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	<title>Arquivo de novas tecnologias - Duas Linhas</title>
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		<title>NOVAS TECNOLOGIAS, as mesmas agressões ambientais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Sep 2024 23:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem tudo é tão bom quanto parece. Por exemplo, nas chamadas “indústrias limpas” (as que não deitam fumo pelas chaminés, não têm motores de combustão, não abatem florestas, não poluem, etc.) há coisas que convém explicar. Por exemplo, nas novas tecnologias de informação e comunicação, ouvimos dizer que a informação está na “nuvem”, como se [&#8230;]</p>
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<p>Nem tudo é tão bom quanto parece. Por exemplo, nas chamadas “indústrias limpas” (as que não deitam fumo pelas chaminés, não têm motores de combustão, não abatem florestas, não poluem, etc.) há coisas que convém explicar.</p>



<p>Por exemplo, nas novas tecnologias de informação e comunicação, ouvimos dizer que a informação está na “nuvem”, como se houvesse uma espécie de “céu” para onde vão os arquivos de email, as nossas fotografias das férias, os relatórios da empresa, as tricas das redes sociais. Mas o “céu” não existe.</p>



<p>As grandes empresas de dimensão global, tipo Amazon ou qualquer uma das redes sociais (META, Telegram, LinkedIn, etc.) guardam toda a informação gerada por elas e pelos seus clientes/utilizadores em servidores espalhados pelo mundo. Um <strong><a href="https://www.locaweb.com.br/blog/produtos/vps-e-cloud/vantagens-servidores-virtuais/">servidor</a></strong> é uma espécie de armazém digital computorizado. Precisa de energia elétrica para trabalhar e precisa de ter sistemas de arrefecimento para não derreter com o calor que a máquina produz.</p>



<p>É assim que por cada novo data center que essas empresas instalam, aumenta o consumo de energia e de água. Essas estruturas de supercomputadores precisam de uma quantidade monumental de água, para o seu arrefecimento.</p>



<p>Já há conflitos entre essas empresas multinacionais e as populações locais. Por exemplo, em 2019, no Chile, ativistas locais impediram a construção de um data center da Google na cidade de Santiago. No início deste ano, o Tribunal Ambiental de Santiago decidiu contra o <strong><a href="https://restofworld.org/2024/data-centers-environmental-issues/">projeto da Google</a></strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="624" height="390" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gigantes-tecnologicos.png" alt="" class="wp-image-36588" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gigantes-tecnologicos.png 624w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/gigantes-tecnologicos-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://restofworld.org/2024/data-centers-environmental-issues/">Data centers bring environmental concerns, like excess water use, to Chile &#8211; Rest of World</a></figcaption></figure></div>


<p>A Google já tinha um outro data center no Chile, aberto em 2015.&nbsp;Documentos oficiais mostram que esse centro obteve autorização para extrair de furos privados cerca de mil milhões de litros de água por ano.</p>



<p>No Brasil, na localidade de Limeira (interior de São Paulo), alguns vereadores tentaram parar a instalação do maior data center da América Latina, projeto da Microsoft. Segundo <strong><a href="https://www.bnamericas.com/pt/feature/exclusivo-microsoft-planeja-novo-datacenter-brasileiro-em-limeira">informação que recolhemos</a></strong>, a Microsoft está a vencer essa batalha e até terá conseguido mudar a legislação existente a seu favor, de modo a poder ocupar o terreno onde pretende construir o data center com uma área de 350 mil m²  de construção.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="572" height="158" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/limeira.png" alt="" class="wp-image-36586" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/limeira.png 572w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/limeira-300x83.png 300w" sizes="(max-width: 572px) 100vw, 572px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.bnamericas.com/pt/feature/exclusivo-microsoft-planeja-novo-datacenter-brasileiro-em-limeira">Exclusivo: Microsoft planeja novo datacenter brasileiro em Limeira &#8211; BNamericas</a></figcaption></figure></div>


<p>É bom notar que este tipo de empreendimentos são feitos em países de baixos salários, como será o caso de Portugal, onde não exista legislação sobre a necessidade de poupar recursos hídricos. &nbsp;</p>



