<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de economia mundial - Duas Linhas</title>
	<atom:link href="https://duaslinhas.pt/tag/economia-mundial/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/economia-mundial/</link>
	<description>Informação online</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2026 10:56:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>

<image>
	<url>https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/08/cropped-KESQ1955-png-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de economia mundial - Duas Linhas</title>
	<link>https://duaslinhas.pt/tag/economia-mundial/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">214551867</site>	<item>
		<title>ENQUANTO A EUROPA PERDE O PASSO A CHINA ACELERA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/04/enquanto-a-europa-perde-o-passo-a-china-acelera/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2026/04/enquanto-a-europa-perde-o-passo-a-china-acelera/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[António da Cunha Justo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 23:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[China e Europa]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[made in China]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=48660</guid>

					<description><![CDATA[<p>A elite europeia terá de baixar a sobranceria, e enfrentar uma verdade desconfortável: já não é ela só a ensinar; também ela tem de aprender.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/enquanto-a-europa-perde-o-passo-a-china-acelera/">ENQUANTO A EUROPA PERDE O PASSO A CHINA ACELERA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O diagnóstico da paralisia europeia em contraste com o passado</strong></h4>



<p>A Europa encontra-se, nesta fase da história, numa posição paradoxal: nunca acumulou tantos recursos de conhecimento, nunca discursou tanto sobre o futuro e nunca esteve tão emperrada. O que outrora foi ponta de lança das civilizações, do método científico ao Estado de direito, da Revolução Industrial à integração pós-nacional, reduz-se hoje a um continente que marca passo, tropeçando até nas suas próprias instituições.</p>



<p>O problema não é de conteúdos. Muitos dos valores e princípios que a Europa produziu continuam válidos: a separação de poderes, a liberdade de investigação, a protecção social, o humanismo crítico. A questão está na linguagem e na forma de os tornar operativos. A linguagem tornou-se antiquada quando tenta evocar um passado glorioso sem o traduzir para os desafios presentes; e tornou-se verborreica quando se refugia em jargão sociopolítico, “Defesa dos valores”, “transição justa”, “soberania estratégica”, “resiliência”, que funciona menos como conceito operacional e mais como analgésico discursivo para um povo distraído. O resultado é uma cultura política que confunde intensidade declamatória com acção.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="661" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-1024x661.png" alt="" class="wp-image-48663" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-1024x661.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-300x194.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-768x496.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-1536x991.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-696x449.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-1392x898.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-1068x689.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22-1320x852.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-e-europa-22.png 1616w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A lição incómoda da China</strong></h4>



<p>Criticámos a China de maneira sobranceira, muitas vezes com razão, especialmente no que toca ao controlo comunista, à ausência de um cidadão soberano no sentido ocidental e à repressão sistemática de liberdades fundamentais. Essa crítica sobranceira impediu-nos de ver o óbvio: a China passou-nos a perna em sectores decisivos da ciência e da técnica, sobretudo nas tecnologias limpas.</p>



<p>O caso do automóvel eléctrico é exemplar. A indústria europeia, protegida durante décadas por um&nbsp;<em>status quo</em>&nbsp;confortável de motores de combustão, foi apanhada em contrapé. Enquanto o debate europeu se consumia em quotas de emissões e calendários de proibição, a China produzia, escalava e baixava preços. Hoje, oferece ao seu cidadão comum um veículo eléctrico acessível, não por caridade, mas por planeamento industrial agressivo, economias de escala e uma lógica que a Europa esqueceu: a de que a inovação sem penetração de mercado é mero exercício académico.</p>



<p>As pessoas e isto é um facto empírico, não um juízo moral, querem comer e viver bem. Não olham com rigor a quem as obriga, desde que as necessidades primárias estejam satisfeitas e haja perspectiva de melhoria. Este realismo elementar, que Maquiavel já entendia, continua a escapar às elites europeias, demasiado ocupadas a gerir a sua própria virtude sinalizadora.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="549" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-1024x549.png" alt="" class="wp-image-48665" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-1024x549.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-300x161.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-768x411.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-1536x823.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-696x373.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-1392x746.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-1068x572.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico-1320x707.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-carro-eletrico.png 1570w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A hipocrisia do controlo velado e dos discursos vazios</strong></h4>



<p>A Europa sempre se prezou dos seus valores humanistas e do seu pioneirismo. Mas, paradoxalmente, nunca exerceu tanto controlo sobre as populações como hoje; fá-lo de maneira mais sofisticada e aparentemente democrática. Onde a China usa um partido único e uma arquitectura explícita de vigilância, a Europa usa regulamentação assimétrica, algoritmos de pontuação social disfarçados de “análise de risco”, condicionalidades de fundos europeus que moldam comportamentos, e uma correcção política que actua como censura difusa, sem necessidade de decretos.</p>



<p>A diferença não é de essência, mas de estilo. O Ocidente aproxima-se perigosamente do sistema que critica, a nível de controlo e influência da consciência social. A diferença é que o faz de maneira velada e hipócrita, de maneira a que a maioria das populações não se dê conta, porque as suas necessidades primárias encontram satisfação. O cidadão europeu médio, entretido com o acesso ao crédito, à saúde e à conectividade digital, não percebe que o seu espaço de dissentimento se estreitou tanto como o do chinês, apenas com verniz procedimental.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="554" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-1024x554.png" alt="" class="wp-image-48666" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-1024x554.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-300x162.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-768x415.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-1536x831.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-696x376.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-1392x753.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-1068x578.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha-1320x714.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-espanha.png 1546w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A economia política dos preços altos</strong></h4>



