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	<title>Arquivo de interior de Portugal - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de interior de Portugal - Duas Linhas</title>
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		<title>TERRAS DO VALE ENCANTADO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 00:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[aldeias de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[interior de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Tarouca]]></category>
		<category><![CDATA[viver no interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para além da paisagem, do cultivo da terra e da criação de gado, a oferta turística credenciada por um singular número de monumentos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Designa-se hoje por Vale Encantado um amplo território do concelho dúrio-beirão de Tarouca, lá onde a riqueza e a fragância da terra vão de par com uma singular riqueza monumental, que, vinda da Idade Média, perdura com os naturais estragos do tempo e dos homens, que hoje se redimiram recuperando, tanto quanto possível, esse património que ilumina uma fecundíssima história.</p>



<p>O Rio Varosa e outros cursos de água, que, através dele, chegam ao Rio Douro regam uma boa extensão de terra, onde se alimenta o gado e onde, agora, uma das culturas mais significativa é a da baga de sabugueiro, exportada, depois de seca, para diversos países do Centro da Europa.</p>



<p>Para além da paisagem, do cultivo da terra e da criação de gado é singular a oferta turística credenciada por um singular número de monumentos que constituem Património de valia, alguns de entre eles classificados como “Monumento Nacional”. De alguns trazemos hoje registo breve – que sirva de convite para gostosa visita.</p>



<p>Começamos por lembrar o Mosteiro Cisterciense de S. João de Tarouca, levantado no século XII, mas cujo casario cresceu ao jeito de cidade, onde, na envoltura da monumental igreja, se desenrolavam as construções de cozinha e amplos refeitórios, onde ainda se levanta a espantosa ruína de um dos gigantescos dormitórios e todas aquelas adjacências que configuravam os passos da vida dos monges. Quase tudo desventrado após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834, de que se salvou o monumental edifício da igreja:</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – suas naves povoadas de altares;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – a amplidão do altar maior com seu revestimento de azulejos;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – a sacristia com seu mobiliário;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; – e, numa das naves, o gigantesco túmulo de D. Pedro, filho bastardo de D. Dinis, Conde de Barcelos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="667" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/IgrejaSaoJoaoTarouca-1.jpg" alt="" class="wp-image-40248" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/IgrejaSaoJoaoTarouca-1.jpg 1000w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/IgrejaSaoJoaoTarouca-1-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/IgrejaSaoJoaoTarouca-1-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/IgrejaSaoJoaoTarouca-1-696x464.jpg 696w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mosteiro Cisterciense de S. João de Tarouca</figcaption></figure></div>


<p>D. Dinis morreu ali perto, no retiro de seus Paços de Lalim, onde se terá entregue a uma singular obra literária que muito enriquece o nosso panorama cultural medieval.</p>



<p>Não fica longe o Mosteiro Cisterciense de Salzedas, cuja edificação, do século XII, se deve a D. Teresa Afonso, esposa de D. Egas Moniz, o aio de D. Afonso Henriques.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="754" height="565" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Mosteiro_de_Santa_Maria_de_Salzedas.jpg" alt="" class="wp-image-40250" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Mosteiro_de_Santa_Maria_de_Salzedas.jpg 754w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Mosteiro_de_Santa_Maria_de_Salzedas-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Mosteiro_de_Santa_Maria_de_Salzedas-696x522.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Mosteiro_de_Santa_Maria_de_Salzedas-265x198.jpg 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Mosteiro_de_Santa_Maria_de_Salzedas-530x396.jpg 530w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mosteiro Cisterciense de Salzedas</figcaption></figure></div>


<p>Dele resta a ampla igreja com sua histórica sacristia. A fachada, levantada no século XVIII, já não pôde receber as duas torres programadas. Há ainda o claustro e outras dependências, onde um pequeno museu guarda memórias das vivências monásticas.</p>



<p>Não muito longe, sobre o curso do Rio Varosa, levanta-se a Ponte-Torre da Ucanha, que um dos abades do mosteiro fez levantar, em 1465, para recolha de impostos sobre pessoas e bens que ali entravam.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="768" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Torre_de_Ucanha.jpeg" alt="" class="wp-image-40252" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Torre_de_Ucanha.jpeg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Torre_de_Ucanha-300x225.jpeg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Torre_de_Ucanha-696x522.jpeg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Torre_de_Ucanha-265x198.jpeg 265w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ponte-Torre da Ucanha</figcaption></figure></div>


