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	<title>Arquivo de ópera - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de ópera - Duas Linhas</title>
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		<title>CARMEN, a bela cigana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2025 23:00:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os amores da ciganita Carmen</p>
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<p>Logo os amplos leques a emoldurar a cena nos levavam a pensar no salero duma sevilhana maneirosa, sapatos de tacão, saia roçagante, braços a esvoaçar dengosos…</p>



<p>É isso. Os amores da ciganita Carmen, olhar e gesto voluptuoso enchem a praça onde os soldados, na folga ou em serviço, miram e remiram quem passa, não descurando o oportuno piropo («Vejam essa jovem preciosa, que parece querer falar connosco… Vejam… Ela roda.. Hesita!&#8230; Devemos ajudá-la!». </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/lWPBPPF.jpeg" alt="" class="wp-image-41648" style="width:817px;height:auto"/></figure></div>


<p>Passam pelo meio dos contrabandistas («Ouve, companheiro, ouve, a fortuna está ali! Mas tem cuidado com o caminho, não dês um passo em falso!». Sentem-se no ulular da multidão que aplaude o toureiro matador. Estão presentes mesmo em ambiente de nobreza. Carmen é… o furor!</p>



<p>Louve-se o bem adequado expediente de os cenários serem mui adequadamente projectados em fundo (a praça, as nuas montanhas do contrabando, a arena faustosa…), servindo a estrutura janelada que os separa da cena para sugerir essoutra dimensão de quem, desta sorte, está em cena mas… não está em cena, como que a, alcoviteiramente, testemunhar o que nela se passa.</p>



<p>E se, por vezes, o espectador pode ceder à tentação de olhar para o relógio ou, pior ainda, de abrir o telemóvel (o que será crime de lesa ópera!), decerto levará para casa, no ouvido, as mais célebres árias que ouviu:</p>



<p>– A <em>Habanera – L&#8217;amour est un oiseau rebelle </em>(«O amor é um pássaro rebelde / que ninguém pode prender / e não adianta chamá-lo / se ele não quer responder). Seguramente o trecho mais famoso e conhecido da ópera. Carmen canta-o logo no primeiro ato, a proclamar a natureza livre e imprevisível do amor.</p>



<p>– A canção do toureiro Escamillo (Toreador Song) – <em>Votre toast, je peux vous le rendre </em>(«Sou capaz de vos retribuir o brinde»). Bem conhecido o seu refrão de triunfo (“Toréador, en garde!”): «Tem cuidado contigo, ó toureiro! Lembra-te, sim, que, enquanto toureias, há uns olhos negros que te miram e há um amor te espera, toureiro!». A vibrante evocação do ambiente espanhol numa arena. É frequentemente trauteado e evoca de imediato esse ambiente.</p>



<p>– A seguidilla «<em>Près des remparts de Séville» </em>(Junto às muralhas de Sevilha<em>).</em> Canta-a uma Carmen sedutora, envolvente, cativante, no convite a que Don José fuja com ela.</p>



<p>– E, ainda, a <em>Chanson Bohème</em> – <em>Les tringles des sistres tintaient (</em>as castanholas bem se faziam ouvir…). Cantam-na Carmen e as charuteiras (as atrevidas empregadas da fábrica de charutos junto à praça), bem no ritmo animado e livre do mundo cigano em que Carmen se movimenta.</p>



<p>No final, poder-se-á ter ficado com a impressão de que foi longo o espectáculo; gostar-se-ia que o fim de Carmen não tivesse sido trágico, aquela romântica aceitação da morte por amor… Mas estas árias ficaram, sem dúvida, no ouvido e somos capazes de, um dia ou outro, darmos por nós a cantarolá-las no duche…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/ExWp7KV.jpeg" alt="" class="wp-image-41650"/></figure></div>


<p>Gostaríamos também que as legendas pudessem ter acompanhado mais as falas e, sobretudo, redigidas sem erros ortográficos. Apreciaríamos – hoje que tão raramente se ouve falar francês… – que os actores tivessem melhor pronúncia. Não se pode ter tudo, porém.</p>



