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	<title>Arquivo de memória dos anos 60 - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de memória dos anos 60 - Duas Linhas</title>
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		<title>DE CASCAIS AO COVÃO DOS PORCOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Cardoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 00:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A COLUNA DE GUILHERME]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos finais dos anos 60, do século XX, procurámos adquirir conhecimentos sobre Espeleologia. Inicialmente pesquisámos as grutas de Cascais, mas pouco tempo depois aventurámo-nos mais longe, aos concelhos de Sintra, Oeiras, Bombarral, Alcanede e Torres Novas. Se na literatura temos relatos que nos levam a gostar daquilo que desconhecemos, como foi o caso do livro [&#8230;]</p>
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<p>Nos finais dos anos 60, do século XX, procurámos adquirir conhecimentos sobre Espeleologia. Inicialmente pesquisámos as grutas de Cascais, mas pouco tempo depois aventurámo-nos mais longe, aos concelhos de Sintra, Oeiras, Bombarral, Alcanede e Torres Novas.</p>



<p>Se na literatura temos relatos que nos levam a gostar daquilo que desconhecemos, como foi o caso do livro <em>Dez anos debaixo da terra</em>, de Norbert Casteret, a experiência que adquirimos com a prática despertou-nos para realidades que os autores não nos transmitiram.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Por diversas vezes nos deslocámos, por exemplo, ao Covão dos Porcos, no concelho de Alcanede. Não nos recordamos quem nos falou naquela antiga localidade, perdida na Serra dos Candeeiros, a poente de Vale de Trave, onde existiam grutas abertas nos calcários.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="906" height="618" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/01-Gruta-do-Covao-dos-Porcos.jpg" alt="" class="wp-image-38007" style="width:909px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/01-Gruta-do-Covao-dos-Porcos.jpg 906w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/01-Gruta-do-Covao-dos-Porcos-300x205.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/01-Gruta-do-Covao-dos-Porcos-768x524.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/01-Gruta-do-Covao-dos-Porcos-218x150.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/01-Gruta-do-Covao-dos-Porcos-696x475.jpg 696w" sizes="(max-width: 906px) 100vw, 906px" /><figcaption class="wp-element-caption">Gruta do Covão dos Porcos</figcaption></figure></div>


<p>A equipa era formada por diversos amigos, sem prática de espeleologia, mas com muita curiosidade acerca das cavidades cársticas que existem na região.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Nos vários fins de semana que por lá passámos, tivemos que dormir em tendas ou nos casebres devolutos que por lá grassavam entre muros e oliveiras.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="984" height="658" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/02-Acampamento.jpg" alt="" class="wp-image-38009" style="width:530px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/02-Acampamento.jpg 984w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/02-Acampamento-300x201.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/02-Acampamento-768x514.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/02-Acampamento-696x465.jpg 696w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">acampamento</figcaption></figure>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="984" height="663" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/05-Joao-Candido.jpg" alt="" class="wp-image-38011" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/05-Joao-Candido.jpg 984w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/05-Joao-Candido-300x202.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/05-Joao-Candido-768x517.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/05-Joao-Candido-696x469.jpg 696w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">João Cândido</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Para podermos saber onde se localizavam os fojos e as lapas, socorríamo-nos de pastores e de jovens cabouqueiros que trabalhavam nas pedreiras, após o fim do dia de trabalho.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="906" height="666" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/03-Cabeco-das-Pombas.jpg" alt="" class="wp-image-38013" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/03-Cabeco-das-Pombas.jpg 906w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/03-Cabeco-das-Pombas-300x221.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/03-Cabeco-das-Pombas-768x565.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/03-Cabeco-das-Pombas-696x512.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 906px) 100vw, 906px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cabeço das Pombas</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="721" height="945" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/04-Gruta-da-Moura-Bombarral.jpg" alt="" class="wp-image-38014" style="width:298px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/04-Gruta-da-Moura-Bombarral.jpg 721w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/04-Gruta-da-Moura-Bombarral-229x300.jpg 229w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/04-Gruta-da-Moura-Bombarral-696x912.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 721px) 100vw, 721px" /><figcaption class="wp-element-caption">Grita da Moura, Bombarral</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Um desses pastores, homem de fisionomia seca, o Sr. Branco, além de nos levar a várias grutas, ensinou-nos onde se encontravam pequenos reservatórios de água, na área paisagem serrana, em cavidades cheias de água da chuva, entre pequenos cabeços calcários debaixo de lajes situadas lateralmente aos trilhos que usava durante o pastoreio.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O Sr. Branco, para além de pastor, também se deslocava durante dois meses para a apanha da fruta na região de Alcobaça, deixando o trabalho de pastoreio à esposa e ao filho. Antes da apanha da fruta, também fazia a ceifa, fundamentalmente na freguesia de S. Domingos de Rana, tendo-nos descrito com precisão os campos agrícolas de Polima e a fonte de Freiria, que tão bem conhecia.</p>



<p>Curiosamente, estes homens, da região de Porto de Mós, que faziam a ceifa e a debulha na região de Cascais, eram conhecidos por “cardantes”, por muitos deles terem por profissão o cardar das lãs antes, operação que precedia a da fiação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="906" height="686" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/07-saloios-e-cardantes-na-ceifa_Casal-do-Clerigo.jpg" alt="" class="wp-image-38004" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/07-saloios-e-cardantes-na-ceifa_Casal-do-Clerigo.jpg 906w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/07-saloios-e-cardantes-na-ceifa_Casal-do-Clerigo-300x227.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/07-saloios-e-cardantes-na-ceifa_Casal-do-Clerigo-768x582.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/07-saloios-e-cardantes-na-ceifa_Casal-do-Clerigo-696x527.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 906px) 100vw, 906px" /><figcaption class="wp-element-caption">saloios e cardantes na ceifa_Casal do Clérigo</figcaption></figure></div>


<p>A sua esposa, a D. Branca, para além de ter a responsabilidade da casa, do filho e do gado. também se deslocava num burro para colher plantas medicinais endémicas existentes na Serra dos Candeeiros, que, depois de secas, eram vendidas às ervanárias e assim se ajudavam os parcos proventos da família.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="906" height="587" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/06-D.-Branca.jpg" alt="" class="wp-image-38003" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/06-D.-Branca.jpg 906w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/06-D.-Branca-300x194.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/06-D.-Branca-768x498.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/11/06-D.-Branca-696x451.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 906px) 100vw, 906px" /><figcaption class="wp-element-caption">a dona Branca</figcaption></figure></div></div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/11/de-cascais-ao-covao-dos-porcos/">DE CASCAIS AO COVÃO DOS PORCOS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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