<p>De Ucanha foi natural José Leite de Vasconcelos, figura de relevo nacional, que conhecemos como fundador do Museu Nacional de Etnologia, paredes meias com o Mosteiro dos Jerónimos.</p>



<p>Do outro lado do rio Varosa fica Dalvares e o velho Paço de Dalvares.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="980" height="653" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/casa_do_Paco-de-Dalvares.jpg" alt="" class="wp-image-40254" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/casa_do_Paco-de-Dalvares.jpg 980w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/casa_do_Paco-de-Dalvares-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/casa_do_Paco-de-Dalvares-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/casa_do_Paco-de-Dalvares-696x464.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /><figcaption class="wp-element-caption">Paço de Dalvares</figcaption></figure></div>


<p>De boa cantaria na fachada principal, atribui-se a sua origem à família de Egas Moniz, honra que cai na obscuridade ainda no séc. XIII. Os seus descendentes aí terão habitado até 1894, quando a ruína se instala. Adquirido em 1994 e recuperado pela Câmara Municipal de Tarouca a partir de 2004, é inaugurado, no ano de 2006, pela Ministra da Cultura, já que é essa a missão a que foi destinado. Solar cujas paredes ajudam a contar uma história e onde se realizam encontros e exposições. Aí tem sede a Confraria do Espumante, onde se acolhem o Museu do Espumante, a Rota dos Vinhos de Cister e a Comissão Vitivinícola de Távora-Varosa.</p>



<p>Pode visitar-se ainda a Igreja Matriz da cidade de Tarouca, reveladora de seu original estilo românico-gótico, com a presença do manuelino, guardiã que também é do túmulo do 1.º Conde de Tarouca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1504" height="1000" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca.jpg" alt="" class="wp-image-40257" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca.jpg 1504w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca-300x199.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca-1024x681.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca-768x511.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca-696x463.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca-1392x926.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca-1068x710.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Sao_Pedro_de_Tarouca-1320x878.jpg 1320w" sizes="auto, (max-width: 1504px) 100vw, 1504px" /><figcaption class="wp-element-caption">Igreja Matriz de Tarouca</figcaption></figure></div>


<p>Nas vizinhanças, o dito Arco de Paradela, que parece perdido na paisagem, constitui ainda um enigma. O monumento de traça românica pode ter permanecido como memória da paragem do féretro de D. Pedro, Conde de Barcelos, no percurso entre o seu Paço de Lalim e a Igreja de Salzedas. Pode ter sido, com mais dois semelhantes desaparecidos, indicação dos limites dos coutos do Mosteiro vizinho ou, tão só, monumento funerário de notável figura local.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="522" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Arco_de_Paradela_-_Portugal_49830680552-1.jpg" alt="" class="wp-image-40260" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Arco_de_Paradela_-_Portugal_49830680552-1.jpg 960w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Arco_de_Paradela_-_Portugal_49830680552-1-300x163.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Arco_de_Paradela_-_Portugal_49830680552-1-768x418.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/Arco_de_Paradela_-_Portugal_49830680552-1-696x378.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption">Arco de Paradela</figcaption></figure></div>


<p>Vinhos, espumante, uma rica gastronomia local e tranquilos espaços de hospedagem garantirão a quem vier a estas terras uma salutar e proveitosa visita.</p>



<p></p>
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		<title>Revitalize-se o interior do país, por favor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rui Naldinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Apr 2023 10:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há alguns períodos&#160;do ano em que uma boa parte dos portugueses regressa às suas origens, fazendo umas quantas incursões naquilo a que designamos por Portugal profundo.&#160;Um desses períodos é a Páscoa. Mas também o Natal e as férias de Verão. Cumprindo-se este desígnio,&#160;lá vamos muitos de nós retemperar a nossa identidade original, não vá ela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há alguns períodos&nbsp;do ano em que uma boa parte dos portugueses regressa às suas origens, fazendo umas quantas incursões naquilo a que designamos por Portugal profundo.&nbsp;Um desses períodos é a Páscoa. Mas também o Natal e as férias de Verão.</p>