<p>Há uma verdade incómoda que raramente se enuncia: na Europa, quem conta primeiro a nível de empreendimentos são as grandes empresas. O Estado e os seus governantes não estão interessados em preços baixos para o povo, porque quanto mais caros são os produtos, mais o Estado ganha à custa do povo que paga (IVA, impostos especiais de consumo, contribuições sociais embutidas nos preços). O sistema fiscal europeu é progressivo na retórica, mas profundamente regressivo na prática quando sobrecarrega o consumo de bens essenciais e de transição energética.</p>



<p>A China, inversamente, usa o seu controlo estatal para forçar preços baixos em sectores estratégicos, mesmo à custa de margens e de concorrência predatória externa. O resultado é que o cidadão chinês médio acede a tecnologias limpas, telecomunicações e infraestrutura a custos que o europeu considera irrealistas. Enquanto a Europa impõe tarifas “anti-dumping” ou regulações ambientais que funcionam como barreiras não pautais, está na realidade a proteger não o trabalhador, mas a ineficiência instalada e a captura de renda pelas grandes empresas que considera relevantes para o Estado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="639" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export-1024x639.png" alt="" class="wp-image-48667" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export-1024x639.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export-300x187.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export-768x480.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export-696x435.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export-1068x667.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export-1320x824.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-export.png 1326w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O futuro: aprender uns com os outros sem dogmas</strong></h4>



<p>A tese final é simples e incómoda para ambos os lados: a China tem muito a aprender com a Europa em matéria de soberania do cidadão, de garantias processuais e de pluralismo. Mas a Europa tem muito a aprender com a China em matéria de eficácia executiva, de visão industrial de longo prazo e de coragem para subordinar interesses instalados ao bem-estar material da população.</p>



<p>O futuro em que todos aprendem uns dos outros não é um futuro sem conflitos, é um futuro sem posições dogmáticas. O dogma ocidental de que a democracia liberal é condição&nbsp;<em>sine qua non</em>&nbsp;para o desenvolvimento tecnológico está factualmente errado: a China desmentiu-o. O dogma chinês de que o controlo partidário é compatível com a inovação sustentada a longo prazo também enfrenta os seus limites, na demografia, na criatividade reprimida, na fuga de cérebros.</p>



<p>A política não deve emperrar as relações económico-comerciais entre os povos, não por idealismo cosmopolita, mas por realismo: porque só assim se serve o povo. E servir o povo significa entregar resultados mensuráveis: poder de compra, esperança de vida, mobilidade social, acesso a tecnologia, liberdade efectiva de escolha. Qualquer sistema que se meça apenas pela pureza dos seus princípios, e não pelos seus efeitos, está condenado à irrelevância ou à hipocrisia.</p>



<p>A Europa ainda pode reivindicar o seu lugar como ponta de lança. Para isso, a elite europeia terá de abandonar a verborreia, baixar a sobranceria, e enfrentar uma verdade desconfortável: já não é ela só a ensinar; também ela tem de aprender. E aprender, para uma civilização que se quer humanista, é o acto mais humilde e mais forte porque passa a caminhar com o povo sem perder a bússola da mão.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="731" height="424" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-tecno-3.jpg" alt="" class="wp-image-48668" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-tecno-3.jpg 731w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-tecno-3-300x174.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-tecno-3-696x404.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 731px) 100vw, 731px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="641" height="409" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-industria.jpg" alt="" class="wp-image-48669" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-industria.jpg 641w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/china-industria-300x191.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px" /></figure></div></div>
</div>
</div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/enquanto-a-europa-perde-o-passo-a-china-acelera/">ENQUANTO A EUROPA PERDE O PASSO A CHINA ACELERA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2026/04/enquanto-a-europa-perde-o-passo-a-china-acelera/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">48660</post-id>	</item>
		<item>
		<title>UM AMERICANO &#8220;FORA DA CAIXA&#8221;</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/04/um-americano-fora-da-caixa/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2026/04/um-americano-fora-da-caixa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 23:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Sachs]]></category>
		<category><![CDATA[nova ordem mundial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=48467</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um crítico das instituições financeiras internacionais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/um-americano-fora-da-caixa/">UM AMERICANO &#8220;FORA DA CAIXA&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Jeffrey Sachs é um economista norte-americano de projeção internacional e professor na Columbia University, uma das mais prestigiadas universidades dos Estados Unidos. Ao longo da sua carreira, passou por diferentes fases ideológicas: nos anos 80 e 90 foi um dos rostos das políticas de liberalização económica aplicadas em países da América Latina e da Europa de Leste; mais tarde, reposicionou-se como defensor do desenvolvimento sustentável e crítico das instituições financeiras internacionais.</p>



<p>Mais do que um simples professor universitário, Sachs tornou-se um ator no espaço mediático e geopolítico, alguém que já não se limita a interpretar o mundo, mas que procura, sem inibições, influenciar a forma como ele é entendido. Neste excerto de uma entrevista recente, Sachs sugere que a Índia, atualmente na Presidência dos BRICS, ponha os EUA na ordem.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Jeffrey Sachs, um académico norte-americano &quot;fora da caixa&quot;" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/JGdXk-RaiPc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p>O logótipo “New Order” que aparece neste vídeo não corresponde a uma organização, mas sim a um programa televisivo do canal internacional Rússia Today. A presença de Jeffrey Sachs nesse espaço deve ser lida como participação mediática, o homem é livre de dar entrevistas a quem quiser, ainda que revele o tipo de plataformas onde o seu discurso encontra maior ressonância.</p>



