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	<title>Arquivo de magana - Duas Linhas</title>
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		<title>O filho duma magana!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 12:09:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passado 2020, dei comigo a pensar que também ele, como o 2019, fora filho de uma magana. O 19 por nos ter brindado com o vírus; o 20 por o não ter conseguido extirpar. E a expressão, que me saltou assim de repente, sem eu a esperar nem pedir, fez-me regressar à infância, quando ouvia [&#8230;]</p>
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<p>Passado 2020, dei comigo a pensar que também ele, como o 2019, fora filho de uma magana. O 19 por nos ter brindado com o vírus; o 20 por o não ter conseguido extirpar.</p>



<p>E a expressão, que me saltou assim de repente, sem eu a esperar nem pedir, fez-me regressar à infância, quando ouvia meu pai ou minha mãe, na brincadeira ou não, chamarem alguém de «filho duma magana». Nunca percebera exactamente o que isso poderia significar; mas, pelo jeito da expressão facial de um ou de outra, eu compreendia que, umas vezes, era brincadeira inofensiva, dirigida a alguém que tinha pregado alguma ‘peça’ e o pessoal ria de bom grado, que o fulanito a pregara a preceito; doutras, minha mãe assumia um ar grave, de coisa séria, e eu deduzia daí que a ‘peça’ fora grave, maldade a merecer castigo e a atribuição do epíteto carregado do seu forte sentido depreciativo.</p>



<p>Corri, pois, agora, ao dicionário, a descobrir o que era isso de magana. Como substantivo e como adjectivo. Como adjectivo – olá!&#8230; – tem logo que se lhe diga: «jovial», «namoradeira», «concupiscente». Portanto, assim a modos de atiradiça, é preciso cuidado com ela, que gosta de brincar, mas… Como substantivo, fia mais fino. Surge-me, em primeiro lugar, a informação de que é uma música antiga. E lá vou eu ao&nbsp;<em>google&nbsp;</em>a ver que tipo de dança ela é; nada mais consigo saber além de que se trata de uma antiga tocata; quiçá os melómanos saibam dizer-me. Depois, «mulher desenvolta e lasciva». Vi também o masculino – magano – e saiu-me esta: «Mercador de escravos que enfeitava os negros para agradar os compradores»! Ora toma!</p>



<p>A origem etimológica não oferece dúvida: deriva da palavra castelhana «magaña» (leia-se ‘maganha’), com o significado de «ardil, astúcia, engano».</p>



<p>Vai mais além o&nbsp;<em>Dicionário do Falar Algarvio,&nbsp;</em>&nbsp;de Eduardo Brazão Gonçalves, quando comenta: «Para evitar expressão menos polida, é muito frequente chamar-se ‘filho duma magana’ a quase tudo que nos desagrade e também a quase todos». Acho que, neste caso, também o Eduardo me saiu cá um filho duma magana!&#8230; Tão polido, tão polido, que misturou aí um ‘desagrade’ que pouco terá a ver com isso!&#8230;</p>



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<p>Seja como for, fico na minha: o 2019 foi, de pleno direito, o filho duma magana; e o 2020 também! E alimentamos a esperança de que este ora começado não vá pelo mesmo caminho. Para já, brincando, brincando, está-nos a fazer a vida negra, o filho duma magana!</p>



<p>(o autor também publicou esta crónica em&nbsp;<em>Notícias de S. Braz</em>)</p>
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