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	<title>Arquivo de Diário de Notícias - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Diário de Notícias - Duas Linhas</title>
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		<title>O ‘ressuscitado’ tinha de se suicidar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2024 19:29:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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<p>Os gritos irritados que ouvia ao telefone quase me assustaram. Recente na redação do <em>DN</em>, estávamos no início dos anos 80 do século passado, eu dava toda a razão àquele indignado catedrático, já que na página de Necrologia, como publicidade paga e em jeito de graçola, os seus alunos tinham mandado publicar, com fotografia, o seu anúncio fúnebre. Alegava, fora de si, que estava bem vivo, como confirmava aquela conversa. Mesmo esclarecendo que a publicidade não era da responsabilidade dos jornalistas, a vozearia continuava tão alta que se ouvia ao redor da minha secretária.</p>



<p>O meu Chefe (eu estava na que, então, se chamava Secção de Informação Geral), intrigado com tal barulheira, perguntou-me o que se passava. Pousei o telefone e resumi a situação. Sempre irónico, como era seu timbre, retorquiu: “Se o <em>Diário de Notícias</em> (que é uma instituição) diz que morreu, está morto. Nem que se suicide!” – sabendo que uma chalaça destas, proferida na redação, jamais chegaria às páginas do jornal.</p>



<p>Quando levantei o auscultador para dar a explicação, tudo tinha mudado. O leitor ria à gargalhada, pois tinha ouvido a afirmação do editor. “Não me vou suicidar, obviamente. Mas está certo! Se o <em>Diário de Notícias</em> disse, está dito.” E, percebendo que qualquer desmentido apenas iria reforçar a posição dos seus iconoclastas alunos, desistiu da queixa.</p>



<p>O <em>DN</em> era, assim, uma instituição de referência e de respeitabilidade. Mais de 40 anos depois da chalaça do meu Chefe, ao ver tudo o que se passa com o Global Media Group, interrogo-me sobre o que fizeram à Comunicação Social? E fico com dores na alma. Muitas dores…</p>



<p>Mudaram os tempos, os proprietários, a concorrência, os diretores, as tendências, os grafismos, os jornalistas, os leitores. Mas nada pode justificar o processo em curso, por parte de uns administradores sem categoria nem vergonha, de destruir este património do <em>DN</em> (159 anos) e dos centenários <em>Jornal de Notícias</em> e <em>Açoriano Oriental</em>, dos mais recentes <em>O Jogo</em> e <em>TSF</em>.</p>



<p>Todos os dias alguns dos nossos camaradas escrevem no seu <em>Facebook</em> ‘Hoje é dia 56 (amanhã será 57 e assim sucessivamente) de Dezembro para a maioria dos trabalhadores da GMG’, numa alusão aos ordenados em atraso e aos subsídios de Natal que não foram pagos. Dir-me-ão que há bastantes trabalhadores de outros sectores na mesma situação. É verdade. Mas não é menos verdade que se os primeiros não trabalharem e receberem salários, dos segundo nunca se saberá nada.</p>



<p>Neste momento, além de toda a solidariedade que me merecem os trabalhadores das publicações agora reunidas na Global Media Group (alguns, como referi, sem receberem salários há dois meses!), importa saber que medidas urgentes e eficazes estão a ser tomadas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, pela Autoridade para as Condições do Trabalho, pela Procuradoria Geral da República perante o que talvez seja o maior ataque à viabilidade e credibilidade da Comunicação Social nos últimos 50 anos, o que significa o maior ataque social à Democracia desde o 25 de Abril.</p>



<p>E apelar ao cidadão comum, em prol da Democracia e do pluralismo, que comprem jornais. Acreditem que <em>fake news</em> na Imprensa, hoje como no passado, são apenas do género daquele anúncio necrológico.</p>
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		<title>Diário de Notícias voltou às bancas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2020 14:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edição impressa do Diário de Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em síntese: o Diário de Notícias voltou a ser um jornal impresso, voltou a ser diário&#8230; mas continua com poucas notícias. A 1ªpágina da edição que marca o regresso do jornal é esta:</p>
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<p>Em síntese: o Diário de Notícias voltou a ser um jornal impresso, voltou a ser diário&#8230; mas continua com poucas notícias. A 1ªpágina da edição que marca o regresso do jornal é esta:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/iV5TU79.jpg" alt="" class="wp-image-6459"/></figure>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/12/diario-de-noticias-voltou-as-bancas/">Diário de Notícias voltou às bancas</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Galinha no Diário de Notícias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2020 12:20:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Marco Galinha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marco Galinha é o novo boss do Diário de Notícias, em particular, e da Global Media no seu todo. Depois da passagem mais ou menos infeliz do empresário angolano António Mosquito por este grupo de media, os mais distraídos poderão pensar que se trata de uma mera sucessão zoológica, mas não é bem assim. Marco [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/11/galinha-no-diario-de-noticias/">Galinha no Diário de Notícias</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Marco Galinha é o novo <em>boss</em> do Diário de Notícias, em particular, e da Global Media no seu todo. Depois da passagem mais ou menos infeliz do empresário angolano António Mosquito por este grupo de media, os mais distraídos poderão pensar que se trata de uma mera sucessão zoológica, mas não é bem assim.</p>