<p>Seja como for, <strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Jeffrey_Sachs" type="link" id="https://en.wikipedia.org/wiki/Jeffrey_Sachs">Sachs</a></strong> é uma presença frequente no debate público global, onde combina o estatuto académico com uma intervenção política cada vez mais direta. Tem-se destacado pelas críticas à política externa norte-americana, ao papel das sanções económicas e à arquitetura do sistema internacional dominado pelo ocidente. Essa evolução transformou-o numa figura simultaneamente influente e controversa: para uns, um académico que denuncia os excessos de uma ordem internacional desigual; para outros, uma voz que, embora de reconhecido valor técnico, ecoa narrativas alinhadas com o chamado “Sul Global”. É bem possível que Donald Trump não goste dele.</p>



<p></p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/um-americano-fora-da-caixa/">UM AMERICANO &#8220;FORA DA CAIXA&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2026/04/um-americano-fora-da-caixa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">48467</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Protocolos que Matam &#8211; quando os extremos se unem</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 23:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[EUA-China]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[políticas da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=27577</guid>

					<description><![CDATA[<p>No pós II Guerra Mundial, os EUA instalaram-se como superpotência hegemónica através da venda de defesa aos países aliados, no objetivo de impedir uma nova militarização tanto da Europa como do Japão. O estratega geopolítico norte-americano Peter Zeihan compara esta abordagem a uma nova forma de imperialismo, que não podendo propriamente conquistar o território, como [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/">Protocolos que Matam &#8211; quando os extremos se unem</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>No pós II Guerra Mundial, os EUA instalaram-se como superpotência hegemónica através da venda de defesa aos países aliados, no objetivo de impedir uma nova militarização tanto da Europa como do Japão. O estratega geopolítico norte-americano Peter Zeihan compara esta abordagem a uma nova forma de imperialismo, que não podendo propriamente conquistar o território, como noutras épocas, vendeu influência política e, através desta, a sua cultura. Nos últimos 80 anos, portanto, o mundo ocidental estruturou-se com base no poder do complexo industrial militar dos EUA, uma estrutura&nbsp; que parecia esquecida após a queda do muro de Berlim, em 1989, mas que se revitalizou com o 11 de Setembro, por meio do combate ao terrorismo.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/livro-confissoes-de-1-assassino.jpg" alt="" class="wp-image-27584"/></figure>



<p>Mas os americanos não venderam só defesa. À medida que a Guerra Fria começava a desanuviar, em particular nos anos 70, passou-se gradualmente da venda de segurança para a venda de dívida. A título de exemplo, a partir de um livro lançado recentemente no mercado, John Perkins constata no seu “Confissões de um Assassino Económico” como os EUA, como o apoio do Banco Mundial, começaram a apostar numa abordagem de sobre-endividamento dos países de terceiro mundo, tornando-os dependentes por meio da dívida e perdendo, deste modo, a propriedade dos seus recursos naturais e energéticos para os norte-americanos.&nbsp;</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Tudo parecia bem a Ocidente, até se começar a assistir a uma inesperada, mais confiante, ascensão da China, país que no final dos anos 80 parecia que ia colapsar&nbsp; face aos protestos na praça de Tiananmen. Mas o “Império do Meio” socialista, como constatam vários analistas, soube ouvir as queixas do povo e readaptar-se. O “milagre chinês” é feito sobre a égide “um país, dois sistemas” e o crescimento do poder económico das suas populações, uma forte competitividade interna e a gradual libertação de políticas que oprimiram os cidadãos durante décadas, como a política do filho único.</p>



<p>Mas a China não é um país livre. Embora exista uma certa liberdade individual, não há a liberdade política que existe a Ocidente, o que se traduz em algo tão simples como falar mal publicamente das políticas governamentais. Os seus cidadãos são constantemente vigiados e a China encontra-se na linha da frente de muitas políticas assentes na cibervigilância. No entanto, há quem julgue que essa é a sua força.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/livro-na-cabeca-de-xi.jpg" alt="" class="wp-image-27582"/></figure>



<p>O rosto da atual China é o seu líder supremo, Xi Jinping, e de uma estratégia documentada – leia-se a este respeito o livro “Na cabeça de Xi” – de imitação do modelo imperialista, em particular o norte-americano. Não podendo vender defesa, começou a vender também dívida, em condições de forte concorrência com o modelo ocidental. A promessa: não se intrometer nas políticas locais. Pretendia-se, claro, que a venda de cultura acompanhasse a abordagem, com grandes comunidades de trabalhadores chineses a espalharem-se pelo mundo.&nbsp;</p>



<p>E aqui entrou Itália.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 2013, um novo partido político formado pelo comediante Beppe Grillo, chamado Movimento Cinco Estrelas (M5S), começou a surgir no panorama político italiano. O ensaísta e analista político Guiliano Empoli coloca neste episódio o berço dos designados “engenheiros do caos”, ativistas políticos populistas e anti-sistema que começaram a usar as estratégias das redes sociais – diga-se algoritmos – para ganhar espaço na arena política, num momento em que poucos estavam alerta para as possibilidades destas novas ferramentas.</p>



<p>Não obstante a colagem imediata à extrema-direita, o M5S procurou desde logo formar relações estreitas com a China. Esta proximidade foi depois “vendida” ao povo italiano como uma forma de se promover a independência económica de Itália. Quando em 2018 Giuseppe Conte, membro do M5S, se torna primeiro-ministro, este objetivo é aparentemente concretizado com a entrada italiana na Iniciativa “One Belt, One Road”, por cá conhecida como “Nova Rota da Seda”. Este é um massivo projeto global de infraestruturas patrocinado pela China, e uma das grandes bandeiras de Xi Jinping, que deseja, deste modo, competir com os EUA na arena da dívida global. Itália foi o primeiro grande país europeu a aderir.</p>



