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	<title>Arquivo de migrantes - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de migrantes - Duas Linhas</title>
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		<title>SOLIDARIEDADE É BOA, SE FOR PARA TODOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2022 23:01:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itália, Espanha, Grécia, Chipre e Malta pediram à União Europeia que demonstre para com o problema migratório no sul da Europa a mesma solidariedade dada ao acolhimento dos refugiados da Ucrânia. Os ministros do Interior destes&#160;cinco países mais expostos aos fluxos migratórios do Mediterrâneo&#160;fizeram este pedido a Bruxelas no final de uma reunião de dois [&#8230;]</p>
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<p>Itália, Espanha, Grécia, Chipre e Malta pediram à União Europeia que demonstre para com o problema migratório no sul da Europa a mesma solidariedade dada ao acolhimento dos refugiados da Ucrânia.</p>



<p>Os ministros do Interior destes&nbsp;cinco países mais expostos aos fluxos migratórios do Mediterrâneo&nbsp;fizeram este pedido a Bruxelas no final de uma reunião de dois dias, em Veneza, que terminou hoje. O encontro serviu para delinear uma visão estratégica sobre a gestão migratória.</p>



<p>A ministra italiana, Luciana Lamorgese, numa conferência de imprensa, disse que os países mediterrânicos querem um mecanismo de distribuição de migrantes amplo e equilibrado.</p>



<p>“A crise da Ucrânia mostrou a capacidade de a Europa se unir e mostrar solidariedade para com as pessoas que fogem do conflito e precisam de acolhimento”, afirmou a ministra, acrescentando que o encontro entre os cinco países constituiu “um importante ponto de referência para o próximo Conselho Europeu do Interior”.</p>



<p>O bloqueio às exportações de cereais e outras matérias-primas da Ucrânia e da Rússia vai provocar um aumento da chegada de migrantes do Norte de África a Itália.&nbsp;Chipre já registou mais 286% de desembarques e a Itália mais 30%, desde o início do conflito que está a provocar agravamento das condições de vida em muitos países africanos e do Médio Oriente.</p>
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		<title>Migrações, um problema que não se resolve com palavras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hélder de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Sep 2021 23:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crise no Haiti]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As imagens dos dez mil migrantes – na maioria haitianos &#8211; abrigados debaixo de uma ponte, crianças, mulheres, homens, jovens sem mais nada que a roupa que tinham vestida, à espera de uma autorização para “entrarem nos Estados Unidos” são chocantes. O que é que faz uma pessoa decidir deixar o seu país, o resto [&#8230;]</p>
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<p>As imagens dos dez mil migrantes – na maioria haitianos &#8211; abrigados debaixo de uma ponte, crianças, mulheres, homens, jovens sem mais nada que a roupa que tinham vestida, à espera de uma autorização para “entrarem nos Estados Unidos” são chocantes.</p>



<p>O que é que faz uma pessoa decidir deixar o seu país, o resto da sua família, pegar na mulher e nos filhos e passar as maiores privações até chegar a uma “terra prometida” na esperança de ali encontrar o que não tem na sua própria terra?</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/xp2BZon.jpg" alt="" class="wp-image-12245"/></figure>



<p>Na voragem das notícias, não há dia em que não se veja mais uma nova migração. As câmaras de televisão tentam dramatizar o mais possível a mensagem que pretendem passar, mostrando cenas de crianças, de bebés ao colo, de mulheres desamparadas e jovens de olhar vazio, manipulando telemóveis à procura dos familiares que já conseguiram “dar o salto”. Tal como nós, em tempos sem televisão à vista, já demos o salto também em busca de melhores dias noutras terras. Mas não desta maneira a que nos habituaram a ver.</p>



<p>Ninguém se esqueceu ainda dos jovens marroquinos que se lançaram ao mar para chegarem a uma porção da Espanha no Marrocos, Ceuta, do outro lado das redes. Foram oito mil a tentarem a sorte que lhes foi madrasta por terem sido devolvidos ao país de origem.</p>



