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	<title>Arquivo de escrever - Duas Linhas</title>
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		<title>O OCEANO DA ESCRITA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Helena Ventura Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 23:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[O QUE DIZ HELENA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Escrita foi uma das maiores invenções da Humanidade e por ela nos encontramos vindos de origens diversas. Queremos comunicar, mas não podemos identificar escritores entre os escreventes, só pelo facto de todos poderem exibir o símbolo de uma elite. O escritor pertence a uma elite? Acho que sim, e a exibição do símbolo não [&#8230;]</p>
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<p>A Escrita foi uma das maiores invenções da Humanidade e por ela nos encontramos vindos de origens diversas.</p>



<p>Queremos comunicar, mas não podemos identificar escritores entre os escreventes, só pelo facto de todos poderem exibir o símbolo de uma elite.</p>



<p>O escritor pertence a uma elite? Acho que sim, e a exibição do símbolo não garante o estatuto.</p>



<p>Talvez ninguém tenha o direito de julgar os melhores com base em critérios ditos intelectuais (o que serão?) mas há formas de julgamento ligadas à inteligência emocional, que logo tocam um sino, dentro de nós, mal lemos um&nbsp; texto bem escrito. E o autor pode nem ambicionar ser escritor.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Depois há o acto de julgar por estratégias calculistas que vêm do princípio dos tempos, e servem um, vários grupos. Hoje vivemos em sociedades onde até a Política é ditada pela Economia.&nbsp; Os “cérebros” que a dominam, pretendem semear a confusão de conceitos, para manter os melhores na sombra. Só lhes importa que o “bem cultural” produzido, venda muito.</p>



<p>Digo melhores, porque eles mesmos, os “cérebros”, nos vão dando indicações através da selecção. O que é imprestável, não incomoda o sistema, pode servi-lo sem atritos.</p>



<p>Começamos a perceber que <strong>melhores,</strong> neste contexto da Literatura, tem muito a ver com <strong>independência.</strong></p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>“A Escrita é para mim como o ar que respiro”, ouvimos dizer tantas vezes, mas poucos assumem que ela pode ser uma necessidade de sobrevivência, decorrente de uma porta que se abriu. E ambas as categorias de escreventes serão capazes de fazer amor com ela, depois de se apaixonarem por paisagens interiores de uma frase, de um texto, ou de um livro.</p>



<p>Mas há sempre uma fractura entre os que nascem predispostos ao êxito imediato a qualquer preço, e os que vão escrevendo à medida das emoções, sem preocupação de se ajustarem a calendários especiais.</p>



<p>Escritor é o que sabe escrever cumprindo as regras gramaticais? Não exactamente. Precisa de conhecê-las, comparar opiniões de nomes celebrizados pelo respeito, mas quando muito caminho se percorre na escrita, as regras podem ser subvertidas por conta da elegância, ou da originalidade.</p>



<p>Tem de saber técnicas específicas para construir frases escorreitas? Talvez algumas. Afinal a vida obedece a regras e hierarquias. Sempre discutíveis, é certo, mas todos temos de alienar a vontade pessoal, a favor de uma serenidade colectiva, ou neste caso de certo rigor formal que não dispense harmonia.</p>



<p>Tem de ler outros autores para poder ter nota positiva na avaliação?</p>



<p>Parece-me essencial conhecer nomes, modos, discursos, se quiser situar-se em algum domínio estilístico e construir a sua comunidade de leitores, o que pressupõe ser avaliado. E aqui para nós, todos querem. Não publicam em livro, não partilham textos nas redes sociais, só para dar voz às vozes interiores. Esperam sempre um retorno positivo.</p>



<p>Vamos considerar a classe que mais importa para a Literatura: a dos escritores descomprometidos, que se assumem como trabalhadores da escrita, depois de ganharem coragem para sair do labirinto do constrangimento. É preciso coragem para a exposição pública.</p>



<p>Os mais livres só podem ser os mais criativos, os tais que, gostando de opiniões de empatia, leram muito, usaram o método comparativo, acabaram por fazer o seu caminho. Fabulosos escritores ditos “rebeldes”, escrevem aquilo que querem, sem esperar loas das agremiações. Às vezes afrontando-as com coragem.</p>