<p>Nem por acaso, a 23 de março de 2019, no mesmo dia que Conte assinou a entrada na “Nova Rota da Seda”, a Ministra da Saúde da Itália, Giulia Grillo, membro do M5S, assinou também um Plano de Ação para a Cooperação em Saúde entre a Itália e a China, vinculando a Itália à cooperação com a China em certos campos, incluindo “prevenção de doenças infecciosas”.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Conta Michael P. Senger, no seu artigo “Neil Ferguson, China e um fanático socialista Ministro da Saúde: a história não contada de como os confinamentos chegaram à Itália e ao Ocidente”:</p>



<p>Em outubro de 2020, (Roberto) Speranza publicou um livro intitulado <em>Why We Will Heal: From the Hardest Days to a New Idea of Health</em>. Pouco depois de ser publicado, o livro foi retirado às pressas das lojas. O motivo declarado foi que a Itália estava a passar por uma segunda onda de Covid, mas ao ler o livro fica bem claro que Speranza, que assinou as primeiras ordens de confinamento no mundo ocidental, revela uma embaraçosa falta de preocupação com a própria Covid e um muito maior preocupação sobre como a resposta poderia ser usada para implementar reformas políticas de extrema-esquerda em toda a Itália. Como ele afirma em uma passagem reveladora: “Estou convencido de que temos uma oportunidade única de consolidar uma nova ideia de esquerda&#8230; Acredito que, depois de tantos anos indo contra o vento, existe a possibilidade de reconstruir uma hegemonia cultural sobre novas bases.”</p>



<p>Da mesma forma, Speranza diz que uma lição primária de Covid é que a OMS deve ser fortalecida e pediu que os Estados Unidos fossem impedidos de deixar a OMS. Em contraste, ao longo do livro de 229 páginas, Speranza nunca expressa qualquer crítica à China, indo tão longe a ponto de reconhecer que a China tem “um modelo cultural, político e institucional muito diferente”, enquanto defende laços mais estreitos com a China. “A China é uma grande protagonista do tempo que vivemos e estou convencido de que um importante espaço político se abre para a Europa, como uma dobradiça entre a nova potência asiática e os Estados Unidos.”</p>



<p>Speranza é líder do recém-formado partido político italiano Article One, fundado pelo ex-primeiro-ministro Massimo D’Alema, primeiro ex-membro conhecido de um Partido Comunista a tornar-se primeiro-ministro de um país da NATO. D&#8217;Alema agora atua como presidente honorário da Silk Road Cities Alliance, uma organização estatal chinesa. Speranza deixa claro que estava bem ciente, na época em que ordenou o primeiro bloqueio do mundo livre na Lombardia, na Itália, que estava a copiar uma política que só a China havia feito e que seria uma restrição aos direitos constitucionais fundamentais dos cidadãos.</p>



<p>Antes de ordenar os primeiros confinamentos do mundo ocidental, Speranza desempenhou um papel na Itália como um dos primeiros alarmistas da Covid (…) Speranza organizou as primeiras reuniões da task force de coronavírus da Itália antes de haver casos confirmados no mundo ocidental (…) Speranza diz que foi inspirado a fazê-lo pela resposta que viu na China.)</p>



<p>Michael P. Senger acaba por concluir que acedita que Roberto Speranza foi vítima da propaganda chinesa.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>As consequências da adesão ao modelo chinês</strong></p>



<p>Há quem afirme que a atual China há muito que deixou de ser, na essência, marxista ou socialista, tendo-se aproximado mais dos modelos fascistas ou nacional-socialistas. Na prática, esta é apenas uma inversão da lógica de raciocínio, na medida em que o poder político deixa de estar assente no povo, nos trabalhadores, para ser depositado numa elite que supostamente se encontra mais bem preparada, ou é mais “iluminada”, para lidar com questões políticas complexas. Porque o povo afinal, comentam os ditos “iluminados”, é estúpido e não sabe o que é melhor para ele e para o bem comum.</p>



<p>Esta lógica de raciocínio tem, porém, as suas consequências, porque até os “iluminados” são seres-humanos e têm as suas limitações, razão pela qual Maria Antonieta acabou na guilhotina e Napoleão morreu exilado em Santa Helena.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A adoção das estratégias chinesas não passou apenas pelos confinamentos mas também pela adoção de determinados protocolos hospitalares. É sabido que o número de casos em Bérgamo disparou quando chegaram… os testes e os ventiladores.&nbsp; Há relatórios da OMS que davam a entender que os pacientes estariam a ser ventilados precocemente, em parte devido ao medo de contaminação. Esta ventilação precoce e excessiva terá sido a verdadeira causa do número elevado de mortes que se verificou na Primavera de 2020 em vários países.</p>



<p>Stella Paul, escritora de Nova Iorque, descreve como o protocolo adotado nos EUA teria perigosas promiscuidades lucrativas, conforme listado pela AAPS (Association of American Physicians and Surgeons). Nomeadamente:</p>



<p>&#8211; Um teste de PCR “gratuito”&nbsp; obrigatório&nbsp; na sala de emergência ou na admissão de cada paciente, com taxa paga pelo governo para o hospital;</p>



<p>&#8211; Adicionado pagamento de bónus para cada diagnóstico positivo de COVID-19;</p>



