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	<title>Arquivo de gastronomia portuguesa - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de gastronomia portuguesa - Duas Linhas</title>
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		<title>A MELHOR CABIDELA DE GALO DO &#8220;PLANETA&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 12:52:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[gastronomia portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um hino ao paladar foi entoado</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/a-melhor-cabidela-de-galo-do-planeta/">A MELHOR CABIDELA DE GALO DO &#8220;PLANETA&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ouvi, no meu “transistor” um cidadão a falar de gastronomia e, particularmente, duma cabidela que tinha comido em Castelo Branco… E que assim, e que assado… Pensei e lembrei…</p>



<p>A verdade é que nem todos gostam. Nem todos a sabem fazer e, ainda, nem todos conseguem finalizar, na panela, uma iguaria como esta. Uma das verdades é que nem todos se dão ao trabalho de se deslocarem ao tal “sítio”, para a apreciar.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Bom, não se consegue, muitas vezes, excelente companhia para celebrar um acto gastronómico. Por razões várias. Sendo assim, compartilhámos a iguaria com quem a fez. E muito bem. Na simplicidade da confecção, digo eu, um hino ao paladar foi entoado.&nbsp; Repare-se na cor do dito manjar… Uns é mais para a cor do sangue. O paladar, na prova, vai-nos sempre dizendo como está o “negócio”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="709" height="642" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela.jpg" alt="" class="wp-image-47106" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela.jpg 709w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-300x272.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-696x630.jpg 696w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure></div>


<p>No caso da fotografia, claro, é visível uma cabidela. É, sim, senhor! De galo. Foi assim, num certo dia, em Santana da Serra, Ourique, mais exactamente em Rio Torto, Monte da Ribeira. Aconteceu no restaurante do senhor João. Homem já “ido”, possuidor de um espírito jovem invulgar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="810" height="655" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-3x.jpg" alt="" class="wp-image-47108" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-3x.jpg 810w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-3x-300x243.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-3x-768x621.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-3x-696x563.jpg 696w" sizes="(max-width: 810px) 100vw, 810px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                        A mesa da esplanada&#8230;</figcaption></figure></div>


<p>Tudo correu de acordo com as previsões do mestre cozinheiro, de seu nome Joaquim. Cidadão sempre convidado para confeccionar “pratos especiais”, nos mais variados locais. Porquê? Bom, quem comeu as iguarias confeccionadas por ele é que sabe… E lembra. E, então, já não o largava mais. Aí está ele, ao centro, na foto a seguir:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="555" height="331" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivio.jpg" alt="" class="wp-image-47113" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivio.jpg 555w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivio-300x179.jpg 300w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /><figcaption class="wp-element-caption">as risadas prejudicaram a qualidade da fotografia&#8230;</figcaption></figure></div>


<p>O bom humor do Senhor Joaquim sempre a funcionar. Basta verificar o riso aberto do casal que o ladeia. A Amélia e o João. O fotógrafo não é grande coisa, mas ilustra a cena a contento&#8230;</p>



<p>Mais foram os convivas…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="893" height="322" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivas.jpg" alt="" class="wp-image-47111" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivas.jpg 893w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivas-300x108.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivas-768x277.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-convivas-696x251.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 893px) 100vw, 893px" /></figure></div>


<p>Esta confecção tem que ser lembrada. Não porque se lhes prometeu; simplesmente, para lembrar que existem pratos cujas confecções nunca vão ser esquecidas&#8230;</p>



<p>No final, com todos a sorrirem do manjar, o abençoado melão apareceu, com origem, ali bem perto, de Ourique…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="465" height="397" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-melao.jpg" alt="" class="wp-image-47115" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-melao.jpg 465w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/cabidela-melao-300x256.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px" /></figure></div>


<p>Valeu por tudo. As pessoas deste país sabem que, dentro deste rectângulo, existem “coisas” que nenhum outro país tem que se nos iguale. Pois a nossa viagem ao Monte da Ribeira foi do melhor que a gastronomia nos reserva. Não conheço o meu país como devia. Só quando o conhecer, é que sairei com interesse em conhecer outros lugares – sem guias, sem horas marcadas, sem hotéis marcados. Faço sempre o mesmo por cá. Simplesmente vou, apareço e desfruto de inéditos, quer na arquitectura, na cultura social, na gastronomia… Estudo e visito tudo o que os lugares têm para oferecer. Ah, gosto mesmo do meu país.</p>



<p>Entretanto, o “transistor” vai-nos lembrando que existem coisas boas por cá.</p>
</div></div>
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		<title>QUEIJADAS DE CARAPITO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 00:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[Aguiar da Beira]]></category>
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		<category><![CDATA[gastronomia portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[queijadas de Carapito]]></category>
		<category><![CDATA[tradições gastronómicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carapito tem um esquisito manjar que denomina “queijadas”</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/queijadas-de-carapito/">QUEIJADAS DE CARAPITO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A freguesia de Carapito, povoação de registos históricos de valia, sede de concelho antigo de que perde a titularidade com o advento do regime liberal, mais tarde transitando para o concelho de Aguiar da Beira a que hoje pertence, regista no painel da sua gastronomia local, como pergaminho de sublimada cor, um esquisito manjar que denomina “queijadas” e classifica de original no processo de saber-fazer, do feitio e do sabor.</p>



<p>Não se associam, todavia, as afamadas “queijadas de Carapito” ou “queijadas de S. Pedro”, a qualquer casa monástica e a sua pretensa antiguidade justifica-se na obrigatória presença das mesmas na familiar mesa da festa de S. Pedro de Verona anualmente celebrada com brilhantismo maior no dia 29 de Abril, suplantando a modesta celebração festiva da padroeira, Nossa Senhora da Purificação, ou Nossa Senhora das Candeias, no carinhoso dizer popular, a 2 de Fevereiro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="617" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-1024x617.png" alt="" class="wp-image-45386" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-1024x617.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-300x181.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-768x463.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-1536x925.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-696x419.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-1392x839.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-1068x643.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona-1320x795.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/festas-de-s-pedro-de-verona.png 1703w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">festa de S. Pedro de Verona</figcaption></figure></div>


