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	<title>Arquivo de Lisboa - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Lisboa - Duas Linhas</title>
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		<title>DESGOVERNO EM LISBOA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 22:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A "amizade" do PSD com o Chega para a governação autárquica de Lisboa tem sido caracterizada por sucessivos falhanços.</p>
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<p>A Câmara Municipal de Lisboa exonerou a vogal do conselho de administração dos Serviços Sociais, Mafalda Livermore, por ‘uma quebra de confiança institucional’. A mesma pessoa que Carlos Moedas tinha chamado para o cargo. Embora a dita-cuja senhora alegue que foi ela quem se demitiu. São trapalhadas deles. A verdade é que uma investigação jornalística, realizada pela RTP no programa <em>A Prova dos Factos</em>, revelou que Livermore é proprietária de vários imóveis com habitações clandestinas arrendadas a imigrantes.</p>



<p>Por outro lado, os socialistas, em minoria, já que Moedas se aliou ao Chega, pedem a reforma nos contratos de delegações de competências às freguesias. Moedas pediu ‘tempo’, mas, até agora, ignorou os autarcas. Assim, as juntas de freguesia socialistas estão numa situação que ‘não é financeiramente sustentável’ e ‘sem interlocutor’.</p>



<p>O serviço municipal das juntas mais criticado pelos fregueses de Lisboa é a recolha do lixo. Depois de Moedas ter anunciado a recentralização dessa competência, durante a campanha, e reiterado o plano na tomada de posse, houve uma informação da Câmara que trocou as voltas aos presidentes de Junta de Lisboa. Com base em informações da autarquia, o jornal <em>Público</em> anunciou, no início de Fevereiro, que essa reforma na recolha do lixo seria adiada para 2027 e o presente ano serviria como ‘transição’.</p>



<p>Outra das questões que se levanta é o protocolo para a manutenção dos espaços verdes, uma das competências da Câmara, delegada às juntas com a reforma administrativa de 2014. Em S. Domingos de Benfica, continuam ao abandono e, imagine-se, que no meio dos temporais e em dias de chuva, os repuxos da Praça Humberto Delgado, em Sete Rios, continuavam a deitar água. Veremos o que sucede no Verão…</p>



<p></p>
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		<title>A tertúlia dos anciãos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 21:25:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelos vistos, há, em todas as terras, onde ainda nos é dado conviver, um lugar onde, a partir do meio da tarde, os anciãos se reúnem após a sesta. Todas as conversas se admitem. No lugar da Abóboda, sito no interior do concelho de Cascais, há – ou houve – o BPM, designação brejeira para [&#8230;]</p>
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<p>Pelos vistos, há, em todas as terras, onde ainda nos é dado conviver, um lugar onde, a partir do meio da tarde, os anciãos se reúnem após a sesta. Todas as conversas se admitem.</p>



<p>No lugar da Abóboda, sito no interior do concelho de Cascais, há – ou houve – o BPM, designação brejeira para caracterizar os seus frequentadores habituais: o Banco dos P. Murchas. Em Palmela, em vez de um, se bem compreendi, há dois: um é o da vara cível, outro da criminal, em jeito de Tribunal da Má Língua.</p>



<p>Por essas tagarelices ao entardecer transcorrem saudades, vituperam-se ou louvam-se governantes, comenta-se a zaragata ou a festa, é-se capaz de um amável piropo («devia ser proibido ter uns olhos <em>tam</em> bonitos, menina!»), decretam-se novos regulamentos e atira-se amiúde o Governo pràs urtigas, por não saber ouvir a voz do Povo e lá dizia a Madalena no “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett, «Voz do Povo voz de Deus, minha senhora mãe!».</p>



<p>Acho que os autarcas deviam ir, de vez em quando, até esses bancos, desde que não lhes adregasse ou tivessem outra pachorra e convidarem esses anciãos a irem tomar um copo lá nos Paços do Concelho para uma tertúlia – o que até nem seria má ideia, não!</p>