<p>&#8211; Outro bónus para uma admissão de COVID-19 no hospital;</p>



<p>&#8211; Um pagamento de bónus de 20% do Medicare em&nbsp; toda a conta do hospital&nbsp; pelo uso de remdesivir em vez de medicamentos como a ivermectina;</p>



<p>&#8211; Outro e maior pagamento de bónus ao hospital se um paciente com COVID-19 for ventilado mecanicamente;</p>



<p>&#8211; Mais dinheiro para o hospital se a causa da morte for listada como COVID-19, mesmo que o paciente não tenha morrido diretamente de COVID-19;</p>



<p>&nbsp;&#8211; Um diagnóstico de COVID-19 também fornece pagamentos extras aos médicos legistas.</p>



<p>No final caso a morte fosse COVID, o familiar teria direito a ajudas de custo no funeral.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em Portugal não foi muito diferente, apesar de algumas tentativas, noticiadas pelos media portugueses, de não se reduzir a abordagem ao uso de ventiladores, os protocolos acabaram por influenciar o excesso de diagnósticos e mortes por todas as causas. Enumero:</p>



<p>1 &#8211; Terem sido exclusivamente centrados na Covid.</p>



<p>2 &#8211; Não se terem articulado com os hospitais privados, estabelecendo-se protocolos para garantir que as outras doenças não ficavam sem assistência. Nomeadamente, no que toca a cirurgia programada e a rastreios oncológicos e diagnóstico precoce.</p>



<p>3 &#8211; Condicionarem o acesso dos outros doentes aos serviços de saúde.</p>



<p>4 &#8211; Comprometerem as consultas hospitalares e em centros de saúde com cerca de 1 milhão de consultas canceladas.</p>



<p>5 – Adiarem a cirurgia programada, com um agravamento exponencial das listas de espera.</p>



<p>6 &#8211; Adiarem rastreios de cancro do cólon e mama, com cerca de 400.000 rastreios do colo do útero a ficar por fazer, muitos deles de forma irrecuperável.</p>



<p>(Números do início de 2020)</p>



<p>7 &#8211; Terem quase completamente amputado a relação médico-doente, que se tornou praticamente inexistente durante a crise sanitária porque substituída por atendimentos ao postigo e telemedicina. E ainda não foi completamente recuperada.</p>



<p>8 &#8211; Não terem acautelado o supremo respeito pelo Consentimento Informado dos doentes.</p>



<p>9 &#8211; Terem comprometido a continuidade de tratamentos oncológicos por submissão ao resultado negativo dos Rt-PCR e, posteriormente, ao estado vacinal dos pacientes.</p>



<p>Claro que tudo isto seria esquecido e até valorizado se a prometida nova vacina com uma inovadora tecnologia desenvolvida em 9 meses tivesse conseguido controlar a pandemia e erradicado o vírus Sars Cov 2. Mas até isto é questionável.</p>



<p>O investigador Denis Rancourt publicou recentemente um artigo em que defende que o excesso de mortalidade foi devido às medidas de saúde pública aplicadas e posteriormente aos efeitos secundários das Vacinas.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Já Eyal Shahar, professor emérito de saúde pública em epidemiologia e bioestatística, refere a partir de um artigo israelita que todas as análises estatísticas às vacinas foram feitas sem ter atenção aos múltiplos vieses:</p>



<p>“A decisão de quem não vacinar não foi aleatória. Deve ter sido baseado em considerações médicas razoáveis, particularmente na expectativa de vida. Por exemplo, qual é o mérito de vacinar um idoso de 90 anos que sofre de demência avançada e câncer metastático?</p>



<p>Esses 4.114 residentes não vacinados estavam mais doentes para começar. A sua expectativa de vida era menor, independentemente da possível infecção por SARS-CoV-2, e é por isso que sua mortalidade não-Covid era várias vezes maior.</p>



<p>Dito de outra forma, pertencer ao grupo não vacinado foi um marcador geral de pior saúde. Ou vice-versa — pertencer ao grupo vacinado era um marcador de melhor saúde. Isso em média, claro.</p>



<p>O fenómeno que observamos aqui é chamado de viés do “vacinado saudável” e está bem documentado na literatura de pesquisa, que remonta às vacinas contra a gripe . O viés é muito forte em idosos frágeis residentes em lares, mas é visto em todas as faixas etárias da população em geral.</p>



<p>A implicação do fenómeno do “vacinado saudável” – ao estimar a eficácia da vacina – é chamada de viés de confusão. Uma comparação ingénua da mortalidade por Covid em pessoas vacinadas e não vacinadas, mesmo que ajustada por idade, é totalmente enganosa porque as últimas têm maior risco de morte para começar. Pelo menos parte de sua maior mortalidade por Covid, se não toda, não tem nada a ver com não ser vacinado. Eles são simplesmente pessoas mais doentes.”</p>
</div></div>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na China há a convicção de que só os mais iluminados têm o direito de Governar, tendo-se criado um sistema educativo altamente competitivo desde a base que estratifica e condiciona a vida dos seus cidadãos. Este espírito parece ter contaminado o Ocidente. Uma certa elite acredita que por ter mais dinheiro, por ter movido os últimos avanços tecnológicos globais, deveria decidir o futuro do planeta.</p>



<p>Talvez para preservar as hegemonia os EUA só precisem de parar de promover a guerra em vez de adotarem as estratégias totalitárias dos seus adversários.</p>



<p>&nbsp;“Quem só sabe de medicina, nem de medicina sabe”.</p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/">Protocolos que Matam &#8211; quando os extremos se unem</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">27577</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A RÚSSIA E AS SANÇÕES ECONÓMICAS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-as-sancoes-economicas/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-as-sancoes-economicas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 23:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[sanções contra a Rússia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=27297</guid>