<p>As migrações dos sírios em fuga da guerra no seu país, através de bem organizadas redes que os faziam atravessar o mediterrâneo em frágeis botes de borracha, dos afegãos em fuga dos talibãs, a concentrarem-se nos campos de refugiados na Turquia, o trampolim para a etapa a caminho do Eldorado, a Europa.</p>



<p>Quando nos dizem que existem atualmente mais de 258 milhões de migrantes temos de ficar atentos. Representam 3,4 % da população mundial. Nesta altura, em cada 30 pessoas, uma é migrante.</p>



<p>Há nesta altura 3,1 milhões de pessoas a requerem asilo fora dos seus países de origem. Aqui na União Europeia, em 2019, eram contabilizadas 21,8 milhões de pessoas com nacionalidade de um país terceiro.</p>



<p>Tal invasão já não tem nada a ver com a necessidade dos países importarem mão-de-obra barata na medida em que, quem lhes bate à porta, está fora de qualquer contexto. Desembarcam em praias, atravessam linhas de fronteira sem documentos, entram e esperam as “ajudas humanitárias” que sabem estarem disponíveis ou lhes foram prometidas à partida dos seus lares pelos agentes controladores desses fluxos migratórios.</p>



<p>Guterres bem pode fazer dramáticos discursos sobre o assunto, e traçar linhas para resolver o problema, governantes bem podem fazer discursos de solidariedade e condescência e deixarem entrar umas dezenas para ficarem bem na fotografia do politicamente correcto.</p>



<p>Não se pode confundir estes fenómenos das migrações com a contratação de trabalhadores a prazo que acabam por se diluir na rede dos ilegais na Europa.</p>



<p>Mas o fenómeno não diminui, há sempre uma nova vaga. E há sempre uma nova vinda de gente de países longínquos à conta das redes e à sombra de beneméritas organizações não governamentais. E há sempre um telemóvel para se ligar a quem já veio antes.</p>



<p>Só se procura fora de casa o que não se encontra em nossa casa e as razões para fugir em busca de melhores dias noutras paragens são múltiplas: guerra, perseguição étnica, religiosa, racial, política, cultural, busca de novas oportunidades, trabalho.</p>



<p>Aqueles migrantes debaixo da ponte, muitos deles haitianos fugidos do Brasil onde se encontravam antes, vêm agora juntar-se aos mexicanos que saltam o muro da fronteira entre o México e os Estados Unidos da América.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Yq6siCc.jpg" alt="" class="wp-image-12246"/></figure>



<p>Os estados “invadidos” por essa gente sem papéis começam a não ter soluções para resolver os problemas básicos daquelas pessoas. Ninguém consegue prever o que tudo isto vai originar a longo prazo. Não é com campos de refugiados que se resolve o problema, nem com palavras inspiradas de boas vontades.</p>
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		<title>Os meninos de Cabul, Bagdad e Damasco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Laouini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2020 07:30:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[integração]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há mais ou menos sete ou oito anos, enviei um e-mail para uma comissão ligada ao SEF que pedia nomes que pudessem acolher refugiados. A guerra da Síria já era uma realidade com algum tempo, o Iraque estava completamente destruído e o Afeganistão não deixava os seus cidadãos sobreviverem pelas mesmíssimas razões. Inscrevi-me assim para [&#8230;]</p>
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<p>Há mais ou menos sete ou oito anos, enviei um e-mail para uma comissão ligada ao SEF que pedia nomes que pudessem acolher refugiados. A guerra da Síria já era uma realidade com algum tempo, o Iraque estava completamente destruído e o Afeganistão não deixava os seus cidadãos sobreviverem pelas mesmíssimas razões. Inscrevi-me assim para receber uma criança de qualquer destes três países. Esperei. Nunca obtive resposta. Entretanto a vida avançou, mudou e não mais insisti nessa ideia.</p>



