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	<title>Arquivo de flor de alecrim - Duas Linhas</title>
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		<title>ALECRIM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 23:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lenda antiga que nos diz como, há dois mil anos, se mudou a sorte do alecrim que tem, agora, flores azuis e antes não tinha.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/04/alecrim/">ALECRIM</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Há uma lenda antiga que nos diz como, há dois mil anos, se mudou a sorte do alecrim que tem, agora, flores azuis e antes não tinha, que deixa no ar, agora, suave aroma, quando chega a Primavera e antes não era assim.</p>



<p>Não era assim no Paraíso, onde Eva habitou quando tinha ainda jeitos de menina. Eva nunca usou raminhos de alecrim para fazer chás e as abelhas de que Adão cuidava no jardim não costumavam pousar-lhe nas flores do renque das plantas que cresciam à beira de um dos quatro rios e às quais depois se deu o nome de <em>rosmarinus officinalis, </em>o nome que Lineu criou para alecrim.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A lenda antiga que se conta diz assim:</p>



<p>Quando a Virgem Maria fugiu de Belém para o Egipto para livrar o seu Menino da má sorte que lhe preparavam os soldados de Herodes, as plantas do caminho abriam-se em flores que deixavam cair como se fosse a passar a procissão.</p>



<p>Quando já estavam no deserto, quando puderam descansar um pouco num oásis, a Virgem deu de mamar ao seu Menino e, enquanto ele dormia, pôs-se a lavar os seus cueiros e quis estendê-los ao sol para secar.</p>



<p>Havia por ali tufos de flores que se abriram, por milagre, para enfeite da paisagem. Malmequeres, rosas brancas, violetas, lírios roxos. Mas, de tão frágeis, não pôde a Virgem estender sobre eles os cueiros.</p>



<p>E foi então que reparou nas miúdas flores – eram então brancas – de um renque de alecrim. E foi ali que colocou as roupinhas a secar. Roupas de linho oferecidas por pastoras, em Belém, e faixas de seda que um dos Magos lhe trouxera.</p>



<p>Secou a roupa num instante, que a Virgem tinha pressa de partir, não vissem os soldados, sobre a areia, o rasto da burrica. E foi então que a Virgem premiou o alecrim. As suas flores iriam ser azuis, da cor azul do manto que levava e durariam, abertas, para além da Primavera. E os ramos tenros que suportaram as roupas do Menino, tal e qual como as roupas da criança, ficariam perfumados.</p>



<p>E é desde então que as mulheres colhem ramos de alecrim para os seus chás, para sararem suas dores de mulheres.</p>



<p>E, em Jerusalém, quando aquele Menino, então já homem feito, entra na cidade sobre o dorso ajaezado da burrica, as mulheres da cidade e outras que vieram de Belém, trouxeram molhos de alecrim e juncaram com os ramos o chão do seu caminho.</p>
</div></div>



<p>Mil anos mais tarde, minha mãe, tal e qual como as mulheres de Jerusalém e de Belém, logo ao começar da Primavera, no Domingo de Ramos, cortava na Quinta do Valbom hastes floridas de alecrim para levar na procissão e que depois guardava, penduradas com uma fita, no frontal. Depois, no Verão, mais em Setembro, ao vir das trovoadas, queimava-os sobre brasas, num pratinho, à janela e era este fumo bento que subia ao céu para arramá-las, como se dizia, para levá-las para longe, para onde não houvesse <em>eira nem beira, nem pé de figueira, nem alminha cristã, nem guedelhinho de lã</em>, como rezavam os versos dessa prece há mil anos inventada.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na Quinta do Valbom da minha terra, ainda tenho renques de alecrim que eu plantei ao findar de um qualquer Inverno já passado e colmeias de abelhas, um pouco já diferentes dos cortiços que Adão tinha no Jardim.</p>



<p>Às vezes, colho um ramo do alecrim que plantei na minha Quinta de Valbom.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="431" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-1024x431.jpg" alt="" class="wp-image-40705" style="width:563px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-1024x431.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-300x126.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-768x323.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-1536x646.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-696x293.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-1392x586.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-1068x449.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2-1320x556.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/03/alecrim-2.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>
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