					<description><![CDATA[<p>A cooperação económica entre a Rússia e o ocidente, nomeadamente a Europa, é a principal vítima da guerra na Ucrânia, para além dos soldados que morrem nas trincheiras dos dois lados. As sanções impostas contra a Rússia, a destruição de infraestruturas como o gasoduto Nordstream, são atitudes que a Rússia diz não ir esquecer tão [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-as-sancoes-economicas/">A RÚSSIA E AS SANÇÕES ECONÓMICAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A cooperação económica entre a Rússia e o ocidente, nomeadamente a Europa, é a principal vítima da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-a-guerra-nuclear/">guerra na Ucrânia</a></strong>, para além dos soldados que morrem nas trincheiras dos dois lados.</p>



<p>As sanções impostas contra a Rússia, a destruição de infraestruturas como o gasoduto Nordstream, são atitudes que a Rússia diz não ir esquecer tão depressa e que levará em conta quando o Ocidente, os europeus principalmente, se lembrar que o gás russo é muito mais barato que o americano.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A Rússia e as sanções económicas" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/tmDl-UUQrCc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Nesta <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-no-xadrez-da-geopolitica/">entrevista à RTP</a></strong>, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia lembrou que a guerra começou em 2014 e que não foi a Rússia a disparar o 1º tiro.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-as-sancoes-economicas/">A RÚSSIA E AS SANÇÕES ECONÓMICAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-as-sancoes-economicas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">27297</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A RÚSSIA NO XADREZ DA GEOPOLÍTICA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-no-xadrez-da-geopolitica/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-no-xadrez-da-geopolitica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 23:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos da América]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[mundo multipolar]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=27249</guid>

					<description><![CDATA[<p>A entrevista de Sergey Lavrov à RTP deu-nos a oportunidade de ouvir, em primeira mão, o pensamento dos dirigentes da Rússia. E um dos pontos mais interessantes do que foi dito pelo ministro russo dos Negócios Estrangeiros foi o modo como a Rússia interpreta as movimentações no xadrez da geopolítica. Lavrov admitiu que a Rússia [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-no-xadrez-da-geopolitica/">A RÚSSIA NO XADREZ DA GEOPOLÍTICA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-a-guerra-nuclear/">entrevista de Sergey Lavrov</a></strong> à RTP deu-nos a oportunidade de ouvir, em primeira mão, o pensamento dos dirigentes da Rússia. </p>



<p>E um dos pontos mais interessantes do que foi dito pelo ministro russo dos Negócios Estrangeiros foi o modo como a Rússia interpreta as movimentações no xadrez da geopolítica.</p>



<p>Lavrov admitiu que a Rússia não pretende disputar com a China a liderança no processo de retirar a hegemonia mundial aos Estados Unidos. E como as guerras se vencem quase sempre pelo <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-e-as-sancoes-economicas/">lado da economia</a></strong>, o ministro russo lembrou que o PIB do países do G7 já é inferior ao PIB dos países BRIC, onde a Rússia se insere, e esse é o sinal de que o resto do mundo (Médio Oriente, Ásia, África) se está a livrar do neocolonialismo norte-americano e europeu.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A Rússia e a construção de um mundo multipolar" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/2VuHHphylXQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>



<p>Caso o vídeo fique bloqueado no YouTube podem ver no Telegram</p>



<p><a href="https://t.me/duaslinhas/650">https://t.me/duaslinhas/650</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-no-xadrez-da-geopolitica/">A RÚSSIA NO XADREZ DA GEOPOLÍTICA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2023/07/a-russia-no-xadrez-da-geopolitica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">27249</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A CHINA não é a RÚSSIA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2022/07/a-china-nao-e-a-russia/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2022/07/a-china-nao-e-a-russia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jul 2022 23:01:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[a questão de Taiwan]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=20747</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os sinais de tensão têm vindo a aumentar, com frequência a China envia aviões militares para o espaço aéreo da ilha separatista, numa demonstração de que considera tudo aquilo como seu. A China já avisou os EUA para não se meterem em aventuras tão longe de casa. No artigo, assinado por Matt Oliver, coloca-se a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/07/a-china-nao-e-a-russia/">A CHINA não é a RÚSSIA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os sinais de tensão têm vindo a aumentar, com frequência a China envia aviões militares para o espaço aéreo da ilha separatista, numa demonstração de que considera tudo aquilo como seu. A China já avisou os EUA para não se meterem em aventuras tão longe de casa.</p>



<p>No artigo, assinado por Matt Oliver, coloca-se a questão sobre a reação das multinacionais quando a China lançar a sua “operação militar especial”. Será que vão alinhar de novo em sanções e abdicar do mercado chinês? &nbsp;&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1131" height="235" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/matt-oliver-2.jpg" alt="" class="wp-image-20751"/><figcaption class="wp-element-caption">título do artigo de Matt Oliver: &#8220;Empresas ocidentais enfrentam crise existencial à medida que cresce o medo da China invadir Taiwan&#8221; </figcaption></figure></div>


<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color"><strong>A questão, em resumo</strong></h2>



<p>Sair da Rússia penalizou a Apple em 1% das vendas a nível global. Outras empresas mundiais tiveram prejuízos semelhantes. Nada que lhes tenha feito mossa.</p>



<p>Já o mercado chinês é outra conversa. Os lucros de muitas das maiores empresas ocidentais são obtidos, em grande parte, no mercado chinês, o país mais populoso do mundo.</p>