<p>Portugal ofereceu-se recentemente para acolher 500 refugiados menores, vindos dos campos de refugiados, sobretudo da Grécia, e são novamente estes três países os maiores fornecedores deste fenómeno migratório que pensavamos não assistir no nosso tempo. Vinte e três já chegaram e algumas reações de desconfiança vão-se sentindo, nomeadamente no facto de se achar necessária a despistagem da covid 19 aos mesmos, tendo em conta que já não são “crianças”, uma vez que se trata de rapazes entre os 15-17 anos.&nbsp; Convém, porém, não esquecer, para outros efeitos, que muitos deles já vieram há muito tempo dos seus países, sendo mais novos e sujeitos a todo o tipo de abusos e exploração precisamente pela idade e por terem atravessado as fronteiras sozinhos, deixando as suas famílias para trás.</p>



<p>Há sensivelmente um ano, passou uma reportagem na televisão portuguesa sobre cinco rapazes refugiados afegãos, que o nosso país acolhera e que, espantosamente ou não, não conseguira integrar. Lembro-me relativamente bem do conteúdo dessas histórias, porque na altura fiquei zangada com as instituições portuguesas responsáveis pela integração, assumidamente não conseguida e justificada com comportamentos “desviantes” de alguns deles. Dois eram irmãos, orfãos, &nbsp;muito marcados por situações de violência sobre a sua família e depois pela exploração laboral, “a meio do caminho” , que também vieram a sofrer. A desculpa para a não integração foi a de que os rapazes também eram violentos entre si, que carregavam marcas da “sua cultura” e que não se conseguia fazer nada deles. Acabaram todos a viver num apartamento e a ser ajudaos pela Mesquita de Lisboa, ao que me lembro, desconhecendo o seu percurso desde então.</p>



<p>Há uns dias, passou uma reportagem na RTP1 sobre jovens como estes, refugiados nos campos da Grécia, que, ao contrário, não mostraram o seu rosto, e entrevistados pela Catarina Furtado na sua rubrica “Príncipes do Nada”. A esperança é a de sempre, a de poderem trabalhar para enviar dinheiro para as suas famílias, quando estas ainda restam nos seus países de origem. Trata-se de miúdos muito carentes emocionalmente, com fortes marcas de desabrigo emocional e também de conforto material, que se automutilam com frequência, deixando-me envergonhada das minhas e das nossas queixinhas e indignaçõezinhas diárias do nosso mundo mais fácil e confortável.</p>



<p>São este tipo de jovens, que se aventuraram sozinhos à procura de uma sobrevivência financeira ou mesmo física, que chegam também, e mais uma vez, desta feita em maior número a Portugal. Uma das responsáveis de um dos campos da Grécia elogiava o nosso país como sendo um que manifestara boa vontade, enquanto que outros pura e simplesmente fecharam os olhos a toda esta situação. As quotas falharam na Europa e cada vez mais outras questões vieram sobrepor-se a estes dramas das migrações.</p>



<p>O que desejo para estes miúdos? Integração. Não é impossível e é uma vergonha que não o tenhamos feito antes com os 5 que mencionei acima. Muitos destes estudam em escolas da Grécia e é por aí que temos de começar. Educação e apoio psiscológico. Acho importante haver figuras feminas na área da psicologia a apoiá-los, perdoem-me a diferenciação por género, mas a figura maternal pode ser uma ajuda emocional que poderá fazer a diferença. Um destes miúdos chorava enquanto falava da sua mãe afegã. Nas escolas, terá de haver verdadeira inclusão, com Português Língua Não Materna, metas adaptadas (que não é o que está a acontecer com os miúdos da Venezuela) e apoios para as dificuldades que surgirem. Tem de haver recursos humanos. A Alemanha recebeu um milhão de refugiados. Embora pareça utópico por cá, tem de haver investimento nas pessoas, nos seus problemas e projetos.</p>



<p>É um bom começo. E a compreensão, pragmatismo e afeto de quem os recebe, claro.</p>
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