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	<title>Arquivo de Imperialismo - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Imperialismo - Duas Linhas</title>
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		<title>OS LUSÍADAS E O ESPELHO PARTIDO DO MUNDO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[António da Cunha Justo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 21:27:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>sopram quatrocentos e cinquenta velas sobre a primeira edição de Os Lusíadas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 12 de março, sopram quatrocentos e cinquenta velas sobre a primeira edição de Os Lusíadas. Em 1572, quando Camões ofereceu ao prelo o seu canto imortal, Portugal e Espanha desenhavam o mapa do mundo entre si, como dois gigantes a repartir um manto que julgavam infinito. A língua portuguesa, nesse parto de versos, deixava de gatinhar nas trovas medievais para se erguer no esplendor renascentista que é um monumento de palavras que que a partir de entao fala aos ventos. Mas que mundo é este que agora habita o mesmo poema?</p>



<p>Olhamos para a Ucrânia e para o Médio Oriente e já não vemos o confronto épico entre portugueses e deuses, entre mortais e forças telúricas que povoavam a imaginação de Camões. O que vemos é uma guerra do Diabo contra o Diabo, dois abismos a fitarem-se mutuamente. O Ocidente e o Oriente já não se defrontam em campo aberto, com bandeiras desfraldadas e códigos de honra. Agora, os poderosos disputam não apenas territórios, a geografia caduca de fronteiras, mas algo mais sinistro. Hoje os poderosos disputam também o tempo e as mentes dos humanos. Querem roubar o futuro aos povos e a lucidez às consciências.</p>



<p>E na Europa, jardim supostamente iluminado, o confronto multiplica-se em espelhos partidos. Os opiniosos dividem-se em trincheiras verbais, uns a abraçar um demónio, outros a invocar o seu contrário, como se a escolha possível fosse apenas entre dois lados da mesma moeda gasta. O debate público tornou-se uma câmara de ecos onde já não se ouve a voz de Adamastor, esse gigante que ainda hoje espreita no Cabo das Tormentas, guardião de um medo mais antigo que todas as ideologias.</p>



<p>Talvez por isso Os Lusíadas, apesar de inimizado por alguns, resistam. Não porque nos ensinem a navegar porque os mares de hoje são outros, mais turvos, mais traiçoeiros. Mas porque nos recordam que a língua pode ser nau, que a palavra pode ser bússola, que o verso pode ser ancora num tempo à deriva.</p>



<p>E enquanto houver quem leia Camões, haverá quem lembre que os monstros não estão apenas nos mapas antigos, nem os deuses apenas no Olimpo. Estão também no silêncio que escolhemos perante a barbárie (seja ela islâmica ou NATO), na indiferença que vestimos como armadura, na rendição de pensarmos que todos os diabos são iguais.</p>



<p>450 anos depois, a epopeia continua. Mas agora o poema somos nós, escrevendo-o a cada escolha, a cada palavra que ainda ousa dizer não ao abismo e que ouse colocar-se do lado dos que pretendem uma cultura da paz e não continuar com a cultura da guerra, oficialmente cuidada e proclamada.</p>