<p>Foi, sim, mais um espectáculo do Grupo Chiado nesta sua mui louvável campanha de ‘democratizar’ a ópera. Sempre poderemos imaginar, no entanto, que as damas, na plateia, envergam também os seus longos vestidos de noite e os cavalheiros, de fraque escuro e branco laçarote, lhes dão a mão para docemente se assentarem…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/kzHaN8L.jpeg" alt="" class="wp-image-41652"/></figure></div>


<p><sub>Elenco: Carmen – Laura Vila; Don José – Eduardo Sandoval; Micaela – Estela Vicente; Escamillo – Ihor Voievodin; Frasquita – Sacri Bleda; Mercedes – Rita Rasposo; Zúñiga – Andrés del Pino: Morales y Dancairo – Alejandro Von Büren; Remendado – Héctor Trueba.</sub></p>



<p></p>
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		<title>Os meninos que foram esquecidos…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 16:32:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Academia de Artes do Estoril]]></category>
		<category><![CDATA[Auditório Carlos Avilez]]></category>
		<category><![CDATA[ópera]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A ópera – com música de Minao Shibata – tem, na verdade, o título de <em>The Forgotten Boys</em> e foi levada à cena no Auditório Carlos Avilez, numa co-produção do Instituto Gregoriano de Lisboa (actuou também o seu Coro Juvenil, dirigido pela maestrina Filipa Palhares), da Fundação D. Luís I e da Câmara Municipal de Cascais. O evento teve o apoio da Embaixada do Japão, de T A e de Vila Galé (Sociedade de Empreendimentos Turísticos, S. A.), e integrou-se no 50º Festival Estoril Lisboa.</p>



<p>Chamavam-se Mancio Iyo, Miguel Chijiwa, Julião Nakaura e Martinho Hara esses quatro jovens cristãos japoneses que chegaram a Lisboa em 1584. Vinham acompanhados pelo padre jesuíta Diogo de Mesquita, mas o Padre Nuno Rodrigues, procurador da Índia, fez questão de desembarcar em Cascais, a fim de mais depressa chegar a Lisboa e anunciar a chegada, que, segundo narram as crónicas, causou o maior alvoroço:</p>



<p>«Foi mui grande o alvoroço e alegria que todos receberam com tais novas e muito maior a consolação que tiveram com a vista daqueles meninos, por serem novas plantas semeadas e regadas com o suor e trabalho dos Padres e Irmãos de Japão, trazidos e transplantados agora à Europa».</p>



<p>Seriam eles, depois, os que, no regresso, iriam contar as maravilhas que tinham visto com os próprios olhos.</p>



<p>Visitaram a capital, extasiaram-se à vista do Mosteiro dos Jerónimos, encantaram-se com as belezas de Sintra, Cascais, Évora e Coimbra, sempre recebidos em ambiente de festa, porque, inclusive, os singulares e exóticos trajos tradicionais que vestiam despertaram a maior admiração.</p>



<p>Daqui seguiram para Espanha e Itália, sendo recebidos, na Santa Sé, pelo Papa Gregório XIII.</p>



<p>Esse, o tema da ópera a que se fez referência.</p>



<p>– Gostámos muito da Ópera – confidenciou-me o Dr. Jorge Santos, eminente melómano. – Diferente da clássica, mas interessante pelo exotismo e o tema. A história emocionou-me pela coragem e curiosidade dos marinheiros descobridores nossos antepassados. O início da primeira (?) globalização.</p>



<p>E continuou, em jeito de reflexivo comentário:</p>



<p>– De facto, a vida humana é sempre uma viagem no tempo animada por curiosidades, fragilidades, aprendizagens, proximidade e convívio entre os povos, respeito pelas tradições&#8230; Vimos de Deus e para Ele voltamos. Somos embaixadores uns dos outros. Emocionante o grito de amor a Jesus Cristo que os portugueses deram a conhecer ao Oriente.</p>