<p>Voltando ao exemplo da Apple, a receita obtida na China rondou os 68 mil milhões de dólares, cerca de 20% do total do negócio. A BMW vende 1 em cada 3 carros na China. A AstraZeneca faturou no ano passado 6 mil milhões na China.</p>



<p>Não é apenas no retalho que as multinacionais têm apostado na China. Voltando ao exemplo da Apple, em Zhengzhou a empresa Foxconn construiu a &#8220;cidade do iPhone&#8221;, onde emprega mais de 300.000 pessoas e produz metade dos iPhones mundiais em nome da Apple. A Apple depende ainda de uma longa lista de fornecedores chineses para componentes, como acontece com outras gigantes tecnológicas como a Microsoft, Google e Intel.</p>



<p>Outros exemplos: a Nike tem 102 fábricas na China; a Volkswagen vende um carro na China a cada 10 segundos, tem 33 fábricas no país.</p>



<p>Se a China for alvo de sanções económicas, como acham que estas empresas vão reagir? A China vai atacar Taiwan, não se sabe quando. Se fosse para fazer um favor à Rússia, era já. Mas os chineses vão esperar pelo seu momento. Serão eles a escolher o dia e a hora do ataque. Quando isso acontecer, os chineses dirão às empresas estrangeiras para escolher um lado. Com tudo o que isso implica.</p>



<p><sup>(com <strong><a href="https://www.telegraph.co.uk/business/2022/07/16/western-companies-face-existential-crisis-fears-grow-chinese/">The Telegraph</a></strong>)</sup></p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/07/a-china-nao-e-a-russia/">A CHINA não é a RÚSSIA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2022/07/a-china-nao-e-a-russia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">20747</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A economia da guerra</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2022/02/a-economia-da-guerra/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2022/02/a-economia-da-guerra/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Feb 2022 23:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na Ucrânia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=17411</guid>

					<description><![CDATA[<p>A guerra será o principal argumento para o preço do petróleo disparar em alta. Atrás do petróleo irá tudo o resto, desde a alimentação, ao vestuário, serviços, tudo irá ficar mais caro. Os americanos dizem que irão substituir a falta do gás russo pelo seu próprio gás. Mas não dizem a que preço. E o [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/02/a-economia-da-guerra/">A economia da guerra</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A guerra será o principal argumento para o preço do petróleo disparar em alta. Atrás do petróleo irá tudo o resto, desde a alimentação, ao vestuário, serviços, tudo irá ficar mais caro. Os americanos dizem que irão substituir a falta do gás russo pelo seu próprio gás. Mas não dizem a que preço. E o gás americano precisa de atravessar o Atlântico em navios-tanque para chegar à Europa. Será uma procissão de navios-tanque. Uma linha de abastecimento vulnerável, mesmo não sendo alvo direto de ataques. Qualquer grupo terrorista vai querer fazer o gosto ao dedo. Fazer explodir navios-tanque cheios de gás deve dar um espetáculo lindo de se ver.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="616" height="390" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/02/navio-tanque.jpg" alt="" class="wp-image-17415"/><figcaption>navio-tanque de transporte de gás </figcaption></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem ganha com a guerra</strong></h2>



<p>Numa entrevista à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, alerta que estamos à beira de uma nova crise económica mundial.</p>



<p>&#8220;Pode ser que estejamos à beira do desencadear de uma nova crise económica global, a juntar-se à crise financeira de 2008-2009 e à mais recente crise da covid-19. Poderá ser catastrófico&#8221;, disse António Mendonça, nas declarações à Lusa.</p>



<p>António Mendonça acredita que &#8220;Portugal não será seguramente o mais afetado&#8221;. Para o economista, &#8220;o que está a acontecer era previsível e, mais uma vez, os americanos têm marcado a dinâmica da resposta ocidental, o que não deixa de ser prejudicial para a própria União Europeia que corre sérios riscos de perder completamente a iniciativa numa questão em que os europeus serão sempre os mais afetados&#8221;, argumenta.</p>



<p>&#8220;Naturalmente que os impactos sobre os preços serão grandes, com todas as repercussões em cadeia&#8221;, mas as consequências mais negativas serão, sobretudo, para a Rússia.</p>



<p>Já os Estados Unidos podem vir a ser bastante beneficiados, lembra o Bastonário, “com o desvio das importações europeias&#8221;. Contudo, lembra que &#8220;não será fácil substituir de um momento para o outro mais de 20% do gás consumido na Europa&#8221;.</p>



<p>Os sacrifícios tocarão a todos os países europeus, no entanto Portugal &#8220;pode ser uma oportunidade para fazer valer os projetos energéticos”, diz António Mendonça, “designadamente o papel do porto de Sines” e reforçar “o sistema de transporte energético na Península Ibérica e as suas ligações com a Europa”, defende, acrescentando poder ser &#8220;uma boa ocasião para a União Europeia pensar como unidade e não como um somatório de interesses dos mais fortes&#8221;.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/02/a-economia-da-guerra/">A economia da guerra</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2022/02/a-economia-da-guerra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">17411</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Chineses compram sangue e lágrimas portuguesas</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2020/08/chineses-compram-sangue-e-lagrimas-portuguesas/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2020/08/chineses-compram-sangue-e-lagrimas-portuguesas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 09:34:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[domínio da China]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Mota-Engil]]></category>
		<category><![CDATA[Yanis Varoufakis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=3370</guid>