<p>Passou-se do confronto com as forças telúricas do Adamastor à guerra do Diabo contra o Diabo porque hoje os monstros já não estão só nos mapas, mas sobretudo nas mentes.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="640" height="438" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/461868701_3762899200624221_2987330827683123337_n.jpg" alt="" class="wp-image-47817" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/461868701_3762899200624221_2987330827683123337_n.jpg 640w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/461868701_3762899200624221_2987330827683123337_n-300x205.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/461868701_3762899200624221_2987330827683123337_n-218x150.jpg 218w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/os-lusiadas-e-o-espelho-partido-do-mundo/">OS LUSÍADAS E O ESPELHO PARTIDO DO MUNDO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O tempo branqueia tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alice Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2023 23:05:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CONTRA(o)TEMPO]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Carlos V]]></category>
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		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Imperialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Império Austro-Húngaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, terminou os seus dias no mosteiro de São Jerónimo de Yuste, Espanha, território de que também foi rei, com o nome de Carlos I. Mas não só. Carlos V foi senhor dos Países Baixos, como duque de Borgonha e Arquiduque da Áustria. Chefe da crescente casa dos Habsburgos, [&#8230;]</p>
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<p>Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, terminou os seus dias no mosteiro de São Jerónimo de Yuste, Espanha, território de que também foi rei, com o nome de Carlos I. Mas não só. Carlos V foi senhor dos Países Baixos, como duque de Borgonha e Arquiduque da Áustria.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Chefe da crescente casa dos Habsburgos, também chamada Casa d&#8217;Áustria (que remonta ao século XIII, foi a base do império austro-húngaro e uma das mais poderosas famílias europeias até ao séc. XX) os seus domínios incluíam territórios da Alemanha, Áustria, Itália, Espanha, Sicília e Sardenha. E foi através do impulso da sua política imperialista, que se consolidou a colonização espanhola das Américas. A extensão dos territórios e reinos que dominou, granjeou-lhe tamanho prestígio que ficou conhecido como &#8220;senhor dum império onde o sol nunca se põe”. Com apenas 19 anos era considerado o homem mais poderoso do mundo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1654" height="1029" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/Dominions_House_Habsburg_abdication_Charles_V.jpg" alt="" class="wp-image-26309"/><figcaption class="wp-element-caption">Domínios dos Habsburgos na época da abdicação de Carlos V</figcaption></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/581px-Elderly_Karl_V.jpg" alt="" class="wp-image-26312" width="326" height="404"/><figcaption class="wp-element-caption">Carlos V</figcaption></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Foi, portanto, com perplexidade, que vi associar o prémio Carlos V ao ideal da Europa, ao ser entregue no dia em que se comemora o fim da Segunda Guerra, a vitória dos Aliados sobre o&nbsp; nazi-fascismo e a declaração Schuman, um dos ideólogos desta nova Europa.</p>



<p>As guerras levadas a cabo por Carlos V e outros Habsburgos, ao longo de sete séculos, visaram tão só o poder, o domínio de territórios, a exploração de recursos e a pilhagem, como foi a colonização espanhola dos territórios americanos. Foram um projeto imperial distante do ideário que presidiu à progressiva construção duma Europa da paz, edificada sobre as ruínas da guerra, através de tratados longamente negociados. O poder dos Habsburgos foi forjado na ponta da espada, acrescido ainda pela herança legítima, decorrente dos cruzamentos/casamentos de que beneficiaram tantos poderosos ao longo da história. Razões de estado, dir-se-ia.</p>
</div></div>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mas eu ainda me permito acreditar que os ideais desta nova Europa, desde os fundadores às atuais instituições, estão longe das ambições dominadoras da casa dos Habsburgos. Ou será que simplesmente os processos de dominação evoluíram, sendo hoje apenas mais subtis e anónimos?!</p>



<p>O Banco Central Europeu não é a casa dos Habsburgos e as instituições europeias mantêm alguma aparência de democraticidade. Ou será este um pensamento ingénuo, de quem afinal não percebe nada de história?!</p>