<p>Do espectáculo em si, não quis deixar de sublinhar que vivamente o impressionara «a voz profunda e sonora do &#8220;baixo&#8221;».</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="535" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/elenco-2-1024x535.jpg" alt="" class="wp-image-38439" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/elenco-2-1024x535.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/elenco-2-300x157.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/elenco-2-768x401.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/elenco-2-696x363.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/12/elenco-2.jpg 1040w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p><a id="_msocom_1"></a></p>
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		<title>ASSASSINATOS E SUICÍDIOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 08:06:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O enredo tropeça em bruxarias, amores proibidos, traições, punhais que matam, fogueiras de mortal justiça, guerras intestinas… O trovador seria, em princípio, aquele que contaria a história (verdadeira ou inventada) e logo seu ofício nos levaria para cantigas de amor, escárnio e maldizer, secretos ambientes palacianos de intrigas. E por aí nos ficamos. Afinal, porém, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O enredo tropeça em bruxarias, amores proibidos, traições, punhais que matam, fogueiras de mortal justiça, guerras intestinas… O trovador seria, em princípio, aquele que contaria a história (verdadeira ou inventada) e logo seu ofício nos levaria para cantigas de amor, escárnio e maldizer, secretos ambientes palacianos de intrigas. E por aí nos ficamos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="952" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-declaracao-de-amor-1024x952.jpg" alt="" class="wp-image-37398" style="width:693px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-declaracao-de-amor-1024x952.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-declaracao-de-amor-300x279.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-declaracao-de-amor-768x714.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-declaracao-de-amor-696x647.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-declaracao-de-amor-1068x993.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-declaracao-de-amor.jpg 1162w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">cena da declaração de amor</figcaption></figure></div>


<p>Afinal, porém, num espectáculo de ópera, não será tanto o tema que interessa, mas o modo como o compositor soube, através das melodias, pôr na boca das personagens os sentimentos que elas deviam expressar. Está em cena o actor e o cantor.</p>



<p>Numa produção do Grupo Chiado, que tomou a peito a divulgação da ópera entre nós, «O Trovador», de Verdi, subiu ao palco do Salão Preto e Prata do Casino Estoril no domingo, 13.</p>



<p>A Hesperian Symphony Orchestra foi dirigida pelo maestro Antonio Ariza Momblant e cumpriu a rigor o seu papel de, mui discretamente, ir sublinhando os cantares, quase não se deu por ela, como é de lei. A cenografia esteve a cargo de Alejandro Contreras. Para além do elenco que figurou como coro, dir-se-á que María Ruiz incarnou o sedutor papel de Leonora; Eduardo Sandoval esteve bem na pele do romântico Manrico; foi feroz e altivo Manuel Más, na roupagem do Conde di Luna; María Luisa Corbacho compôs bem, inclusive pela sua imponente estatura, o papel da bruxa Azucena; Antonio Alonso foi Ferrando.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="559" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-1024x559.jpg" alt="" class="wp-image-37397" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-1024x559.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-300x164.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-768x419.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-1536x838.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-696x380.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-1392x759.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-1068x583.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes-1920x1047.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-a-amada-separa-amantes.jpg 1980w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">cena em que a amada separa os dois amantes</figcaption></figure></div>


<p>Os quatro actos originais foram, de certo modo, condensados em dois, com o habitual intervalo a permitir a descontracção. E se o guarda-roupa nos levou para o ‘enroupado’ século XIX, louve-se a sobriedade do cenário: em fundo, uma grande cruz latina descaída foi presença constante, envolta em decoração que, nas imagens de guerra em que vivemos, nos incitaram (porventura mal) a ver por detrás edifícios destruídos; mas também esteve envolvida em frondes serenas, em passageiras nuvens, na imagem de um ícone bizantino… Fantasia de espectador ou intenção de cenógrafo, que, a pretexto de crueldades antigas, nos quis recordar as crueldades de agora.</p>



<p>Uma nota final que muito gostaria de ser doravante tida em consideração. E escrevo «doravante», porque o mesmo lapso (perdoar-se-me-á o termo) vi em «Nabucodonosor». Como é hábito, um painel vai mostrando as falas e explicando as cenas. Sucede, porém, que – se aceitamos (embora nos custe) que essas legendas estejam em português do Brasil – abundam os erros de tradução, a troca de géneros (a personagem é uma mulher e refere-se-lhe no masculino), as gralhas ortográficas… É pena – e estou convicto de que, de futuro, o Grupo Chiado não confiará no ‘google’ e pedirá a colaboração de um tradutor competente.</p>