<p>Por exemplo, a construção de um data center em Sines pela empresa Start Campus teve o apoio do IAPMEI mas, segundo a Liga para a Proteção da Natureza, o estudo de impacto ambiental foi “adaptado” a uma decisão previamente tomada. O <strong><a href="https://www.publico.pt/2023/11/17/azul/noticia/data-center-sines-localizacao-polemica-mera-questao-metros-2070482">jornal PÚBLICO</a></strong> escreveu (17 de novembro de 2023) que a localização do data center terá sido influenciada pela proximidade do sistema de arrefecimento da antiga Central Termoeléctrica da EDP.<br><br><br></p>
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		<title>A tecnologia não pode significar desumanização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rui Naldinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 23:02:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[desumanização]]></category>
		<category><![CDATA[máquinas substituem mão-de-obra]]></category>
		<category><![CDATA[novas tecnologias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso da tecnologia é uma tendência cada vez mais comum nos espaços comerciais, para diminuir o peso da mão de obra. Já o seu uso nos serviços públicos deve ter em consideração alguns factores, como a iliteracia digital de uma boa parte da população. Há que proteger as pessoas, em especial as mais idosas, [&#8230;]</p>
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<p>O uso da tecnologia é uma tendência cada vez mais comum nos espaços comerciais, para diminuir o peso da mão de obra. Já o seu uso nos serviços públicos deve ter em consideração alguns factores, como a iliteracia digital de uma boa parte da população. Há que proteger as pessoas, em especial as mais idosas, levadas ao engano por manifesta ignorância.</p>



<p>No presente, já é uma raridade encontrarmos um funcionário num posto de combustíveis, numa portagem ou até nalguns hotéis, que receba o pagamento da compra diante do cliente. Em quase todos estes sítios, debatemo-nos com as duas tarefas. Pagamos numa máquina ou através de uma aplicação informática, munidos de um código pessoal, que se encarregará de levar o dinheiro ao destinatário através de uma rede digital. Essas aplicações para já são quase todas gratuitas. No dia em que ficarmos completamente reféns delas, passarão a ser pagas.</p>



<p>Depois de limitar ao mínimo, as horas de atendimento ao público, os bancos vão começar a cobrar comissões por todos os serviços que prestam, até o acesso às suas poucas agências, ou pelo levantamento de dinheiro a quem continua a insistir no uso da carteira, em vez de fazer transações com o telemóvel, por exemplo.</p>



<p>Mas o principal obstáculo surgirá no dia em que não pudermos entrar numa repartição pública, sem fazer previamente um agendamento. E isso já está a acontecer. A pandemia foi o pretexto que faltava para mudar o paradigma no atendimento, de serviços cuja responsabilidade está a cargo do Estado. E parece que veio para ficar.</p>



<p>Há pessoas que andam pela rua com receios fundados, de permanecerem ilegais por tempo indeterminado, não conseguindo formalizar a sua autorização de residência por não terem um telefone local para atender, onde um receptor de chamadas lhes dá um número, depois de ouvirem uma gravação interminável, ou obterem uma aplicação web que funciona mal, para tratar de assuntos que os tornem pessoas legais e activas.</p>



<p>Já existem pessoas que têm que atrasar algumas das suas decisões vitais, por não conseguirem aceder livremente a um cartório, notário ou conservatória. Já começam a aparecer portas fechadas nas repartições de finanças, com um segurança na entrada, que, lista na mão, separa os habilidosos dos menos entendidos em informática. Filtra quem pode entrar e quem não pode entrar para tirar dúvidas, dum assunto pertinente e inadiável, num prédio pago com os nossos impostos, e em que as divisórias reduzem os espaços onde antes havia funcionários para atender quem não podia sair dali sem uma solução para o seu problema.</p>



<p>Lojas, postos de gasolina, centros de saúde, auto estradas, hotéis, bilheterias, restaurantes&#8230; e a até a Administração Pública, andam a par com aqueles que silenciosamente desumanizam e eliminam empregos. Podemos fazer todo tipo de debates para melhorarmos a rentabilidade do Estado, mas o que não pode ser legítimo, é exigirem-nos uma marcação prévia para nos deslocarmos ao balcão de uma instituição pública, para tratarmos de um assunto em que ambas as partes, Estado e cidadão, são protagonistas interessados na resolução do mesmo. Além de levantar uma barreira onde a acessibilidade deveria ser a norma. Estamos a meu ver, perante uma prática que me parece inconstitucional.</p>



<p>A função pública deve estar ao serviço do cidadão, e não o cidadão atrás da conveniência do sector público, apenas porque se pretende reduzir custos, sem se perceber os efeitos destrutivos que isto causa na vida das comunidades.&nbsp;</p>



<p>Se deixarmos alastrar esta ideia, sem reparos e indignação, será o começo do fim da atenção aos cidadãos, da reivindicação dos seus direitos, e uma porta aberta para mais privatizações. E depois: menos empregos, menos garantias de emprego&#8230; menos tudo.</p>
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