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	<title>Arquivo de independência do Brasil - Duas Linhas</title>
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		<title>QUEM TEM CU&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2025 00:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na madrugada de 29 de novembro de 1807 o povo via o seu rei fugir</p>
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<p>Segundo a versão mais cinematográfica, na madrugada de 29 de novembro de 1807, Lisboa acordou envolta numa névoa de pânico. As naus rangiam no Tejo, as pratarias iam às costas de criados ofegantes, padres arrastavam crucifixos, e a corte empacotava o que podia enquanto o povo via o seu rei fugir. </p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="818" height="494" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Gravure_Bragance_quitte_Lisbonne_1807.jpg" alt="" class="wp-image-45600" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Gravure_Bragance_quitte_Lisbonne_1807.jpg 818w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Gravure_Bragance_quitte_Lisbonne_1807-300x181.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Gravure_Bragance_quitte_Lisbonne_1807-768x464.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Gravure_Bragance_quitte_Lisbonne_1807-696x420.jpg 696w" sizes="(max-width: 818px) 100vw, 818px" /><figcaption class="wp-element-caption">Gravure_Bragance_quitte_Lisbonne_1807  <a href="https://centrerolandmousnier.cnrs.fr/">Centre Roland Mousnier – Centre de recherche en histoire médiévale, moderne et contemporaine</a></figcaption></figure></div>


<p>As fontes históricas não poupam. Para o <em><strong><a href="https://centrerolandmousnier.cnrs.fr/la-fuite-des-rois-savoies-bourbons-et-bragances-dans-la-crise-de-lancien-regime-1798-1808/">Moniteur Universel</a></strong></em>, D. João era um “covarde”. Para o Marquês de Alorna, um soberano sem honra. Para Alexandre Herculano, um exemplo de “pusilanimidade”. Ficou a imagem de um rei que abandonou o país para salvar a pele.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="450" height="719" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Memorias-do-Marques-de-Alorna-2.png" alt="" class="wp-image-44834" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Memorias-do-Marques-de-Alorna-2.png 450w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Memorias-do-Marques-de-Alorna-2-188x300.png 188w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="436" height="685" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/hist-de-pt-alex-herculano.png" alt="" class="wp-image-44837" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/hist-de-pt-alex-herculano.png 436w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/hist-de-pt-alex-herculano-191x300.png 191w" sizes="(max-width: 436px) 100vw, 436px" /></figure>
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</div>



<p>Mas como acontece com frequência na História de Portugal, a realidade é ambígua. A historiografia oficial construiu outra versão: a de que a transferência da corte para o Brasil foi uma jogada estratégica, quase visionária, que salvou a independência portuguesa num tabuleiro europeu dominado por um Napoleão imparável. Portugal, militarmente incapaz de resistir, teria apenas duas hipóteses: ser ocupado ou deslocar a soberania para onde a marinha britânica pudesse protegê-la.</p>



<p>Entre estas duas narrativas há o território cinzento da política. D. João não partiu apenas por medo; partiu também porque as circunstâncias não lhe davam muitas alternativas. E, no entanto, o povo que ficou, esse, não via geopolítica: via um rei que se evaporava no nevoeiro, deixando para trás um território sem governo, entregue ao saque francês.</p>



<p>Mais interessante ainda é o que veio depois. Portugal sobreviveu, mas a decisão que muitos consideraram cobarde desencadeou o princípio do fim do império português. A corte no Rio abriu os portos, modernizou a administração, elevou o Brasil a Reino, e transformou a colónia tropical na capital do império. E quando D. João, já velho, regressou a Lisboa, deixou no trono do outro lado do Atlântico o seu filho, Pedro. O mesmo Pedro que, poucos anos depois, iria declarar a independência do Brasil, contra as expectativas do pai, mas como consequência direta da transferência da corte.</p>



<p>Ou seja: a fuga que pretendia preservar o império acabou por fragilizá-lo definitivamente. A manobra estratégica que salvou a soberania portuguesa terminou como catalisador da autonomia brasileira.</p>



<p>Herói ou covarde, D. João VI não foi apenas o monarca que abandonou Lisboa naquele amanhecer frio. Foi, involuntariamente, o último grande arquitecto de um império que começou a desfazer-se nas suas mãos. Os destinos de Portugal e do Brasil separaram-se naquela manhã enevoada de 1807.</p>



<p></p>
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		<title>NÃO DEIXEM CAIR O FRASCO !</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Aug 2022 00:13:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[coração de D. Pedro IV]]></category>
		<category><![CDATA[D. Pedro IV]]></category>
		<category><![CDATA[independência do Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É uma espécie de relíquia não religiosa, apesar de estar guardada numa igreja da cidade do Porto. O coração do rei D. Pedro IV está preservado em formol, num frasco de vidro, há 200 anos. Foi por vontade expressa do monarca que o coração foi separado do resto do corpo e guardado. O corpo foi [&#8230;]</p>
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<p>É uma espécie de relíquia não religiosa, apesar de estar guardada numa igreja da cidade do Porto. O coração do rei D. Pedro IV está preservado em formol, num frasco de vidro, há 200 anos. Foi por vontade expressa do monarca que o coração foi separado do resto do corpo e guardado. O corpo foi enviado para o Brasil, está embalsamado na cripta do Monumento á Independência, na cidade de S. Paulo.</p>



<p>Estamos a falar de uma época em que os reis tudo podiam e os seus desejos eram considerados ordens. E este era um rei liberal, digamos. Foi, aliás, intérprete da guerra civil que dividiu o país entre as fações absolutistas e liberais. Do outro lado da barricada estavam os absolutistas, liderados por Miguel, irmão de D. Pedro.</p>



<p>Uma zanga de família que dividiu o país e motivou uma guerra que durou anos e custou a vida a muita gente.</p>



<p>Quando percebeu que ia morrer, vítima de tuberculose, o rei decidiu doar o seu coração à cidade do Porto e o resto do corpo ao Brasil, colónia que lhe deve a independência. Foi D. Pedro quem deu o famoso “grito do Ipiranga” – Liberdade ou Morte! – que serviu de mote à independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1280" height="720" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/08/dom_pedro_i__2.jpg" alt="" class="wp-image-21371"/><figcaption>Retrato pintado de D. Pedro</figcaption></figure>



<p>Agora que os nossos irmãos do lado de lá do Atlântico estão a comemorar os 200 anos da independência, o coração de D. Pedro vai reunir-se ao resto do corpo. Viaja na próxima semana para o Brasil. Uma cena estranha, mas enfim. </p>



<p>Em Portugal há quem torça o nariz à viagem. É que a relíquia vai, mas tem de voltar. Intacta. Não deixem cair o frasco!</p>
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