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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="680" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/jardim-das-pichas-murchas-2.jpg" alt="" class="wp-image-36698" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/jardim-das-pichas-murchas-2.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/jardim-das-pichas-murchas-2-300x199.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/jardim-das-pichas-murchas-2-768x510.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/09/jardim-das-pichas-murchas-2-696x462.jpg 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">um dos lugares de tertúlia de Lisboa, freguesia do Castelo</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Consciencializei, há uns tempos, que a palavra «tertúlia» terá derivado das conversas que o filósofo cartaginês Tertuliano (que viveu entre os finais do séc. II da nossa era e os primórdios do III) organizava com a sua gente. Sabe-se que o costume se revitalizou com os cafés em França, nos prenúncios da Revolução no século XVIII e que, em Portugal, pelo Chiado, dada a abundância de cafés, pululavam as tertúlias em que se envolveram os nomes conhecidos da Cultura lisboeta do século XX.</p>



<p>Além desses bancos ao ar livre, de má-língua, cada terra tem – e não pode perder! – a tradição do encontro num dos estabelecimentos locais: o Majestic no Porto, o Santa Cruz em Coimbra, o Aliança em Faro, o Ervilha em S. Brás de Alportel, o Café Calcinha em Loulé, o Armazém do Caffè em Viseu, o Café Melro em Mangualde… Houve em Cascais, pelos anos 60 e 70, o Brisa, o Boca do Inferno, também a esplanada do Baía… Outros se precisam de criar. Lugares emblemáticos, que jamais se deviam perder, porque aí se fomenta comunidade, nascem ideias e todos nos sentimos mais solidários! </p>



<p><sup>(Crónica publicada também em <em>Renascimento</em>) </sup></p>
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		<title>200 CARROS QUEIMADOS EM LISBOA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Aug 2024 09:56:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temperatura elevada e a concentração de centenas de automóveis em espaços exíguos, típicos de estacionamentos comerciais de automóveis, proporcionaram as condições para um incêndio que destruiu mais de 200 viaturas, segundo disse um comandante operacional dos bombeiros que combateram o fogo nas proximidades do aeroporto de Lisboa. As imagens que os canais de televisão [&#8230;]</p>
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<p>A temperatura elevada e a concentração de centenas de automóveis em espaços exíguos, típicos de estacionamentos comerciais de automóveis, proporcionaram as condições para um incêndio que destruiu mais de 200 viaturas, segundo disse um comandante operacional dos bombeiros que combateram o <strong><a href="https://www.rtp.pt/noticias/pais/incendio-junto-ao-aeroporto-fogo-destruiu-mais-de-200-automoveis_v1593416">fogo nas proximidades do aeroporto</a></strong> de Lisboa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="485" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-1024x485.jpg" alt="" class="wp-image-35801" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-1024x485.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-300x142.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-768x364.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-1536x728.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-696x330.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-1392x659.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x-1068x506.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-rtp-3x.jpg 1868w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>As imagens que os canais de televisão transmitem são reveladoras da dimensão do sinistro, mas não houve nenhuma vítima, apenas danos em automóveis.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%"><div class="wp-block-image">
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="797" height="449" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-queimados.png" alt="" class="wp-image-35803" style="width:338px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-queimados.png 797w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-queimados-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-queimados-768x433.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/200-queimados-696x392.png 696w" sizes="auto, (max-width: 797px) 100vw, 797px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Segundo a explicação dos bombeiros, a maior dificuldade encontrada terá sido a violência térmica e as explosões que se verificaram, sempre que as chamas atingiam um veículo elétrico. As baterias de lítio libertam muito mais energia que baterias normais dos carros com motores de combustão.</p>



<p>Nem de propósito, ainda há dias publicámos neste site um artigo sobre <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/22-mortos-140-carros-queimados/">sinistros semelhantes</a></strong> ocorridos noutras partes do mundo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-35777" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/carros-queimados-capa.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">imagem de um incêndio ocorrido num silo automóvel na Coreia do Sul publicado em <a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/22-mortos-140-carros-queimados/">22 MORTOS, 140 CARROS QUEIMADOS (duaslinhas.pt)</a></figcaption></figure></div>