<p class="has-text-align-justify has-vivid-red-color has-text-color" style="max-width:460px"><strong>Cada época escreve a história com os seus valores, o que é politicamente correto no tempo e a partir do lugar em que se encontram os seus escribas. Não há outra maneira de pensar a historiografia. Adam Schaff explicou cabalmente a diferença entre res<em> gestae</em> (as coisas que aconteceram) e <em>de rerum gestarum </em> (sobre as coisas que aconteceram, ou seja, a história) em &#8220;História e Verdade&#8221;, uma reflexão filosófica bem difícil de tragar, e Marc Ferro clarificou que &#8220;não há uma história, mas diversas versões&#8221;, em &#8220;Falsificações da História&#8221;, um eloquente e acessível ensaio escrito a partir da análise de manuais de história do ensino básico, de seis dezenas de países.</strong></p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Alexandre, o Grande, tornou-se mito, mas foi, segundo fontes históricas, um guerreiro, um general, com uma ambição maior do que o mundo conhecido por ele e pelo seu exército. Os Césares triunfaram sobre os “bárbaros&#8221;, matando, chacinando, em nome de Roma, da civilização. Ainda que os imperadores mais conhecidos e reconhecidos, sejam dignos dos adjetivos da mais sórdida barbárie. Calígula, Cláudio, Nero, Diocleciano, para citar só os que de imediato me vêm à memória, chefes do mundo civilizado, rejubilavam tanto com a chacina no campo de batalha como com os espetáculos de sangue nas arenas de Roma.</p>



<p>Mas isso foi há dois mil anos! O tempo branqueia tudo. Alexandre tem o seu lugar garantido na galeria dos heróis míticos, os Césares estão imortalizados nos arcos de triunfo. É desses que reza a história. Por mais que os estudos pós-coloniais já contem outras histórias, a escola continuará, por muito tempo, a contar uma história balizada por reis e imperadores.</p>



<p>Então, porque não há-de Carlos V ser a figura tutelar de um prémio, (miserável na quantia, por sinal: 30 mil euros) associado ao ideário de Jean Monet e Robert Schuman?! Afinal passaram cinco séculos!&nbsp; Quem se lembra que Carlos V, casado com a princesa portuguesa Isabel, filha do rei Manuel I, foi pai de Filipe II, e que a este Habsburgo e seus descendentes, de 1580 a 1640, nem Portugal escapou?!</p>
</div></div>
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		<title>PARA SABER QUEM GANHA COM A GUERRA (sigam o rasto do dinheiro)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 23:12:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito antes da guerra na Ucrânia já a maioria dos Estados gastava rios de dinheiro em armamento. Sempre com o argumento da dissuasão. O Instituto Internacional de Investigação da Paz de Estocolmo (SIPRI) diz que os gastos militares a nível global em 2021 ultrapassaram os 2,1 mil milhões de dólares. Uma cifra que não conseguimos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Muito antes da guerra na Ucrânia já a maioria dos Estados gastava rios de dinheiro em armamento. Sempre com o argumento da dissuasão. O Instituto Internacional de Investigação da Paz de Estocolmo (SIPRI) diz que os gastos militares a nível global em 2021 ultrapassaram os 2,1 mil milhões de dólares. Uma cifra que não conseguimos apreender.</p>



<p>Para que querem os governos as armas? Basicamente, para combater o descontentamento político e social e a agitação. Só em raríssimos casos, um Estado teme o vizinho.</p>



<p>Tanto assim que os principais gastadores em armamento são os países membros da NATO. Em termos de poderio militar, o conjunto dos países da NATO não têm rival. Mesmo antes da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, as despesas militares combinadas dos membros da NATO foram mais de 17 vezes superiores às da Rússia e cerca de quatro vezes mais do que a China.</p>



<p>Ora, nada disto impediu que a Rússia tivesse invadido a Ucrânia. Ou seja, os arsenais acumulados da NATO não serviram para evitar a guerra. Mas servem para a prolongar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="715" height="519" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/12/grafico-gastos-militares-2020.jpg" alt="" class="wp-image-23250"/></figure>



<p>Não há um discurso sistemático com argumentação diplomática. Mas há muitos gritos de guerra. A radicalização poderá ter consequências inimagináveis. Um dia destes, algum guerreiro cego de ódio &nbsp;pode direcionar um míssil para a Central Nuclear de Zaporizhzhia, por exemplo. Ou sobre algum visitante de Zelensky suficientemente ilustre para provocar reações em cadeia. É demasiado fácil lançar gasolina para esta fogueira.</p>