<p>Os dois empenhados autores da mais recente monografia de Carapito que desconhecem os “fálgaros da Tabosa”, guloseima, ali, com sabor conventual, dizem únicas e de ancestral fabrico as “queijadas de Carapito” ou “queijadas de S. Pedro”, manjar não atribuível pelos mesmos a uma origem conventual e descrevem-nas, as&nbsp; “queijadas de S. Pedro”, como <em>uma espécie de pão ou bolo de farinha, ovos e queijo fresco (de vaca ou de ovelha)</em>, aduzindo uma estreita ligação à comensalidade típica da festa de S. Pedro de Verona.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="844" height="489" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas.png" alt="" class="wp-image-45388" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas.png 844w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-300x174.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-768x445.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-696x403.png 696w" sizes="auto, (max-width: 844px) 100vw, 844px" /></figure></div>


<p>Tais queijadas encontram semelhança com os ditos “Fálgaros da Tabosa”, pequena povoação do concelho de Sernancelhe onde a tradição os integra, ano a ano, na festiva comensalidade das festas de Nossa Senhora das Candeias e S. Brás que ali têm lugar nos dias dois e três de Fevereiro de cada ano. Diversas vezes as nomeia Aquilino Ribeiro.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>SEM RECEITA, É &#8220;A OLHO&#8221;</strong></h4>



<p>A confecção anual das queijadas traz como consequência a permanência de um acentuado carácter de experimentação no modo de fazer ancorado sempre na lição dos maiores, mãe ou avós, que guiaram os primeiros gestos das novas mestras, sempre reverentes. Daí que não exista qualquer receituário escrito, formalizando-se o mesmo a partir de uma inicial quantidade de farinha lançada numa bacia a que se acrescenta, mercê de cálculo empírico, uma certa quantidade de ovos, claras e gemas, a que outros mais ovos possam ser acrescentados à medida que se desenvolve o acto de amassar realizado após a prévia junção de queijo fresco que se misturou com a farinha.</p>



<p>Tarefa eminentemente feminina, a confecção das queijadas cumpre-se nos singulares actos de duas mulheres que a racionalizam fazendo competir a uma o acto de amassar, a outra os cuidados do forno, equacionando entre elas o desempenho de outras miúdas tarefas como o partir dos ovos, a verificação da temperatura do forno, o recorte de folhas de cartão ou a divisão da massa em pequenos módulos que se carregarão sobre as tais folhas no acto de enfornar.</p>



<p>No caso da concreta observação realizada e no quadro das tarefas cumpridas partiu-se da selecção de quatro quilos de farinha “Branca de neve”, quantidade adaptável à dimensão familiar do pequeno forno, da junção de um queijo fresco de ovelha com o peso de um quilo e o acrescento de cerca de quatro dezenas de ovos partidos à medida que se desenvolvia o acto de amassar realizado sempre e apenas com a mão direita.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="529" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijo-de-cabra-1024x529.png" alt="" class="wp-image-45401" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijo-de-cabra-1024x529.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijo-de-cabra-300x155.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijo-de-cabra-768x397.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijo-de-cabra-696x359.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijo-de-cabra.png 1042w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">queijo de ovelha ou cabra</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="901" height="505" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/a-massa-2.png" alt="" class="wp-image-45403" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/a-massa-2.png 901w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/a-massa-2-300x168.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/a-massa-2-768x430.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/a-massa-2-696x390.png 696w" sizes="auto, (max-width: 901px) 100vw, 901px" /><figcaption class="wp-element-caption">farinha, ovos, sal, amassa-se e divide-se em pequenas porções</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Trinta minutos garantiram a adequação da massa de cujo tempero de sal a mestra actuante fez prova mediante quantidade recolhida com pequena colher, adequação testada pelo natural desprendimento da massa das mãos da mulher que amassava, tornando-se agora e de imediato disponível para o enfornamento.</p>



<p>O aquecimento do forno, num quadro de correcta gestão de tempo, deveria ter-se processado em simultâneo com o acto de amassar, não tendo, ao caso, acontecido, sem que adviesse qualquer problema para a concreta fornada que teve de esperar trinta minutos, processando-se, logo que a temperatura do forno se testou com o lançar de pequenas mãos-cheias de farinha que, incendiadas de começo, exigiram o passar de um trapo molhado em água fria no lastro do forno cujas paredes apresentavam a esperada cor esbranquiçada que se tornava prova do suficiente grau de aquecimento.</p>



<p>Transportada para o pequeno átrio do forno a bacia com a massa, fragmentos da mesma formatados ao jeito de pinha são agora colocados sobre fragmentos de papel ou cartão recortado que se pousam sobre a pá de ferro manuseada por uma das mulheres que os distribui pelo lastro do forno cuja limpeza previamente se realizou deixando o borralho amontoado à boca do forno.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="843" height="500" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/no-forno-2.png" alt="" class="wp-image-45404" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/no-forno-2.png 843w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/no-forno-2-300x178.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/no-forno-2-768x456.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/no-forno-2-696x413.png 696w" sizes="auto, (max-width: 843px) 100vw, 843px" /><figcaption class="wp-element-caption">no forno durante cerca de 1 hora</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="867" height="508" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-feitas.png" alt="" class="wp-image-45405" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-feitas.png 867w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-feitas-300x176.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-feitas-768x450.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/queijadas-feitas-696x408.png 696w" sizes="auto, (max-width: 867px) 100vw, 867px" /><figcaption class="wp-element-caption">com manteiga ou doce de abóbora são de comer e chorar por mais</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>A cozedura prolongou-se, no presente caso, por sessenta minutos durante os quais as mulheres iam verificando, através da porta entreaberta, a coloração das queijadas que se movimentaram com o redoiro para que o cartão em que assentavam não se queimasse em demasia.</p>



<p>Um último toque no lastro de uma das queijadas garantiria, mercê da sonoridade registada, o justo grau da cozedura e processava-se então o acto de desenfornar e a colocação das queijadas sobre o pano de linho de um tabuleiro que as recolhia.</p>



<p>As queijadas de S. Pedro como vulgarmente são designadas, confeccionadas no quadro do estricto ambiente familiar, são consumidas no âmbito de um mais alargado círculo de sociabilidade que envolve os membros directos da família e compreende também, dentro da quadra festiva de S. Pedro de Verona que aos costumeiros actos da vivência religiosa associa a anual realização de importante feira de gado, um universo de parentela, de compadrio e de relacional amizade com gente de aldeias da vizinhança com as quais se entreteceram relações de negócio ou de empática presença gerada, tantas vezes, pela alegre e ocasional convivialidade no terreiro da romaria ou da feira.</p>



