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	<title>Arquivo de Imperador Guilherme I da Alemanha - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Imperador Guilherme I da Alemanha - Duas Linhas</title>
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		<title>A ESPADA DESAPARECIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rainer Daehnhardt]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 22:25:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As perguntas têm razão de ser! É uma dúvida que me atormenta, também. Sei que a residência do Imperador Guilherme era a dos Reis da Prússia: o Berliner Schloss, um palácio colossal ocupando um enorme quarteirão, em Berlim. Visto tratar-se de uma arma diplomática, apenas utilizável pelos corredores do palácio, não servia para ser usada, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>As perguntas têm razão de ser! É uma dúvida que me atormenta, também. Sei que a residência do Imperador Guilherme era a dos Reis da Prússia: o<em> Berliner Schloss, </em>um palácio colossal ocupando um enorme quarteirão, em Berlim.</p>



<p>Visto tratar-se de uma arma diplomática, apenas utilizável pelos corredores do palácio, não servia para ser usada, por exemplo, quando se montava a cavalo. Duvido que o imperador alemão alguma vez a tenha usado, até porque não existe nenhuma referência ao respectivo cinto e suas guarnições, que deviam ser mencionados, porque tinham de condizer com o conjunto.</p>



<p>Assim, o seu lugar normal seria o de fazer parte do guarda-roupa de Sua Majestade. No nosso Palácio da Ajuda também era assim! No de Buckingham também. Não me parece que tenha ido parar a algum museu, por não ser peça antiga. Logo, penso que o normal terá sido manter-se no roupeiro, onde deveria haver meia dúzia delas, mas todas feitas no <em>Deutsches Reich </em>(Alemanha). </p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>O palácio Berliner Schloss</strong></h3>



<p>Foi neste palácio que se deu, a 9 de Novembro de 1918, a revolução judaico-comunista-anarquista que obrigou o imperador Guilherme II (neto de Guilherme I) a vergar-se à imposição de abdicar de ser o Imperador do <em>Deutsches Reich</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="620" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-1024x620.jpg" alt="" class="wp-image-38973" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-1024x620.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-300x182.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-768x465.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-1536x929.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-696x421.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-1392x842.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme-1068x646.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/1785px-Berlin_Stadtschloss_Luftaufnahme.jpg 1785w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O&nbsp;Berliner Stadtschloss&nbsp;em 1900</figcaption></figure></div>


<p>Para melhor se compreender a situação, importa saber que os altos comandos militares, tanto das Forças do Eixo como dos Aliados, haviam chegado à conclusão de que esta Grande Guerra já não tinha sentido algum. Transformara-se numa chacina de povos, algo que nunca fora desejado. Com a autorização dos Chefes de Estado e dos Monarcas envolvidos, combinou-se então que o dia 31 de Outubro de 1918 seria o dia do fim da guerra e todos aceitaram que não haveria nem vencedores nem vencidos, para, em paz, saírem todos das suas posições, sobretudo nas trincheiras da Flandres. Com uma amnistia geral se começaria a tratar dos feridos e a reerguer-se das cinzas.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Do ponto de vista histórico, esta atitude não era desconhecida, pois que já na Guerra dos 30 Anos (1618-1648) tal se prometera e cumprira. Só que, no século XVII, que se saiba, não havia organizações secretas a puxarem os cordelinhos e a ”pedir” aos seus seguidores&nbsp;«a paga pelos favores recebidos», exigências que, por sua vez, iriam acabar em banhos de sangue; nos séculos XIX e XX, porém, essas organizações causaram muitos assassinatos políticos por toda a Europa: no ano de 1908 em Lisboa; em 1914, Sarajevo – para apenas mencionar dois; &nbsp;mas foram mais de uma dúzia.</p>