<p>Durante anos, ativistas pacifistas tentaram contrariar, sem sucesso, as influências dos vários complexos industriais militares existentes. Nas manifestações, gritavam que o militarismo alimenta a guerra. Tinham toda a razão. E agora não sabemos como parar esta lógica de violência e retaliação. De ganância e imperialismo.</p>



<p>Nos discursos políticos, os pacifistas foram sempre ridicularizados e a opinião pública mundial deixou-se embalar pelas falas mansas dos que arrecadam chorudas comissões em vendas de submarinos, mísseis, canhões, blindados, aviões de guerra, botas da tropa e comida enlatada. Que nós pagamos.</p>



<p><sub>(alguma informação recolhida em <strong><a href="https://www.tni.org/en/publication/smoking-guns">Smoking Guns</a></strong>)</sub></p>
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		<title>NÃO SOMOS COLÓNIA DOS EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rui Naldinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2022 15:56:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[Imperialismo dos EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem não é receptivo ao investimento estrangeiro que produza riqueza na sua terra?&#160;Penso que ninguém. Mas daí acharem-se no direito de ter um regime de exclusividade em detrimento de terceiros, parece-me errado.&#160;A nossa independência política também se garante com a diversidade da nossa actividade económica.&#160; Nunca tive grandes dúvidas. O imperialismo económico das grandes potências [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem não é receptivo ao investimento estrangeiro que produza riqueza na sua terra?&nbsp;Penso que ninguém.</p>



<p>Mas daí acharem-se no direito de ter um regime de exclusividade em detrimento de terceiros, parece-me errado.&nbsp;A nossa independência política também se garante com a diversidade da nossa actividade económica.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="540" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/11/derek-hogan-2.jpg" alt="" class="wp-image-23096"/></figure>



<p>Nunca tive grandes dúvidas. O imperialismo económico das grandes potências é uma ameaça à vida social e ao estado de direito dos países mais pequenos. A política norte americana tem um rol de interferências em múltiplos Estados, com especial incidência na América do Sul. De golpes de Estado a bloqueios  económicos. Cuba e mais recentemente a Venezuela, são um bom exemplo disso. Imaginemo-nos numa situação de extrema dependência dos EUA, sujeitos a sanções ou a um bloqueio económico, porque não alinhávamos com a política externa norte americana? Seria uma catástrofe. </p>



<p>Todos desejamos que o investimento estrangeiro venha criar novos polos de desenvolvimento no país, em vários sectores de actividade, dos serviços à actividade industrial e agrícola. De preferência com tecnologias limpas. E se esse investimento estrangeiro criar bens de capital, que não são mais do que equipamentos de última geração, exportados para países de mão de obra mais barata, para a produção de manufacturas, criando uma interdependência entre eles e nossa criação tecnológica e científica, melhor para nós. É isso que faz a Alemanha.&nbsp;</p>



<p>Dito isto, fico satisfeito pelo facto dos chineses investirem em Portugal, criando aqui um ou mais polos tecnológicos, abrindo uma janela de oportunidade à exportação desses produtos para o chamado mercado único europeu. Caso sejam essas as suas verdadeiras intenções. Aliás, prefiro isso a vê-los comprar empresas de renda fixa, como a EDP ou a REN, que nada acrescentam à riqueza nacional.&nbsp;</p>



<p>Os norte americanos gostem ou não, têm de conviver com isso, e não pensar à boa maneira anglo saxónica, que Portugal é uma colónia sujeita aos interesses do império de sua majestade.</p>