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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="692" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-1024x692.png" alt="" class="wp-image-45393" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-1024x692.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-300x203.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-768x519.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-1536x1037.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-696x470.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-1392x940.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-1068x721.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito-1320x892.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/Largo-de-carapito.png 1599w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Largo de Carapito</figcaption></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="713" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-1024x713.png" alt="" class="wp-image-45394" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-1024x713.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-300x209.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-768x534.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-1536x1069.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-696x484.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-1392x969.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-1068x743.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito-1320x919.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/dolmen-de-carapito.png 1552w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Dólmen de Carapito</figcaption></figure></div></div>
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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="888" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/localizacao-de-carapito-888x1024.png" alt="" class="wp-image-45398" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/localizacao-de-carapito-888x1024.png 888w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/localizacao-de-carapito-260x300.png 260w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/localizacao-de-carapito-768x885.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/localizacao-de-carapito-696x802.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/localizacao-de-carapito.png 937w" sizes="auto, (max-width: 888px) 100vw, 888px" /><figcaption class="wp-element-caption">Localização de Carapito</figcaption></figure></div></div>
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		<title>CASTANHAS DE OUTONO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Nov 2025 13:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[gastronomia medieval]]></category>
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		<category><![CDATA[Viseu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As castanhas saboreavam-se frescas, cozidas, assadas, feitas pão, as falachas que eram cozidas na quentura do lar.</p>
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<p>Antes ainda da invenção dos cereais como fornecedores do pão, o pão quotidiano de que em nenhum dia prescindimos, esse matricial alimento dos homens pelos séculos fora, a castanha, que alguém já designou de “fruta-pão”, cumpriu esse singular requisito de dar-se em alimento através de uma lonjura de anos de cuja memória já nos desprendemos.</p>



<p>Quem, agora, habita a cidade ou mesmo quem reside na largueza das freguesias rurais do município viseense, não tem ideia do que seja um souto, não guarda qualquer impressiva memória de um velho castanheiro centenar como esses que, mais longe, ainda resistem nas ventosas encostas da Beira e que na sua solene mansidão e humilde postura nos espantam.</p>



<p>Todavia, os castanheiros cobriram o chão de Viseu, a margem da cidade e os alargados termos. Disso nos dá notícia o <em>Foral</em> de Viseu de 1514 que refere a presença das <em>castanhas verdes e secas </em>como susceptíveis de portagem. Da abundância de castanha dá franco testemunho o bem informado cronista Manuel Botelho Ribeiro Pereira nos <em>Diálogos Morais e Políticos.</em> que escreveu entre 1630 e 1636 e nos deixou. E os curas que, em 1758, obedientes ao seu bispo e ao rei, responderam ao Inquérito que o ministro deste lhes enviou, as agora ditas <em>Memórias Paroquiais</em>, registaram a castanha como um dos dominantes produtos da terra.</p>



<p>Cavernães, Cota, Lordosa, com <em>bastante castanha</em>, diz o pároco, Mundão, Silgueiros, Torredeita, com <em>muita castanha</em>, e o Padre Manuel Lopes de Almeida, um dos quatro curas da cidade afirma, assertivo, que <em>tem este lugar muitos e grandes soutos</em>, referindo-se ao território onde exercia o seu múnus e que se estendia das margens do Pavia até ao Monte de Santa Luzia, o velho castro habitado nos longínquos idos do “Bronze”.</p>



<p>Almeida e Silva, falecido em 1945, evoca a última vergôntea do assombroso <em>Castanheiro dos Amores,</em> que lhe terá servido de inspiração para pintar, agora na escrita e não com tintas, o trágico desfecho dos amores de Branca e de Fernão, um dos enamorados de Aljubarrota que da batalha prometera regressar e só o pôde fazer como dorido fantasma.</p>



<p>Nesse tempo, as castanhas eram substancial alimento que se acrescentava com os produtos das hortas, os cereais de pão, particularmente o milho, tardiamente chegado, as batatas só no tarde afectadas à cozinha, impostas à medida que as doenças e a cobiça dos homens faziam desaparecer os castanheiros.</p>



<p>As castanhas saboreavam-se frescas, cozidas, assadas, feitas pão, as <em>falachas</em> que eram cozidas na quentura do lar.</p>



<p>Secavam-se às rasas nos caniços de miúdo varedo da ampla cozinha dos lavradores e as castanhas secas, piladas, como se dizia, retirada a casca com a sábia maceração dos tamancos, eram moeda para pagamento de rendas a senhorios laicos e de dízimas aos mosteiros, eram mercadoria transacionada em mercados e feiras, saíam em cargas a fronteira do concelho, eram alimento de trabalhadores pelo verão fora. E eram caldo ritual no Domingo de Ramos, já uma vez contámos.</p>



<p>De tempo mais recente guardamos a doce memória dos pregões dos velhos assadores de castanha na Rua Direita, agora com novo pouso. Guardamos memória da convivialidade festiva dos “magustos”.</p>



<p>Hoje temo-las, as castanhas, no quotidiano, à nossa mesa, jeitos de cozinha “gourmet”, nos doces e saborosos caldos, como antigamente se dizia ou dando sabor e claro encanto a todo o género de “pratos” que nos servem, da carne ao peixe, aos enchidos, às sobremesas, que as transfiguram guardando-lhes o toque, essa memória que, demorada, permanece, esse gostoso paladar.</p>
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		<title>CAROLOS E PAPAS DE MILHO</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/06/carolos-e-papas-de-milho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 22:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[tradições gastronómicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tradição milenar bastante documentada pelos asrqueólogos no Castro da Cárcoda, em S. Pedro do Sul.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os moleiros de Vildemoinhos situam no Verão de 1652 essa legendária invenção das Cavalhadas. E esse era o tempo em que o milho grosso, o <em>zea maís</em>, começava a entrar nos seus moinhos e a ganhar terreno ao centeio e ao milho-miúdo, cereais antigos, com o trigo, cultivados nas encostas dos nossos castros.</p>