<p>Começaram, então, as figuras sinistras a tecer as teias da morte, usando a numerologia como padrão-mestre. O dia mais triste para os Cristãos é o dia onze, que significava a glória das duas colunas da Cabala. Assim, contaram precisamente onze dias desde o prometido 31 de Outubro e não saíram das suas posições nas trincheiras, deixando os alemães, os austríacos e os turcas saírem das suas e voltarem para casa. E, de repente, ocuparam as posições do lado germânico, cercando tanto a Alemanha como a Áustria, por terra e por mar, impedindo a entrada de comida e de petróleo. Esta decisão causou a morte à fome de cerca de 600 mil a 700 mil pessoas no <em>Deutsches Reich</em> e foi o primeiro prelúdio para o Tratado de Versalhes (1919).</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>O palácio saqueado</strong></h3>



<p>O que concretamente se passou no <em>Berliner Schloss</em> foi o seguinte. Para já, estavam a chegar, hora a hora, mais informações de que os Americanos, Ingleses, Canadianos, Australianos, Neozelandeses, Franceses, Belgas, Holandeses e muitos mais haviam ocupado as trincheiras todas e montavam postos com artilharia pesada à volta de todas as fronteiras com o eixo germânico-turco. Ficava, pois, claro que a palavra de honra dada pelos Altos Comandantes Militares não estava a ser minimamente honrada pelos políticos.</p>



<p>Portanto, nova guerra haveria e mais medonha do que aquela cujo fim muitos já estavam a festejar.</p>



<p>Ainda para mais, quem mostrou estar ao lado destes revoltosos foram algumas das pessoas que estavam a servir diariamente o Kaiser no seu palácio. No momento em que o Kaiser foi confrontado por dois dos seus tão queridos<em> Alexandriner</em> (corpo de elite de cavalaria que o acompanhava em todas as saídas e dos quais estava convencido que nunca o iriam trair), que lhe apresentaram as condições da sua abdicação, o Kaiser quebrou: arrancou-lhes o documento das mãos, nem sequer o quis ler e com a pena em letra exageradamente grande e muito inclinada, assinou-o em raiva transparente, saindo logo a seguir, para se meter no comboio, que o foi levar para o exílio na Holanda. O secretário ainda correu atrás dele com outro documento para assinar.</p>



<p>Afinal, Guilherme não era apenas o Imperador do <em>Deutsches Reich,</em> mas, independentemente disso, era também o Rei da Prússia. A notícia da abdicação de todos os outros monarcas de língua alemã, estava a chegar nesse mesmo dia, qual bater de cascos de cavalos apocalípticos. O Rei da Prússia, então, simplesmente disse redondamente que “NÃO!”, não iria assinar mais nada! Assim surgiu a situação única de a Prússia continuar a existir. A República de Weimar manteve o governo prussiano, o que também viria a acontecer durante os doze anos de governo do Partido Nacional Socialista Operário Alemão. O último primeiro ministro da Prússia nessa altura e até 1946, foi o ás da Força Aérea Alemã da 1ª Guerra Mundial, Luftfeldmarschall Hermann Göring, em acumulação de funções.</p>
</div></div>



<p>Nesse dia 9 de Novembro de 1918 – portanto, 11 dias depois do esperado 31 de Outubro – no mês 11, pelas 11 horas e 11 minutos, o revolucionário Karl Liebknecht declarou o fim da monarquia do <em>Berliner Schloss</em> e o estabelecimento da &nbsp;República Socialista. Dá-se, minutos depois, o saque do <em>Berliner Schloss:</em> foram os empregados, que, extremamente zangados por lhes ter sido comunicado que todos, a partir desse momento, seriam dispensados, sem reformas nem mais nada, resolveram pegar em tudo o que era objecto de valor, não como lembrança, mas como algo que eventualmente poderiam transformar em dinheiro. Nestas situações de extrema turbulência civil, são precisamente os objectos em metais preciosos ou com pedras de valor os mais procurados. Por esta razão me parece possível que o presente de Portugal tenha desaparecido nessa altura; mas não há conhecimento concreto disso.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>A destruição do palácio</strong></h3>



