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	<title>Arquivo de emigrar para África - Duas Linhas</title>
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		<title>A boa vida dos “retornados” nas colónias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hélder de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 May 2021 23:01:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com alguns bons assuntos para serem lidos e chamados à capa, a revista optou por destacar, passadas duas, três gerações, a ”boa vida dos “retornados” nas colónias”, mais especificamente em Angola e Moçambique. O trabalho é profusamente ilustrado com fotos de pessoas sorridentes em festas, nas praias, nas esplanadas, aparentemente retiradas de álbuns de memórias [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/05/a-boa-vida-dos-retornados-nas-colonias/">A boa vida dos “retornados” nas colónias</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Com alguns bons assuntos para serem lidos e chamados à capa, a revista optou por destacar, passadas duas, três gerações, a ”boa vida dos “retornados” nas colónias”, mais especificamente em Angola e Moçambique. O trabalho é profusamente ilustrado com fotos de pessoas sorridentes em festas, nas praias, nas esplanadas, aparentemente retiradas de álbuns de memórias privadas.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/xTtYGHY.jpg" alt="" data-id="10040" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=10040" class="wp-image-10040"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/UCctY2g.jpg" alt="" data-id="10041" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=10041" class="wp-image-10041"/></figure></li></ul></figure>



<p>Recorrendo às (boas) recordações de algumas pessoas, a peça desfia em paralelo elementos estatísticos do regime colonial português e o desenvolvimento económico de Angola e Moçambique &#8211; aliás disponíveis para leitura no Google &#8211; como que justificando &#8220;a “boa vida” com o progresso então registado, sobretudo nos 14 anos de guerra colonial.</p>



<p>A Sábado desenterra, fora do tempo, a despropósito, a palavra “retornados”. Palavra maldita, como se fosse uma fatalidade histórica, como escreveu Helena Matos. Não são (não somos) uma causa, somos um efeito.</p>



<p>A palavra casa mal com a memória e com a realidade. Boas memórias é uma forma de os “retornados” taparem as suas dores.</p>



<p>Retornados – os que regressaram às suas terras -, foram os militares que embarcados “para África e em força” regressavam a suas casas, ao sítio onde pertenciam, terminada a comissão.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p>Muitos dos “retornados”- da ponte aérea e de outras vias -eram nascidos nas colónias, mal conheciam a “Metrópole”.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p>E os que foram para o Brasil, Austrália, África do Sul? Eram “retornados” também?</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p>A palavra continua a ferir cada vez que é proferida, como uma marca a ferro e fogo cravada na pele. É um rótulo estúpido. Posto à força na testa dos que desembarcavam em Lisboa nos idos de 75 e iam procurar os seus caixotes nas margens do Tejo. O regime não soube que nome lhes dar. Eram “retornadas” para não serem refugiadas.</p>
</div></div>



<p>É bom recordar que as pessoas que foram para as colónias ou lá nasceram não estavam de férias. A “boa vida” mostrada na revista não era mais do que o escape de quem trabalhava sem olhar para o relógio e criava riqueza e desenvolvimento. Radicavam-se, instalavam-se para o resto da vida. Investiam localmente. Não obedeciam às regras próprias dos emigrantes. Não pensavam em retornar a lado nenhum. E replicaram a receita ao virem&nbsp;para Portugal.</p>



<p>Um trabalho sobre as concretizações do espírito empreendedor dos “retornados”, que incomodou muita boa gente e o seu contributo para a economia do país é o que sugiro à Sábado.</p>
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