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	<title>Arquivo de epidemias - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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		<title>DEIXAM-NOS DOENTES DE ANSIEDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 23:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p> "Alerta global: vírus mortal detetado com taxa de letalidade de 90%".</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/deixam-nos-doentes-de-ansiedade/">DEIXAM-NOS DOENTES DE ANSIEDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Todos os anos, o guião repete-se com uma precisão cirúrgica. Surge uma manchete em letras garrafais na barra do telemóvel: <em>&#8220;Alerta global: vírus mortal sem vacina nem tratamento&#8221;</em>.</p>



<p>O coração acelera, a memória recente de 2020 desperta e o leitor clica, partilha e consome o pânico. Dias depois, descobre que se tratava de um surto isolado de Ébola numa aldeia remota da República Democrática do Congo, contido eficazmente pelas equipas locais. Passaram semanas, a calamidade prometida não aconteceu, mas o lucro do clique já entrou na conta do órgão de comunicação. Vivendo na ressaca psicológica da COVID-19, o jornalismo moderno descobriu uma mina de ouro: o clickbait sanitário.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O CICLO INFINITO DO MEDO</strong></h4>



<p>Estamos reféns de uma engrenagem mediática que se alimenta da nossa vulnerabilidade. Do Norovírus ao Hantavírus, passando pelas recorrentes vagas de Gripe Aviária, qualquer mutação biológica de rotina é tratada pelas redações como o prenúncio do fim do mundo.</p>



<p>O caso do Ébola é o exemplo mais flagrante de amnésia coletiva planeada. Cientificamente, sabemos que o vírus se transmite por fluidos corporais, o que limita de forma drástica o seu potencial de contágio. No entanto, vende-se o Ébola como se fosse uma peste aérea iminente.</p>



<p>O Hantavírus segue a mesma cartilha. Esconde-se o facto de que a transmissão entre humanos é uma raridade biológica e que o risco real advém do contacto com roedores, tudo em prol de um título vago e assustador.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="912" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-1024x912.png" alt="" class="wp-image-49224" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-1024x912.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-300x267.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-768x684.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-696x620.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int-1068x951.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hanta-virus-int.png 1161w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>A verdade económica por trás destas manchetes é simples: o medo é o algoritmo mais rentável da internet. Na atual economia da atenção, as plataformas digitais e os meios de comunicação não são pagos pela qualidade da informação, mas sim pelo volume de interações. Um relatório técnico da OMS sobre uma &#8220;variante sob monitorização&#8221;, algo perfeitamente normal na ciência, transforma-se em &#8220;ameaça mortal&#8221; porque a moderação e o rigor não geram <em>scroll</em> infinito nem receita publicitária. O jornalismo de saúde foi substituído pela gestão do susto.</p>



<p>O mais recente sobressalto, à data em que escrevo este artigo, foi este:</p>
</div></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="616" height="288" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bacteria.jpg" alt="" class="wp-image-49228" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bacteria.jpg 616w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/bacteria-300x140.jpg 300w" sizes="(max-width: 616px) 100vw, 616px" /><figcaption class="wp-element-caption">publicado em 20 de maio no portal Notícias ao Minuto</figcaption></figure></div>


<h4 class="wp-block-heading"><strong>O EFEITO &#8220;PEDRO E O LOBO&#8221;</strong></h4>



<p>Este alarmismo injustificado gera uma ansiedade social desnecessária. Mas, ao banalizar o estado de emergência para faturar com o Norovírus, os média provocam uma fadiga de alerta na população. Quando um patógeno verdadeiramente perigoso e com potencial pandémico real emergir, o público poderá simplesmente encolher os ombros, anestesiado por anos de falsos apocalipses mediáticos.</p>



<p>Não podemos vacinar-nos contra todos os vírus da natureza, mas podemos e devemos vacinar-nos contra o <em>clickbait</em> sanitário. Afinal, a pior epidemia que enfrentamos hoje não é biológica, é editorial.</p>



<p>Esta espécie de febre noticiosa pode estar relacionada com o Tratado Pandémico adotado formalmente a 20 de maio de 2025, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde realizada em Genebra, na Suíça.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>OS NEGÓCIOS DO COSTUME</strong></h4>



<p>O texto político está aprovado, mas a parte técnico-científica ainda não. Falta conciliar interesses muito divergentes dos diferentes blocos geopolíticos, organizações de saúde e setores industriais, cada um motivado por interesses estratégicos distintos.</p>



<p>Por exemplo, Estados Unidos e Reino Unido<strong> </strong>recusam assinar cláusulas que obriguem à quebra de patentes ou à partilha forçada de tecnologia. O interesse deste bloco é puramente focado na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/01/o-tratado-pandemico-e-um-problema-chamado-bill-gates/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2024/01/o-tratado-pandemico-e-um-problema-chamado-bill-gates/">vigilância epidemiológica</a></strong> global, salvaguardando a propriedade intelectual das suas farmacêuticas.</p>



<p><strong><a href="https://duaslinhas.pt/tag/tratado-internacional-sobre-prevencao-e-preparacao-para-pandemias/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/tag/tratado-internacional-sobre-prevencao-e-preparacao-para-pandemias/">Gigantes farmacêuticas</a></strong> (como a Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Roche) e as suas associações setoriais são os atores privados mais influentes no processo. Eles querem produzir medicamentos para os vender, ponto. Para isso, não prescindem dos seus direitos de propriedade intelectual (patentes). A indústria argumenta que a quebra de patentes destrói o incentivo financeiro para investir milhares de milhões em investigação e desenvolvimento de novos fármacos. Dito de outra forma, estraga-lhes o negócio.</p>



<p>Lembremo-nos ainda como foi que as vacinas anti-covid produzidas por laboratórios residentes em outros blocos geopolíticos foram menosprezadas pelos governos ocidentais. Afinal, essas vacinas produzidas na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2020/12/covid-19-86-mortes-e-as-vacinas-invisiveis/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2020/12/covid-19-86-mortes-e-as-vacinas-invisiveis/">China</a></strong>, na <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/01/covid-19-278-mortes-vacina-russa-pode-ser-solucao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/01/covid-19-278-mortes-vacina-russa-pode-ser-solucao/">Rússia</a></strong> ou na Índia funcionaram tão bem ou tão mal como as dos laboratórios ocidentais.</p>



<p>Chegados a este ponto, falta dizer que a eclosão de uma nova crise pandémica funcionaria como um potenciador imediato para a ratificação célere do tratado. O medo de um novo colapso económico e hospitalar destruiria a inércia burocrática atual. Os Estados seriam pressionados a assinar qualquer mecanismo global de proteção imediata.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="510" height="631" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2.jpg" alt="" class="wp-image-49233" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2.jpg 510w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2-242x300.jpg 242w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ebola-2-324x400.jpg 324w" sizes="(max-width: 510px) 100vw, 510px" /><figcaption class="wp-element-caption">Nos últimos 20 anos, a Repúblic Democrática do Congo já teve 17 surtos de ébola</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="633" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/virus-nipah-2.jpg" alt="" class="wp-image-49234" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/virus-nipah-2.jpg 480w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/virus-nipah-2-227x300.jpg 227w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><figcaption class="wp-element-caption">Um surto do vírus nipah aconteceu em janeiro de 2026, no Estado de Bengala Ocidental, na Índia.</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p></p>
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