<p>E será dessa época, também, a reinvenção dos carolos e das papas que se lhes associam. E digo ‘reinvenção’, porque temos notícia abonada das técnicas de moagem nesses referidos castros e desses outros engenhos da maceração dos cereais, os pios de piar milhos, milho-miúdo, milho painço, tão bem documentados no Castro da Cárcoda, em Carvalhais, S. Pedro do Sul.</p>



<p>Foi essa farinha grosseira, preparada à lareira, que alimentou, com o pão cozido no lar e outros produtos da terra – frutas e raízes, a caça… – gerações de nossos avoengos de muito longe.</p>



<p>Restituímos, hoje, lugar de honra aos carolos e papas de milho, como o faz, por exemplo, a briosa Confraria dos Carolos e Papas de Milho, com sede em Canas de Santa Maria, no vizinho concelho de Tondela, ou, mais longe, a Confraria das Papas de S. Miguel, sediada em Oliveira de Azeméis. Credenciados manjares — apetecidos, necessariamente, pela velha gente da lavoura: lavradores terratenentes, seus criados e seus jornaleiros rogados, a família inteira, pode dizer-se – testemunham essa formidável capacidade de adaptação às circunstâncias novas, esse pragmatismo de vida que se instaura como medida e valor, que se torna cultura, como dizem nossos formulários.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-42277" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3-1320x743.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/carolos-3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>E aí os temos, outra vez reinventados, que quase esquecidos estiveram, os carolos e as papas de milho doces ou salgadas, as berças que Aquilino às vezes chama verças, que ele também as comeu na sua terra centeeira, couve-galega partida em pequeninas tiras, receitas recuperadas de avós, distintas às vezes, não importa.</p>



<p>Vem sempre do moinho – ainda há moinhos antigos! –, a farinha mais ligeira para as papas, e o rolão ou relão como diziam os antigos, o milho mais grosseiramente moído, que tal sabem fazer os moleiros. Depois, é seguir o caminho da receita restituída: a lavagem dos carolos, a cozedura certa em águas de carne de porco, como sempre, em águas de feijão, como também acontece, sempre com os temperos caseiros da banha antiga ou da carne, a pitada de sal se ainda for necessário, um prato ou tigela cheia, carne ou sardinha a acompanhar. Ou, então, a carne em vinha-d’alhos, como recomenda a Confraria mencionada, e o acrescento, registado por ela, do abafamento com morcela de sangue.</p>



<p>As berças ou verças ou <em>papas laberças</em>, tendo por ingredientes a farinha, a couve-galega ou a nabiça em tempo próprio, cortadas em tirinhas, como pertence, fio de azeite regando em vez da banha antiga, rodelas de chouriça a acompanhar, podem agora servir-se em mesa de honra, sem vergonha.</p>



<p>E não falei de um rolão doce, apurado com leite, com tempo, com amor, como o das avós, de uma travessa enramada de Vista Alegre, desenhos de canela a enfeitar, redimidos com nossos gestos de agora, tantos séculos dessa heroica epopeia de resistência, a de nossos pais, de quase todos.</p>
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		<title>ARROZ-DOCE, GULOSO MANJAR DO POVO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2025 18:47:08 +0000</pubDate>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Às vezes, lembro-me do velho texto de um dos meus livros de aprender a ler, “ADEUS, ARROZ-DOCE”, que remetia para a festiva refeição familiar, onde havia uma criada que, ao passar com a travessa de arroz doce, não esquece a ordem dos amos. O miúdo fizera qualquer travessura e o castigo fora a privação da guloseima, o que o levou à melancólica queixa do rapazinho – <em>Adeus, arroz-doce! –,</em> mal a criada passou deixando para trás aquele mavioso cheirinho a canela… Imagino eu, agora, que uma velha tia, ou talvez a mãe, o terão compensado, mais tarde, na cozinha, às escondidas do pai.</p>



<p>Isto para dizer que, nessa lonjura, já, dos finais da primeira metade do século XX, o arroz-doce era infalível receita nas festas dos portugueses.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Do arroz sabemos que teve seu berço, não sei há quantos milénios, na Ásia longínqua e a poderosa e fecunda gramínea chegara a terras lusas com os Árabes, permanecendo o seu uso no Sul, antes de irradiar para Norte, apenas a partir do século XVIII.</p>



<p>Não ficaram notícias do seu uso mais antigo, mas esse primeiro <em>Livro de Cozinha da Infanta D. Maria – </em>a distinta neta de D. Manuel I a quem o livro se deve, mesmo que não tenha sido ela a reunir as receitas – traz-nos eco ainda desse austero tempo de finais do século XV: uma receita em que o arroz, o leite e o açúcar entram num manjar que ali guarda o nome de <em>beilhoz</em> de arroz com açúcar.</p>



<p>Domingos Rodrigues, que viveu entre 1637 e 1719, o mestre de cozinha que terá servido nobres e, porventura, a Corte, guardou uma avara receita de arroz-doce no seu livro <em>Arte de Cozinha:</em> um arrátel de arroz, uma canada de leite, um arrátel de açúcar, água de flor e canela a polvilhar.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O guloso século XVIII irá desenvolver, nas mansões fidalgas e nos recatados cenóbios, o gosto pelas gulodices e o arroz-doce ali encontrará caminho de nobreza, até se democratizar, num tardio século XIX, onde se faz manjar de eleição das camadas populares, no sentido lato, com assento nas cerimoniais refeições das festas do orago, nas bodas de casamento e baptizado e outras datas festivas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-41921" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-2048x1152.jpg 2048w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-1920x1080.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/arroz-doce-receita-1320x743.jpg 1320w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Popular permaneceu por essas aldeias fora e ainda resiste, apesar do vazio que nas mesmas acontece, receita de avós salvaguardada nos dedos e paladares de netas saudosas.</p>



