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	<title>Arquivo de Palácio de São Bento - Duas Linhas</title>
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		<title>São Bento: hospício, prisão, quartel, parlamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2021 00:02:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Palácio de S. Bento nem sempre foi palácio, mas sempre foi de S. Bento. Quer dizer, o sítio pertenceu aos monges Beneditinos desde que a Quinta da Saúde foi comprada por eles no século XVI. Na Quinta da Saúde existia uma espécie de hospício para tratar doentes contagiados pela peste, daí o nome do [&#8230;]</p>
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<p>O Palácio de S. Bento nem sempre foi palácio, mas sempre foi de S. Bento. Quer dizer, o sítio pertenceu aos monges Beneditinos desde que a Quinta da Saúde foi comprada por eles no século XVI.</p>



<p>Na Quinta da Saúde existia uma espécie de hospício para tratar doentes contagiados pela peste, daí o nome do lugar. A aquisição da quinta deveu-se à vontade dos Beneditinos ali instalarem os Monges Negros de S. Bento de Portugal, grupo de Beneditinos que usavam hábito negro. E foi assim que ali se construiu o Convento de São Bento, inaugurado em 1615.</p>



<p>O passar do tempo acabou por dar ao lugar outras utilidades: foi prisão da Inquisição, ali estiveram presos hereges célebres como, por exemplo, o poeta Bocage.</p>



<p><strong>“Se quereis, bom Monarca, ter soldados<br>Para compòr lustrosos regimentos,<br>Mandai desentulhar esses conventos<br>Em favor da preguiça edificados”</strong></p>



<p>De boa construção, o Mosteiro não foi abaixo com o terramoto de 1755, ao contrário da maioria dos grandes edifícios da época que ficaram arrasados ou bastante danificados pelo sismo. Um desses edifícios caídos foi a Torre do Tombo, uma torre que pertencia à estrutura do Castelo de São Jorge e onde se guardavam os papéis mais importantes do reino. Sem sítio para guardar, proteger e conservar tantos documentos reais, o Mosteiro de São Bento foi escolhido como “Torre do Tombo” provisória.</p>



<p>O Mosteiro era tão grande que couberam lá, também, a Academia Militar de Lisboa, o Patriarcado de Lisboa e, ainda, o Cartório do Registo das Mercês. Ali também existiu, na mesma época, uma hospedaria exclusiva para bispos. Além da prisão que já mencionámos antes. No exterior havia um cemitério.</p>



<p>O tempo e a vontade dos homens tudo muda. As ordens religiosas foram extintas e o edifício esteve abandonado, decadente, ardeu e foi reconstruído e modificado várias vezes ao longo dos séculos, até ser aquilo que é hoje, a Assembleia da República. Já foi ali que reuniu o primeiro parlamento português, as Cortes Constituintes, em 1820. Aliás, o edifício passou a ser conhecido pelo Palácio das Cortes.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/WAnkslA.jpg" alt="" data-id="7011" class="wp-image-7011"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/DNx8g4a.jpg" alt="" data-id="7012" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7012" class="wp-image-7012"/></figure></li></ul></figure>



<p>Salazar cobiçou o local e instalou-se no Palacete de São Bento, edifício mais pequeno localizado nos jardins do Palácio de São Bento. Nessa época, o palacete era propriedade privada. Mas Salazar queria tanto ficar ali a residir que mandou expropriar o casarão e os jardins e lá viveu até ao fim dos seus dias. Hoje, a casa é a Residência Oficial do primeiro-ministro, mas de facto ninguém lá reside. É um local de trabalho e protocolar, apenas.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/zg1WbDk.jpg" alt="" data-id="7013" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7013" class="wp-image-7013"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Ek5Rdb0.jpg" alt="" data-id="7014" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7014" class="wp-image-7014"/></figure></li></ul></figure>



<p>Quanto ao Palácio de São Bento, é Monumento Nacional desde 2002 e guarda nas paredes centenárias uma notável memória da História portuguesa. É por lá que deambulam, entre outros, os espíritos de Hintze Ribeiro, Bernardino Machado, Afonso Costa, Natália Correia. Há quem diga que, de noite, ouve-se a voz da poeta a declamar:</p>



<p><strong>“Almas bovinas acomodadas à matéria / Pastam na erva entre as ruínas da memória”</strong>&#8230; </p>
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