<p>Que essa cruzada do Grupo Chiado em prol da ópera e da música em geral merece o maior aplauso isso, todavia, não sofre a mínima contestação</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="383" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-1024x383.jpg" alt="" class="wp-image-37401" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-1024x383.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-300x112.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-768x287.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-1536x575.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-696x260.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-1392x521.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-1068x400.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos-1920x719.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/il-trovatore-agradecimentos.jpg 1980w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p></p>
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		<title>O ASSÍRIO QUE APRISIONOU OS JUDEUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 12:21:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Salão Preto e Prata do Casino Estoril]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história – que remonta aos primórdios do século VI a. C. – é contada na Bíblia, onde os lamentos e as visões dos profetas mui significativamente a enquadram: Nabucodonosor, o grande rei de Babilónia, capital da Assíria, vence os Hebreus e leva-os de cativeiro para as terras entre o Tigre e o Eufrates. Pode [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Va-Pensiero.mp3"></audio><figcaption class="wp-element-caption"><sup>Va pensiero</sup></figcaption></figure>



<p>A história – que remonta aos primórdios do século VI a. C. – é contada na Bíblia, onde os lamentos e as visões dos profetas mui significativamente a enquadram: Nabucodonosor, o grande rei de Babilónia, capital da Assíria, vence os Hebreus e leva-os de cativeiro para as terras entre o Tigre e o Eufrates.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1821" height="1042" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/nabuco-4.jpg" alt="" class="wp-image-29932"/></figure>



<p>Pode o leitor, se tiver um bocadinho de tempo e lhe aprouver, pôr esses mapas antigos em cima dos actuais e, estou certo, até é capaz de ficar surpreendido e poderá comentar de imediato: «Pois é, a história repete-se!». E é verdade. Não com as mesmas armas mas com as mesmas motivações: religiosas e económicas ou económicas e religiosas, porque a religião (sabe-se bem) é, cada vez mais, a capa ideal para os interesses económicos.</p>



<p>E, assim, os produtores do espectáculo do dia 3 no Salão Preto e Prata do Casino Estoril puderam projectar em pano de fundo imagens actuais da devastação provocada pelos mísseis, em jeito de mui ténue comparação com a devastação que a guerra entre Assírios e Hebreus terá provocado (Jerusalém foi destruída em 587 a. C.). E tal como hoje, embora as ruínas impressionem, o acento foi então posto nas pessoas, nos reféns, na escravização. E disso falam os profetas, incitando o seu povo a ter confiança no deus todo-poderoso que, um dia, os irá libertar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="921" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/nabuco-2.jpg" alt="" class="wp-image-29929"/></figure>



<p>No libreto, escrito por Temistocle Solera, da ópera que se deve ao enorme génio de Giuseppe Verdi, tudo acabará por se resolver através de intrigas amorosas e, mesmo em cadeira de rodas, Nabucodonosor quer, a todo o custo, manter-se senhor de todos os poderes. Acabará por não conseguir. Bom presságio, agora? Na ópera tudo se passa há milénios, senhores! No entanto, escrita durante a época da ocupação austríaca no Norte de Itália e representada, pela primeira vez, em 1842, no Scala de Milão, o Coro dos Escravos tornou-se o hino da resistência italiana.</p>