<p>Popular permanece, na raiz, ganhando foros de distinção, quando a travessa de arroz-doce se nos oferece, cativante e apetitosa, sobre a moderna tábua de sobremesas de uma virtuosa casa de restauração.</p>
</div></div>
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		<title>UMA SABOROSA TRADIÇÃO DE VISEU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[doçaria portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[pastéis de feijão]]></category>
		<category><![CDATA[Viseu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Têm quase jeito de sabor conventual os pastéis de feijão que voltaram à nossa mesa, depois de alguns anos de apagamento. Regresso auspicioso, sustentado pela apelativa imagem do quadriângulo alongado, que traz da original forma – pela leveza da massa folhada enfeitada por ligeira bordadura, pela mágica tonalidade de oiro velho de um apetecível recheio [&#8230;]</p>
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<p>Têm quase jeito de sabor conventual os pastéis de feijão que voltaram à nossa mesa, depois de alguns anos de apagamento. Regresso auspicioso, sustentado pela apelativa imagem do quadriângulo alongado, que traz da original forma – pela leveza da massa folhada enfeitada por ligeira bordadura, pela mágica tonalidade de oiro velho de um apetecível recheio que surpreenderá o mais exigente paladar.</p>



<p>Só de vê-los agora, soltos sobre a brancura ou o desenho enramado de uma travessa, a quentura de um café por companhia, virá à memória de quem é mais velho a larga montra iluminada da emblemática e saudosa Pastelaria Santos, ali às Quatro Esquinas, onde a eterna Rua Direita se abria antigamente para os campos de S. Martinho, em Cimo de Vila.</p>



<p>E evocar-se-á a figura do decano Mestre Adelino, que, ao balcão, servia, como imagem de marca da cidade, a naturais e forasteiros, o pastel de ocasião ou a caixinha ao tempo armada em grosso papel de tipo costaneira, por rótulo apenas o cheirinho bom e o enlevo pressentido de quem receberia o presente.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>João Mendes Fontes Marques, que, com seus filhos, governa criteriosa empresa familiar, reavivou memórias de um tempo de quase adolescente em que serviu, como aprendiz de oficina e gentil moço de servir à mesa, na Pastelaria nomeada, de que guardou algumas das icónicas formas de metal ao tempo utilizadas e o pastel de feijão, de grata lembrança, retorna ao espaço e tempo das alegres convivialidades.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/NeDRrhu.png" alt="" class="wp-image-38634"/></figure></div>


<p>Mas quando, água na boca, quase se estremece de prazer ao saborear a delícia do cremoso recheio e a delicada textura do folhado, mal se imagina a noite perdida, as demoradas horas de oficina, a preparação da massa, que se afinará com o perpassar do clássico rolo e a moderna ajuda da “laminadora”, o sábio dosear da margarina, o rigor do fazer do ponto de açúcar onde se caldeiam, a seu tempo, as douradas gemas de ovo e a macia dosagem do feijão branco moído.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/AgDD2bq.png" alt="" class="wp-image-38635"/></figure></div>


<p>E, depois, a minúcia do talhar, com o cortador, as quase poéticas e finíssimas fatias da massa que, uma a uma, cobrirão o corpo alongado da forma, para onde se vazará, pouco depois, tabuleiros cheios, o apurado ouro do recheio a que o justo calor do forno, por um tempo medido, dará a alma que repousará, viva, nesse fresco lençol de massa que aquieta o mel de uma soberba natureza.<br>Sabores da terra, terra-mãe que sempre deve ser celebrada, pois de seu húmus veio esse mágico fruto, o feijão, que tão português se tornou.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>EM BUSCA DO PRATO PERDIDO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 23:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais Food Lab]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Podia lá ser! Cascais não era capital de nada? Bem diligenciou Nuno Lima de Carvalho, ao organizar, no Casino Estoril, a Semana Gastronómica da Baía, a Semana Gastronómica da Galiza e outras, no sentido de descobrir em que é que Cascais se poderia distinguir, do ponto de vista gastronómico. Havia as areias de Cascais, apontou-se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Podia lá ser! Cascais não era capital de nada?</p>



<p>Bem diligenciou Nuno Lima de Carvalho, ao organizar, no Casino Estoril, a Semana Gastronómica da Baía, a Semana Gastronómica da Galiza e outras, no sentido de descobrir em que é que Cascais se poderia distinguir, do ponto de vista gastronómico. Havia as areias de Cascais, apontou-se algo do mexilhão, mas… nada!</p>



<p>Daí o aparecimento – com roupagens estrangeiras (o que é uma pena, digo eu) – o <em>food_lab</em>, o <em>Cascais Food Lab</em>, que «visa a promoção, incentivo e desenvolvimento do empreendedorismo, potenciando a política de promoção da oferta gastronómica de excelência do Município e apostando no Turismo gastronómico, sector emergente no mercado nacional e internacional».</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Tem a loja 8 no Mercado da Vila, Cláudia Mataloto como dinamizadora, desenvolve iniciativas e aposta na marca Terras de Cascais ancorada nas válidas experiências em curso na Quinta do Pisão.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="524" height="997" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/claudia-mataloto.jpg" alt="" class="wp-image-37570" style="width:343px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/claudia-mataloto.jpg 524w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/claudia-mataloto-158x300.jpg 158w" sizes="auto, (max-width: 524px) 100vw, 524px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cláudia Mataloto</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="818" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/cascais-food-lab-818x1024.jpg" alt="" class="wp-image-37571" style="width:522px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/cascais-food-lab-818x1024.jpg 818w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/cascais-food-lab-240x300.jpg 240w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/cascais-food-lab-768x962.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/cascais-food-lab-696x871.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/cascais-food-lab.jpg 825w" sizes="auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px" /></figure>
</div>
</div>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>O Dia Mundial da Alimentação</strong></em></h3>



<p>Assim, para comemorar o Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro), foi organizado, no Casal Saloio de Outeiro de Polima, o evento Cultura à Mesa, «Cultura e Cozinha Saloia». Assinou-se protocolo de cooperação com a Universidade Europeia. Fez-se prova de vinhos, em que estiveram presentes membros da Confraria do Arinto de Bucellas e preparou-se um jantar, cuja ementa não desdenhou – nem por sombras! – a mais requintada ementa de qualquer restaurante cheio de estrelas Michelin:</p>



<p>– como aperitivo, isto é, <em>amuse-bouche</em> (claro, tinha de haver um toque estrangeiro, para dar sainete!), «pão saloio de fermentação natural com azeite e manteiga aromatizada com ervas da horta da Quinta do Pisão»;</p>



<p>– entrada: «texturas de nabo com hortícolas da Quinta do Pisão e queijo de ovelha»;</p>