<p>Cumprindo-se este desígnio,&nbsp;lá vamos muitos de nós retemperar a nossa identidade original, não vá ela ficar desenxabida com o excesso de urbanismo e consumo das grandes&nbsp;cidades do litoral, onde passamos a maioria dos nossos dias.</p>



<p>Vilas e aldeias do interior, as quais são cada vez menos nossas, e mais dos nossos pais e defuntos avós, enchem-se de gente saudosa das suas tradições. Praças, largos e adros das Igrejas, sem esquecer os cafés e tabernas, amontoam-se de gente de todas as idades, com indumentárias de todo o género e gosto, prontos a ressuscitar tempos idos, em que essas terras eram habitadas por milhares de pessoas. </p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Terminadas as quadras festivas ou a época de veraneio, aquelas localidades voltam a ficar entregues a uma população envelhecida, cada vez em menor número, apesar do regresso de alguns emigrantes, na reforma. Estas aldeias parecem desaparecer por entre as ruinas de umas quantas casas abandonadas e umas portas entreabertas, como se fossem habitadas só por meia dúzia de animais domésticos e uns quantos vultos encurvados, vestidos de negro. Em especial no Inverno, que por ali é mais rigoroso.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1794" height="983" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/queimadela-casa-antiga-2.jpg" alt="" class="wp-image-24912"/></figure>
</div></div>



<p>Tudo isto é fruto dos movimentos migratórios internos e externos que se iniciaram nos anos cinquenta e sessenta do século passado, os quais se mantêm até hoje, ainda que com menos intensidade. Esses movimentos levaram em massa muitos dos jovens aí residentes, há época, ligados à actividade agrícola e ao contrabando, alguns&nbsp;deles analfabetos, para locais mais ou menos distantes, à procura de melhores condições&nbsp;de vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Esta nossa diáspora não está associada à queda de nenhum império, nem a qualquer invasão&nbsp;militar vinda de um país vizinho, e muito menos a uma perseguição religiosa. Está sim associada à forma como o poder político olha para o nosso território, fora dos grandes centros urbanos. Portugal é um espaço&nbsp;físico de baixo relevo, cuja distância do mar à sua fronteira interior é de pouco mais de 200 quilómetros.</p>



<p>Então, como é possível&nbsp;haver tantas assimetrias&nbsp;regionais, se o país é tão pequeno e estreito? Só pode ser por vontade própria de quem se senta na cadeira do poder, ou, pior ainda, por negligencia.</p>
</div></div>



<p>Com a entrada de Portugal na Comunidade Econômica&nbsp;Europeia em Junho de 1985, conseguimos obter daí, financiamento a fundo perdido para milhares de infraestruturas básicas nesses territórios do interior. Hoje a maioria dos concelhos do país dispõe de pelo menos, uma escola secundária onde podemos completar a escolaridade obrigatória até ao acesso ao ensino superior, dispõem de piscinas públicas,&nbsp;ginásios, terminais de transporte rodoviário, mercados municipais, auditórios e teatros, recolha de resíduos sólidos urbanos, limpeza das principais vias de comunicação, estações de tratamento de aguas residuais, enfim, uma variedade de instrumentos sanitários e culturais que ajudam a minimizar os impactos da interioridade. Mas isso não chega. </p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Enquanto não&nbsp;houver uma política discriminatória que favoreça os territórios do interior ao nível do investimento privado, de forma a tornar mais atractivo a implantação de industrias nestas regiões, é impossível&nbsp;reverter esta situação.&nbsp;O governo não pode limitar-se a dar umas benesses por uns quantos anos, para que as empresas se instalem nesses territórios. </p>



<p>O governo tem de dar muito mais.&nbsp;Deve&nbsp;começar por financiar um novo reordenamento fundiário, concentrando terrenos agrícolas e florestais com potencial de investimento, custos de energia mais baixos, instalação de redes de fibra óptica, com vista à optimização&nbsp;das novas tecnologias, estacões de tratamento de resíduos industriais, entre muitas outras externalidades, que façam balançar o barco para nascente. </p>



<p>Nenhuma empresa vai investir no interior, apenas a troco de umas benesses fiscais por meia dúzia de anos. A promoção dessas atividades industriais no interior, por parte do poder politico, deve começar por ter um alcance geracional e talvez, ao fim de vinte ou trinta anos se vejam resultados concretos.&nbsp; Até lá, podem esperar por um milagre que ele nunca acontecerá.</p>
</div></div>
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