<p>Convém, no entanto, dizer que tudo num automóvel é alimento para fogos, desde os plásticos utilizados na carroceria e interiores, as tintas com que os plásticos são decorados, os materiais dos bancos, os pneus, tudo. Não culpem apenas as baterias.</p>



<p>Sempre que se estacionam centenas de veículos muito juntos, estão criadas condições para uma catástrofe do género. O que aconteceu, por exemplo, no Festival Andanças de 2016, realizado perto de Castelo de Vide, não teve nenhum contributo de baterias de lítio e, no entanto, arderam centenas de viaturas.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="673" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-1024x673.png" alt="" class="wp-image-35807" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-1024x673.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-300x197.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-768x504.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-696x457.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-741x486.png 741w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas.png 1043w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="665" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-2-1024x665.png" alt="" class="wp-image-35809" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-2-1024x665.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-2-300x195.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-2-768x499.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-2-696x452.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-2-1068x693.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/festival-andancas-2.png 1072w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">centenas de automóveis ardidos no estacionamento do Festival Andanças em 2016</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/200-carros-queimados-em-lisboa/">200 CARROS QUEIMADOS EM LISBOA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>AS QUEIXINHAS DE MOEDAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 23:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final da semana, Carlos Moedas deu uma entrevista à TVI. Chamaram-me à atenção para tal, uma vez que estou sempre a protestar pelos parques infantis para crianças mais pequenas que NÃO existem na zona de Sete Rios e Praça de Espanha, como já referi aqui em texto anterior. Pois o presidente da Câmara Municipal [&#8230;]</p>
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<p>No final da semana, Carlos Moedas deu uma entrevista à TVI. Chamaram-me à atenção para tal, uma vez que estou sempre a protestar pelos parques infantis para crianças mais pequenas que NÃO existem na zona de Sete Rios e Praça de Espanha, como já referi aqui em <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/03/carta-aberta-a-carlos-moedas/#google_vignette">texto anterior</a></strong>.</p>



<p>Pois o presidente da Câmara Municipal de Lisboa falou sobre a pala e os jardins do Parque Tejo, onde ocorreram as Jornadas Mundiais da Juventude, queixando-se que as pessoas residentes em Lisboa não aproveitam o espaço verde que ali criou. Não sei se Carlos Moedas já experimentou fazer ali um piquenique, à torreira do sol, sem árvores que dêem um pouco de sombra, sem repuxos… Ou se, quando tiver netos, os vai passear ali, para constatar a falta de condições. É que nem todos se podem abrigar na pala, seja de Verão, seja de Inverno.</p>



<p>O mesmo se passa no espaço que Moedas inaugurou recentemente na Praça Humberto Delgado, em frente ao Jardim Zoológico, em Sete Rios. O projecto inicial teve tantas, mas tantas alterações que, gastados oito milhões de euros, ficou um pequeníssimo parque infantil, num igualmente pequeno espaço verde, só com cordas – nem um baloiço, nem um escorrega – e uma longa zona com uns repuxos, tudo em pedra, incluindo os bancos, sem uma árvore ou uma sombra.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/ZfOJiKp.jpeg" alt="" class="wp-image-35667"/><figcaption class="wp-element-caption">8 milhões de euros depois, nem um baloiço, nem um escorrega no parque infantil de Sete Rios, em Lisboa</figcaption></figure></div>


<p>Depois daquela zona, tem meia dúzia de árvores e um outro espaço mais comprido, igualmente em pedra, tudo ao sol ou sujeito às intempéries.</p>



<p>Já aqui escrevi sobre a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/11/na-minha-rua/">Praça de Espanha</a></strong>. Inicialmente, tudo muito bonito e florido. Agora, tudo seco, uma miséria&#8230; Do mesmo modo, também tem um parque de cordas para jovens pré-adolescentes. Ninguém no seu perfeito juízo põe crianças naquelas cordas nem naquele escorrega de metal que, no Verão, é insuportável. No parque, nas traseiras da Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, mais cordas, um equipamento para velhos e para cães. Num país que pretende ter crianças, há parques para velhos e cães e não há para crianças?</p>