<p>– peixe: «bacalhau com crosta de ervas, puré aveludado de tubérculos e infusão de limão e tomilho»;</p>



<p>– carne: cataplana de porco com castanhas (a partilhar);</p>



<p>– sobremesa: tarte tartine de maçã reineta caramelizada com alfazema e crocante de amêndoa»;</p>



<p>– <em>petitfour </em>(Uau! Voltamos à língua francesa!&#8230;): areias de Cascais com café.</p>



<p>Anote-se que – para não ficar atrás de Oeiras, que criou uma ‘marca’ de vinho – nós temos… os <em>Casca Wines! </em>Ora toma!&#8230;</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E, assim, com o mote de «se a vida te der limões… faz caviar», cá vamos… fazendo caviar!</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-6 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="997" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/convivas-997x1024.jpg" alt="" class="wp-image-37573" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/convivas-997x1024.jpg 997w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/convivas-292x300.jpg 292w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/convivas-768x789.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/convivas-696x715.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/convivas.jpg 1051w" sizes="auto, (max-width: 997px) 100vw, 997px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="783" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/antepasto-783x1024.jpg" alt="" class="wp-image-37574" style="width:413px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/antepasto-783x1024.jpg 783w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/antepasto-229x300.jpg 229w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/antepasto-768x1004.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/antepasto-696x910.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/antepasto.jpg 826w" sizes="auto, (max-width: 783px) 100vw, 783px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Cada comensal houve gentil oferta de um pão «feito com farinha de trigo barbela biológica, cultivado em Cascais com práticas regenerativas e cozido em forno de lenha na Horta do Pisão».</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="887" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/pao-887x1024.jpg" alt="" class="wp-image-37575" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/pao-887x1024.jpg 887w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/pao-260x300.jpg 260w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/pao-768x886.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/pao-696x803.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/pao.jpg 936w" sizes="auto, (max-width: 887px) 100vw, 887px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/doce-de-figo-681x1024.jpg" alt="" class="wp-image-37576" style="width:403px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/doce-de-figo-681x1024.jpg 681w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/doce-de-figo-199x300.jpg 199w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/doce-de-figo-696x1047.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/10/doce-de-figo.jpg 718w" sizes="auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Dias mais tarde, não resisti e fui de abalada até à Quinta, que regurgitava de gente, muita pequenada e ar saudável.</p>



<p>Cascais – saloia e chique! – rejuvenesce!</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>Garlic Farofa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2024 23:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[a tradição já não é o que era]]></category>
		<category><![CDATA[Alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[chefs gourmet]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[porco à alentejana]]></category>
		<category><![CDATA[pratos típicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não temos eco do que terá sido no dia a dia a reacção dos indígenas à ‘ocupação’ romana, iniciada, no território actualmente português, pelos finais do século II antes de Cristo. Os testemunhos epigráficos dão-nos, porém, uma ideia de… convivialidade. E, na verdade, são as inscrições o mais credível tipo de documento para nos contarem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Não temos eco do que terá sido no dia a dia a reacção dos indígenas à ‘ocupação’ romana, iniciada, no território actualmente português, pelos finais do século II antes de Cristo. Os testemunhos epigráficos dão-nos, porém, uma ideia de… convivialidade.</p>



<p>E, na verdade, são as inscrições o mais credível tipo de documento para nos contarem como tudo se passou. E o que vemos? Os indígenas parece que não terão hesitado em deixar latinizar os seus nomes e os nomes dos seus deuses; os monumentos passaram a ser feitos segundo os modelos romanos; até as fórmulas como se dirigiam às divindades indígenas se pautaram pelos cânones vindos de Roma e os próprios romanos não hesitaram em prestar culto às divindades indígenas.</p>



<p>Sim, as narrativas da altura falam da luta sem tréguas dos Lusitanos, chefiados, primeiro, por Viriato e, mais tarde, por Sertório, a quem, aliás, a tradição atribui também uma notável acção cultural, situando-a mesmo na cidade de Évora. Uma coisa é, todavia, a guerra, outra o contacto diário das populações da mais diversa origem e dos mais diferenciados costumes.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Não estamos, nesta 2ª década do século XXI a sentir isso mesmo? Toda a gente a vestir segundo modelos estranhos. As lojas portuguesas a fecharem e a darem lugar a estabelecimentos geridos por gente do Médio Oriente. A não termos empregados de mesa que falem com acento português mas sim uma espécie de português com acento alheio. Inclusive os programas televisivos, mesmo os dos da que suporíamos portuguesíssima RTP 1 a serem baptizados com nomes estranhos, como se a língua portuguesa não dispusesse de vocabulário bastante.</p>



<p>No âmbito das comidas, o movimento vai em dois sentidos opostos: por um lado, as regiões a propagandearem os seus pratos típicos, a dieta mediterrânica, um jantarinho de grão, a organizarem semanas gastronómicas; e, por outro, os <em>chefs</em> (sim, tem de se escrever assim, à estrangeira!&#8230;) a proporem iguarias de estranhos nomes obrigatoriamente englobados no conceito de… como é? ah! É <em>gourmet,</em> palavra francesa que significa ‘gastrónomo’, ‘provador de vinhos’, mas a que se atribuiu um significado de ‘algo de delicioso’, ‘especial’.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="947" height="561" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/diario-do-alentejo-facebook.png" alt="" class="wp-image-35919" style="width:559px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/diario-do-alentejo-facebook.png 947w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/diario-do-alentejo-facebook-300x178.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/diario-do-alentejo-facebook-768x455.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/08/diario-do-alentejo-facebook-696x412.png 696w" sizes="auto, (max-width: 947px) 100vw, 947px" /><figcaption class="wp-element-caption">Diário do Alentejo no Facebook</figcaption></figure></div>


<p>Vem esta charla a propósito do editorial de sexta-feira (16 de Agosto de 2024), do <em>Diário do Alentejo,</em> assinado pelo seu director, Marco Cândido. Para descontrair na viagem aérea de regresso das férias, Marco pegou numa das revistas de bordo e parou na publicidade a um desses novos restaurantes lisboetas. E pasmou, ao ler que o <em>chef,</em> devidamente galardoado com estrelas Michelin, garantia que o menu se focava «nos sabores clássicos, em que se poderão encontrar o porco alentejano cozinhado lentamente, com coentros, <em>garlic farofa</em> e feijões pretos cozidos». Claro, Marco indagou logo se aquilo seriam migas. Ou será açorda de alho?</p>