<p>Nem esse caminho é livre de obstáculos. Os lobbies, grupos de pressão e bandos que produzem para a engrenagem do sistema, estão unidos na tarefa de nivelar por baixo. Não&nbsp; desistem do labor de lhes tapar a boca, porque silenciar é o mais activo método de censura.</p>



<p>Bem acompanhados por especialistas em marketing editorial, munidos do tão falado “capital de relações sociais” na esfera dos poderes, alcançam mais depressa a fama, as vendas, os prémios, importantes porque dão projecção.</p>



<p>O poder que os protege, pode dominar os meios que lhes darão voz, mas jamais lhes poderá fornecer a qualidade literária. E só lamento que as associações culturais não defendam ferozmente os seus membros destas avaliações confusas, porque são sustentadas por eles, nem se organizem de forma a negociar com editoras a publicação de obras meritórias.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Já senti na pele a dificuldade de ver os livros chegarem ao conhecimento do público, mas há muitos anos que tenho editora e o privilégio de ver os meus livros no mercado, sem sobressalto.</p>



<p>Deixo estas palavras em nome dos que ainda produzem textos por amor à Escrita e à Verdade e que talvez morram sem ninguém lhes dar a mão.</p>



<p>As distinções póstumas só servem para apaziguar a consciência de quem as atribui, nunca fazem justiça ao talento de quem parte.</p>
</div></div>
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		<title>José Rodrigues dos Santos: &#8220;romance meu vende 500 mil em França&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[J B]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 23:24:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[José Rodrigues dos Santos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A revista Sábado deu à estampa uma curta mas feroz crónica de João Pedro George que acusa a RTP, os jornalistas da RTP, de fazer fretes a promover os livros de José Rodrigues dos Santos. O autor da crónica não esconde o desagrado pelas ditas promoções nem pela qualidade dos livros de José Rodrigues dos [&#8230;]</p>
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<p>A revista Sábado deu à estampa uma curta mas feroz crónica de <a href="https://www.sabado.pt/opiniao/cronistas/joao-pedro-george/detalhe/eu-eu-eu?ref=joao-pedro-george_Destaque">João Pedro George</a> que acusa a RTP, os jornalistas da RTP, de fazer fretes a promover os livros de José Rodrigues dos Santos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i.imgur.com/mO1KPs3.jpg" alt="" class="wp-image-5858" width="548" height="295"/></figure></div>



<p>O autor da crónica não esconde o desagrado pelas ditas promoções nem pela qualidade dos livros de José Rodrigues dos Santos. </p>



<p>No seguimento da publicação da revista Sábado, o crítico de televisão do Duas Linhas, o jornalista <a href="https://duaslinhas.pt/2020/12/ze-tem-la-calma-contigo/?swcfpc=1">Waldemar Abreu</a>, considerou que José Rodrigues dos Santos deveria refrear a amabilidade dos colegas que insistem em lhe promover os livros à força.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/DDam18I.jpg" alt="" class="wp-image-5859" width="610" height="343"/></figure></div>



<p>Na entrevista ao <a href="https://duaslinhas.p">Duas Linhas</a>, o escritor menospreza essas críticas e lembra que os seus romances vendem-se como pãezinhos quentes por esse mundo fora&#8230;</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="José Rodrigues dos Santos: &quot;um romance meu vende 500 mil livros em França&quot;" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/6KYuvNPW0HE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<p>O que o escritor diz, no fundo, é que os outros precisam de aprender a escrever como ele, se querem vender como ele. </p>



<p>Esta entrevista ao Duas Linhas<a href="https://duaslinhas.pt/2020/12/jose-rodrigues-dos-santos-o-magico-de-auschwitz/?swcfpc=1"> está a ser publicada ao longo da semana</a>. Amanhã haverá mais.</p>



<p>JRR/CN</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/12/jose-rodrigues-dos-santos-romance-meu-vende-500-mil-em-franca/">José Rodrigues dos Santos: &#8220;romance meu vende 500 mil em França&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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