<p>O Grupo Chiado, promotor da iniciativa, reduziu a dois os quatro actos que o libreto assinala. Sobre a cena, legendas numa faixa vão dando tópicos sobre o que no palco se observa. A<strong> </strong>Hesperian Symphony Orchestra, dirigida por Antonio Ariza Momblant, sublinha cada movimento e vai encantar-nos, claro, quando, vestidos de escarlate, os hebreus cantam o jamais ultrapassado coro dos escravos: «<em>Va, pensiero, sull&#8217;ali dorate</em>, <em>Va&#8217;, ti posa sui clivi, sui colli…</em>», «Vai, pensamento, sobre asas douradas. Vai, pousa-te nas encostas e no topo das colinas, onde, mornas e macias, nos perfumam as doces brisas do solo natal! Saúda as margens do rio Jordão e as torres derrubadas de Jerusalém»&#8230; – a saudade do sempre ansiado regresso!</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1278" height="544" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Va_pensiero.jpg" alt="" class="wp-image-29935"/></figure>



<p>Coube a &nbsp;direção de cena a Ignacio García. E, mais uma vez, a produção não achou de interesse disponibilizar qualquer informação acerca da identificação dos actores e dos respectivos papéis. É pena! Mas o espectáculo encheu as medidas de quantos tiveram a dita de a ele assistir. Aliás, esteve lotado o Salão Preto e Prata e, no final, fartos foram os aplausos, de pé!</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="755" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/nabuco-3.jpg" alt="" class="wp-image-29931"/></figure>



<p><sub>Fotos de Conceição Alves gentilmente cedidas pelo Gabinete de Imprensa do Casino Estoril</sub></p>
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		<title>E o bobo pagou as favas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 17:05:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Giuseppe Verdi]]></category>
		<category><![CDATA[ópera]]></category>
		<category><![CDATA[Rigoletto]]></category>
		<category><![CDATA[Salão Preto e Prata do Casino Estoril]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rigolare significa, em italiano, rir, troçar, diligenciar para que todos estejam bem dispostos. Esse, o tradicional papel do bobo, cuja figura caricatural é sempre a de um anão, aparentemente desprovido de algum senso, de forma que nunca lhe sejam demasiadamente tomadas a sério tanto frases como atitudes. Enfronhado nos labirínticos escrínios palacianos, goza o bobo [&#8230;]</p>
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<p><em>Rigolare </em>significa, em italiano, rir, troçar, diligenciar para que todos estejam bem dispostos. Esse, o tradicional papel do bobo, cuja figura caricatural é sempre a de um anão, aparentemente desprovido de algum senso, de forma que nunca lhe sejam demasiadamente tomadas a sério tanto frases como atitudes. Enfronhado nos labirínticos escrínios palacianos, goza o bobo de uma liberdade aos demais não permitida, pelo que, a rir, amiúde, desvenda segredos e desmascara conluios. <em>Rigoletto,</em> o protagonista da ópera homónima de Giuseppe Verdi, significa, pois, «o risinho», designação sarcástica e, simultaneamente, carinhosa.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O enredo da ópera gira, por consequência, em torno das costumadas intrigas amorosas que passam por conquistas, raptos e culminam, aqui, em desastrado homicídio errado: cumpriu-se a maldição que pairava sobre o bobo, que viu morrer em seus braços a filha amada.</p>



<p>Da ópera faz parte a conhecida ária «La donna è mobile», que celebra a volubilidade sentimental da mulher:</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/ladonnaemobile.mp3"></audio></figure>



<p class="has-vivid-cyan-blue-color has-text-color" style="max-width:513px">«A mulher é volúvel. Como pluma ao vento, muda de palavra e de pensamento. Sempre um amável, gracioso rosto, em pranto ou em riso, é mentiroso. É sempre um infeliz quem a ela se entrega, quem lhe confia incautamente o coração! No entanto, nunca se sente, plenamente feliz quem naquele seio não saboreia amor!».</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1248" height="985" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/rigolleto-1.jpg" alt="" class="wp-image-26920"/></figure>
</div></div>



<p>O espectáculo levado à cena no Casino Estoril cumpriu plenamente os objectivos e não deram por mal empregado o seu tempo quantos ali acorreram e quase esgotaram o salão. Amiúde, as actuações foram sublinhadas por aplausos – que, aliás, também se não regatearam, de pé, no final. No caso, são sobretudo as interpretações musicais que se apreciam e todas mereceram, de facto, esse aplauso.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Lamente-se que a empresa responsável pela vinda ao Estoril deste grupo de artistas, que nem sequer vem identificado no cartaz, também não haja proporcionado o rol dos actores e respectivos papéis. Foi um mau serviço prestado ao Teatro e aos seus intervenientes. </p>