<p>Carlos Moedas queixou-se de quem vive em Lisboa e não reconhece o trabalho do presidente da Câmara. Moedas faz-me lembrar a anedota do filho do padeiro que, ao cumprir o serviço militar, foi jurar bandeira. Claro que o pai foi à cerimónia e, no regresso à sua terra, quando lhe perguntaram como tinha sido, o padeiro respondeu que tinha sido muito bonito. Só o filho tinha marchado bem, todos os outros estavam a marchar ao contrário…</p>
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		<title>Uma espécie de maná a cair do céu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 23:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Estado, através da Câmara Municipal de Lisboa, tem uma “mina” inesgotável que lhe dá uma receita superior a 13 800 euros por dia. Em dois anos, a “mina” distribuiu 10 milhões de euros de receita. Não é nenhum poço de petróleo no Beato, não. É uma rede de radares rodoviários. É uma espécie de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Estado, através da Câmara Municipal de Lisboa, tem uma “mina” inesgotável que lhe dá uma receita superior a 13 800 euros por dia. Em dois anos, a “mina” distribuiu 10 milhões de euros de receita. Não é nenhum poço de petróleo no Beato, não. É uma rede de radares rodoviários.</p>



<p>É uma espécie de maná a cair do céu. Mais de meio milhão de infrações por excesso de velocidade. Com 80 534 infrações detetadas em dois anos, o radar localizado na Avenida Lusíada (sentido oeste-este), junto ao Hospital dos Lusíadas foi aquele que mais infrações detetou.</p>



<p>A este segue-se o aparelho localizado na Avenida Eusébio da Silva Ferreira (sentido este-oeste), em frente ao Centro Comercial Fonte Nova e junto à Escola Superior de Comunicação Social, com 63 937. Entre os 10 radares que detetaram mais infrações encontram-se ainda os aparelhos localizados nas avenidas Padre Cruz, Brasília e Infante Dom Henrique. São estes os pontos negros do excesso de velocidade em Lisboa, que fazem as delícias dos autarcas da cidade e das instituições que arrecadam a massa.</p>



<p>Dos 10 milhões de euros (exatamente 9 827 370 euros), a Autoridade Tributária recebeu perto de 6,3 milhões euros, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária cerca de 1,8 milhões euros, a CML com o restante.</p>



<p>No total existem na capital 41 radares fixos de controlo de velocidade de trânsito. Estes começaram a funcionar em 1 de junho de 2022 e a sua implementação correspondeu a um investimento total de 2,142 milhões de euros. Não há <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/09/novos-radares-rendem-milhoes/">melhor negócio</a></strong>, o retorno do investimento em menos de seis meses, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/radares-rodoviarios-o-grande-negocio/">lucro garantido</a></strong> pela &#8220;pica&#8221; dos aceleras.</p>



<p>Além de permitirem o controlo da velocidade, os radares presentes na capital permitem ao Centro de Coordenação da Mobilidade do município receber dados de tráfego em tempo real.</p>



<p>Embora numa outra escala, o que se passa em Lisboa repete-se nos restantes centros urbanos de maior dimensão. Ou seja, trata-se de um verdadeiro “negócio” nacional, a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/10/multas-de-transito-valem-125-milhoes/">coleta de multas</a></strong> e coimas rodoviárias.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-34389" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/radar-lisboa-capa.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/06/uma-especie-de-mana-a-cair-do-ceu/">Uma espécie de maná a cair do céu</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>MOEDAS NÃO QUER SABER</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 19:16:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Festival Literário Lisboa 5 L]]></category>
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		<category><![CDATA[Rock in Rio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lisboa só tem olhos para o Rock in Rio, mata sem remorso eventos de menor dimensão mas de maior importância cultural. Falamos do Festival Literário Lisboa 5L que, depois de 4 edições, a autarquia (CML) não quis financiar este ano. Talvez para o ano, dizem. Mas não se sabe. A vereadora da oposição Ana Jara [&#8230;]</p>
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<p>Lisboa só tem olhos para o Rock in Rio, mata sem remorso eventos de menor dimensão mas de maior importância cultural. Falamos do Festival Literário Lisboa 5L que, depois de 4 edições, a autarquia (CML) não quis financiar este ano. Talvez para o ano, dizem. Mas não se sabe.</p>