<p>Não, não somos.&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/11/nao-somos-colonia-dos-eua/">NÃO SOMOS COLÓNIA DOS EUA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>NATO já combate na Ucrânia, diz senador americano</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2022/06/nato-ja-combate-na-ucrania-diz-senador-americano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jun 2022 11:50:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Imperialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Black]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O senador Richard Black diz que o envolvimento da NATO eleva o risco de uma guerra nuclear. Segundo vídeo em que destacamos partes de longa entrevista concedida por Richard Black à&#160;Executive Intelligence Review&#160;(uma revista política da extrema-direita), em co-patrocínio com o&#160;Instituto Schiller&#160;(think tank alemão sobre geopolítica). Esta entrevista passou também pela disseminação promovida pelo site&#160;GeoPol, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/06/nato-ja-combate-na-ucrania-diz-senador-americano/">NATO já combate na Ucrânia, diz senador americano</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>O senador Richard Black diz que o envolvimento da NATO eleva o risco de uma guerra nuclear.</p>



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<iframe loading="lazy" title="A NATO já combate na Ucrânia, diz o senador Richard Black" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/yb5155RcLA8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p>Segundo <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/06/guerra-na-ucrania-ou-a-ganancia-capitalista/">vídeo</a></strong> em que destacamos partes de longa entrevista concedida por Richard Black à&nbsp;<strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Executive_Intelligence_Review">Executive Intelligence Review</a></strong>&nbsp;(uma revista política da extrema-direita), em co-patrocínio com o&nbsp;<strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Schiller_Institute">Instituto Schiller</a></strong>&nbsp;(think tank alemão sobre geopolítica).</p>



<p>Esta entrevista passou também pela disseminação promovida pelo site&nbsp;<strong><a href="https://geopol.pt/sobre/">GeoPol</a></strong>, uma plataforma de informação, notícias e opinião de&nbsp;política internacional em língua portuguesa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/06/nato-ja-combate-na-ucrania-diz-senador-americano/">NATO já combate na Ucrânia, diz senador americano</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>GUERRA NA UCRÂNIA ou a ganância capitalista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jun 2022 18:17:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Richard Black é um militar norte-americano de carreira, esteve mais de 30 anos no Corpo de Marines dos EUA. Combateu no Vietname e em todas as guerras que se seguiram onde os EUA participaram, até se reformar das guerras na década de 90. Senador eleito pelo Estado da Virgínia, é do Partido Republicano. Notabilizou-se sempre [&#8230;]</p>
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<p>Richard Black é um militar norte-americano de carreira, esteve mais de 30 anos no Corpo de Marines dos EUA. Combateu no Vietname e em todas as guerras que se seguiram onde os EUA participaram, até se reformar das guerras na década de 90.</p>



<p>Senador eleito pelo Estado da Virgínia, é do Partido Republicano. Notabilizou-se sempre pelas opiniões polémicas que exprime. É uma voz incómoda como poucas. Nesta entrevista, Richard Black disse &#8220;apenas&#8221; que a guerra na Ucrânia foi provocada pelos EUA e NATO. E explica porque diz isto.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Guerra, ganância e negócio (como sempre)" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Ao_i_zfqOcg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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<p>Esta é a 1ª vídeo que destacamos de uma longa <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/06/nato-ja-combate-na-ucrania-diz-senador-americano/">entrevista</a></strong> concedida por Richard Black à <strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Executive_Intelligence_Review">Executive Intelligence Review</a></strong> (uma revista política da extrema-direita), em co-patrocínio com o  <strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Schiller_Institute">Instituto Schiller</a></strong> (think tank alemão sobre geopolítica).</p>