<p>Marco Galinha é mais um <em>self-made man</em> da região de Leiria (o que será que aquela terra tem?) e vem com ideias de transformar as coisas. A primeira ideia é fazer com que o Diário de Notícias volta a ser um jornal diário impresso em papel. À primeira vista, uma ideia perigosa em termos empresariais. A edição em papel de jornais e revistas está pelas ruas da amargura, com vendas a cair a pique e a tendência tem sido a de adaptar os títulos ao digital, com conteúdos de acesso livre e outros pagos, mas tudo no digital. Voltar ao papel soa a desvario de quem não sabe o que diz mas, mais uma vez, pode não ser bem assim.</p>



<p>Marco Galinha não é propriamente um novato na imprensa. Há dois anos que tem uma participação no Jornal Económico, tempo suficiente para alguém se arrepender mas, pelos vistos, não foi isso que aconteceu. Tentou, entretanto, concorrer à compra da Media Capital (TVI), mas acabou por não ir a jogo quando se acreditava que a Cofina tinha o negócio na mão.</p>



<p>Agora, o processo de aquisição da Global Media foi apreciado positivamente pela ERC. A luz verde surgiu no site dessa entidade reguladora no dia 28 de outubro, num relatório onde se explica que Marco Galinha, do grupo Bel, fica com cerca de 40% da dona do DN, JN e TSF, entre outros.</p>



<p>O mais interessante do relatório não é a conclusão, a ERC raramente existe para contrariar intenções empresariais, mas é a possibilidade de verificarmos quem é este empresário que a opinião pública desconhece.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/JKHWPBV.jpg" alt="" class="wp-image-4976"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/YQme5o9.jpg" alt="" class="wp-image-4977"/></figure>



<p>Por aqui vemos que o forte do Grupo Bel de Marco Galinha é a distribuição e as máquinas de <em>vending</em>, aquelas onde enfiamos moedinhas para sacar garrafas de água, tabaco ou latas de coca-cola. Mas também entrou no setor industrial, com metalurgia e tecnologia espacial. Na área da Comunicação Social, é o patrão da Aximage (sondagens e estudos de mercado) e através da Megafin tem a participação no Jornal Económico já antes mencionada.</p>



<p>O que este relatório não diz, nem tinha de dizer, é se a expansão do Grupo Bel tem sido feita à custa de crédito bancário ou se este empresário anda a arriscar mesmo o seu próprio dinheiro. Mesmo sem pesquisar sobre este tema, sabemos qual a resposta. Depois da luz verde da ERC, não será a Autoridade da Concorrência que vai criar obstáculos à concretização definitiva do negócio, pelo que é a própria ERC, neste relatório, que nos dá já uma visão ampla da dimensão do empresário na Comunicação Social e nas outras áreas de negócio.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/5EpAcmL.jpg" alt="" class="wp-image-4978"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/rVTtgZy.jpg" alt="" class="wp-image-4979"/></figure>



<p>Sobre si próprio, numa entrevista à <a href="https://visao.sapo.pt/atualidade/economia/2019-12-22-marco-galinha-a-incrivel-historia-de-um-tubarao/">revista Visão</a>, este empresário lembra aos restantes que foi campeão nacional de BTT, uma disciplina do ciclismo: “Eu vinha de campeão nacional de BTT e achava que queria ser campeão nacional nas empresas em Portugal. Eu sabia que era difícil mas não mais difícil. As regras são as mesmas: disciplina, organização, seriedade, não usar doping, ou seja, tinha de cumprir as regras”. E diz que assim tem sido.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/11/galinha-no-diario-de-noticias/">Galinha no Diário de Notícias</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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