<p>A vereadora da oposição Ana Jara diz que o executivo da CML cabimentou, no Orçamento para 2024, o dinheiro necessário para a realização do Lisboa 5L. Uns &#8220;míseros&#8221; 80 mil euros. Só não faz porque não quer. E faz notar que a borla fiscal oferecida por Carlos Moedas ao Rock in Rio (3 milhões de euros), em 2024, seria suficiente para realizar 38 edições do único festival literário da capital portuguesa.</p>



<p>Diz-se que Moedas deixou cair este festival porque a sua criação foi uma ideia proposta pelo PCP. Mas isso foi em 2018, realizaram-se 4 edições do festival, nunca se viu o PCP içar a sua bandeira nas&nbsp; iniciativas que o Lisboa 5L englobava na promoção da língua portuguesa, das livrarias, da literatura, dos autores, das bibliotecas.</p>



<p>Talvez o autarca prefira financiar eventos mediáticos, daqueles que dão na televisão. Sempre tem uma oportunidade de aparecer, promove a coisa promovendo-se a si mesmo também. Moedas não é um agente cultural. É mais um vendedor de artefactos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/VB5ugbV.jpeg" alt="" class="wp-image-33899"/></figure>
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		<title>Carta aberta a Carlos Moedas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2024 14:31:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[TINTA PERMANENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal de Lisboa]]></category>
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		<category><![CDATA[queixas no portal Na Minha Rua]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou munícipe de Lisboa há muitos anos. Mais de 50. Não sei quanto o senhor gastou nos placards de publicidade que foram mandados retirar pela CNE, nem quanto custou cumprir a ordem. Mas sei que em plena Lisboa, na zona de Sete Rios e ruas adjacentes, até às Portas de Benfica, mandou substituir as paragens [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Sou munícipe de Lisboa há muitos anos. Mais de 50.</p>



<p>Não sei quanto o senhor gastou nos <em>placards</em> de publicidade que foram mandados retirar pela CNE, nem quanto custou cumprir a ordem. Mas sei que em plena Lisboa, na zona de Sete Rios e ruas adjacentes, até às Portas de Benfica, mandou substituir as paragens de autocarro. Via-se que, num dia, punham uma pedra e, três dias depois, outra pedra. Finalmente, foram levantadas as estruturas, sem pára-ventos. Até os painéis de informação electrónicos, onde se deveria ver a hora da chegada do próximo autocarro, não estão a funcionar.</p>



<p>Em Sete Rios, os parquímetros ora aceitam moedas de 50 cêntimos ora só aceitam as de um euro. Deve a EMEL estar a poupar no papel, já que comprovativos de pagamento, nem vê-los.</p>



<p>As ruas são limpas diariamente pelos funcionários da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica que agora têm trabalho a dobrar. Com efeito, o senhor mandou colocar os contentores para receber o lixo orgânico. Todavia, estes não têm fundo e estão assentes em pezinhos, o que cria um vazio por onde o lixo escorre para a rua.</p>



<p>Recentemente, abordei dois senhores que estavam a tratar dos contentores. Disseram que pertencem a uma empresa privada e que os estavam ‘a arranjar’. Já? Uma empresa privada? Qual é o custo disto? Os contentores foram colocados há um mês…</p>



<p>Há algum motivo para não se ter optado pelos sistemas usados, por exemplo, em Matosinhos (há mais de três anos), em Cascais ou em Oeiras? Ali, nas caixas do correio, são distribuídos sacos próprios, que se colocam em contentores de compostagem, devidamente fechados.</p>



<p>Preferiu o Sr. presidente da CML sistemas mais baratos e incompletos?</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/W0R3iF9.jpeg" alt="" class="wp-image-32676" style="width:831px;height:auto"/></figure></div>


<p>E o que dizer dos alertas que são feitos no portal Na Minha Rua e que não têm resposta nenhuma? E das reclamações no site da CML que também não têm resposta. E das poucas respostas em que dizem que estão a resolver.</p>
</div></div>



