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	<title>Arquivo de nascimento de Cristo - Duas Linhas</title>
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		<title>CRISTO, PELA LIBERDADE DA PALESTINA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 19:00:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No atual contexto, falar de “Natais felizes” soa obsceno.</p>
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<p>O primeiro paradoxo surge quando percebemos que nem sequer no território onde Cristo nasceu o Natal tem hoje qualquer impacto significativo na vida das pessoas. Na Palestina, e em particular em Belém, a cidade que a tradição identifica como o local do nascimento de Jesus, a celebração perdeu substância. Em contextos de profunda instabilidade política, de ocupação militar e de repressão sistemática, não há espaço para rituais simbólicos que pressupõem paz, comunhão ou esperança. Este ano, como nos anteriores, não haverá peregrinos em número relevante, nem turistas religiosos a visitar a gruta onde se diz que Maria deu à luz. A economia local, já fragilizada, está asfixiada. O quotidiano é dominado por postos de controlo, cercos, incursões militares e medo.</p>



<p>Entre os muitos paradoxos da Palestina, o lugar de Cristo é talvez um dos mais perturbadores. Os cristãos existentes na Palestina são palestinianos. São uma minoria, é certo, mas uma minoria histórica, enraizada naquele território há séculos. Não existem judeus cristãos enquanto grupo social relevante; existem palestinianos cristãos, submetidos à mesma ocupação, às mesmas restrições e à mesma violência que os seus compatriotas muçulmanos. Ainda assim, a figura de Cristo não surge como referência central da luta palestiniana pela autodeterminação e pela libertação nacional.</p>



<p>E, no entanto, Cristo foi uma figura profundamente política. Um opositor da ordem estabelecida, um crítico do poder imperial e das elites colaboracionistas do seu tempo. É plausível admitir que o movimento que se formou em seu redor não tivesse como objetivo inicial a fundação de uma nova religião, mas antes a organização de uma forma de resistência política, moral e talvez espiritual, contra uma ocupação estrangeira. Só assim se compreende que um pregador sem exército, sem linhagem real, sem poder material, tenha sido considerado suficientemente perigoso para justificar a tortura e a execução pública.</p>



<p>Naquele contexto histórico existiam inúmeras seitas, cultos e crenças de pequena escala, animistas, politeístas ou monoteístas, que coexistiam sem fricções nem grande relevância política. Nada obrigava o poder romano a reagir com tamanha brutalidade a mais um pregador errante. A morte de Cristo não se explica pela teologia; explica-se pela política. Foi eliminado porque representava uma ameaça à ordem vigente.</p>



<p>Hoje, a analogia impõe-se com desconfortável clareza. A capacidade de sofrimento e de resistência demonstrada pelos primeiros cristãos após o assassinato do seu líder tem semelhanças, em muitos aspetos, com o que se passa na Palestina contemporânea. Um povo submetido a uma ocupação militar prolongada, alvo de uma política de limpeza étnica e de destruição sistemática das suas condições de vida, enfrenta exércitos tecnologicamente superiores e potências estrangeiras. Tal como no passado, a violência é justificada em nome da segurança, da ordem e da civilização.</p>



<p>Neste contexto, falar de “Natais felizes” soa obsceno. O Natal, enquanto símbolo de nascimento, redenção e esperança, esbarra na realidade concreta de um território transformado num inferno a céu aberto. No lugar onde, segundo a tradição cristã, nasceu uma criança destinada a desafiar o poder, resta hoje a prova de que a história raramente recompensa os que resistem. Na Palestina, até a memória de Cristo vive sob ocupação.</p>



<p></p>
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		<title>CRISTO NASCEU DE PARTO NATURAL, SALOMÉ FOI A PARTEIRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2022 19:03:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que é Natal, há notícias frescas sobre o nascimento de Cristo, mesmo se aconteceu já há 2022 anos. Uma das razões para tal é a persistência de alguns mistérios sobre a vida de Cristo ou dos que o rodearam. Por exemplo, agora arqueólogos israelitas estão a divulgar que a chamada gruta de Salomé está [&#8230;]</p>
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<p>Sempre que é Natal, há notícias frescas sobre o nascimento de Cristo, mesmo se aconteceu já há 2022 anos. Uma das razões para tal é a persistência de alguns mistérios sobre a vida de Cristo ou dos que o rodearam. Por exemplo, agora arqueólogos israelitas estão a divulgar que a chamada gruta de Salomé está prestes a abrir ao público e há novidades para contar.</p>



<p>O local sempre foi referenciado pelos povos que ali habitaram nos últimos 2 mil anos, mas sabia-se pouco sobre o sítio. Os cristãos acreditam que naquela gruta foi enterrada Salomé. Os arqueólogos dizem que a gruta pode ter sido a câmara funerária de Salomé, mas antes dela foi câmara funerária de judeus.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1920" height="1280" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/12/gruta-de-salome-3.jpg" alt="" class="wp-image-23474"/><figcaption class="wp-element-caption">gruta de Salomé, vista aérea do sítio arqueológico</figcaption></figure>



<p>Na Bíblia, a única referência a Salomé é como tendo sido uma das muitas pessoas que seguiram Jesus, nas pregações pela galileia. A referência surge apenas no episódio que envolve a crucificação de Jesus no calvário, e o seu sepultamento. Mas os arqueólogos dizem que ela foi, de facto, a parteira que ajudou Maria no parto. A ser verdade, o parto de Maria foi tudo menos sobreanatural.</p>



<p>Nos trabalhos de preparação para a abertura da gruta de Salomé ao público, foi destapado um pátio com 350 metros quadrados, cujas lajes de pedra e mosaicos são consistentes com um túmulo familiar para judeus proeminentes, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel (AIA), anteriores à época de Cristo.</p>



<p>Também foram encontradas inscrições &#8211; algumas em árabe &#8211; e candeeiros de óleo decorados que revelam que a gruta serviu peregrinos cristãos, incluindo até ao século IX após a conquista muçulmana da região, segundo a AIA. Terá sido lugar de peregrinação ou de descanso para viajantes.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1920" height="1280" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/12/gruta-de-salome-4.jpg" alt="" class="wp-image-23475"/><figcaption class="wp-element-caption">gruta de Salomé, sala principal</figcaption></figure>



<p>Mas é certo que a gruta foi adaptada a capela cristã, dizem os arqueólogos israelitas, depois de terem encontrado várias cruzes de pedra e dezenas de inscrições gravadas nas paredes da caverna, datadas da época bizantina e islâmica primitiva. E que já nessa altura a capela era dedicada a Salomé, a parteira.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1920" height="1280" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/12/gruta-de-salome.jpg" alt="" class="wp-image-23476"/><figcaption class="wp-element-caption">gruta de Salomé, parede com nicho</figcaption></figure>



<p><sub>fonte: Reuters</sub></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/12/cristo-nasceu-de-parto-natural-salome-foi-a-parteira/">CRISTO NASCEU DE PARTO NATURAL, SALOMÉ FOI A PARTEIRA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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