<p>Pois.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Nas páginas de uma revista que, em princípio, deveria pugnar – pensávamos nós – por aquilo que nos distingue. Sim, de facto, a <em>garlic farofa </em>distingue-nos. E se for bem condimentada, como costuma ser em lídimo ambiente alentejano, uma maravilha! Umas migas com carne de alguidar, amigo, acompanhadas com um dos nossos aveludados tintos, há aí petisco melhor? Sempre gostarei de saber se o tal <em>chef </em>também as proporá. O busílis será como há de chamar à carne de alguidar. Amigo, chame-lhe <em>pork in the pan </em>– e verá o sucesso que vai ter, entre ohs da maior admiração!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/V2f8nWd.jpeg" alt="" class="wp-image-35927"/><figcaption class="wp-element-caption">recorte do editorial do Diário do Alentejo de 16 de agosto de 2024 publicado no Facebook</figcaption></figure></div></div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/garlic-farofa/">Garlic Farofa</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Património cultural bom para comer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2024 23:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[património cultural imaterial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De facto, fora na década de 1950 que Ancel Keys, fisiologista de Minnesota (Estados Unidos), tivera a ideia de estudar os hábitos alimentares de sete regiões – o célebre Seven Countries Study – a fim de verificar se havia relação entre a ocorrência de doenças cardiovasculares e o tipo de alimentação dominante. E concluiu que [&#8230;]</p>
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<p>De facto, fora na década de 1950 que Ancel Keys, fisiologista de Minnesota (Estados Unidos), tivera a ideia de estudar os hábitos alimentares de sete regiões – o célebre Seven Countries Study – a fim de verificar se havia relação entre a ocorrência de doenças cardiovasculares e o tipo de alimentação dominante. E concluiu que os alimentos preferidos em Creta, na Grécia e no Sul da Itália consubstanciavam uma boa escolha. Daí o aparecimento da designação «dieta mediterrânica». No entanto, só pelos&nbsp; anos 60 essa ‘dieta’ começou a ser mais conhecida e paulatinamente adoptada e apenas em dezembro de 2013, a UNESCO a definiu como património cultural imaterial da humanidade.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/adrBanP.jpeg" alt="" class="wp-image-34806" style="width:314px;height:auto"/></figure></div>


<p>Entretanto, introduzira Carlo Petrini, em 1986, o conceito do <em>Slow Food</em> – «comer devagar», no sentido de mais se apreciar a comida e melhorar a qualidade do que se come.</p>
</div></div>



<p>Ou seja, voltando atrás, em 1989, o conceito de Património Gastronómico ainda não era corrente; e basta recordar que só em 26-7-2000, o Conselho de Ministros de Portugal aprovou a resolução nº 96/2000, que «considera a gastronomia portuguesa como um bem imaterial integrante do património cultural de Portugal».</p>



<p>É, pois, na sequência desse movimento que as localidades começam a olhar para si e a reivindicar-se como «capitais»:</p>



<p>– Vila Nova de Poiares constitui, em 2001, a <em>Confraria da Chanfana</em> e possui o registo da marca <em>Capital Universal da Chanfana</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/bd4hvLk.jpeg" alt="" class="wp-image-34808" style="width:316px;height:auto"/></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>– Miranda do Corvo cria, em 2003, a <em>Real Confraria da Cabra Velha </em>e regista, em 2005, a marca <em>Capital da Chanfana.</em></p>



<p>– Alvaiázere arroga-se, em 2003, como Capital do Chícharo.</p>



<p>– Penacova, Penafiel e Entre-os-Rios rivalizam entre si na criação de confrarias da Lampreia.</p>



<p>– No Algarve, Santa Luzia, junto a Tavira, inaugurou, em Setembro de 2022, a escultura representativa da vila como “Capital do Polvo”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/n51nSSd.png" alt="" class="wp-image-34810" style="width:311px;height:auto"/></figure></div>


<p>– Resende e Fundão rivalizam como capitais da cereja.</p>



<p>– Arroga-se Sever do Vouga de ser a Capital do Mirtilo…</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>A maçã</strong></h3>



<p>O rol não tem fim, de facto, até porque muitos se recordam de pratos típicos que vão comer a determinadas terras de Portugal:</p>



<p>– parava-se no Bigodes, na Nacional 1, na Benedita, e também em Vendas Novas, para uma bifana</p>



<p>– parava-se à saída de Pombal, para um arroz de tomate a acompanhar pastéis de bacalhau;</p>



<p>– parava-se, invariavelmente, em Canal Caveira, quando se ia para Sul, a fim de saborear o cozido à portuguesa;</p>



<p>– vai-se a Monsaraz para um ensopado de borrego e a Almeirim para a sopa da pedra…</p>
</div></div>



<p>Quanto a frutas, já se falou na cereja, mas a laranja do Algarve bate todas e reza a tradição que, desde que se instalaram em Alcobaça, no século XII, os monges de Cister deram em cultivar macieiras, sendo hoje as maçãs do Oeste as mais apetecidas e proclamadas.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ora, foi por isso que pasmei ao saber Armamar «capital da maçã de montanha», assim denominada pelo facto de ser cultivada a mais de 800 metros de altitude.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="198" height="137" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/capital_001.png" alt="" class="wp-image-34812" style="width:314px;height:auto"/></figure></div>


<p>«A paisagem sul do município», lê-se na página camarária, «é marcada por extensos pomares de macieiras que dão a esta zona próxima do Douro um contraste único. O solo xistoso que predomina a norte dá lugar ao granito». Há «pomares de macieiras a perder de vista, que atingem grande beleza na época da floração e uma mescla de aromas inebriantes, quando os frutos estão maduros». Com cerca de 1400 ha de área plantada, a produção média anual é de 50 mil toneladas, nas variedades Gala, Fuji, Jeromine e Golden.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Dispõem os produtores de vastas câmaras frigoríficas «onde se preserva a qualidade de toneladas de maçãs até à altura em que são enviadas para o mercado» e, como as condições atmosféricas são essenciais para uma boa colheita, os fruticultores instalaram 28 canhões antigranizo, que entraram em funcionamento no final de 2021 e por quatro vezes já &#8220;defenderam&#8221; os pomares do granizo e da trovoada.</p>