<p>Na Praça de Espanha foram feitas várias obras e jardins. Desde que o senhor é responsável pela CML aqueles jardins já são só mato. Em dias de sol estão sequíssimos. Em dias de chuva são pântanos. Não há um equipamento para crianças pequenas. Até têm alguns de luxo, destinados aos cães. Para crianças é que nada. Para os miúdos mais crescidos tem uma estrutura de madeira e cordas, sem nenhuma vedação nem protecção, onde, não raro, vemos os cães a fazerem necessidades, sem que os donos as limpem. Tem, isso sim, um parque de ginástica para os velhos onde, igualmente, os cães se aliviam…</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O senhor está preocupado com os sem-abrigo que dormem na Avenida José Malhoa? Talvez, nos dias mais frios possa pedir aos responsáveis pelos prédios desabitados (quase todos dependências bancárias e similares) que abram as portas e deixem pernoitar os que fizeram dos átrios de entrada casas suas…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/JREKXWa.jpeg" alt="" class="wp-image-32678" style="width:874px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">sem abrigo na avenida José Malhoa</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Os impostos em Lisboa não são propriamente os mais baratos do País. O senhor quer soluções, desça do seu pedestal e fale com os munícipes. E, sobretudo, sirva Lisboa, em lugar de se servir dela. Poupe o nosso dinheiro e gaste-o devidamente, em lugar de o esbanjar em soluções que não são nem ‘para inglês ver’.</p>



<p>Quase todas estas queixas foram reportadas, em vão, Na Minha Rua e em reclamações à Câmara. Obrigada pela sua atenção, se é que no la dá.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>MAIS UMA RUA SEM TRÂNSITO NA BAIXA DE LISBOA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 00:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
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		<category><![CDATA[comércio local]]></category>
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		<category><![CDATA[rua da Prata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A rua da Prata, na Baixa de Lisboa, vai ficar quase só para peões. Poderão circular os elétricos da Carris, trotinetas e bicicletas, apenas. A decisão é da autarquia e agrada aos lojistas. À semelhança do que acontece na rua do lado, a rua Augusta, o comércio só tem a ganhar com o afastamento do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A rua da Prata, na Baixa de Lisboa, vai ficar quase só para peões. Poderão circular os elétricos da Carris, trotinetas e bicicletas, apenas. A decisão é da autarquia e agrada aos lojistas. À semelhança do que acontece na rua do lado, a rua Augusta, o comércio só tem a ganhar com o afastamento do trânsito automóvel. Os carros passam, mas como não podem parar, o que deixam é fumo dos escapes e mais nada.</p>



<p>Agora, dedicada aos peões, é previsível que os turistas e a animação de rua tomem conta do espaço. Há muitas lojas fechadas, mas acredita-se que irão reabrindo à medida que se criarem condições para montar algumas esplanadas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="631" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/10/rua-da-prata-2x-2.jpg" alt="" class="wp-image-29208"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="637" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/10/rua-da-prata-2x.jpg" alt="" class="wp-image-29209"/></figure>



<p>A rua da Prata tem sofrido nos últimos meses. Há quase um ano que está esventrada, por causa das obras de um coletor para as águas da chuva. Assim que as obras estiverem concluídas, a rua será pavimentada já com o propósito de se destinar apenas ao movimento pedonal. Claro que estará salvaguardada a necessidade de reabastecimento do comércio, mas o regulamento há de ser idêntico ao de outras ruas pedonais da cidade.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/10/mais-uma-rua-sem-transito-na-baixa-de-lisboa/">MAIS UMA RUA SEM TRÂNSITO NA BAIXA DE LISBOA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Festival antigo bem vivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 17:55:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Música Estoril Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tradição do Festival Na verdade, tanto tempo passou, mas a figura do jovem espanhol Nagy, discípulo do grande Emilio Pujol, quase que escondido atrás da guitarra, no aconchego do Museu dos Condes de Castro Guimarães, em Cascais, pelos anos 60, não se esqueceu. E foi ele quem, integrando-se por completo no ambiente musical português [&#8230;]</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>A tradição do Festival</strong></em></h3>