					<description><![CDATA[<p>A junção da Mota-Engil com uma empresa chinesa, para se poder financiar, será um amargo engano para as expectativas portuguesas. A moeda chinesa é para muitos uma engenhoca que tem permitido comprar empresas portuguesas ao preço de tiras de papel, se assim podemos simplificar. A moeda de vários países como os Estados Unidos da América, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/08/chineses-compram-sangue-e-lagrimas-portuguesas/">Chineses compram sangue e lágrimas portuguesas</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A junção da Mota-Engil com uma empresa chinesa, para se poder financiar, será um amargo engano para as expectativas portuguesas.</p>



<p>A moeda chinesa é para muitos uma engenhoca que tem permitido comprar empresas portuguesas ao preço de tiras de papel, se assim podemos simplificar.</p>



<p>A moeda de vários países como os Estados Unidos da América, Grã-Bretanha ou Portugal já não está -há muito tempo- indexada a valores reais como o ouro. O volume de negócios é enorme e não existe ouro suficiente para garantir essa correspondência. Existe apenas a garantia dos Estados.</p>



<p>O dinheiro que o Banco Central Europeu nos empresta ou oferece, com ar generoso, são meros números de computador ou tiras de papel de qualidade, para não poderem ser falsificadas. O Banco Central Europeu não tem qualquer fonte de receita que não seja a contribuição dos Estados e é muito murmurada uma alegada ordem de Draghi: “Passem as reservas de 1 para 3 mil milhões de euros no computador”.</p>



<p>Por sua vez os Estados imprimem dinheiro em conjugação com as politicas de equilíbrio do Banco Central Europeu e andamos de pescadinha de rabo na boca. Tenta-se assim manter os reais valores da economia e não os valores dos mercados. Embora os mercados se sobreponham à economia.</p>



<p>Tenho lido muito sobre esta matéria e tornei-me fã de Yanis Varoufakis, o ministro grego que mandou a Troika à fava.</p>



<p>Num livro que escreveu para explicar à sua filha a diferença entre economia e mercado, Varoufakis deixa claro que estamos presos por uma chusma de gente que não produz bens. Funcionários, policias, juízes, religiosos e por aí fora, que tiram partido do superavit. Ou seja vão ao bolo que nós produzimos. O pretexto é a ordem, a segurança, a legitimação do poder e por aí fora.</p>



<p>Estas subtilezas da economia e das finanças nunca foram explicadas, para que nós não entendamos o que são os mercados e quem nos vai ao bolso.</p>



<p><strong>Abatemos os nossos barcos de pesca</strong></p>



<p>No passado, Cavaco achou que deveríamos ser um país de serviços. E fizemos a troca por subsídios europeus. Melhor dizendo, trocámos coisas palpáveis por tiras de papel. Abatemos tudo. Acabámos com a frota de pesca, com o azeite, o leite. Aceitámos uma PAC – Plano Agrícola Comum e ficámos contentes com a massa.</p>



<p>Passou então tudo a vir do Brasil, Rússia, Índia e China para ser empacotado nos países europeus ricos com marcas chiques. Os portugueses, espanhóis e gregos ficaram com a escrituração.</p>



<p>A China aproveitou a ideia de a tornarem num grande mercado final de mil milhões de pessoas. Primeiro começou a produzir para os outros e depois para ela própria. Quem ao inicio mandava eram as multinacionais ferozes e sem pátria. Depois a China pediu para ter moeda à farta, para os chineses poderem comprar. E as multinacionais gulosas concordaram. E foi um pequeno passo até os chineses produzirem resmas da sua moeda. A última etapa foi trocá-la por dólares e euros. E pronto, os chineses afinal não eram parvos.</p>



<p>Passada uma geração, os chineses deixaram o chinelo e viajam agora pelo mundo e compram Portugal de alto a baixo.</p>



<p><strong>Vende-se tudo até a cidadania</strong></p>



<p>Esta foi a primeira pandemia. E não é necessário ler os livros todos de Varoufakis para perguntar: não seria melhor o Banco Central Europeu fazer o mesmo que os chineses fizeram policopiando tiras de papel? Ou ainda, porque razão a Organização Mundial do Comércio Livre permite que a China tenha trabalho escravo? Uma concorrência cruel e desleal. E quem deixa clonar todos os produtos? Porque se cala o Ocidente perante o esmagamento da cidade outrora livre de Hong-Kong, como se os tratados fossem para rasgar?</p>



<p>A Mota-Engil julga ter descoberto o ovo de Colombo. Mas quem o descobriu foram os chineses que dirigem os nossos bancos, a nossa saúde e até sectores estratégicos para a defesa nacional, como a electricidade.</p>



<p>E porque é que isto acontece? Porque há senhores a venderem o que é nosso. Coisas que foram construídas com suor e sangue de muitas gerações de portugueses, a ganharem salários miseráveis. Homens, mulheres e crianças fizeram hospitais, escolas, plantaram árvores e postes, meteram cabos, construíram estradas, arados e barcos, lavraram as terras, ergueram cidades inteiras.</p>



<p>E agora? Agora chegam uns senhores e compram um cartão de cidadão português, como quem compra um bilhete de cinema… e zás açambarcam a liderança de todas as empresas em função das estratégias de Pequim..</p>



<p>E os serviços de informação não reportam? E os deputados não pensam? </p>



<p>Para uma economia humana e saudável, Varoufakis receita o fim das contas off-shores e dos cofres privados alugados pelos bancos a portugueses nos subterrâneos da Baixa Lisboeta.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/08/chineses-compram-sangue-e-lagrimas-portuguesas/">Chineses compram sangue e lágrimas portuguesas</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2020/08/chineses-compram-sangue-e-lagrimas-portuguesas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3370</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