<p>Em 3 de fevereiro de 1945, o palácio não sobreviveu ao bombardeamento destinado a arrasar de vez a aristocracia alemã. Foram lançadas duas bombas gigantes de uma tonelada de TNT cada e mais algumas dezenas de bombas de 250 kg.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="800" height="510" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Bundesarchiv_Bild_183-J30142_Berlin_Brande_nach_Luftangriff.jpg" alt="" class="wp-image-38985" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Bundesarchiv_Bild_183-J30142_Berlin_Brande_nach_Luftangriff.jpg 800w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Bundesarchiv_Bild_183-J30142_Berlin_Brande_nach_Luftangriff-300x191.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Bundesarchiv_Bild_183-J30142_Berlin_Brande_nach_Luftangriff-768x490.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Bundesarchiv_Bild_183-J30142_Berlin_Brande_nach_Luftangriff-696x444.jpg 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Berlim bombardeada</figcaption></figure></div>


<p>A sua ruína total assim provocada ainda ardeu durante quatro dias. Apenas por mero acaso a espada portuguesa poderia ter sido levada a salvo para outro local antes destes acontecimentos. Mero sonho meu, sem base real… A espada portuguesa desapareceu, até hoje.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-38902" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/espada-que-portugal-ofereceu-a-guilherme-I-capa.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">a espada portuguesa e o Imperador Guilherme I</figcaption></figure></div>


<p>Mas as questões acerca do destino da espada levou-me a escrever às entidades oficiais alemãs. Aproveitei e enviei-lhes o que <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/01/a-espada-oferecida-por-portugal-ao-imperador-guilherme-i/">fora publicado no <em>Duas Linhas</em></a></strong><em>: </em>também lhes faz bem terem de traduzir o texto da língua de Camões para a de Schiller e Goethe. A quem for apresentado tal pedido penso que vai gostar de ler o seu conteúdo.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>A espada oferecida por Portugal ao Imperador Guilherme I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rainer Daehnhardt]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 13:51:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fiquei tão encantado com a descrição da fabulosa espada portuguesa oferecida ao Imperador Guilherme I da Alemanha (também Rei da Prússia), pelo seu 90º aniversário, que resolvi transcrever tudo para partilhar esta alegria. Nessa época, os meus antepassados Daehnhardt (von Weyhe) eram os diplomatas imperiais creditados na Corte Portuguesa e os meus antepassados Wimmer (von [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fiquei tão encantado com a descrição da fabulosa espada portuguesa oferecida ao Imperador Guilherme I da Alemanha (também Rei da Prússia), pelo seu 90º aniversário, que resolvi transcrever tudo para partilhar esta alegria.</p>



<p>Nessa época, os meus antepassados Daehnhardt (von Weyhe) eram os diplomatas imperiais creditados na Corte Portuguesa e os meus antepassados Wimmer (von Frankenstein) os diplomatas da Saxónia e do Império Austro-Húngaro na Corte Portuguesa.</p>



<p>Ambos foram também conselheiros das suas Majestades D. Luís I, D. Carlos 1I e D. Manuel II, pelo que se guardaram muitas recordações deste período. Minha avó nasceu em Belas na Quinta Wimmer (1885), no que ainda hoje se chama o Palácio Villa Saxe, onde a junção das duas famílias permitiu que se guardassem muitos documentos durante gerações. Deste núcleo nasceu o Museu Luso-Alemão.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>A descrição da espada em 1887</strong></em></h3>



<p>Quem tiver&nbsp;O OCCIDENTE, <em>Revista Ilustrada de Portugal e do Estrangeiro</em>, 10º ano, Volume X, Nº 298 de 1 de Abril de 1887&nbsp;pode ler nas páginas 74 e 75 o relato que, sob o título&nbsp; «Espada de honra offerecida por el rei D. Luís ao Imperador Guilherme», agora aqui se apresenta para todos a ela poderem ter acesso. Mantém-se a grafia da época.</p>



