazem geralmente estimado».</p>



<p>Começámos, pois, por contar um arriscado episódio da luta que, nesse movimentado século XVIII, amiúde se tinha de travar na costa portuguesa contra os corsários e piratas, sabedores das preciosas cargas que os barcos portugueses amiudadas vezes traziam. E acabámos por saber das elevadas qualidades de um dos mais ilustres senhores de Cascais, o 3º Marquês, D. Manuel José de Castro Noronha Sousa e Ataíde.</p>
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