<p>Acrescente-se que o pé da maçã é cortado à tesoura, para que a fruta não se danifique e «cada maçã é colocada num berço aveludado em forma de cesta de fundo falso».</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="757" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/macas-1024x757.png" alt="" class="wp-image-34815" style="width:854px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/macas-1024x757.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/macas-300x222.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/macas-768x567.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/macas-696x514.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/macas.png 1026w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<p>Neste mês de Junho ainda se não pôde aspirar o perfume de que a publicidade fala; mas a fartura promissora dos cachos constitui, sem dúvida, um bom augúrio e faz, desde logo, crescer água na boca, imaginando o delicioso sabor…</p>
</div></div>
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		<title>Estrelas e Galáxias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Apr 2023 23:01:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[De ALMA e CORAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[comida típica]]></category>
		<category><![CDATA[ervilhas com ovos]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[receita simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falei com ela à porta da Loja do Cidadão. Vinha mais tarde mas jantava comigo.&#160; Aproveitei para fazer compras enquanto as 123 pessoas à minha frente esperavam eternamente. Larguei a Loja do Cidadão com uma má noticia, daquelas em que não conseguimos vislumbrar&#160; solução&#8230; Com desalento apanhei o autocarro, entrei naquele amontoado de gente, apeie-me [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Falei com ela à porta da Loja do Cidadão. Vinha mais tarde mas jantava comigo.&nbsp; Aproveitei para fazer compras enquanto as 123 pessoas à minha frente esperavam eternamente. Larguei a Loja do Cidadão com uma má noticia, daquelas em que não conseguimos vislumbrar&nbsp; solução&#8230;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/ervilha-da-boa.jpg" alt="" class="wp-image-25844" width="141" height="202"/></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Com desalento apanhei o autocarro, entrei naquele amontoado de gente, apeie-me à porta da mercearia. Um chouriço, pão alentejano. De resto, as ervilhas, os ovos, o bacon e as cenouras amontoavam-se no saco, tentando escapar ao destino de um jantar simples, gourmet para mim.</p>



<p>Cheguei a casa, pendurei o casaco molhado e a má noticia no hall de entrada, deixei o Chico Buarque&nbsp;&nbsp;abraçar-me. Por agora, nada podia fazer a não ser&#8230; ervilhas.</p>
</div></div>



<p>Conhecemo-nos para aí há uns 20 anos, conhecemo-nos desde sempre. Regra geral, sou eu quem está mais frágil. Ela, organizada e arrumada das ideias, escuta-me, ajuda-me a perspectivar os problemas, dá-me alento,&nbsp; a força que preciso. É sempre a falar a direito, sem bengalas. Juntas descomplicamos.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/chourico.jpg" alt="" class="wp-image-25846" width="137" height="138"/></figure></div>


<p>Continuei com o Chico Buarque, nunca me deixa ficar triste. Piquei cebolas e alhos. Refoguei-os em azeite, sem deixar fritar. Acrescentei o bacon às tiras, o chouriço às rodelas, temperei com o que tinha à mão de semear. Pouco tempo depois acrescentei cenouras e doces ervilhas. Acrescentei água e salvei lá para dentro um resto de coentros com morte anunciada no frigorífico.</p>
</div></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/cenoura.jpg" alt="" class="wp-image-25847" width="137" height="167"/></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Houve uma ocasião em que a nossa amizade quase que azedou por coisas de trabalho. Resguardei-me, afastei-me para proteger a relação. Não se descartam amigos de sempre por dá cá aquela palha. Precisamos das pessoas que testemunham a nossa vida.</p>



<p>No dia dos meus anos ofereceu-me uma pulseira azul e a amizade de volta. Pusemos a vida em dia na Senhora do Monte, o miradouro mais bonito de Lisboa, a minha igreja a céu aberto.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/ovos.jpg" alt="" class="wp-image-25499" width="143" height="112"/></figure></div>


<p>Fui mexendo tudo muito devagar, recordando a vez em que fomos ao espaço da luz com paredes forradas de imagens e janelas a mostrar o céu embrulhado no Tejo. Nessa noite as paredes virtuais ilustravam o universo, o cosmos inteiro. Mas, apesar de estarmos rodeadas de estrelas e galáxias, ninguém dançava.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/cebola-picada.png" alt="" class="wp-image-25603" width="124" height="124"/></figure></div>


<p>“Não danças porque ninguém dança?&#8221; Sorriu e foi para o meio da pista dançar consigo própria. Ela no centro do universo. Literalmente. Não demorou muito até que o universo se movesse e a pista enchesse. Num ápice! Bastaram uns passos de dança para virar o universo de pernas para o ar. Fez-me pensar, fui dançar.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/alho-1.jpg" alt="" class="wp-image-25848" width="132" height="132"/></figure></div>


<p>O Chico Buarque cedeu a vez à Maria Rita, filha da Elis Regina, a cantar o Pagu: “<em>Nem toda a feiticeira é corcunda, nem toda a brasileira é bunda. Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem”.</em> É das melhores definições que conheço do que é ser mulher. Tenho uma galáxia de amigas assim, fortes, giraças, feiticeiras sem corcunda.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/pao-alentejano.jpg" alt="" class="wp-image-25849" width="143" height="131"/></figure></div>


<p>Mesa posta, dei um jeito à casa, recheei-a de velas. Acrescentei mais água às ervilhas e um pouco de vinho branco. Finalmente, com o trompete enfeitiçante do Miles Davis, pus ovos a escalfar. Desliguei, deixei apurar.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Chegou, linda como sempre. Desenrolou o cachecol vermelho que parecia não ter fim. Pendurei-o ao lado do problema sem solução, fechei a porta do hall.</p>



<pre class="wp-block-verse">- Então que se passa?
- Nada querida, nada que não consiga virar de pernas para o ar. Temos é de dançar.
- Mas hoje está tudo fechado... 
- Dançamos aqui mesmo, bem no centro do universo, rodeadas de ervilhas escalfadas&nbsp;com estrelas e galáxias...&nbsp;</pre>
</div></div>
</div></div>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Maria Rita - Pagu - especial tv br -" width="696" height="522" src="https://www.youtube.com/embed/yleup3CFOR0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>
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