<p>“O sr. general Sá Carneiro foi recebido pelo imperador, que lhe certificou o alto apreço e sympathia que lhe merecia el rei Dom Luíz e a Nação Portugueza, folgando de manter com Portugal as mais cordiaes relações.</p>



<p>A espada de honra de que era portador o sr. general foi justamente apreciada pelo imperador, tanto como a mais significativa offerta ao seu valor militar, como uma obra de arte de inestimavel valor artistico; pela sua belleza e perfeição com que está executada.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>É essa preciosa espada, que Lisboa mal poude ver na rapida exposição que d’ella fez no seu estabelecimento do Largo das Duas Egrejas, os Srs. Leitão &amp; Irmão, que a nossa gravura, copia de uma photographia, representa.</p>



<p>Não nos consta que modernamente se tenha produzido no nosso paiz obra de ourivesaria mais primorosa que esta, e tanto mais nos deve orgulhar isso por sabermos que ella foi produzida exclusivamente por mãos de artistas portuguezes nas oficinas dos já bem conhecidos ourives e joalheiros da Casa Real, os Srs. Leitão &amp; Irmão.</p>



<p>Isto nos é confirmado n’uma carta dos Srs. Leitão &amp; Irmão, que temos presente, e diz : &nbsp;</p>



<p>« … Cumpre-nos participar-lhe que essa peça encommendada por el rei Dom Luíz à nossa casa, foi feita nas nossas oficinas, e que n’ella só trabalharam mãos de portuguezes.»</p>



<p>Sua magestade el rei Dom Luíz deu as primeiras indicações, por meio de um dezenho, para os copos da espada. O punho é de tartaruga com uma espiral de ouro mate, cinzelado, encruzada de rubis e brilhantes, e os copos de ouro, representando palmas e louros, tendo ao centro uma braçadeira, onde, entre as scintillações de muitos brilhantes, com a base em esmalte vermelho, circumdado por um largo annel de rubis e esmeraldas.</p>



<p>As guardas são lindíssimas: d’um lado vê-se, sobre palmas cravejadas de esmeraldas, uma aguia de brilhantes, que sustenta, n’uma das garras, o sceptro imperial, e na outra um globo de ouro.; do outro lado, em forma de concha, nota-se um grande número de rubis.</p>



<p>Os copos desdobram-se n’umas volutas, terminadas por dois brilhantes, e completam as guardas por um ramo, onde as palmas e os louros, entrelaçando-se, abraçam uma enorme saphira rodeada de brilhantes.</p>



<p>A bainha tem o bocal de ouro com uma tira de rubis e o guarda-bainha tambem de ouro cinzelado. o gancho é formado por uma cabeça de leão, segurando um brilhante entre os dentes.</p>



<p>O peso do ouro empregado n’esta obra sobe a 600 grammas, e o numero das pedras preciosas é superior a 500, das de mais fino quilate.</p>



<p>A lamina de fino aço, foi fabricada nas officinas do Arsenal do Exército. É custosamente gravada, lendo-se de um dos lados <strong>D. Luiz I, Rei de Portugal</strong>, e do outro <strong>Fabrica d’Armas. Lisboa 1887</strong>. Este trabalho foi superiormente executado pelo sr. Cassiano Maia artista gravador em metaes, de grande merito, e aspirante a gravador da Comissão Geodesica.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A gravura que publicamos melhor completa a descripção que deixamos feita desta preciosa espada, dando uma ideia muito perfeita da sua beleza a quantos a não poderam ver no original.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="565" height="862" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-da-espada.jpg" alt="" class="wp-image-38904" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-da-espada.jpg 565w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-da-espada-197x300.jpg 197w" sizes="auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px" /></figure></div></div></div>



<p><strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/01/a-espada-desaparecida/">(continua)</a></strong></p>
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