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	<title>Arquivo de Júlio Conrado - Duas Linhas</title>
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		<title>O QUE ELES DISSERAM DE CASCAIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2025 12:56:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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<p>O escritor olhanense Júlio Conrado (1936/2022) viveu, desde os 3 anos, em Cascais e por aqui desenvolveu toda a sua actividade profissional.</p>



<p>Não admira, por isso, que tenha desempenhado larga acção cultural, quer como membro da redação do <em>Jornal da Costa do Sol </em>– onde, além de crónicas, dirigiu, na sua qualidade de crítico literário, a página literária «Texto e Diálogo» –, quer no âmbito da Fundação D. Luís I, onde orientou a edição da <em>Boca do Inferno,</em> «Revista de Cultura e Pensamento», criada por José Jorge Letria, de que, de 1996 a 2005, se publicaram 10 números.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="901" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/02/conrado-cascais-1024x901.jpg" alt="" class="wp-image-39575" style="width:666px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/02/conrado-cascais-1024x901.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/02/conrado-cascais-300x264.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/02/conrado-cascais-768x675.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/02/conrado-cascais-696x612.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/02/conrado-cascais-1068x939.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/02/conrado-cascais.jpg 1195w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Júlio Conrado e o seu livro <em>Lugares de Cascais na Literatura</em></figcaption></figure></div>


<p>Em 1995, a Editorial Notícias publicou, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, a sua antologia <em>Lugares de Cascais na Literatura,</em> um livro a que não terá sido dada a devida atenção, porque se atentou na palavra ‘antologia’ e não se reparou devidamente na apresentação que, sob o título «O espírito dos lugares» (p. 7-26), Júlio Conrado datara de «S. João do Estoril, 25 de Fevereiro de 1995».</p>



<p>Na verdade, essa apresentação reveste-se de grande interesse histórico-literário, porquanto Júlio Conrado aí analisa, em síntese, como é que a vila era vista pelos autores cujos textos reuniu, o que constitui eloquente amostra da ideia que, ao longo dos tempos, se teve acerca das suas gentes. Valerá a pena reler essas páginas. Anota, por exemplo, Júlio Conrado:</p>



<p>«O mito de uma ‘Linha’ frívola repercute, de maneira geral, na literatura daqueles que a tomam por palco onde se movem as suas personagens, quase sempre pertencentes à tribo invasora que com novos feitos lhe acrescenta a lenda pueril».</p>



<p>E, após aludir ao «sentimento de leveza desresponsabilizante que advém de comportamentos ‘romanescos’ em atmosfera descuidosa», observa que «abordagens literárias, de ‘dentro’ da realidade local são raras».</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Cascais sob o olhar de Eça</strong></em></h3>



<p>Logo Júlio Conrado declarou não ter havido da sua parte a presunção de ser exaustivo, uma vez que, anuiu, «todas as antologias são incompletas» e que, portanto, «insuficiências e lacunas caberá aos vindouros remediá-las».</p>



<p>Essa não é a intenção agora, mas tão-simplesmente aproveitar para recordar duas referências que já tive oportunidade de mencionar na <em>História e Geografia de Cascais</em> (3ª edição, 1979, p. 19-20):</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – a 1ª é de Gil Vicente que, na peça <em>Cortes de Júpiter, </em>ao dizer do acompanhamento que uma infanta terá, explicita: «E também até Cascais irão os vereadores». Por outro lado, na <em>Farsa de Inês Pereira, </em>Inês recusa um namorado e responde-lhe displicentemente: «Ide casar a Cascais!».</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – a 2ª é de Damião de Góis, na sua <em>Lisboa de Quinhentos </em>(1554)<em>, </em>a alusão ao vetusto farol da Guia: «À noite, acendem ali uns fachos para indicar o trajecto aos mareantes, não seja caso que estes, por não lobrigarem a paragem, arremessem, contra vontade, as naus para os baixios e rochedos». Mais adiante, continuando a descrição da costa, escreve Damião de Góis que se «dá com a fortaleza de Cascais, onde as naus de carga, ancoradas em porto amplo e seguro, esperam a maré e a monção», ou seja, o vento favorável para zarparem.</p>



<p>Acrescente-se agora uma passagem d’<em><strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/02/o-safado/">A Relíquia</a></strong>,</em> de Eça de Queiroz, que patenteia, mais uma vez, a visão que os lisboetas tinham da vila cascalense na 2ª metade do século XIX, a partir do momento em que se iniciou o hábito de ir a banhos e Cascais – a par da Figueira da Foz – concitou atenções na época balnear.</p>



<p>Ora sucede que, ao descrever a nudez agreste das montanhas de Moab, que, segundo a tradição, haviam sido arrasadas devido a uma ira divina, Eça escreve:</p>



<p>«E compreende-se que pesa ainda sobre elas a cólera do Senhor, quando se considera que ali jazem há tantos séculos – sem uma recreável vila como Cascais; sem claras barracas de lona alinhadas à sua beira; sem regatas, sem pescas; sem que senhoras meigas e de galochas lhe recolham poeticamente as conchinhas na areia; sem que as alegrem, à hora das estrelas, as rabecas de uma assembleia toda festiva e com gás – ali mortas, enterradas entre duas serras como entre as cantarias de um túmulo».</p>



<p>A frivolidade a que Júlio Conrado teve ocasião de aludir. O panorama duma Cascais estival, plena de <em>glamour, </em>como hoje se diria…</p>



<p><a id="_msocom_1"></a></p>
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