<p>Na verdade, tanto tempo passou, mas a figura do jovem espanhol Nagy, discípulo do grande Emilio Pujol, quase que escondido atrás da guitarra, no aconchego do Museu dos Condes de Castro Guimarães, em Cascais, pelos anos 60, não se esqueceu. E foi ele quem, integrando-se por completo no ambiente musical português e no da Costa do Sol, em particular, pegou no Festival de Música da Costa do Sol, patrocinado, de modo especial, pela Junta de Turismo. Joaquim Miguel Serra e Moura, o presidente, sabia bem quanto a música poderia ser – e era! – imprescindível veículo promocional da zona.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="812" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/pineiro-nagy.jpg" alt="" class="wp-image-27742"/></figure>



<p>Era o tempo em que tínhamos, do outro lado da serra, o já consagrado Festival de Sintra, de enorme tradição e, deste lado, nasceu o Festival Internacional de Música da Costa do Sol, a par dos Cursos Internacionais de Música, que traziam a Cascais, no Verão, dezenas de estudantes estrangeiros para cursaram junto de mestres de renome internacional: o violoncelista Maurice Eisenberg, o violinista húngaro Sándor Végh, a pianista Helena Moreira de Sá e Costa…<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/S%C3%A1ndor_V%C3%A9gh"></a></p>



<p>Chegaram depois os tempos da miopia e Piñeiro Nagy teve de fazer das tripas coração para manter a chama. Foi mesmo difícil. Daí que, neste ano da graça de 2023, tenhamos o 49º Festival Estoril Lisboa, em que, felizmente, há um vasto naipe de entidades apoiantes e o nome teve, por isso, de mudar.</p>



<p>Começou este 49º Festival a 23 de Junho e está previsto que o concerto de encerramento seja na igreja da Madre de Deus, na próxima sexta-feira, 28. Passou pelos mais diversificados ambientes: a Academia das Ciências de Lisboa, o Palácio Marquês do Alegrete, o Palácio da Ega (Arquivo Histórico Ultramarino), o Largo de S. Carlos, o Palácio da Mitra, o Centro Cultural de Cascais, a Biblioteca de Alcântara, a Sé Patriarcal. Lugares diversos, programas distintos, intérpretes sempre diferentes – sempre, todavia, o mesmo nível elevado.</p>



<p>E completa-se também, este ano, o 59º aniversário dos Cursos Internacionais de Música: clarinete, na Escola Superior de Música de Lisboa (Prof. António Saiote); órgão, em Novembro (Prof. Xavier Artigas) e em Dezembro (Prof. Luc Ponet), na igreja de S. Vicente de Fora.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>O espectáculo na Academia das Artes do Estoril</strong></em></h3>



<p>Tive ocasião de assistir ao singular espectáculo levado à cena, no sábado, 22, no auditório da Academia das Artes do Estoril (no edifício Cruzeiro).</p>



<p>Começou «coxo», porque o som saiu com interferências, baixo, e a voz pouco perceptível. Pena que não se tenha parado, a fim de se proceder ao necessário ajuste, até porque com essa introdução melhor se entenderia a mensagem que o espectáculo iria veicular: «Amores, desamores e dissabores… em cena!», «uma viagem ao universo coral operático em torno do amor», «um turbilhão amoroso que ressoa na voz e no corpo destes jovens cantores» (lê-se no programa).</p>



<p>Os textos projectados e lidos (carecia-se de melhor dicção) mostravam a progressão da história, magnificamente apresentada por um brilhante naipe de jovens, bem maquilhados e extravagantemente trajados. Eles e elas cantaram, representaram, bailaram. Com à-vontade e gosto, servidos por uma coreografia deveras original («destemida», diz o catálogo, e é verdade!), da autoria de Joana Bergano. Que quadros bem agradáveis nos apresentaram!</p>



<p>Um espectáculo diferente, dirigido por Rute Prates e Teresa Lancastre, em que o <em>bel canto</em> (a cargo do barítono Simão Nobre e da soprano Mariana Rodrigues) andou de braço dado com o movimento, acompanhado ao piano por Eurico Rosado e, num dos trechos, por um pequeno conjunto de cordas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="753" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/rute-prates-e-teresa-lancastre.jpg" alt="" class="wp-image-27743"/></figure>