<p>Esta entrevista passou também pela disseminação promovida pelo site <strong><a href="https://geopol.pt/sobre/">GeoPol</a></strong>, uma plataforma de informação, notícias e opinião de&nbsp;política internacional em língua portuguesa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/06/guerra-na-ucrania-ou-a-ganancia-capitalista/">GUERRA NA UCRÂNIA ou a ganância capitalista</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O &#8220;EUROASISMO&#8221; EM MARCHA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Apr 2022 18:28:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Imperialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do negacionismo, do whataboutismo e de outras afrontas à inteligência e ao pensamento, chega-nos agora mais um alter-modernismo, o “euroasismo” que promete fazer da velha Europa, a das Luzes, um enclausurado periférico da robustez autocrática com centro em Moscovo e Nursultan. Não vale a pena ir ver ao google maps &#8211; Nursultan é a [&#8230;]</p>
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<p>Depois do negacionismo, do whataboutismo e de outras afrontas à inteligência e ao pensamento, chega-nos agora mais um alter-modernismo, o “euroasismo” que promete fazer da velha Europa, a das Luzes, um enclausurado periférico da robustez autocrática com centro em Moscovo e Nursultan. Não vale a pena ir ver ao google maps &#8211; Nursultan é a capital do Cazaquistão. E Nursultan Nazarbaev o seu eterno presidente, que governou três décadas e quando se foi embora deixou a família e um presidente-fantoche a tomar conta do país. </p>



<p>O primeiro grande acto de gestão “pós Nursultan” foi mudar o nome da capital, de Astana para o nome do velho ditador. Mais ou menos como se Lisboa agora se tivesse passado a chamar Cavaco Silva &#8211; “vives onde? Vivo no Barreiro mas como trabalho em Oeiras estou a ver se consigo comprar casa em Cavaco Silva” &#8211; dá para imaginar o modelito que nos querem impor.</p>



<p>E qual a importância de Nulsultan neste novo mundo de Lisboa a Vladivostok… aliás, do Cabo da Roca a Vladivostok? Muito simples, o velho Nursultan Nazarbaev foi o pioneiro da grande ideia da &#8220;eurásia&#8221; e Putin atribui-lhe tal crédito. A coisa ainda está em formação. Tem substrato económico, social, político e ideológico e, claro, também substrato militar. A guerra a que agora assistimos é, à luz da timeline da História, um episódio menor na retaliação contra um parceiro mal comportado, a Ucrânia.</p>



<p>Tudo começou a 29 de Maio de 2014 quando a Rússia, o Cazaquistão e a Bielorussia assinaram solenemente um tratado de União Económica com vista à criação da “Eurasian Economic Union”, antecipando a livre circulação de pessoas, serviços, bens e capitais e uma moeda única &#8211; já vimos isto noutro local. Depois Putin puxou para o grupo a Arménia em 2 Janeiro 2015 e o Quirgistão em 29 de Maio do mesmo ano &#8211; &#8220;está a acontecer!&#8221;, como dizia o do anúncio. </p>



<p>Assume também grande importância o substrato doutrinário e ideológico: o linguista Nikolai Trubetzkoy escreveu, “devemos acostumar-nos à ideia de que o mundo romano-germânico, com toda a sua força cultural, é nosso pior inimigo. Devemos derrubar e esmagar impiedosamente os ideais sociais e preconceitos emprestados do Ocidente, que sempre nefastamente influenciaram os nossos “intelectuais”&#8230;&#8221; e depois de atacar o Ocidente Trubetzkoy não pára, mais à frente desfere novos ataques aos “eslavófilos” e outros&#8230; Delicioso. </p>



<p>Para compreender tudo isto convém ler a obra (de onde retiro as citações) “Inside the Mind of Vladimir Putin”, de Michel Eltchaninoff, C. Hurst &amp; Co. PublishersLtd., 2017, e ir directamente ao capítulo VI, “the Eurasianist Dream”. Está lá tudo o que temos vindo a assistir e o que (infelizmente) iremos ver a seguir.</p>



<p>Não vale a pena ir à Fnac pedir para vos enviarem um sms quando o livro chegar porque nunca irá chegar. Mas podeis facilmente “baixá-lo” como pdf, gratuitamente. Anda por aí na nuvem. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/04/putin.jpg" alt="" class="wp-image-18515" width="402" height="607"/></figure></div>



<p><sub>(crónica publicada também no Facebook de João Salvado)</sub></p>
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