<p>No cartaz apenas se alude à Orquestra Filarmónica de La Mancha, sob direcção musical de Francisco Antonio Moya; diz-se que Frederico Figueroa se encarregou da direcção de cena e que a Maria José Molina coube a direção artística. E quem foi o maestro? Quem fez de Rigoletto com essa potente voz de barítono? Não se distribuiu o habitual libreto e os espectadores gostariam de saber quem foi o protagonista, quem a donzela apunhalada por engano, quem o duque sedutor… Paciência! </p>



<p>Houve, porém, o cuidado de passar em legenda luminosa superior a tradução para um português um tudo-nada desajeitado e com gralhas frequentes do que se ia cantando em italiano; os cenários mostraram-se singelamente adequados; a orquestra acompanhou e sublinhou a contento o espectáculo inteiro, ainda que, como é natural, mais tivesse vibrado, em compasso de valsa, na execução da ária mais conhecida.</p>



<p>Apesar de tudo, boa iniciativa a de ópera no Salão Preto e Prata. Venham mais! Nós merecemos!</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="871" height="980" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/rigolleto-2.jpg" alt="" class="wp-image-26921"/></figure>
</div></div>



<p><sub><sup>Fotografias gentilmente cedidas por Conceição Alves (Casino Estoril).</sup></sub></p>
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		<title>Ópera, 500 anos a (en)cantar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2020 07:51:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[ópera]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Nacional de Queluz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esgotou em 24 horas a gala de ópera no Palácio de Queluz, palco natural para espetáculos grandiosos. É no próximo dia 12, às 21 horas. É das poucas coisas gratuitas em Sintra e as pessoas aproveitam. Não há mais lugares disponíveis. O elenco promete. Patrycja Gabrel, soprano, Patrícia Quinta, meio soprano, Marco Alves dos Santos, [&#8230;]</p>
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<p>Esgotou em 24 horas a gala de ópera no Palácio de Queluz, palco natural para espetáculos grandiosos. É no próximo dia 12, às 21 horas. É das poucas coisas gratuitas em Sintra e as pessoas aproveitam. Não há mais lugares disponíveis.</p>



<p>O elenco promete. Patrycja Gabrel, soprano, Patrícia Quinta, meio soprano, Marco Alves dos Santos, tenor, e o barítono Luís Rodrigues, &nbsp;com Francisco Sassetti ao piano. A República tem feito pouco por este fascinante espetáculo, que enche a alma de quem é letrado. Já a Monarquia promoveu-o até à exaustão com má sorte.</p>



<p>Em Salvaterra de Magos, D. José I mandou construir o Real Teatro de Ópera, hoje totalmente desaparecido. Um projecto do arquitecto Giovanni Bibiena, responsável por um outro teatro ligado ao Palácio da Ajuda. Bibiena construiu ainda a faustosa Ópera Tejo, no Terreiro do Paço. Inaugurado em 31 de Março de 1775. Foi destruído 7 meses depois, pelo terramoto que arrasou Lisboa. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/neteQnF.jpg" alt="" class="wp-image-4888"/><figcaption>Depois do terramoto de 1775, a Ópera de Lisboa, gravura do século XVIII </figcaption></figure></div>



<p></p>



<p>O edifício seguia pela rua dos Arsenal e muitos dos seus arcos e estruturas são visíveis nas actuais construções. Aline Gallasch-Hall defendeu com mérito a saída dos serviços burocráticos da Rua do Arsenal e a requalificação do enorme espaço para um museu das óperas. Ali ficaria todo o espólio e guarda roupas do S. Carlos, que corre o risco de se perder. É uma ideia actual e daria trabalho a muita gente. Coisa que é urgente. Seria um orgulho para Lisboa. A arte é o pulsar do coração das cidades. Sintra faz por isso no Palácio de Queluz.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/11/opera-500-anos-a-encantar/">Ópera, 500 anos a (en)cantar</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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