<p>Ouviram-se e viram-se «Forêts paisibles», da ópera «Les Indes Galantes» de Jean-Philippe Rameau; «Servant’s Chorus», da ópera-bufa Don Pasquale, escrita por Gaetano Donizetti; o célebre «Cigarette Chorus», da ópera Carmen, de Bizet; a <em>seguidilla</em> «La verbena de la Paloma», de Tomas Breton; o coro de boca fechada (“The <em>Humming Chorus»), </em><em>da ópera</em><em>Madame Butterfly,</em> de Puccini; «It ain&#8217;t necessarily so», a conhecida canção que integra <em>Porgy and Bess,</em> ópera do compositor americano George Gershwin; e, por fim, a sempre divertida canção «knee play 1» (brincadeira com números e notas de solfejo) que faz parte da ópera «Einstein on the beach», de Philip Glass.</p>



<p>Esta simples enumeração dá conta da excelência do repertório que foi executado quase sem interrupção, de tal modo que os espectadores nem sempre se aperceberam que terminava um trecho e começava outro e só perto do final é que vieram os aplausos.</p>



<p>Um espectáculo ligado à <em>Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa, </em>que muito desejaríamos ver reposto.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="626" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/festival-estoril.jpg" alt="" class="wp-image-27744"/></figure>



<p>Ficaram felizes os jovens intervenientes (estamos no 10º Festival Jovem). Ficaram felizes os familiares. Agradados ficámos todos os que tivemos a dita de, no final, calorosamente os aplaudir. Queríamos mais do que estes jovens – que por completo encheram o palco – nos haviam proporcionado.</p>



<p><sub>Fotos do espectáculo: Carlos Maduro | FEL</sub></p>
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		<title>PÉ NO TRAVÃO, RADAR EM ACÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 May 2023 12:09:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os novos equipamentos foram espalhados um pouco por todo o país, embora estejam mais concentrados nos principais núcleos urbanos, a saber: Lisboa, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Évora, Beja e Faro. Como já informamos antes, estes equipamentos conseguem estabelecer a velocidade média de um veículo entre dois pontos e se essa velocidade média [&#8230;]</p>
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<p>Os novos equipamentos foram espalhados um pouco por todo o país, embora estejam mais concentrados nos principais núcleos urbanos, a saber: <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/12/a-caca-a-multa/">Lisboa</a></strong>, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Évora, Beja e Faro.</p>



<p>Como já <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/11/mais-50-radares-de-controlo-de-velocidade/">informamos antes</a></strong>, estes equipamentos conseguem estabelecer a velocidade média de um veículo entre dois pontos e se essa velocidade média for superior à autorizada o resultado acabará por chegar a casa do infrator pela mão do funcionário dos CTT.</p>



<p>Portanto, valerá de pouco travar quando se aproxima de um radar e voltar a acelerar logo a seguir, para voltar a travar na aproximação ao segundo radar emparelhado com o primeiro. O que conta é a velocidade média e não a velocidade à passagem pelo radar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/radar.jpg" alt="" class="wp-image-26435" width="275" height="417"/></figure></div>


<p>A ideia é obrigar os condutores a andar sempre dentro dos limites da lei. Sim, por vezes é chato e até supérfluo, nos casos em que não há trânsito ou se circula a horas mortas.</p>



<p>Segundo informação proveniente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a localização dos radares será tornada pública e haverá um site onde as pessoas poderão recolher informação sobre esta temática.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/radar-vel-media-multas.jpg" alt="" class="wp-image-26434"/></figure>



<p>É preciso tomar nota do seguinte: são 10 radares e 20 localizações possíveis. Os radares não estarão sempre nos mesmos sítios. Mas a sinalética estará lá sempre, a lembrar que a área pode estar sob vigilância de radares de velocidade média.</p>



<p>Outro “pormenor” a ter em consideração é o valor da coima que varia entre os 60 e os 2500 €, além dos 4 pontos na carta de condução.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/05/pe-no-travao-radar-em-accao/">PÉ NO TRAVÃO, RADAR EM ACÇÃO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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